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26 de junho de 2014

Dez Histórias de Saudade Que Você Não Vai Acreditar Como Terminam

E a número seis vai mudar a sua vida!!!!  



Porque a saudade mora - também - no fundo de um copo.


Quem nunca duvidou da própria saudade?


Pessoas com saudade tem uma expressão própria.



Saudade não se escreve, saudade se sente.



Saudade: o único sentimento do mundo que faz voltar no tempo.


Saudade vicia.


E saudade faz o tempo parar.


A diferença entre saudade e amor.


Apenas saudade.


Sorriso de saudade


Este é um post inspirado em todos os posts com “10 algumas coisas e o número quatro vai mudar sua vida” e com manchetes sensacionalistas que pipocam todos os dias pela internet - e o fato da "número seis" mudar a sua vida não é mérito do texto seis, e sim apenas uma desculpa para ter um "vai mudar a sua vida", que é essencial num post assim.

Na verdade, este post é quase um protesto, mas não contra o formato em si, e sim para mostrar que é possível CRIAR conteúdo em um post de qualquer formato, sobre qualquer tema – basta querer. Basta não ter preguiça.


Em tempo: as dez histórias são totalmente independentes e podem ser lidas em qualquer ordem. Mas caso vocês queiram textos um pouco mais trabalhados (eu sempre prefiro), as cores não são acidentais – os posts das mesmas cores contam a mesma história, com os mesmos personagens.

12 de março de 2012

Ch-ch-ch-ch-Changes


Às vezes, parece que faz apenas alguns dias que eu fui morar sozinho.

Eu havia me inscrito numa pós-graduação, mas o dinheiro acabou sendo devolvido quando o curso não atingiu o número suficiente de alunos. Juntei esta grana com o pagamento que eu havia recebido por um trampo gigantesco que havia realizado meses antes e decidi que era hora de crescer.

Abandonei o bairro que cresci e me mudei para perto do trabalho. Assim, ganhei definitivamente as ruas de Pinheiros, que passaram a se tornar meu novo território. Era um apartamento modesto, com quarto e sala, mas me recordo de ter me apaixonado por ele – especialmente pela sua varanda – no momento em que coloquei os pés lá dentro com uma corretora.

Poucas semanas depois, eu havia reunido toda a papelada e recebi as chaves. A mudança, claro, foi um caos – como toda mudança deve ser. Móveis novos montados pela manhã, minhas coisas pessoais sendo descarregadas à tarde. Tudo com a ajuda da minha mãe que teve a honra de dividir comigo a primeira refeição que tive no meu novo endereço: comida chinesa, que comemos acomodados ali mesmo no chão da sala.

Estávamos no começo de março de 2006. Faz exatamente seis anos, mas, na minha cabeça, parece ter acontecido somente poucos dias atrás.

Mas mesmo com esta sensação – culpa de outra sensação, aquela de que o tempo passa cada vez mais rápido – eu me recordo de muita coisa que vivi ali dentro. A primeira delas é o orgulho que senti ao poder convidar meus pais para almoçar na minha casa; e o mesmo ao receber cada amigo que colocou os pés lá dentro – seja em busca de um bom papo, seja em busca de um lugar para dormir.

Mais que receber amigos, dentro daquele pequeno apartamento aprendi a me virar sozinho. Contas, refeições, limpeza... Organização nunca foi meu forte, mas consegui atravessar seis anos morando numa casa limpa e com todas as contas pagas.

Também descobri muito sobre mim ao longo deste tempo. Em alguns momentos, descobri o prazer de ficar sozinho por horas; em outros, percebi que esta é uma das coisas mais difíceis que um homem pode fazer. Lá aprendi que possuía qualidades que nem imaginava ter e, ao mesmo tempo, descobri algumas das minhas limitações.

Lá dentro pulei de pura felicidade ou chorei de tristeza; comemorei vitórias ou amarguei derrotas. Entre aquelas paredes eu sonhei e brinquei, ganhei e perdi, caí e levantei, gargalhei alto e chorei baixinho. Acertei e errei. Amor, tristeza, paixão, raiva, alegria: não há nenhum sentimento que eu não tenha experimentado em algum momento destes seis anos.

Um bom pedaço da minha história está naquele lugar. Pois, à primeira vista, aquele imóvel poderia ser somente um apartamento como outro qualquer, num prédio qualquer, no meio de São Paulo.

Mas, para mim, era um lar.

Para vocês, leitores, também poderia ser apenas um apartamento como outro qualquer. Mas eu nunca deixei isso acontecer.

Muitos de vocês moraram naquele prédio comigo, seja correndo de medo da Síndica Mafiosa; seja discutindo com o Jonas, o fantasma que assombrava o imóvel; ou se apavorando com os rosnados do Bebê das Trevas do prédio ao lado. E, claro, devem se lembrar de quando eu quase me matei com uma lasanha da Sadia, ou daquela vez em que minha vizinha resolveu se suicidar num domingo à noite.

Histórias é o que não faltaram ali.

Pois eu escrevi muito não apenas dentro deste apartamento – boa parte dos posts deste blog foi escrita, ou ao menos idealizada, lá dentro – mas sobre ele. Afinal, quando você escreve sobre sua aldeia, você escreve sobre o mundo.

E durante seis anos, aquele apartamento (bem como o bairro de Pinheiros) foi o meu mundo. Entre um texto e outro, vocês andaram a esmo pela Teodoro Sampaio, brigaram por carolinas na padaria ali ao lado, exploraram a Fnac ou encontraram as pessoas mais estranhas do planeta nos corredores do Pão de Açúcar.

E muitos de vocês estavam lá quando eu dancei pela sala com o Besta-Fera, às vezes celebrando uma vitória ou simplesmente o fato de eu estar vivo e ser eu mesmo; e muitos de vocês estavam ali quando eu me sentei no chão exausto, pedindo que ele apenas ficasse quietinho ao meu lado porque eu não queria ficar sozinho.

Afinal, se eu estava lá, vocês também estavam.

Pois ali era o meu mundo.

E ele permaneceu como meu mundo até alguns dias atrás, quando eu apaguei a luz da sala – vazia, como na primeira vez que coloquei os pés lá dentro – e olhei ao redor. Em uma fração de segundos, me recordei de muita coisa que vivi ali dentro. Seis anos que pareceram dias. Seis anos que valeram por uma vida. Dei um pequeno sorriso e tranquei a porta.

Desta vez, para sempre.

(Ex) Home sweet home.
 E, com este mesmo sorriso, inicio uma nova fase. Mais que um novo endereço: uma nova vida. Seis anos atrás era hora de crescer; agora é hora de crescer novamente. E, desta vez, crescer ainda mais.

Esta nova vida, aos poucos, será descortinada aqui no blog. Prometo.

