2 de julho de 2019

Roupa Nova


Eis o homem do século 21.

Eis o homem do século 21 saindo de casa para o trabalho. Ele ganha o mundo a cada passo. Enquanto espera o ônibus, está acompanhando notícias, confirmando a reunião da tarde, esboçando um projeto e fazendo sinal para o ônibus.

Eis o homem do século 21 afundando o pé em um monte de merda na calçada enquanto caminhava rumo ao ônibus.

Eis-me aqui de volta.

Eu poderia escrever parágrafos e parágrafos sobre minha ausência aqui. Também poderia escrever muito sobre meu retorno.

Talvez eu faça isso depois, porque neste momento eu estou um pouco ocupado a) tentando esconder das outras pessoas que estou com o tênis coberto de merda; b) constatando que até a barra da calça ficou suja de merda; c) fazendo cara de paisagem para tentar convencer as pessoas do ônibus fedendo a esterco é a coisa mais normal do mundo e que isso não tem nada a ver comigo e sim com a situação do transporte público de São Paulo; d) pensando em talvez subverter as regras do jogo e reclamar em alto e bom som de que o ônibus está cheirando à merda e torcer para que, no tumulto, ninguém olhe para meu pé, mas 3) mudando de ideia e decidindo que é melhor ficar em silêncio e contar com a sorte.

E, claro, f) dando graças a Deus que não estou carregando um pacote de fraldas do meu filho para as pessoas não somarem A + B e chegarem à conclusão que eu tenho problemas mentais.

Foi assim, com cara de paisagem, que procurei um lugar vazio no ônibus para me sentar. No caminho, fui arrastando o pé e fingindo que estou com a perna machucada, para tentar tirar o excesso de coliformes do tênis. Modéstia à parte, fiz isso com um profissionalismo invejável, sem transparecer por um momento o medo de deixar um rastro marrom no chão do ônibus ao fazer isso.

(Mas claro que na minha cabeça o ônibus inteiro estava olhando para mim e eu já estava cercado de moscas).

Finalmente consegui me sentar num banco vazio, sem ninguém ao lado. Hora de tentar limpar o estrago um pouco. E não seria uma tarefa difícil. Tudo o que eu precisava era um tanque com uma torneira funcionando, um esponja e um pouco de sabão. Ah sim, luvas. Luvas seriam essenciais.

Bem, abri a mochila e encontrei meu tablet, duas canetas – uma que eu havia perdido há dois meses e outra que nunca vi na vida – uma caixa vazia de remédios para enxaqueca e meia dúzia de moedas. Bem, minhas opções não eram muitas.

Talvez eu pudesse acessar a internet pelo tablet e descobrir como tirar merda da calça com canetas? Ou eu podia levantar, pedir desculpas por atrapalhar a viagem de todos e dizer que não estou aqui vendendo nada, mas comprando, porque tenho 85 centavos e preciso de uma esponja com água e sabão, será que alguém pode me ajudar e podia ser pior porque eu podia estar roubando?

Não. Nada ia dar certo. Se eu fosse o personagem principal de MacGyver, a série teria sido cancelada no primeiro episódio.

Mas foi quando a sorte resolveu me mostrar algo que eu não havia visto. Revirando a mochila, a caixa de remédios tombou e, de dentro dela, caiu sua bula.

Oito pequenas páginas de papel. Era tudo o que eu tinha. Era com isso que eu teria que me virar.

Cruzei a perna tomando cuidado para não raspar o tênis na outra perna – quem me conhece sabe que esse é o tipo de situação que eu poderia raspar o tênis na testa – e comecei a operação limpeza. Rasga um papel, esfrega aqui, rasga outro papel, limpa aqui, rasga mais um papel...

E a calça não limpa de jeito nenhum.

Joguei os papeis fora no cesto de lixo do ônibus – o ônibus devia ser novo, porque ele ainda não estava quebrado – e comecei a executar o plano B, que consistia em arrumar desculpas para usar pelo resto do dia sobre eu ter uma mancha de merda na barra da calça.

