10 de outubro de 2011

Man With a Harmonica

De vez em quando eu arrumo algumas manias.

Esta começou alguns anos atrás. Na verdade, eu sempre tive vontade de aprender a tocar um instrumento, mas nunca tive disposição, tempo – e, em minha opinião, talento.

Contudo, a vontade sempre esteve aqui, rodando. Especialmente de alguns anos para cá, quando meu gosto musical rompeu as fronteiras do heavy metal e mergulhou em música clássica, rock clássico e minha grande paixão atual: o blues.

E foi em meio a um disco de blues que eu tive a ideia. Não compraria um violão, uma guitarra, um baixo (instrumento pelo qual sempre fui apaixonado), porque custaria caro e, caso eu não aprendesse nada, teria jogado dinheiro fora. Além disso, já com trinta e poucos anos, eu não queria gastar muito dinheiro para comprar que eu fosse tocar dentro de casa, para minha diversão.

Assim, alguns anos atrás, subi alguns quarteirões na Teodoro Sampaio e entrei em uma das lojas de instrumentos. Saí de lá com uma pequena sacola contendo uma gaita.

Durante semanas, aquilo se tornou uma febre para mim. Apesar de ficar treinando técnicas e macetes em vídeos no Youtube, nunca fiz curso algum, e passava a maior parte do tempo caçando guias (as populares “tabs”, que são partituras para quem não lê partituras) de músicas que eu gostava para tentar tocar.

Na maior parte das vezes, nem executava a música inteira; apenas o começo e o refrão já me bastavam, e eu pulava para outra música, para tentar tocar. E sempre consultando os sites de guias, pois nunca fiquei tanto preso em música a ponto de decorá-la (que eu me lembre, a única exceção é o início de Something, dos Beatles).

E assim passei noites e noites brincando com a gaita. Sozinho em casa. Ia de Beatles para Ray Charles, de Ray Charles para Louis Armstrong, de Louis Armstrong para Rolling Stones, de Rolling Stones para Bob Dylan, de Bob Dylan para Eric Clapton, de Eric Clapton Led Zeppelin, de Led Zeppelin para Beatles novamente.

Ou, melhor dizendo, ia de You’ve Got to Hide Your Away para I Can’t Stop Loving You, de I Can’t Stop Loving You para What a Wonderful World, de What a Wonderful World para Ruby Tuesday, de Ruby Tuesday para Blowing in the Wind, de Blowing in the Wind para Tears in Heaven, de Tears in Heaven para Starway to Heaven, de Starway to Heaven para Let it Be.

Essas, claro, são apenas algumas que eu me recordo de cabeça de tocas, mas as canções que eu gostava de tocar eram muitas. E sempre para mim

Não, minto. Fiz duas apresentações.

Uma para a minha mãe: num aniversário dela, toquei “Parabéns pra Você” para ela depois de ensaiar a música por uma semana.

A outra, eu também estava com a minha mãe. Estava no shopping Ibirapuera com ela, e decidi comprar uma gaita em uma loja ali perto. Assim que saí da loja, puxei a gaita da sacola e disse “vou experimentar”, tocando os primeiros acordes de Octopus’s Garden, dos Beatles (esta eu também sabia de cor à época). Assim que toquei, um rapaz saiu de uma farmácia e me disse:

- Isso é Beatles!

E eu ganhei meu dia.

Além de tocar canções que gosto, eu também adorava inventar. Ficava sentado no sofá brincando com a gaita, pensando na vida. E inventava também com as próprias músicas: uma mania que desenvolvi foi diminuir a velocidade de determinadas músicas, deixando-as mais lentas, o que combina perfeitamente com o som da gaita.

Com o tempo, a febre passou, mas nunca abandonei a gaita. Às vezes me esquecia dela por um tempo, mas sempre voltava para ela, passando algumas horas brincando. Contudo, nunca cheguei a tocar de verdade. Tanto que, até hoje, caso perguntem se toco algum instrumento, eu respondo sempre que não. E se alguém vê minha gaita em casa, eu digo que apenas “brinco”.

E aí chegamos onde eu queria. Atualmente, com tudo o que estou passando, “brincar” se tornou uma palavra essencial, mas perigosa. “Essencial” porque me faz muito bem; “perigosa” por eu ainda não conseguir lidar com emoções fortes – mesmo quando elas são boas, ainda me afetam demais, quase como uma crise de ansiedade invertida, com os mesmos sintomas: pernas moles, enjoo, taquicardia, tontura. Ou seja, dá-lhe Rivotril.