Mas, nesta nova fase, vocês estarão comigo, como sempre estiveram. Afinal, como já compararam mais de uma vez, este blog é uma espécie de Show de Truman, com as pessoas “assistindo” a minha vida – a diferença é que o Truman não se ferrava o tempo inteiro, como eu, mas isso é apenas um detalhe.

Pois hoje, com anos e anos de blogs nas costas, acho que existem dois bairros de Pinheiros: um que fica na Zona Oeste de São Paulo, e outro que existe aqui dentro deste blog. E posso garantir, com toda a certeza do mundo, que muito deste “nosso” Pinheiros foi construído com a ajuda de vocês.

O mínimo que eu poderia fazer é convidá-los a criar um novo bairro – ou um novo mundo, por que não? – a partir de agora.

E vai ser divertido. Afinal, se existe algo certo sobre o mundo é que ele está repleto de síndicas mafiosas, padarias toscas, avenidas infernais e pessoas estranhas. Basta apenas saber olhar para eles e descobrir suas histórias.

Quer dizer, no meu caso, basta apenas esperar, pois é certo que todos eles conspiram para atrapalhar minha vida de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde. Aliás, leitores mais atentos já devem ter percebido que personagens e locais novos já deram as caras aqui em postagens recentes.

E muito mais vem por aí. Muito, muito mais.

Afinal, sejam sinceros: vocês realmente acham que as expressões “a humanidade não deu certo” e “ô fase” ficariam para trás na minha vida?


31 de outubro de 2011

Aos Mestres, com Carinho

Semana passada, enquanto respondia os comentários do blog, deixei avisado a dois leitores (Gaudio e Matheus Silva) que iria guardar as mensagens deles para responder futuramente, em um post que eu estava pensando.

Antes de continuarmos, quero mostrar trechos destes comentários.

"A capacidade que você teve de se expor nesse texto mostra a coragem que você tem dentro de si. A confiança que você teve de se abrir aos leitores mexeu demais comigo. Eu tenho um carinho imenso por esse blog por causa dessa generosidade que você tem de ao mesmo tempo escrever para você, escrever para os seus leitores. Essa via dupla que você tem aqui, e não digo só aqui nos comentários, me refiro aos próprios textos mesmo, é que me cativou muito."

(Gaudio, no post Carta Aberta a Rob Gordon)

"Eu sempre pensei que se tu mostrasse o teu rosto o blog perderia a graça, do mesmo jeito que depois que se vê um filme o livro perde um pouco da magia de imaginar cenários e personagens. Há algumas semanas tu começou a colocar fotos com o teu rosto, mas de nenhum modo o Champ perdeu o sentido. Parabéns pela bem sucedida aproximação com os leitores, coisa que tu sempre disse que era o mais importante."

(Matheus Silva, no post Man with a Hamornica)

Neste momento que estou vivendo, tenho escrito sobre muita coisa importante para mim, e já fazia tempo que eu estava com vontade de escrever sobre os meus leitores. Sim, sobre vocês.

A ideia vinha e voltava para a minha cabeça o tempo todo, e estes dois comentários vieram me mostrar que era hora de fazer isso. E já aviso de antemão que este é um daqueles “textos não planejados”, no qual eu vou pensando nele enquanto escrevo – isso pode sacrificar a qualidade do texto, mas me faz muito bem, então vai valer a pena.

Enfim, são anos e anos de blog. Ou melhor, de blogs – no plural. Convites para escrever em outros blogs. Dois livros publicados. Parcerias, publieditorais e por aí vai. E eu não teria conseguido nada disso sem vocês. Absolutamente nada. Afinal, uma pessoa que cria algo depende do público para sobreviver, e daí vem o enorme respeito com que eu sempre fiz questão de tratar os leitores aqui no blog.

Contudo, hoje não estou falando somente como escritor, mas também – e principalmente como pessoa. E é como pessoa que afirmo ter muito orgulho, muito orgulho mesmo, de ter vocês aqui, lendo o que escrevo. Porque, esta via de mão dupla que eu construí no blog (como disseram nos comentários acima) não foi construída com qualidade de texto ou com meia dúzia de piadas boas, mas sim com respeito e, principalmente, com honestidade.

Eu escrevo exatamente aquilo que sou. E creio é daí que vem esta proximidade com os leitores. Eu escrevo sem montar armadilhas ou tentando passar a impressão de ser algo que não sou – caso contrário, eu teria sido desmascarado no momento em que alguns leitores viraram amigos pessoais meus. Às vezes vocês dão risada aqui; às vezes vocês choram. Mas é sempre honesto. É sempre verdadeiro.

Isso aumenta ainda mais o orgulho que sinto em saber que vocês estão aí, em outras cidades e estados, até mesmo em países diferentes. E não tem absolutamente nada a respeito de ego, de vocês fazerem parte da minha vida. Sim, vocês fazem. Vocês mostram apoio a mim quando é preciso, se preocupam quando eu não estou bem, sentem falta do meu cachorro. A lista seria imensa.

Mas, novamente, caímos na via de mão dupla. Mais que isso, vocês compartilham suas histórias aqui. Suas experiências, suas vontades, suas piadas. Hoje, o Champ é formado por dois blogs: o meu blog, que são as postagens; e os comentários, que se tornaram um blog coletivo, do qual participo.

O que estou tentando dizer é que sinto orgulho por vocês fazerem parte da minha vida, mas meu orgulho maior é por permitir que, com meus textos, eu faça parte da vida de vocês.

Vocês não fazem ideia da honra que eu sinto com tudo isso. Como pessoa e como escritor.

Às vezes, até me assusto (no melhor sentido possível) com a intimidade que eu e vocês temos. Outro dia mesmo, conversando com a Ana ela argumentou que “você tem fãs”. E eu devolvi o que sempre respondo nestas horas: “não, não tenho. Eu tenho amigos”. E desde o post Uma Verdade Inconveniente, eu tenho mais e mais certeza disso. Desde o post Uma Verdade Inconveniente, vocês ganharam outra dimensão para mim, ainda maior do que antes – e olhe que antes mesmo já era enorme.

E, vejam bem, não estou aqui tentando vender nada, muito menos vender a mim mesmo como “alguém legal”. Não sou candidato a nada, muito menos tentando conquistar vocês com o truque do “ele tem um blog legal e me trata como amigo”. Não, conquistar leitores se faz com textos e só – mesmo porque uma mentira destas jamais se sustentaria por muito tempo.

Mas meu ponto é: não estou tentando mostrar que sou uma pessoa boa, ou legal, ou nada de bom. Aliás, é justamente o contrário. Exponho minhas falhas aqui, meus questionamentos. Busco, com vocês, respostas para situações que não entendo.

