10 de setembro de 2017
A Vida, o Universo e Tudo Mais
10 de setembro de 2016
Quarenteum
10 de setembro de 2015
ENTA
10 de setembro de 2014
Os 39 Degraus
10 de setembro de 2013
10 de setembro de 2012
Trintesete
31 de julho de 2012
Six, Six, Six
10 de setembro de 2011
Rob 36 x 100 Beatles
10 de setembro de 2010
35
William Riker: Fale por você mesmo, senhor. Eu planejo viver para sempre.
Décadas.
Milhares de dias, recheados de sorrisos e lágrimas, amores e desilusões, despedidas e abraços. De conquistas, vitórias e derrotas. De paixões fulminantes e adolescentes, explosões de ódio imaturo. De amores maduros e cuidadosos, raivas frias demais para serem perdoadas.
Dei gargalhadas altas em mesas de bar; defendi pênaltis e fiz gols de placa; tive vontade de gritar de felicidade no meio da rua. Mas também soquei paredes para aliviar a frustração, chorei escondido, escrevi poemas não publicados.
Milhares de sonhos. Alguns eu abandonei, outros me esqueceram. Outros eu adaptei, troquei, manuseei. Mas um punhado deles sempre esteve aqui, desde o primeiro dia. E sempre estará. Sempre guardado ao lado dos livros, filmes, músicas, quadrinhos, jogos e textos que me ensinaram, confortaram, e mostraram que, antes de tudo, ninguém nunca está sozinho.
Milhares de pessoas. E, com elas, sorrisos, apelidos, brigas, brincadeiras, segredos, confiança, discussões, broncas, beijos, abraços. Histórias para contar gargalhando. Histórias para lembrar sozinho e se emocionar justamente por se lembrar.
Alguns desapareceram no tempo e se tornaram apenas rostos vagos em salas de aula, em prédios do bairro, em festas, bares e casas de amigos. Outros sempre foram para sempre e sempre souberam disso.
Milhares de pessoas, milhares de sonhos, milhares de dias.
Décadas.
E, como todo mundo,
o menino maluquinho cresceu.”
Um enorme e sincero muito obrigado!
10 de setembro de 2009
30 e 4

Kirk: É uma coisa muito, muito melhor do que qualquer outra que eu tenha feito. Um lugar de descanso muito melhor que qualquer outro que eu tenha conhecido.
Carol: É um poema?
Kirk: É algo que Spock estava tentando me dizer. No dia do meu aniversário.
McCoy: Você está bem, Jim? Como está se sentindo?
Kirk: Jovem. Estou me sentindo jovem, Doutor.
Independente de como você estiver, nunca se esqueça de seus amigos. Afinal, eles estarão no seu futuro, pois ajudaram a construir seu passado.
Independente de onde você viver, nunca se esqueça do lugar que você veio. Porque é para lá que você precisará fugir algumas vezes.
Independente do que você fizer, nunca se esqueça de que você ainda pode ser um herói, todos os dias. Mesmo que nem sempre você se sinta como um.
Independente do que você viver, nunca se esqueça de quem você ama. Porque esquecer isso seria o mesmo que esquecer de si próprio.
E, independente da idade que você tiver, se recuse sempre a crescer totalmente.
Afinal, haverá tempo de sobra para isso.
31 de julho de 2009
Algumas Palavras sobre 3 Anos de Palavras
Três anos de blog. É muito tempo. Existem casamentos que não duram isso, existem pessoas que não vivem por três anos.
Foram três anos de Besta-Fera, de brigas com atendentes de telemarketing, de desabafos, reclamações. Três anos atravessando situações ridículas, na rua, em casa, no prédio, no trabalho. Foram três anos tentando mostrar que a humanidade não deu certo – às vezes falando sério, mas normalmente tentando arrancar uma gargalhada sua nos momentos em que você lê o blog escondido no trabalho.
É muito tempo. Mas, sejamos sinceros, passou muito rápido.
Parece que foi semana passada que eu comecei a brincar com a idéia de criar um blog, pensando em qual nome ele teria. Lembro de rodar o site do blogger umas quatro vezes – e visitando outros blogs – até ganhar coragem e criar o meu. E me lembro de quando nasceu, numa manhã de terça-feira.