Enfim, não quero me alongar muito sobre este assunto hoje. Meu fim de semana foi ótimo, e não quero revirar a depressão ou a síndrome do pânico agora – prometo que em breve farei um novo post sobre isso, contando como estou.

Mas cabe dizer que música tem me ajudado muito. Especialmente blues. E talvez seja por isso que voltei a ter aquela coceira com a gaita. Comprei uma nova ontem e passei algum tempo brincando com ela. Perdi um pouco do jeito, mas estou recuperando aos poucos. E já descobri que ficar sentado num sofá, brincando com ela – seja sozinho, seja com a namorada ao lado – me transmite uma paz absurda.

E paz é tudo o que eu preciso. Mesmo que seja na forma dos versos de uma música que gosto, tocada de forma casual e sem compromisso algum, com a minha gaitinha. Tocada por mim e para mim.

Assim, gostaria de encerrar este post não com palavras, mas com as notas musicais de uma música doce e pacífica, quase preguiçosa, do Eric Clapton: Wonderful Tonight.

Claro que seria fácil eu ter escolhido esta música apenas por ele estar no Brasil – basta um músico de renome tocar no país para a maior parte das pessoas que conhecem duas ou três músicas se autoproclamarem “fãs” – mas eu devo muito a este sujeito. Afinal, suas canções “lado B” foram uma das maiores portas de entrada para o blues que tive na vida, quando eu tinha cerca de 16 anos. Mas ainda vou falar disso nesta semana.

Enfim, queria deixar vocês com esta música. Ou, melhor dizendo, com a minha paz.

Afinal, com todo o apoio que tenho recebido de vocês, o mínimo que posso fazer é dedicar a vocês, leitores do blog, a primeira música que gravo brincando com a gaita.

Muito obrigado por tudo.


44 comentários:

R. disse...

um dos presentes mais lindos que já ganhamos :)

Rob Gordon disse...

R.

Valeu! Que bom que gostou! :)

Beijão!

Rob

Ana disse...

Tão lindo tocando gaita...
(suspiros)
*.*

Fernanda Fefis disse...

Rob.. eu não toco instrumento nenhum.. por falta total de abilidade, cordenação motora e ritmo.. hehe.. mas conheço muitos músicos (inclusive meu noivo).. não de profissão.. esses de fim de semana.. e todos eles falam a mesma coisa.. é super relaxante.. exatamente como vc disse.. "transmite uma paz absurda".. e eu aqui de madrugada fazendo meus projetos, fiquei muito feliz em te ver tocando.. vc transmitiu essa paz toda aí pra mim.. Obrigada, viu! Bjos

IsabelVeronica disse...

Gente!!
Não é que ele toca gaita mesmo!

Rob, pelo que me parece, você é uma pessoa que respira música, por isto, era de se esperar que tocar um instrumento musical te transmitisse paz.

E falando em música, você já pensou em escrever letra de música?

Beijos!

Silvia disse...

Nossa, que legal! :-) Agora vai ter que começar uma série: clássicos do rock e blues com Rob Gordon.

Eu também queria tocar um instrumento, acho tão legal!

Varotto disse...

"He not only plays. He can shoot too"

P.S.1: AInda não consegui ver o vídeo. Só em casa.

P.S.2: Você escolheu bem o instrumento. Além de compacto, qualquer coisa que você soprar fica agradável de se ouvir em uma gaita. Vá ser vizinho de alguém que está aprendendo a tocar violino...

Kel Sodré disse...

E minha mãe insistindo em dizer que este ano eu não iria ganhar presente de Dia das Crianças. Rá!

Uma das minhas resoluções de ano novo para 2011 foi entrar na aula de canto e de percussão. Em meio à falta de tempo - crônica - falta de foco e, mais recentemente, falta de trabalho (a.k.a. grana), 2011 está ladeira abaixo e eu nada de aula de música. Mas ainda tá nos meus planos pra breve. Quer montar uma banda? hahaha

Rob Gordon disse...

Ana:

A parte do "yes, you look wonderful tonight" fica para você. (L)

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Fernanda:

Que bom que você conseguiu sentir um pouco da paz, também. Mas, convenhamos que esta música ajuda, ela é doce demais, tranquila demais. Mas, se você tiver vontade, pegue sim um instrumento e se tranque com ele, brincando, só para você. É demais!

Beijos e obrigado pelo comentário!

Rob

Rob Gordon disse...

Isabel

Não toco, não. Eu só brinco mesmo, de verdade. :)

Quanto à letra de música, já pensei nisso sim. Aliás, os poucos poemas que fiz no Chronicles foram pensados como algo a ser musicado. Quem sabe um dia?