E tenho muito mais defeitos que qualidades – aliás, talvez minha maior qualidade seja a capacidade de admitir que eu tenha muitos defeitos. Já errei? Muito. Já errei com gente que não merecia, já errei com gente que merecia (o que ainda considero um erro, já que parto do princípio que “o erro de um não justifica o erro do outro”, como meu pai sempre me ensinou). E já errei muito comigo, como qualquer outra pessoa. Não tento ser perfeito, tento apenas dar o melhor de mim.

Mas me orgulho de nunca ter errado com vocês. Tento sempre ser o mais acessível possível, dando atenção a todos os leitores. Quando não respondo no Twitter, é porque não vi. Nos últimos tempos, muitos leitores me mandaram e-mails e, como já disse, alguns eu não respondi por causa de tudo o que estou passando e que, às vezes, parece ser uma barreira.

Mas, por outro lado, nunca me furtei a ajudar algum de vocês com um texto, revisando ou dando palpites ou azeitadas quando sou solicitado. E sempre guardo para mim, sem fazer propaganda disso. E sou sincero: quando o texto está ótimo, eu faço questão de dizer isso para a pessoa, da forma mais humilde que encontro – sempre tratando como um colega de letras.

É assim que sou. Não sinto inveja de um texto melhor que o meu; pelo contrário, sou o primeiro a elogiar. Não sinto inveja de blogs melhores que os meus (e olhe que são muitos); pelo contrário, tento aprender com eles. Mas sei que existe muita gente que faz o contrário. Como a Natalia Máximo disse neste post, “gente a milhares de quilômetros de distância torcendo para dar merda na vida alheia”. Verdade. Infelizmente, verdade.

Eu? Eu prefiro cuidar de mim e me esforçar para entregar a vocês sempre o melhor texto que eu puder fazer – é a minha obrigação como criador dos blogs. Um texto que faça vocês rirem sem eu precisar inventar situações dignas de filmes ou algo que não sou; um texto que faça vocês chorarem sem eu precisar bancar o coitadinho. Porque isso eu tenho orgulho de dizer que nunca fiz.

Aliás, algumas pessoas vieram me alertar a respeito de comentários soltos na internet sobre eu ter inventado essa história de depressão para chamar a atenção. Bem, como eu disse, são sete bilhões de pessoas e a internet é grande demais. Optei em pensar que os comentários não eram direcionados a mim e continuei tocando minha vida, que certamente é “um pouco” maior que isso. Da mesma forma que reagi ao ser acusado de ter "me tornado uma pessoa chata" pouco antes da depressão ter sido diagnosticada.

Enfim, cada um escolhe o caminho que quer.

Eu, deste lado, me sinto cada vez mais orgulhoso do caminho que escolhi, e de ter adotado a escrita como forma de ganhar a vida. E não por salário ou fama, mas porque me faz bem. E também porque eu conquistei um bem precioso demais com ela: toneladas de amigos que, muitas vezes sem sequer ter me encontrado pessoalmente, estão aqui, torcendo, compartilhando, questionando, aconselhando.

Sinceramente? Isso não tem preço. Porque isso não se conquista de forma fácil. Uma vez eu disse que o maior bem do Champ eram os leitores. E neste momento, eu consigo justificar isso contando uma história que rolou semana passada.

Eu estava em uma reunião de trabalho e foi dito que a meta de um texto não é mudar a vida de uma pessoa, mas sim mudar o dia dela, melhorar o dia dela de alguma forma. Eu sempre concordei com isso e é o que tento fazer aqui há anos. Uno o útil ao agradável: sempre adorei escrever (para mim, é como se fosse um videogame) e, se eu consigo colorir um pouco o dia de quem lê, melhor ainda. Esta é a minha função como escritor.

Mas, já faz muito tempo, muito tempo mesmo, que a cada comentário que vocês postam aqui, vocês melhoram muito o meu dia. Adoraria citar o nome de todos vocês, mas poderia acidentalmente deixar alguém de fora. Mas saibam que estou me referindo a todos vocês – mesmo aqueles que ainda não comentaram aqui, e que adoraria que se apresentassem agora.

Eu não tenho como agradecer a vocês por isso. Não da forma que seria merecido. Assim, eu pretendo apenas continuar entregando o melhor texto possível, e sendo sempre do jeito que sou. É o mínimo que posso fazer por vocês. E é o que farei, sempre.

E encerro este texto me curvando em agradecimento. Afinal, se eu sou artista por escrever, vocês também são. E, muitas vezes, melhores que eu. A prova disso está nos comentários que vocês deixam aqui.


Este texto é dedicado a todos os leitores,
e é uma forma de agradecer ao Gilgomex,
que publicou este post sobre mim na semana passada.
Obrigado, irmão.

11 de agosto de 2011

Atropelamento e Fuga

Voltei.

E, sinceramente, adoraria explicar meu sumiço com algo retumbante como “fui atropelado”. Imagine? Eu, num hospital, entre e a vida e a morte. Marchas na Paulista querendo construir uma passarela com meu nome. As pessoas descobririam que sou escritor e meu livro começaria a vender horrores. Pessoas andariam pelas ruas comentando que “comprei o livro do carequinha atropelado e, olha, ele levava jeito para a coisa, viu?” (porque, como eu estaria lutando pela própria vida, os leitores enxergariam um talento absurdo que nem eu mesmo vejo nas minhas crônicas).

Mas, não. Na verdade eu sumi porque precisei resolver uma série de pendências, com o mundo e comigo mesmo. Resolvidas? Algumas sim, outras não. Na verdade, tudo o que eu quero dizer a respeito disso, no momento, são duas coisas. A primeira é para mim mesmo e deixarei aqui como um lembrete para mim: “Um dia de cada vez, Rob. Um dia de cada vez”.

A segunda coisa é agradecer o apoio de amigos que ficaram ao meu lado durante este tempo, e de leitores que, preocupados com meu sumiço, mandaram mensagens questionando se estava tudo bem comigo. Com o tempo, responderei individualmente cada um de vocês – e vocês sabem quem são –, mas, antes disso: muito obrigado. E que fique claro que quem está agradecendo não é o escritor, mas sim a pessoa (sim, eu sei que eu escritor e eu pessoa somos iguais, mas, desta vez, eu quis ressaltar isso).

Agora, hora de colocar o papo em dia. Meu livro novo vai bem, obrigado. Uma resenha que me deixou absurdamente orgulhoso do meu trabalho saiu no blog Lá no Cafofo – e logo teremos uma entrevista minha ali. Adoraria que vocês prestigiassem o texto, e, claro, que espalhassem entre os amigos.

Outra coisa: alguns leitores têm me procurado para saber como conseguir cópias autografadas do livro. Honestamente, um aviso a todos vocês: minha letra é feia que doi. Se, mesmo assim, você ainda quiser uma cópia dessas, basta comprar diretamente comigo. Entre em contato no champ.vinyl.blog@gmail.com e conversamos sobre isso.