Naquele momento, eu me apaixonei por ele, mesmo sem saber disso na hora.
Não sei quando a paixão virou amor (qual blogueiro de verdade não ama seu blog?), mas, quando o blog começou a receber elogios de gente que nunca vi na vida, ganhou concursos e homenagens de leitores (leitores que viraram amigos; amigos que viraram leitores), eu já amava isso aqui. Aliás, me arrisco a dizer que se eu não amasse, nada disso teria acontecido. Este blog estaria encostado, desatualizado. Esquecido.
Ontem, véspera do aniversário do blog, eu passei um tempo olhando nos arquivos, fuçando nos posts antigos. Fiquei impressionado com o fato de que eu me lembro do momento em que escrevi quase todos eles – consigo dizer quais foram escritos no trabalho, quais foram feitos em casa. E, principalmente, lembro de trechos que gargalhei enquanto escrevia (não, não pergunte: isso é entre eu e o blog).
Mas o mais surpreendente foi que não me reconheci em alguns textos. Olhando estes textos hoje, percebo que teria escrito passagens inteiras de outra forma, mudado o tom de um diálogo ou feito um final diferente.
Sinal de que eu mudei, nestes três anos. Ou, ao menos, meu texto mudou.
E mudou por causa de vocês, que estão aí, do outro lado da tela, passando os olhos por essas linhas. Ou seja, vocês podem ter rido muito ao longo de todos os meses, mas eu aprendi demais com vocês.
Para finalizar, queria compartilhar uma coisa com vocês. Um leitor (não vou identificá-lo, se ele quisesse isso, teria escrito no blog) me mandou uma mensagem me agradecendo por tudo o que escrevi aqui, e dizendo a seguinte frase: “o Champ mudou minha vida”.
Acho que o que estou tentando dizer aqui é que mudou a minha também. Para melhor. Graças a vocês.
Obrigado pelos três anos.
Enfim, como hoje o Champ faz três anos, nada mais justo que ele ganhe um presente. Mas isso será entregue somente à noite – não ainda não sei a hora exata, já que o presente não ficou pronto a tempo. Assim, convido a todos a darem uma passada aqui à noite para conferir a surpresa que o blog irá receber.
Antes disso, porém,vamos seguir a tradição de aniversário e listar, abaixo, as estatísticas da história do blog (sem contar esse post):
1. 415 posts
2. 1.998.378 caracteres (com espaços)
3. 348.284 palavras
4. 7.378 comentários
5. 119 mode: on
6. 176 Tops 5
7. 3 prêmios (ou 5, contando as duas classificações para as finais do Best Blogs Brasil deste ano)
8. 57 selos e indicações (sem contar as que foram recebidas nos últimos meses, mas ainda não entraram aqui)
Update: Pessoal, infelizmente, o Champ foi dormir hoje (é uma criança de três anos, vocês entendem, certo?), e o presente acabou não sendo entregue. Mas prometo que o presente chega junto com a próxima postagem.
10 de setembro de 2008
– Respire Fundo e Diga: Trinta e Três
"There are places I'll remember
All my life though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain
All these places have their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life, I've loved them all"
Quando você não sabe como se expressar num determinado momento, recorra a Shakespeare ou aos Beatles. Nunca falha.
Essa foi uma das coisas mais importantes que aprendi nestes 33 anos.
31 de julho de 2008
Bodas de Papel
“Meus pensamentos foram interrompidos
devido a uma gordinha do Greenpeace,
que, quando me viu fumando ali,
olhou nos meus olhos como se eu estivesse
andando pela Floresta Amazônica com uma
serra elétrica e com um colar enfeitado
com a cabeça de um mico-leão.”
(julho de 2006)
Claro que não foi sempre que pensei isso. Quando eu tinha uns doze anos, minha maior ambição era fazer gols driblando (ou encobrindo) o goleiro. Já com uns dezesseis anos, meus pensamentos começaram a se voltar para a idéia de formar uma família, mas ainda era num estágio embrionário (leia-se: se eu conseguir beijar alguém hoje à noite, ganharei a semana). Aí, entrei na faculdade e meus pensamentos sobre família se intensificaram, mas pelo caminho errado, com aquele punhado de decotes e minissaias andando para lá e para cá. Ou seja, meus pensamentos sobre família, durante a faculdade, não eram exatamente familiares.