Para matar a saudade, vamos resumir todas elas no Top 5 Motivos para a Barra da Minha Calça Estar Suja de Merda:

1. “Na verdade, não é merda, é lama. Cheiro? Cheiro de quê? Não, não estou sentindo nada.”
2.“Olha, eu estou fazendo um curso de ioga e acabei perdendo uma aposta com meus colegas, então...”
3. “Não conta para ninguém, mas eu estou com um saco de cocaína amarrado na perna, então esfrego merda na calça para confundir os cachorros da polícia.”
4. “Não, não a calça é assim mesmo. É um modelo novo que brinca com cores e tendências.”
5.  “I’m sorry, I don’t speak portuguese”.

Certo, era um mais ridículo que o outro. Nenhum ia colar. Olhei para o tênis com merda, o tênis com merda olhou para mim, deu uma cotovelada na calça com merda e ambos começaram a rir de mim.

Hora de ir para o Plano C.

Peguei o celular e mandei uma mensagem para a Esposa, dizendo que ia passar no shopping e comprar uma calça. Claro, contei também toda a história antes porque avisar a esposa que você precisa comprar uma calça meia hora depois de sair de casa é o tipo de coisa que pode arruinar um casamento.

Mas mandar a mensagem era essencial porque eu não entendo muito de calças. Sim, eu sei o que elas são, para o que servem e como eu coloco no corpo, mas nada muito além disso. Ah, eu também sei a diferença entre uma calça jeans e uma de moletom, e que devia existir uma lei proibindo a fabricação de calças sem bolso. Mas, fora isso, nada.

Assim, peguei umas coordenadas com a esposa. Aliás, vocês sabiam que eu uso calça 40? Eu não sabia também, descobri isso hoje. Peguei dicas de loja (sempre lembrando ela de que “eu estou com a perna cheia de merda, precisa ser uma loja em que eu não precise falar com ninguém). Mas eis que chega a seguinte mensagem.

“Pega calça reta”.

“Não são todas retas?”

“Com a perna reta”

“Sim, eu já estava pensando na perna. A bunda eu sei que é redonda, mas pra mim todas as calças são retas. O conceito da calça é esse”.

“Não pega skinny porque é aquela que afina na perna”.

Ah, a calça de hipster. Então aquilo tem nome.

Essa informação é importante, porque calças skinny... Bem, eu não sou exatamente magro e minhas pernas são finas, então uma calça dessas... Bem, digamos que basta eu pintar uma calça skinny de laranja e pronto: minha fantasia de coxinha está pronta para o carnaval.

Assim, entrei na primeira Riachuelo que apareceu na minha frente, tendo apenas duas informações: “reta” e “40”. Só que assim que entrei na loja descobri que eu tinha um problema um pouco mais imediato: como achar a calça de homem?

Lembram que eu disse que não entendo muito de calças. Para mim, a melhor maneira de descobrir se uma calça jeans é masculina ou feminina é observando a placa na parede de loja. Se está escrito “seção masculina”, eu consigo concluir que aquelas roupas são as que eu preciso. Assim, entrei na loja e comecei a rodar pelos corredores, tomando o cuidado para não me aproximar das outras pessoas porque, na minha cabeça, até mesmo os seguranças do shopping já estavam procurando descobrir quem é o cliente do shopping que está fedendo a merda e precisamos expulsar essa pessoa daqui.

Depois de bancar o Pac-Man desviando dos fantasmas pela loja inteira, achei a seção masculina e fui atrás da tal calça reta e encontrei... Uma. Busquei meu tamanho e pronto. Calça 40. Tudo resolvido. The shit days are over.

Ou não.

Até eu que não entendo nada de calça podia enxergar que o negócio era horrível – a calça praticamente pedia para ser usada com um barbante no lugar do cinto, tudo combinando com um furo logo embaixo da inscrição “Maluf 86”.