Por fim, é quase certo de que eu darei uma entrevista sobre o livro ainda este mês. Em vídeo. E ao vivo. Ou seja, se você duvida de que eu realmente seja baixinho e careca, e que tudo isso não passa de um personagem criado para entretê-los, reze para que eu não encontre uma máscara legal até o dia da entrevista. Mas eu vou avisando vocês sobre isso.

Será que falta algo? Acho que não.

Ah, sim. Estava me esquecendo.

Fui atropelado.

Foi domingo à tarde, na Vila Madalena. Uma velha que aparenta ter tirado sua habilitação antes dos espanhóis colocarem os pés na América foi estacionar o carro e decidiu que minha coxa direita, aparentemente, era uma boa vaga. Resultado: estou com um roxo enorme na perna e passei dois dias mancando, com um andar que me transformou numa espécie de pequeno “ponto e vírgula” caminhando pelas ruas de Pinheiros.

Mas estou aqui, firme e forte. Parafraseando Jake La Motta (você já viu Touro Indomável, certo?), deixo aqui meu recado para a velhinha, proprietária do ÔFasemobile:

You didn’t get me down, Ray”.

E, mesmo se ela tivesse me derrubado, algo que aprendi – e continuo aprendendo a cada dia – é que você sempre pode se levantar. Sempre. Especialmente quando você tem a Mulher Mais Legal do Mundo (com maiúscula mesmo) esfregando pomada na sua perna. E quando você tem os Amigos Mais Legais do Mundo (com maiúscula mesmo) esfregando pomada na sua vida. Arde? Arde. Mas cura.

Isto posto, vamos em frente?

1 de julho de 2011

Anônimos e Urbanos (e Cachorros)

- Alô.

- Oi. Rob?

- Não.

- É... O Rob está?

- Sim.

- Posso falar com ele?

- Seu nome?

- Jessica.

- É a respeito de quê?

- Eu combinei de ligar para ele agora à tarde para uma entrevista.

- Entrevista? Ele está marcando entrevistas no meu nome agora?

- Como assim?

- Aqui quem está falando é o Besta-Fera. Presumo que a entrevista seja comigo.

- Não, não... É com ele mesmo.

- Sei. E é a respeito de quê?

- Serão duas, na verdade. Uma sobre o Anônimos e Urbanos, e a...

- Ah. Sobre... Hum... Aquilo.

- Isso. Eu posso falar com ele?

- Então, eu me enganei. Ele não está.

- Não?

- Não. Ele viajou, deve voltar somente em outubro. Mas, olhe, é melhor assim. A entrevista com ele seria ridícula. Iria acabar com a sua pauta.

- Será?

- Você já conversou com ele?

- Não.

- Ele é um imbecil. Não fala nada de interessante. Aposto que vai ficar cagando regra sobre estilo de texto. Sério, chega a ser deprimente. Eu ouço isso o tempo inteiro. Fora que ele fala demais. O poder de síntese ali é nulo.

- Mas é que o livro...

- Eu, por outro lado, tenho opiniões muito mais ricas sobre qualquer assunto. Podemos conversar sobre política, artes, cultura pop. Posso até mesmo falar sobre o blog, visto que eu sou o grande responsável pelo sucesso disso aqui. E diferente dele, tenho opiniões totalmente embasadas, com conteúdo. E, evidentemente, me expresso de forma muito mais elegante que ele. Confie em mim, eu sou o entrevistado dos sonhos.

- É que ele é o autor...

- Fora que a voz dele é horrorosa. Sabia que durante minhas primeiras semanas aqui, eu cheguei a considerar o fato de ele ser um alienígena por causa disso? Eu, porém, consigo adaptar minhas respostas ao seu gravador, sem você precisar mexer na equalização. Posso responder em bemol, em sustenido... Como você preferir.

- Sim, mas...

- Então, estamos combinados. Preciso de um tempo para me preparar. Por que você não me liga em cerca de uma hora, e podemos conversar sobre os assuntos que desejar?

- É que o Rob...

- Esqueça o Rob. Mesmo. Hum... Só um minuto.

- Ok.

- Já volto.


- Eu estou no tefone, Rob. O que você quer?

- Quem é?


- Ninguém. É engano.

- Não é a Jessica?

- Quem?

- A pessoa que vai me entrevistar! Eu contei isso hoje pela manhã.

- Não, não. É engano. Acharam que era o telefone de uma lavanderia, então estou apenas dando orientações corretas à pessoa.

- Passe esse telefone para mim!

- Não, não acabei de falar ainda com a pessoa.

- Agora!

- A ligação não é para você. Não seja mais deselegante que o normal!

- Dá aqui esse telefone!

- Não. Meta-se com seus assuntos. Olhe, sua miniatura da Enterprise naquele armário está caindo!

- Oi? Onde? Volte aqui com esse telefone! Cachorro débil-mental!

- Largue este telefone, Rob. Eu sou um cão, posso morder você.

- Dá esta merda aqui!

- Eu serei entrevistado, você está atrapalhando.

- Dá aqui esse telefone!

- Não.

- Pronto. Porra! Está todo babado!

- Problema seu.

- Imbecil.

- Babaca.


- Alô?

- Rob?

- Jéssica?

- Isso.

- Tudo bem? Desculpe por... Por isso.

- Se não for um bom momento...

- Não, não. Está tudo sob controle. Podemos começar, se você quiser.

- Mesmo?

- Sim. A primeira é sobre o livro, certo?

- Isso.

- Então, vamos lá. Pode começar.


Entrevista Rob Gordon by Projeto Pra Ler
Espero que gostem!

Esta entrevista aconteceu algumas semanas atrás. Senti muito orgulho de ser procurado para falar sobre livro e outros projetos – em outra entrevista que será publicada aqui em breve – mas isso me criou um problema enorme. Agora, o Besta-Fera faz questão de ser entrevistado, alegando que ele é o responsável por absolutamente tudo de bom da minha vida, desde o blog fazer sucesso ao fato de as pessoas me darem bom dia aqui no prédio.

A coisa se tornou insustentável esta semana quando entrei em casa e ele estava sentado numa poltrona, sendo entevistado pelo Jonas – que, evidentemente, não perdeu a chance de me alfinetar em metade das perguntas.

Assim, cheguei a um acordo com o Besta-Fera. Ele será entrevistado aqui no blog, mas eu não tomarei parte nisso, vou apenas transcrever e postar as respostas e postar.

Na verdade, quem irá entrevistá-lo são vocês. Quer saber algo do Besta Fera? Qualquer coisa? Deixe sua pergunta aqui nos comentários deste post, ou – caso você seja tímido – mande a questão para o mail champ.vinyl.blog@gmail.com com o assunto “Entrevista Besta-Fera”. Todas elas serão respondidas, garanto.