Beijão!

Rob

littlemarininha disse...

Poxa vida, eu sempre quis tocar gaita. Acho o som bonito, completo...mais que completo, ele completa quem toca. Todas as vezes que peguei uma gaita e brinquei com ela, a vibração me completava.
Pena que "cai cai balão", minha (única) obra prima nesse instrumento, encha tanto o saco depois de 20 segundos.
Invista, Rob. Ao contrário do que pensa você tem talento. Dá pra ver bem nesse vídeo.
Se não pra se tornar um grande músico, pra manter sempre essa paz que você citou.
Beijo.

Rob Gordon disse...

Silvia:

Menos, menos... Não vou macular tantos clássicos assim. :)

Como eu disse para a Fernanda, não precisa aprender um instrumento, basta apenas brincar com ele. E a gaita é ideal para isso, você devia tentar!

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Varotto:

Citações a este filme sempre serão bem vindas. Favor arrumar uma para cada próximo comentário no blog.

E a gaita é demais justamente por causa disso, o som dela é completo e doce demais.

Abração, cara. Não esquece de ver o vídeo depois.

Rob

Camila disse...

E justamente minha música favorita do Mr Clapton? Que legal! =)

Esperamos outras "palhinhas" aqui no blog, Rob! =)

Rob Gordon disse...

Kel:

Vamos formar a banda sim! E nos aprensentamos pro Besta-Fera e pro Otelo! Quedm uivar mais alto ganha um biscoito, que tal?

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Littlemarininha:

"...mais que completo, ele completa quem toca." Que frase linda! E vou investir sim, mas sempre pensando na paz que a gaitinha me dá!

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Camila:

A minha favorita dele ainda é Bell Bottom Blues, mas esta entra no Top 5 fácil. Fiquei feliz demais por você ter gostado do vídeo, sei o quanto você é fã dele!

Beijos!

Rob

Varotto disse...

"Citações a este filme sempre serão bem vindas. Favor arrumar uma para cada próximo comentário no blog."

Cara, não sei se consigo uma para cada texto, mas essa estava fácil demais. Já nasceu pronta. Antes de ler o texto, só de olhar o título... ;o)

Natalia Máximo disse...

Legal que ontem fiz um comentário super bacana e o blogspot não publicou (y)

Mas então, que incrível que você tá "arranhando" a gaita! Sempre tive problemas com instrumentos de sopro, especialmente gaita. Acho super difícil de tocar, de encontrar as notas corretas. Foi por isso que me afeiçoei tanto ao violão (e deve ser por isso que ele costuma abrir portas para apaixonados por música ao redor do mundo...), depois de uma temporada com o bumbo na fanfarra da escola hahaha

E quando que a música não ajuda, né? Independentemente da situação, não tem nada melhor!

QUE DROGA, ROB! Agora estou ainda mais ansiosa pro show do Eric *___*

Rob Gordon disse...

Varotto

O filme tem 2H40min. Como os primeiros 10 minutos não têm diálogos, vamos trabalhar com 2h:30min. São 150 minutos de diálogos geniais - como você não é menos brilhante que isso, sei que você vai conseguir. :)

Abraços

Rob

Rob Gordon disse...

Nat:

Antes de qualquer outra coisa, sei que é péssimo quando o blogger faz isso. Mas, olha, pelos seus últimos comentários aqui no blog, especialmente no post Uma Verdade Inconveniente, saiba que você tem MUITO crédito no que diz respeito aos comentários.

Quanto ao post de hoje: eu sempre tive vontade de tocar violão também - e dali ir para o baixo. Mas, não sei, toda vez que eu chego perto de um deles tenho a certeza de que eu não vou nem saber segurar direito. :)

Quem sabe um dia?

(E calma que o show tá chegando!)

Beijos

Rob

Alan disse...

Deu vontade de tocar gaita...hhahaha... Acho que ela e a flauta são os únicos que eu gostaria de tocar.

Hally disse...

Alguém disse uma vez, em algum lugar que eu não lembro, que no final só nos resta a música. E, brincando com gaita e violão, me pego, inúmeras vezes, acreditando nisso com força.

Cantar também é algo que relaxa, nos faz entrar em contato com nosso íntimo. E que paz que dá...

É realmente muito bom ver que você está tendo dias muito bons em meio à tanta tempestade. E quero dizer que lhe desejo mais e mais dias assim, onde tocar gaita lhe dê paz.

Só tenho uma reclamação: podia ser um vídeo mais longo, né? =P

Varotto disse...

Caramba! Esse é o cara! O Junior Wells da garoa! (vi-o-vídeo mode: ON).