“– Uma Coca.
– Light?
– Não.
– Light Lemon?
– Não. Uma Coca. Sabe, a vermelha?
– Geli-limão?”
(agosto de 2006)
Mas de repente há um momento que você acorda e percebe que está com trinta anos – mesma idade em que seu pai já tinha dois filhos. OK, a situação econômica do país era outra, mas isso não serve como desculpa. Mas você começa a pensar e percebe que não teve um filho, não escreveu um livro e não plantou a maldita árvore. E como eu não curto botânica e já tenho um blog (alguém se habilita a publicá-lo?), o próximo passo, creio eu, será um filho. Não sei se da mesma forma que eu e a Sra. Gordon pensamos, com shows de rock no domingo de manhã com vassouras na sala, futebol jogado com travesseiros, campeonatos de videogame no sábado, mas acredito que seja o próximo passo.
“Com isso, minhas opções se resumem a duas:
ir até a varanda e começar a atirar na rua garrafas
com bilhetes como “Sou um jornalista preso
no oitavo andar. Por favor, mandem comida!”
ou me arrastar até o Pão de Açúcar
que tem ao lado de casa.”
(janeiro de 2007)
Mas, como eu disse, deve ser difícil para burro e eu tenho consciência disso. E nem só pelo aspecto financeiro, mas pela dificuldade de pegar uma pessoa que não sabe assinar o próprio nome e fazê-la compreender (sem enfiar a mão na cara dele) que cuspir nas outras pessoas no supermercado é errado. Sim, porque criança e juiz de futebol fazem muita merda. A diferença é que o juiz é vaiado por milhares de pessoas; já quanto à criança... Bem, cabe a você limpar a merda dela.
“De repente, o saco de pancadas se levanta,
e finalmente revela-se ao mundo em todo seu esplendor:
um punk gordinho, de 20 e poucos anos, trajando
seus tradicionais jeans, jaqueta de couro e
um cabelo moicano (roxo) que devia ter
a altura de um prédio de três andares.”
(abril de 2007)
Não sei, algo me diz que vou passar o resto da minha vida – desde que essa criança nascer – andando com o moleque na tênue linha entre o que é divertido e o que é errado. E, por mais que a Sra. Gordon reclame disso, tenho certeza de que ela vai estar na mesma linha. Mas, como eu disse, se eu conseguir dar metade da educação (e um décimo da felicidade) que meus pais me deram, sairei daqui com a missão cumprida.
“Além disso, a coisa já tinha
virado questão de honra.
Eu não queria
mais carolinas, eu queria
AQUELAS carolinas.”
(junho de 2007)
Ou seja, tenho certeza de que aprenderei alguma coisa, cada vez que eu tiver que ensinar algo ao meu filho – desde a ordem de todos os filmes do 007 ou todos os campeões e países-sede da Copa do Mundo (sim, eu falo essas duas coisas sem apelar para o Google), até escolher entre uma carreira ou como se desculpar com a namorada pela cagada que fez (porque aos olhos dele eu serei bom nessas coisas).
“A mulher queria se matar se jogando
do sétimo andar, e, quando salvam a
vida dela, ela geme de dor caindo
de uma altura de uns
estar de brincadeira.”
(agosto de 2007)
Enfim, estou falando tudo isso porque meu filho, hoje, completa dois anos. Ou, ao menos, o mais próximo de filho que tenho (Besta-fera não conta, ele é melhor amigo): este blog. Sim, porque na equação posteridade = árvore + filho + livro, este blog é que chega mais perto de ser árvore, filho e livro. Ao menos, por enquanto. Afinal, eu cuido dele, dou textos novos, penso em mudanças, acompanho o crescimento diário dele, tento, todos os dias, fazer dele algo melhor que ele era ontem.
“– Senhor, eu estou olhando a senha aqui
na minha frente. O senhor precisa me
confirmar essa informação.
– Como você está olhando se ela não foi criada?
– Ela está aqui na minha frente.
– Ok. Foda-se. Você precisa de uma senha?
Ótimo. Minha senha é 1 2 3 4.