E espalhe para os amigos, pois, quanto maior a entrevista, mais tempo ele ficará sem me encher o saco com isso.

Semana que vem, eu posto as respostas aqui.

Agora a bola está com vocês. Divirtam-se.

19 de maio de 2011

Isso, Sim, São Outros Quinhentos

“Do meu amigo, posso dizer apenas uma coisa. De todas as almas que encontrei em minhas jornadas, a dele era a mais... Humana.”

(Capitão James Kirk
Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan)



Eu sempre achei fascinante observar o mundo de madrugada, pela janela do meu quarto ou em pé, na varanda aqui ao meu lado enquanto escrevo. Vejo os prédios ao redor de mim, estudando quais janelas estão acesas e apagadas. E presto atenção naquelas iluminadas, brincando comigo mesmo. Tento inventar quem mora ali, o que esta pessoa está fazendo naquele momento e qual será sua história.

Cada janela é uma crônica. Cada janela é um mundo.

Hoje, o Champ chegou aos quinhentos seguidores. São quinhentas pessoas diferentes de diferentes partes do mundo. Cada uma tem seus sonhos, desejos e medos. São quinhentos pequenos rostos, em pequenas janelas, que iluminam o box “Clientes Preferenciais” na barra esquerda do blog.

Cada janela é um leitor. Cada janela é um amigo.

Sim, este é o termo exato é este. “Amigo”.

Há quem diga que este blog tem fãs. Há até pessoas que já me falaram, mais de uma vez, que este blog é famoso. Eu sempre discordo. Na minha concepção, este blog tem a sorte de possuir amigos. E isso é bastante diferente. Não são simplesmentes quinhentos nomes acompanhados de uma pequena foto. São quinhentas pessoas reais que me visitam, passam um tempo comigo e conhecem um pouco mais sobre mim.

Já faz alguns anos que este blog se tornou uma espécie de bar, para mim e muitos de vocês. É um lugar onde me sento, estico as pernas e converso. E eu me comporto, aqui, exatamente como me comportaria num bar, sentado na mesma mesa que vocês. E para a alegria de alguns, às vezes eu até mesmo apareço no bar com o meu cachorro.

E eu falo bastante. Quem me conhece, sabe disso. Quem me lê, sabe disso. Falo bastante. E, junto com vocês, eu dou risada, eu choro, eu penso, eu sinto. Porque ir a um bar e não fazer nada disso, não experimentar nada disso, é perder tempo.

Talvez por isso que um dos meus maiores orgulhos seja ouvir, das pessoas que me conhecem pessoalmente, que eu escrevo no blog exatamente do mesmo jeito que falo. Ouço isso tanto de gente que me conhece desde antes do blog nascer, como também de pessoas que conheceram primeiro o blog e depois a mim.

Por isso que quando vocês riem e choram comigo, eu abro um sorriso do tamanho do mundo. Não é ego. É amor. Seria hipócrita dizer que não estou nem aí para ser lido – desconfie de alguém que escreve e afirma não querer ser lido – mas é diferente. Mais do que ser lido, eu quero vocês aqui, ouvindo minhas histórias e contando as suas (os mais antigos certamente se lembram de textos cujos comentários se tornaram verdadeiros fóruns de discussão). Porque assim, estas histórias deixam de ser minhas ou suas e se tornam nossas.

Quero vocês rindo, chorando, sentindo e pensando. Mas comigo. Sempre junto comigo. Porque eu converso com muita gente durante meu dia, mas eu me permito sentir tudo isso somente com amigos. Ou melhor, com velhos amigos. Com vocês.

Pois, como eu disse acima, cada janela é um leitor. Cada janela é um amigo. Cada janela de todas estas quinhentas é, na verdade, um grande amigo.

A todos vocês,

Obrigado por tudo.

Rob.

**********


Como manda a tradição, é hora de apresentar os mais recentes “grandes amigos” deste blog, que apareceram por aqui depois do post escrito quando o blog chegou aos quatrocentos seguidores, em setembro do ano passado.

Assim, caros

Fernando Mozol, Yole, Whazzupmand, Tenda, Zoiverd, Udi Godinho, Renata de Toledo Ribeiro, Brenu S,, Bruninha*, Sara Jane da Silva, Adônis T D, Vanessa de Sales Rio, Marina, Paulo Kehl, Luizmiguel.s, Carlos Neto, Camaleão do Aquário, Eduardo, Nathalia, Filipe Ribeiro, Gustavo, Jonathan Landucci, Fagner Franco, Eduardo Leal, Isadora Moraes, Musicais BR, Dianna Montenegro, Anna Julia Tavares de Melo, Elaine Gaspareto, Nathi, Patrícia Melo, Luis Gustavo Guimarães, Gi, Bboy Guil, Pupin, Gabe, Gui, Rafael, Isa de Paula, Circus, M. Sarge, Juliana, Silvia Claro, Becka, Lunnafe, Dona D, Lucia Burmeister, Descharth, Júlia, Lucas (Pinduca) Manoel, Tati Santana, Natan Mestrinelli, Hey Dan, Bookess, Bob Mussini, Portal Messejana, Alexandre Cesar Costa Teixeira, Carol, Kelly Ribeiro, Mika, Juliano Pereira Muniz, Iris Figueiredo, S., Eduardo Rabelo, Ray Fernandes, Mulher ao Cubo, Stela de Oliveira, G7, Honey Pie, Ryoki, Darlana, Carla Ribeiro, Matoooos, Nelson, Isabel Veronica, Harumi, Lennon Faimison, Haru, Lívia, Bruxa, Poison-Mandy FPB, Angela Romanini, Matheus Brollo, Shiori_Carol, Silvia Sayuri, Adriano Duarte, Jeff Ryw,Dayana, Sol No Lenta, Estela Marques, Gaby Almeida, Mayra, Bruna Marotinho, Rea.Lisa, Frazie Ferraz, Srta. Cor de Rosa, Angela Lyra ,Barhuk, Del Lang, Valdeir, Iza, The Pillow, Angela, Mony, Nicole Nicolela, Mac, Bárbara Garcia, Rachel B. e Rockin’ Puppig:

Sejam sempre muito bem vindos.

Como um presente de boas vindas, dedico a citação que abre este post a cada um de vocês.



Cabe aqui, também, um pedido de desculpas. Graças à interminável zona que o Google faz com os seguidores do blog, é preciso sempre descobrir quais os novos seguidores, já que eles surgem sempre fora de ordem. Assim, a lista conta pouco mais de cem nomes, por este motivo (e porque alguns seguidores sempre mudam de nome). Além disso, faço questão de linkar todos os blogs que encontro - se você possui um blog e seu nome estiver na lista acima sem link, me avise nos comentários que eu arrumo na mesma hora.