É isso aí, keep on blowing...

P.S.: Você só está com um pouco de pressa de chegar no final da música. Relaxe um pouquinho mais... ;o)

Larissa Bohnenberger disse...

Oi, Rob!

Muito linda sua "brincadeira". Quando criança eu demonstrava algum talento para o piano. Tirava algumas músicas de ouvido no teclado da minha prima. Mas na hora de estudar a parte teórica da coisa me irritei e desisti! Rsrsrrss! Mas adoro música, principalmente cantar. Ainda pretendo fazer um curso de canto, assim que as finanças melhorarem.

Bem, Rob, andei sumida do mundo virtual, e foi só este fim de semana que me interei sobre os últimos acontecimentos. Tô atrasada demais pra dizer que eu desejo do fundo do meu coração que tudo isso passe o mais rápido possível e que você fique bem? Espero que não. Esse blog foi um dos motivos que me fez não desistir do meu lá no início, quando eu quase não tinha leitores. Por isso, tenho muito carinho por ele e por você. Mesmo não aparecendo aqui com tanta freqüência.

Super beijo!

AVeloso disse...

Que seja so a primeira de muitas - e que seja uma das poucas na fase Rivotril, porque tenho certeza que ela vai passar logo ! Abraco.

Rob Gordon disse...

Alan:

Aproveite o embalo da vontade e compre uma gaita! Não é cara - custa em torno de 50 reais - e é deliciosa de tocar!

Abraços

Rob

Rob Gordon disse...

Hally:

Música ajuda muito, mesmo, né? Não sei explicar ao certo, mas acho que, como toda arte mais individual (como desenho) ajuda você a relaxar, como uma espécie de "meditação".

Quem sabe um dia eu coloque um vídeo mais longo aqui, com outra música? :)

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Varotto:

"Junior Wells da garoa" é um tanto quanto exagerado! Aliás, falando em Junior Wells, show do Buddy Guy aqui em SP (via Funchal) em 12 de maio. Vê se rola aí no RJ também, caso contrário, pega um avião e vamos juntos!

Quanto à pressa, deve ser pela falta de prática. Fazia tempo que eu não brincava com ela, mas fiquei feliz demais por você ter gostado!

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Larissa:

Tudo bem? Bom ter você de volta aqui, eu reparei que você havia sumido mesmo. Coloque o curso de canto na sua "to do list", certamente você vai adorar, mesmo que seja apenas como Rob.

Quanto ao "seu atraso", não precisa se preocupar. E agradeço de verdade pela mensagem - a torcida que os leitores estão passando tem ajudado muito aqui. E muito obrigado também pelos elogios ao blog - você é uma das leitoras mais antigas que tenho, e o carinho é recíproco!

Obrigado de verdade!

Beijos!

Rob Gordon disse...

AVeloso:

Será a primeira de muitas sim. E que as da fase Rivotril sejam bem, bem poucas!

Valeu!

Abraços

Rob

Lu Lima disse...

Rob:

Primeira vez que comento apesar de acompanhá-lo há um bom tempo.
É uma honra "participar" das sagas construídas por você. Real ou Virtual, Autor ou Personagem, Homem ou Menino, Criador ou Criatura: você estabeleceu um laço afetivo com todas as pessoas que fazem questão de te prestigiar. E acredite: Você é mesmo muito querido. Não o fazemos apenas por respeito. Isso é princípio básico de educação. É maior: É Admiração! Eu aprendi o significado de "Felicidade só é real quando compartilhada" aqui. E este espaço que você divide conosco tem um sabor especial - Parecido com cabaninha e paçoca em tardes de domingo cor-de-laranja!

Aproveitando a deixa do Blues... Deixo o link de Summertime tocada por um grupo chamado Tritono Blues. Os caras são bons! E, não poderia deixar de citar o gaitista, André Carlini.
http://www.youtube.com/watch?v=Vp4Aze8Xxfg

Obrigada pelo carinho que você dedica aos leitores. Sempre.

Beijos e sabe, né? Qualquer coisa: Grite!

Obs: Desculpe-me por não ter comentado antes... é que às vezes seus textos mexem e, eu me calo, não por covardia, mas por estar emocionada.

Nelson disse...

Legal saber que você curte baixo. Sou suspeito, vivi do meu baixo (dava aulas, gravava, fazia shows, etc) durante uns anos, e é difícil achar alguém que realmente curta o som dele.