– Um minuto, senhor. Vou checar.
– Não, animal, não precisa checar nada.
Eu acabei de inventar essa senha.”
(novembro de 2007)
Exagero? Pode ser. Este blog nasceu como um hobby (há outro motivo, mas ele interessa somente a Sra. Gordon – e ela sabe qual é), mas acabou ganhando um grande espaço na minha vida. Como eu disse, pode ser exagero. Mas me mostre um blogueiro (blogueiro não é aquela pessoa que cria um blog, posta meia dúzia de vídeos nas férias e o abandona) que diz não amar seu blog, e eu te mostro um mentiroso. Ou seja, dadas as devidas proporções, este blog é meu filho.
“Era a mesma expressão vidrada e maníaca
que eu via nos olhos da minha mãe quando
saíamos para comprar roupas. É o olhar de
um daqueles sociopatas que se divertem
fazendo com que as pessoas experimentem
dezenas de peças de roupas em 5 minutos”.
(abril de 2008)
E se ter filhos for assim, será extremamente divertido. Afinal, foram dois anos maravilhosos. Cagadas? Claro que teve, sempre tem. Minhas (textos fracos – e, por mais que vocês neguem, eu sei que tem textos fracos aqui) e dele (quando ele resolve aprontar com os malditos códigos). Mas, no custo X benefício, foi muito bom. Faria tudo igual, do mesmo jeito. E quando recebo um comentário dizendo “acordei meus pais com minhas risadas lendo seu texto” ou “não consigo mais ler seu blog no trabalho, serei demitido”, sei que ele é, antes de tudo, um blog feliz.
“– Quem está falando?
– BRICK TOP. SUA SÍNDICA.
Deus do céu.
– Como vai a senhora, tudo bem?
– NÃO. SE ESTOU LIGANDO PARA
VOCÊ, É PORQUE NADA ESTÁ BEM.”
(julho de 2008)
E é feliz por causa de vocês. Sim, vocês. Todos os amigos que ele tem e que, assim como ele, me ensinam algo novo a cada dia, a cada visita, a cada comentário. Sendo assim, vou para o meu quarto assistir TV com a Sra. Gordon e deixar vocês, crianças, por aqui. Hoje, a festa é dele e de vocês.
Obrigado a todos pelos últimos dois anos.
Antes da festa, porém, deixo vocês (como fiz ano passado) com uma relação de estatísticas do Champ em sua história (sem contar este post):
1. 290 posts
2. 1.380.370 toques (com espaços, claro)
3. 242.197 palavras
4. 4166 comentários
5. 99 mode: on
6. 140 Top 5
7. 03 prêmios (melhor blog desta, desta e desta comunidades do Orkut)
8. 57 indicações (somando todas elas aí ao lado, incluindo as recebidas nos últimos meses, que ainda não estavam contabilizadas)
27 de dezembro de 2007
199 + 1
Eu mal reparei. Ele foi chegando de mansinho, de forma quase tímida. Quando percebei, já era tarde. Ele já estava aqui. E, como um cunhado indesejado, se colocou completamente à vontade, deitando sem camisa no sofá e comendo o resto da pizza que eu tinha guardado para matar aquela fome da madrugada. E – pior – tomando o resto da minha garrafa de Coca.
E aí o tempo foi passando e comecei a perceber que ele estava aqui para ficar. Ou, que ao menos, não iria embora tão cedo. Muitas coisas mudaram, alguma boas e outras ruins, e ele continuou aqui. Acertos, erros, coisas certas feitas da forma errada e vice-versa, e ele continuou aqui. Pessoas vieram, pessoas se foram e ele continuou aqui, resistindo a todas estas mudanças e filando meu último cigarro do maço.
Em contrapartida, ele jamais me deixou sozinho. Sim, já brigamos algumas vezes, mas não posso negar que ele está sempre lá quando é necessário. E, às vezes, quando preciso conversar com alguém em silêncio – seja qual for o assunto – é a ele que recorro, pois já aprendi que ele nunca me deixa na mão. Ele é teimoso, exigente, muitas vezes arrogante. Mas ele me desafia, me faz pensar. E, pior, muitas vezes me obriga a pensar sobre mim, o que é mais difícil ainda.