24 de fevereiro de 2011

Letra e Música

Todo blog que se preza, em algum momento de sua história, apresenta um post somente com um vídeo. Nada mais que isso: o título da postagem, e um vídeo – normalmente um clipe musical. Quando muito, além do vídeo, existem uma ou duas frases comentando a música em si.

Minha vez de tentar.





Pronto. O vídeo está aí.

Mas por mais que eu adore música, eu não consigo ficar sem letras.

E este é justamente o motivo do vídeo. Poucas horas atrás, fui convidado por um leitor do blog, o @RicoCorreiaUP, para participar do projeto Musicontos. A ideia consiste em “cronicar” uma música qualquer, interpretando a letra.

Sim, eu já tenho um texto assim, baseado no blues Love in Vain, do Robert Johnson e que está no Anônimos e Urbanos. Mas eu não queria reaproveitar o texto porque, primeiro, a ideia é boa demais para isso. Segundo, aquele texto pertence ao livro, e somente ao livro.

Não foi difícil escolher uma música. Muitos fãs de Iron Maiden detestam esta música, alegando que “a banda se vendeu”. Bobagem. Apesar de ser uma balada – a primeira na discografia do grupo –, ela não é uma música sobre amor, mas sim sobre solidão. Como eu queria escrever algo no estilo do Chronicles, seria perfeita. Além disso, o verso “in your eyes I see the hunger” é fortíssimo, serviu como excelente ponto de partida.

Assim, sentei na frente do PC, com a música tocando, e deixei me levar. Fiz o texto, literalmente, em questão de minutos. Sim, admito que ele e curto, mas mesmo assim é engraçado como alguns textos parecem estar prontos dentro da gente, apenas esperando para ser escritos. Este foi um deles.

Espero que gostem (está aqui). E, claro, convido vocês a conferirem os demais textos do projeto Musicontos.

22 de fevereiro de 2011

Como Escrever Bem na Internet

Este é um manual de como se escrever bem na internet – as regras aqui são usadas de forma casual no Messenger, no Twitter e em qualquer outro tipo de comunicação virtual, mas para se ter um bom blog, é preciso que elas sejam seguidas à risca.

Lembre-se que isso não são regras para o sucesso, mas sim para escrever bem e manter um blog de qualidade. Agora, se você deseja fazer sucesso imediato e de um modo mais fácil, pule direto para o último tópico.


1) Tamanho não é documento
aquela história de que algumas palavras devem começar com letra maiúscula – a letra grandinha, sabe? – serve apenas para livros. em textos feitos para a internet, não é preciso se preocupar com esta regra – existem vários e-mails indicando que os teclados continuam com a tecla shift apenas por lobby dos fabricantes, tipo a dell ou a logitech, que não desejam mudar o desenho dos teclados. além disso, seus leitores não são burros e perceberão facilmente que na frase “passei a tarde com minha amiga lucrécia”, a lucrécia em questão é uma pessoa. e você não precisa usar letra maiúscula para indicar o começo de uma frase, já que antes dela existe um “.” indicando que a frase anterior acabou. assim, começar a usar letras grandes e pequenas é desnecessário e pode até soar pedante da sua parte.


2) O texto precisa ser ágil rápido veloz e direto
Você já ouviu aquela história de que a comunicação na internet precisa ser ágil porque ninguém tem tempo para mais nada hoje em dia então além de fazer textos curtos é indicado que você faça o leitor ler de forma apressada e para isso a melhor saída é não usar virgulas e o mínimo possível de pontos finais porque se o leitor parar para respirar durante uma frase sua ele pode sair do seu blog porque nós estamos sendo bombardeados de informação o tempo inteiro e você não pode correr o risco de outra pagina mais interessante que a sua chamar a atenção dele


3) Convicção!!!!!!!!!!!!
Na internet, ninguém quer uma pessoa que não saiba defender suas opiniões com força!!!!!! Então, evite ao máximo possível usar pontos finais ou reticências!!!! Eles mostram que você é inseguro e não tem certeza do que está falando!!!!!!!!! Quanto mais pontos de exclamação, mais certeza você mostrará!!!!!!!!!!!! E as pessoas querem isso!!!!!! Força e convicção nas suas opiniões!!!!!!!! E você pode até mesmo usar as exclamações para fazer perguntas!!!!!!!!!!! Entendeu!!!!!!!!


4) A letra que não eh letra
Ao se escrever para a internet, é preciso ter em mente que o “h” é uma mentira inventada pelas gramáticas para confundir os vestibulandos. A prova de que ele não existe é que não tem som de nada. Ora, se ele não tem som de nada, ele não precisa ser escrito, vai apenas confundir as pessoas. Leia as palavras a seguir em voz alta e comprove: Ospital. Onesto. Omem. Na verdade, as pessoas que escrevem livros usam o “h” de forma errada. Ele não é uma letra, mas sim um símbolo de acentuação, usado em palavras oxítonas com som aberto. Exemplos: “Ele estah lah” e “Mah, pode falah?”. O “h” não deve ser usado em nenhuma outra situação.


5) Acentuaçaum e outras lendas urbanas
Jah que estamos falando de acentuaçaum, eh preciso que fique claro que acentuar palavras eh um costume do seculo 20, e se voce começar a fazer isso seus leitores acharaum que voce eh ultrapassado e naum entende nada de gramatica e naum devia estar escrevendo. Ate mesmo os escritores jah perceberam isso e começaram a acabar com os acentos – o trema foi banido por causa disso. Entaum voce precisa abrir maum disso porque o publico da internet eh normalmente jovem e naum quer que esses tracinhos e cobrinhas fiquem sujando o texto que leem. Como jah vimos, o “h” eh usado para mostrar que o som da palavra eh aberto. Para mostrar que sua palavra tem som de til, basta apenas escrever como se fala (aviaum, coracaum, paixaum) o que aumenta o conforto de quem estah lendo. Se ela possuir som fechado, naum precisa colocar aquele chapeuzinho que as professoras falavam, aquilo eh coisa de criança e desnecessario porque se naum tem acento o som e fechado mesmo e todo mundo sabe disso.


6) - é +
Alguém disse certa vez q escrever bem é a arte de cortar palavras. Bobagem. Seja + ousado e corte letras. Isso aumenta a agilidd da comunicação, tornando seu texto + leve e gostoso d ler. Assim vc pd começar, por ex, a cortar os fonemas q não precisam d + d 1 letra. S vc começar a fazer isso, as pessoas q estão lendo s sentirão como s conversassem c/ vc no msn e isso faz elas s sentirem em ksa. Essa sensação d intimidade é vital pro texto fazer sucesso. Nnc é d+ lembrar que velocidd é td na qualidd d 1 texto. Seus leitores c ctz vão agradecer com um sonoro “VLW”!


7) kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O público está acostumado com piadas fáceis. Ninguém tem tempo para pensar hoje em dia husahuashuashuashuashu então sempre que você colocar uma piadinha no texto, mostre a ele que é o momento de rir, de uma forma amigável: rindo com ele huahauauahuahau. Você nunca parou para pensar porque as séries de comédia sempre têm som de risadas nas horas engraçadas? Kkkkkkkkkkkkkk Se alguém reclamar que isso suja o texto, é porque essa pessoa é triste e não gosta de conversas leves e com risadas hehehehe


8) Sucesso sem palavras
Se você deseja que seu blog faça sucesso, escrever bem não é necessário. É recomendável, mas não necessário. Porque, quanto menos texto, mais sucesso ele faz. Assim – e para não correr o risco de errar o uso das regras acima – evite escrever. Faça um blog com um nome ousado – palavrões e trocadilhos de mau gosto são ótimos – e fique postando todas as fotos engraçadinhas que você recebe por e-mail. Elas têm texto em inglês? Calma, nada que um Photoshop e o Google Translator não resolvam. Recheie o blog com estas fotos e vídeos, entupindo o layout de anúncios do Adsense (porque assim você vira problogger) e reserve o dia 5 de todo mês para postar as fotos da Playboy nova que você roubou de outro blog.

Agora, é só colher os louros da fama!

4 de janeiro de 2011

Bastidores

Blogueiro 1: Que tal "Rubro"?

Blogueiro 2: É que eu tenho um chamado “Vermelho”. Ainda assim?

Blogueiro 1: Espera.

Blogueiro 2: Pensei em algo com "Aconselhamento". Ttirar o foco do sangue. “Vivência", ou...

Blogueiro 1: Não, o sangue é a chave aí. É forte demais pra ficar sem o foco.

Blogueiro 2: Hmm... Hemorragias é muito nojento?

Blogueiro 1: Muito, lembra hemorróida.

Blogueiro 2: ahahuahua

Blogueiro 1: "Gotas". "Lágrimas". "Rubro"

Blogueiro 2: Rubro Choro é ruim, me lembra Negro Gato.

Blogueiro 1: Vou viajar. As lágrimas dela mancharam a toalha. A vida dos dois, pro bem e pro mal, estão manchadas também.

Blogueiro 2: "Mancha"?

Blogueiro 1: Algo nesse caminho.

Blogueiro 2: "Mácula"?

Blogueiro 1: Não, isso é mais pra “deixar de ser puro”. "Sangue bão". hahahaha

Blogueiro 2: AUHAhuaHUAhuaHUA

Blogueiro 1: Cara, acho que encontrei. Vamos brincar em cima de sangue. Tipo AB negativo.

Blogueiro 2: Pensei nisso também. Transfusão, Doador Universal. O Negativo. O NEGATIVO!

Blogueiro 1: Então, eu pensei nesse logo de cara, mas o "O" fica com cara de artigo. O negativo / A negativa

Blogueiro 2: Sim. Essa é a coisa. Você lê como se fosse "O Sangue", "O Carro", mas tem o sangue escondido. E combina com os "já era", "não tem mais volta" do texto.

Blogueiro 1: Pode ser, acho que funciona. Agora, o que você acha de ir alem na brincadeira? "O(s) Negativo(s)". Assim fica sendo sobre o sangue e sobre eles.

Blogueiro 2: Boa. Com os S entre parênteses mesmo, né?

Blogueiro 1: Isso.

Blogueiro 2: Já era. Estou postando. Feito.




31 de dezembro de 2010

Dia 31/12 – E 2011?



Com a palavra, o dono do blog.

Cordialmente

Besta-Fera

"2010 foi um ano difícil.

Não, não aconteceu nada demais – pontualmente falando – mas foi um ano corrido, com muita porrada (e algumas surras). Nunca trabalhei tanto como em 2010 e, se por um lado isso é bom, por outro fez com que eu chegasse ao final do ano virtualmente destruído física, mental e emocionalmente.

Foi um ano em que o dinheiro foi curto. Muito disso é por minha causa, e se Deus quiser eu vou aprender finalmente a brincar de Jogo da Vida em 2011. Aliás, se Deus quiser, não. Eu vou. Em 2010 minha periodontite resolveu atacar com todas as forças e marchou pela minha boca ao som de Wagner, deixando claro que vai me fazer companhia até o fim da minha vida, eu querendo ou não.

Em determinado momento de 2010 eu percebi que estou com metade de 70 anos. 70 anos, cara. 70 anos para mim é idade de avô, e eu estou na metade disso. Meio caminho andado para isso. Quando você pensa por essa lógica, a coisa se torna assustadora. Engraçado... Minha vida é totalmente diferente da que eu imaginava que teria com 35 anos quando criança. Mas não é melhor nem pior.

É a minha vida.

E gosto dela. Preciso aprender muito ainda, mas gosto dela.
Mas 2010 teve seus momentos, alguns inesquecíveis. Em 2010 eu ganhei um sobrinho, casei um amigo e lancei meu livro. Em 2010 eu vi um Beatle, eu conheci muita gente muito legal (Max e Davis, os “Meeting Max Reinert” e “Meeting Davis Sousa”não entraram no blog por pura falta de tempo, jamais por desinteresse – desculpem!) e as pessoas que estavam aqui estão, cada vez mais presentes, como a Sra. Gordon, meus pais e o Besta-Fera.

Quanto ao blog, confesso que chegou um momento – logo depois do lançamento do livro – que eu me perdi um pouco. Passei um bom tempo com a sensação de “não tenho mais o que escrever”, como se tivesse escrito tudo o que queria ou poderia na vida. Talvez tenha sido reflexo do lançamento do livro, não sei... Mas, aos poucos, passou.

Idéias de novos livros vêm surgindo na cabeça (alguns deles totalmente diferentes do que as pessoas imaginam), mas quanto mais eu fico sem escrever, mais vontade de escrever eu sinto. Hoje, depois de quatro anos blogando e com um livro nas costas, eu já posso dizer com certeza que escrever é a grande paixão da minha vida.

E 2011?

Bem, não sei.

Se eu fosse um daqueles adivinhos, diria que este ano a Xuxa vai encontrar o grande amor da vida; que Mano Menezes irá balançar no cargo de técnico da seleção, mas depois irá se acertar; que a Dilma vai passar por um período conturbado em seu primeiro ano de governo; e que um ator ou cantor muito famoso irá morrer.

Mas, sinceramente, não sei. E, quando a gente não sabe, o que importa é torcer. Então, em 2011 eu pretendo não apenas fazer minha parte, como torcer. Torcer para que você que está aí do outro lado da tela tenha um ano maravilhoso, e um réveillon inesquecível, que mude sua vida de alguma forma, exatamente como acontece com o casal abaixo.





Afinal, esta cena mostra que o Ano Novo é sobre amor e velhos amigos. E "amor" e "velhos amigos" são quase sinônimos.