E já te adianto: ir pro violão e depois pro baixo só vai servir pra você aprender dois instrumentos; são coisas completamente diferentes. Esse negócio de que fazer essa transição facilita o aprendizado e tudo mais é mito, cansei de ver gente apanhando do baixo, hehe.
Hoje eu brinco com o violão da minha namorada (que daqui exatamente um mês será minha esposa!), e tomo um baile fenomenal pra fazer coisas de iniciante no violão. Não é porque os dois tem cordas e a afinação é parecida que dá pra usar muito o conhecimento de um no outro.

E tocar baixo é legal quando você tem planos de tocar junto com alguém, especialmente com um baterista... aí é fantástico, e dá pra entender o porque tanta gente vai pro baixo e se apaixona: junto com a bateria se faz a tal da "cozinha" da música, e a cozinha decide o que a música vai ser. Ter essa responsabilidade nas mãos é o que os baixistas gostam.
Já se você não tem planos de ter uma banda (que dá trabalho pacas), o violão é mais legal. Por ser muito grave, o baixo não é muito bacana de ser tocado sozinho e não admite muitas combinações harmônicas, e fazer um baixo soar bem sozinho é um conhecimento meio avançado, que demora uns anos pra aparecer. Se quiser ver um mestre nisso, procura pela música "The Enormous Room", do Michael Manring.

Nesse ponto de soar bem sozinho, obviamente o violão é mais bonzinho, e tem os acordes, que a gaita não tem. Piano (ou teclado) é uma boa também.

Palavra de um baixista que brinca há anos com violões, guitarras, voz e teclados, e um dia também vai tocar gaita, sax e bateria, hehe.

A música realmente é fantástica, Rob. Tenho sorte do poder trabalhar nessa área.

grande abraço!!!

G7 disse...

Depois do Clapton toque Just Like a Woman que eu compro o CD, o DVD, box de Natal...

Rob Gordon disse...

Lu Lima:

Antes de mais nada, muito obrigado pelo comentário e pelos elogios. É bom demais se sentir perto dos leitores desta forma, especialmente quando o carinho vem de um laço afetivo criado justamente pelos textos, e em especial - creio - pelos que me exponho a respeito da depressão. E, muito, muito obrigado por apontar este "sabor" do blog.

Abri o video e achei esta versão demais - o gaitista realmente manda muito bem! Obrigado pela sugestão!

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Nelson

Valeu pelo comentário! Toda vez que penso em brincar com um violão, penso se "será que é difícil ir dele para o baixo?" e "será que eu conseguiria brincar sozinho com um baixo?" Você respondeu muita coisa e, se um dia eu criar a coragem - por enquanto, a gaitinha me basta - vou levar seu conselho muito em conta!

Curiosidade: em que dia você se casa?

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

G7:

Você me conhece o suficiente para saber que não é seguro provocar desta forma!

Abraços!

Rob

Kel Sodré disse...

Fechô!! Só não se aprimora muito na gaita senão vou ser obrigada a te classificar como over qualified! hahaha E estou sentindo que os cães vão gostar dessa ideia... Assim, só impressão mesmo. :-P

Rob Gordon disse...

Kel:

Vamos colocar Just Like a Woman do Bob Dylan no repertório. Aí já serão três CDs vendidos: o do Besta-Fera, o do Otelo e o do G7 que comentou aqui também.

Beijos!

Rob

Nelson disse...

Se adaptar do violão pro baixo todo mundo se adapta, mas na realidade essa transição não presta pra muita coisa não.
Tocar violão antes só ajuda mesmo na hora de identificar as notas (as 4 cordas mais graves do violão têm a mesma afinação das do baixo, só que uma oitava acima) e na coordenação motora básica... mas isso não é nada que não se possa aprender em menos de 1 mês direto no baixo, hehe.

Eu caso dia 12/11/2011, falta menos de um mês (e de quebra acabo com o feriadão da família inteira, hehe). Ainda bem que tá chegando, organizar casório quando você não tem muita grana é terrível, não recomendo pra ninguém não.

grande abraço

Matheus Silva disse...

eu sempre pensei que se tu mostrasse o teu rosto o blog perderia a graça, do mesmo jeito que depois que se vê um filme o livro perde um pouco da magia de imaginar cenários e personagens.
há algumas semanas tu começou a colocar fotos com o teu rosto, mas de nenhum modo o champ perdeu o sentido.
parabéns pela bem sucedida aproximação com os leitores, coisa que tu sempre disse que era o mais importante.

Rob Gordon disse...

Nelson:

Como eu disse em outro comentário, esteja aqui no dia do seu casamento.

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Matheus:

Muito obrigado pelo comentário! Mas não quero respondê-lo agora, quero guardar para um post que escreverei em breve!

Abraços!

Rob