Tudo bem, admito que a maior parte das nossas conversas é feita de besteiras. Mas, cá entre nós, o mundo é um lugar ridículo demais se você não tiver com quem conversar esse tipo de coisa. E, francamente, não é todo mundo que está 24 horas por dia disposto a ouvir sobre a velha estranha que encontrei no supermercado, ou a quase-briga que eu arrumei com um mendigo na rua. E, sinceramente? Todo mundo já percebeu que ele adora uma besteira. É só alguém falar uma bobagem que ele se anima todo, chegando até mesmo a levantar do sofá. Mas só se o assunto valer a pena.
De uns tempos para cá, virou celebridade, mesmo com seu jeito arrogante. Ou justamente por causa do seu jeito arrogante. E isso o tornou ainda pior. Agora, acha que tem razão em tudo, e me trata mal muitas vezes de forma gratuita. Ao contrário dos seus dois irmãos mais novos, que são mais coerentes e emotivos, ele é explosivo, folgado, egoísta e teimoso feito uma porta.
Mas, mesmo levando tudo isso em conta, ele tem seu charme.
E, mesmo se não tivesse, não faria a menor diferença. Ele continuaria aqui, sem se importar com nada. Afinal, quando percebi, ele já estava aqui. Devidamente instalado, sem camisa e não deixando ninguém mais ver TV. E perguntando se sobrou pizza de ontem.
E assim será, por muito tempo.
Parabéns, Championship Vinyl. Feliz 200º post!
10 de setembro de 2007
(32) Anos Incríveis

13 de março de 2007
100 posts
Foi com essa frase, publicada no dia 31 de julho do ano passado, que nasceu esse blog. E, naquele momento, eu confesso que imaginava que meu relacionamento com o blog seria totalmente fogo-de-palha. Se eu tivesse que apostar, colocaria todas as minhas fichas na idéia de que eu postaria uns 10 ou 12 posts em poucos dias, e depois me cansaria do blog, deixando-o abandonado em algum canto da internet.
Felizmente, eu teria errado. Pouco mais de 8 meses depois que aquela frase foi postada, no tópico Nasce um Monstro?, o Championship Vinyl chega ao seu 100º post. É, nem eu acreditei quando percebi isso.
Nesse meio tempo, muita coisa aconteceu.
Fiz novos amigos justamente por causa do blog – a frase é fofinha demais para o que vocês estão acostumados a ver aqui, mas é verdade. Descobri que as pessoas são obcecadas por imagens do Kleber Bambam pelado. Acabei me tornando um dos maiores arquiinimigos dos alunos de um curso de Projeto de Produto. Declarei abertamente guerra a garçons imbecis e operadores de telemarketing. Corajosamente, expus publicamente a humilhação que sofro nas “mãos” do meu cachorro manipulador. Descobri que uma pessoa pode viver – e muito bem – alimentando-se de banana com açúcar, especialmente enquanto escreve. E, como anunciado num dos primeiros posts publicados, não, não tentei comer ninguém por causa do blog.
E, claro, postei aqui diversos textos sobre minhas grandes paixões: cinema, música, quadrinhos, séries de TV e a imbecilidade geral do mundo – não, não necessariamente nessa ordem, admito.
Porém, foi com emoção que recebi a notícia que meus leitores, que acompanham o blog a cada postagem, reuniram-se nas ruas de São Paulo para celebrar a publicação do 100º post do Championship Vinyl. E, mais emocionante ainda foi receber uma das fotos da festa, que, orgulhosamente, publico aqui, abaixo.
Todos os leitores do blog reuniram-se em São Paulo para a festa pelo 100º post.Eles estavam em quatro, mas acabaram não se encontrando por causa
dessa merda de manifestação ocorrida no mesmo lugar.
Apenas para encerrar a festa, seguem alguns dos meus Top 5 preferidos de todos já publicados no blog.
14 de setembro de 2006
Back from the Dead
Eu sei que nada é mais decadente do que você entrar num blog abandonado, daqueles que o último post é do tempo que o Brasil era tetra. O cheiro de pó e os insetos andando pelas ruínas de um blog perdido no tempo é uma imagem que não desejo para o Championship Vinyl, e, por isso, aviso: se eu não estiver postando, é falta de tempo, não de preguiça. Ou de assunto.