Cabe a nós, e somente a nós, fazermos com que o resto do ano, a partir do dia 2 de janeiro, também seja sobre amor.

Feliz 2011.

Rob."

29 de dezembro de 2010

28 de dezembro de 2010

Dia 28/12 – O problema de 2010 foi...



De acordo com o Rob, os problemas de 2010 foram a falta de dinheiro, a falta de tempo, o excesso de trabalho, e o azar que o persegue insistentemente.

De acordo comigo, o problema de 2010 foi o Rob mesmo.

Cordialmente,

Besta-Fera.

26 de dezembro de 2010

24 de dezembro de 2010

1º Amigo Secreto do Clube Secreto dos Amigos Secretos do Champclub Secreto

Alguns meses atrás, um grupo de leitores aqui do blog começou a conversar via Twitter. Na verdade, eles já conversavam frequentemente nos comentários do blog, e o Twitter somente facilitou o contato entre eles. Do Twitter, a coisa foi para o e-mail. Do e-mail para o show do Paul McCartney. Do show do Paul McCartney para o mundo. Sim, para o mundo, já que tem gente até mesmo de outros países na brincadeira.

Eu? Apesar de ter ido ao show do Paul McCartney, parei no Twitter, já que o volume de e-mails trocados é tão grande que eu simplesmente não consigo abrir as mensagens. E, quando consigo e envio uma resposta, descubro que as pessoas já estão oito assuntos na minha frente. E aí começam comentários do tipo: “O Rob, coitado, esclerosou, não consegue mais acompanhar nada...”.

Ô fase.

Mas algo que eu consegui acompanhar foi a elaboração do amigo secreto deste Champclub – que levou o nome já que estas pessoas se conheceram orbitando ao redor aqui do blog. Sorteio feito, começam agora as postagens sobre quem sorteou.

Felizmente, são postagens, porque não existe nada mais cafona do que pessoas que fazem isso em restaurantes. Manjam aqueles amigos secretos de empresa? Os diretores dando em cima da estagiária, o gerente de vendas contando mentidas, e a secretária solteirona em cima de uma cadeira, já meio bêbada, dando dicas (aos berros) de quem é o amigo secreto dela, aos berros de “beija! beija!”, “discurso! discurso!” e o inevitável “experimen-tá! experimen-tá!”. E você ali, na mesa ao lado, amaldiçoando tudo e tentando comer.

Mas estou me alongando. Enfim, fui sorteado por uma fotógrafa que, a exemplo destas outras pessoas, deixou de ser uma leitora para se tornar uma grande, grande amiga. E uma pessoa de extremo bem gosto. Afinal, o que mais pode ser dito de alguém que dá, como presente de amigo secreto, o Blu-ray deste filme aqui?





Ou seja, além de talento para a fotografia, ela tem quase um dom na hora de escolher presentes inesquecíveis. Muito obrigado, Bia! Já está ocupando um lugar de honra na minha coleção.

E, agora, desejo um feliz natal a todos e é hora de part...

Oi?

Como assim? Que amigo secreto?

Quem eu sorteei? Oi? Que dicas? Dicas do quê?

Só um minuto. Já volto.

**********************

Oi, voltei. Desculpem. Então, ao que parece, eu tenho que dar dicas sobre quem eu sorteei aqui. Eu não sabia disso, pois, como já disse, não consigo abrir e-mail do #champbclub nenhum por aqui, estava por fora disso.

Mas, tudo bem. Vamos com as tais dicas:

Если глобализация была компьютерная программа, моим тайным другом будет значок. Смотри, парень бразильского, жил в Канаде и владеет русским. Кроме того, он полностью многозадачность: журналист, археолог, фотограф - и все еще находит время испытывают большие приключения вместе со своим другом Кролик. Нет, ребята, не Донни Дарко, или Даффи Дак. И хорошо, что он хотел представить то, что я сделал, что сделал все лучше - и нет, не с точки зрения экономики, а потому, что я чувствовал честь быть другом этого человека, и поделиться этим с ним, и Вас.

E qualquer erro de concordância fica por parte do Google Translator.

Dia 24/12 – Meu momento "Eu sou Ryka" em 2010 foi...



O que é “eu sou Ryka”? Desculpem-me, não conheço essas gírias de internet.

Cordialmente,

Besta-Fera.

23 de dezembro de 2010

Dia 23/12 – E o troféu me mata de orgulho de 2010 vai para...



Desculpem, mas não tem como fugir disso.

Tem que ser para isso aqui.

Cordialmente,

Besta-Fera.


Meme das Antigas


O dono da idéia é o Max, do Pequeno Inventário de Impropriedades. Mas veja quem também está participando:

Ana Kormanski do DDA Descontrol
Lan do Aracajueiro
Dragus do Pensamentos Equivocados
Ana Savini do L'Hippopotame
Bel Lucky do Mundo ao Redor
NaraTéP. do Na Ponta dos Dedos
Bia Nascimento do Aquela que Traz a Felicidade
Isadora do Is-Adorable
Nana do Escuta Meu Bem
Angela do Coisas Acontecem Sempre
André Sobreiro do Informações Despretensiosas
Natalia Máximo
Ana do Mulher ao Cubo
Evandro Cesar do Parem o Mundo
Simone Miletic do Porque Minhas Opiniões não Cabiam na Telinha da TV
Marcos Rodrigo do Eh Bien
Letícia do Chá-Tice
Larissa do O Elemento Fogo
Túlio do Túlio P&B
Aline HallyRocker do Mode ON/OFF
Marina do Do Fundo do Mar
Tyler do Blog do Tyler
ACLB, do Aclb
Vera Lúcia do Ponto Cruz Ponto Com Misses
Otávio Cohen do Meus Anos Incríveis
Samantha Shiraishi do A Vida Como a Vida Quer
Marina do Novadoxa
Liber do Liberland
Aline Kelly do Pensar é Perigoso, mas Prefiro Arriscar
Suzi Daiane do Colorindo o Ser
Jéssica do Litlle Heart
Marcos Freitas do Passageiro do Mundo
Raquel Sampaio do De Tudo...Um Pouco
Kel Sodré do Armário de Coisinhas
Pollyana do Uma dose de Polly
Kakah do Estafermo
Gabrielle Rocha do Volta ao Mundo
Stephanie Martins do Dare to Dream
Shan-Tinha do Vivendo
Silvia Azevedo do Uma Pitada de Cada Coisa
Sabiana do Asas Vadias
Ellen do I Believe
Luciana Ivanike do Por Enquanto
Bruno Massao do Bruno Massao
Krisko do Let Your Soul Be Free
Dea do 15 de Janeiro
Liliane Ferrari do Liliane Ferrari
Equipe do Gate4
Rogéria do Um Espaço Para Chamar de Meu
Sil do Querido Diário
Lili do Lili Fala Tudo.