Mas, para dar uma atualizada rápida nos útimos dias, antes de voltarmos à programação normal, vamos as fatos.
– O CD novo do Iron Maiden é, disparado, um dos melhores da banda. A primeira vez que você ouve é apenas mais um CD do Iron Maiden. Na terceira ou quarta vez, ele começa a ganhar novas cores. Na décima, se tornou uma obra-prima, rica em detalhes. Arrisco a dizer que é o melhor disco desde The X Factor (os xiitas que não ouvem esse álbum porque ele não pertence à fase Bruce Dickinson que me desculpem, mas é um puta álbum), sombrio e elaborado. Meu cachorro também aprovou: toda hora que eu escuto a faixa The Legacy em casa, ele começa a correr pela sala no momento que aquela guitarra tesudíssima entra rasgando depois da introdução da música. Claro que o pulo que eu dou nessa hora deve contribuir para a adrenalina dele, mas isso não diminui meu orgulho.
– Nesse tempo de vacas magras de posts, completei a "módica quantia" de 31 anos. E, meu amigo, 31 anos é foda. Todo o charme e a maturidade que você tem com 30 simplesmente desaparecem. Eu sei que isso contraria todas as regras de aritmética, mas, em termos de idade, o 31 está mais perto dos 40 que dos 30. Ou seja, estou andando com a velocidade de um foguete em direção aos 40. Ninguém mais se lembra que eu tinha 30 na semana passada. Pelo menos, o único presente "vestível" que eu ganhei foi sapato. Se eu tivesse ganhado um lenço ou uma meia, aí sim a coisa estaria feia. Nada é mais presente de velho que lenço (porque o velho está sempre gripado e espirrando) ou meia (porque o velho está sempre gripado e com frio no pé). Mas, como ganhei sapato... Hum, como diria um amigo meu: "Ainda dá!"
– O ponto alto do meu aniversário foi ir jantar com a respectiva (quebra-pau mode: off) na cantina mais tesuda da cidade, o Roperto, na 13 de Maio. Detalhe que lá tem dois velhos italianos que ficam andando pelas mesas e tocando músicas típicas (um com um violão e outro com um acordeão). Eles pararam na minha mesa e perguntaram "que música você quer?" E eu respondi "você escolhe". O do violão virou para o do acordeão e pediu um si menor. E começaram a tocar... A MÚSICA DO CHEFÃO! PRA MIM!* Me senti o cara mais fudido do lugar. As pessoas nas mesas ao lado me olhavam com um misto de respeito e inveja, pelo poder que eu emanava. Claro que quando a conta chegou e eu (após, obviamente, ter derrubado molho na porra da camiseta branca) não conseguia nem assinar o cheque de tanto que eu tinha comido, lembrei que sou bosta demais pra pertencer a família Corleone. Eu poderia ser, quando muito, um soldado dos Tattaglia, daqueles que morrem na rua, anônimos no meio de um tiroteiro qualquer.
* Você pode não acreditar, mas é a segunda vez (na vida adulta) que vou nessa cantina, e é a segunda vez que eles tocam essa música para mim. Na primeira vez, quase comecei a chorar e pensei em fazer todos os garçons formarem uma fila na minha mesa para beijar minha mão. Eu sei, sou tosco mesmo, me deixa em paz.
– E, para finalizar, séries de TV. Estou cada vez mais viciado em CSI. Em outro momento de tosquice aguda, sonhei que era o Grissom cochilando no sofá. Agora, eu ando pelas ruas procurando pistas que mostrem que o camelô do meu lado ou o carteiro que está vindo na minhda direção tem alguma coisa a ver com algum assassinato. Como eu já estava com impulsos de sair recolhendo digitais de todo mundo na rua, resolvi dar um tempo no relacionamento e me dei de aniversário a segunda temporada de Lost (ou "Derraparecidos", como dizem na dublagem em espanhol). Porém, no segundo episódio, eu já tinha certeza de que se o Grissom estivesse na ilha, ele já saberia explicar tudo o que acontece ali.
Bem, após essa breve recapitulação dos últimos dias, estou de volta.