Bom, entre comprar um calça dessas e uma skinny, minha única saída era ir em outra loja. E era isso que eu estava quase fazendo quando vi outro modelo de calças chamado slim. Lembrei do cantor de blues Magic Slim e fui olhar a calça, constatando que ela estava entre reta e a de hipster. Apanhei uma e fui para o provador.

Não deu outra. Cinco minutos depois, estava pagando a calça. Ou melhor, tentando pagar.

- Qual a forma de pagamento?

- Débito.

- O senhor não quer fazer o cartão da loja?

- Eu já tenho o cartão da loja, mas quero fazer no débito.

- No cartão da loja o senhor pode parcelar.

- Olha, eu realmente estou com pressa. É débito.

- E jogar o primeiro pagamento para a Copa do Mundo de 2022.

- Você não está sentindo um cheiro estranho?

- Não senhor.

- Tem certeza? Está um cheiro de... Não sei. Está um cheiro ruim aqui.

- Agora que o senhor falou... Parece cheiro de...

- Enfim, é débito.

Minutos depois, eu estava no banheiro do shopping, usando o isqueiro para arrancar as etiquetas da calça nova antes de vesti-la. E como não achei um incinerador nem um depósito de lixo radioativo para jogar a calça antiga, fui obrigado a jogá-la dentro da sacola, amarrar bem e enfiar na mochila, antes de sair do shopping e procurar um gramado para limpar o resto do tênis.

E, enquanto pensava se seria melhor jogar a sacola com a calça cagada no Rio Tietê ou se valia a pena cortar as pernas do joelho para baixo e transformá-la numa bermuda, percebi que aquela manhã tinha rendido uma história boa.

Respirei fundo. Será que eu ainda sei escrever coisas assim?

20 de novembro de 2018

Enquanto Você Dorme...




E quando você fecha os olhos e dorme...
Brincamos de adivinhar qual seu sonho,
se é brincadeira, correria ou aventura.
Se você escapa de um bicho medonho,
Ou se o enfeitiça com sua risada pura?

E quando você fecha os olhos e dorme...
Brincamos de adivinhar seu dia seguinte,
Imaginando tudo aquilo que irá descobrir.
Ficará no colo do vovô como bom ouvinte?
Ou se erguerá  de pé na sala, rindo até cair?

E quando você fecha os olhos e dorme...
Brincamos de adivinhar qual seu futuro.
Mas sem deixar de lado a próxima hora.
Pois este mundo será muito menos duro
Se você se lembrar do amor que tem agora.

E quando você fecha os olhos e dorme...
Brincamos de cobrir o relógio com uma capa
Como se isso fizesse o ponteiro não se mover.
Mas o tempo, teimoso que só, ainda escapa,
E nós sorrimos, vendo você sonhar e crescer.

E quando você fecha os olhos e dorme..
Papai apaga a luz, mamãe está te cobrindo.
E quando você fecha os olhos e dorme,
Sabemos que você estará sempre sorrindo,
Pois de todos nossos sonhos, você é enorme.
A foto não é de hoje. O texto é para sempre.


23 de março de 2018

Sobre Meninos e Lobos


Se tem uma coisa que eu descobri com a paternidade é que eu me torno uma pessoa melhor quando canto para meu filho. Claro que eu não fico parado na frente do carrinho fazendo apresentações de música e dança para ele... Bom... Ok. Já fiz isso algumas vezes. Mas eu quero falar mesmo sobre eu cantar para ele dormir.
Meu filho é daquelas crianças que luta contra o sono. O quebra-pau é visível: ele está morrendo de sono, mas não quer dormir, então começa a ficar bravo. Aí que ele não dorme mesmo, independente do sono aumentar.
Encontramos algumas maneiras de lidar com isso, e uma delas envolve em eu cantar para ele. A parte operacional é fácil: eu o pego no colo, deixo ele bem aninhado e começo a andar pela casa. No começo foi tranquilo. Eu normalmente usava Beatles. Ia cantando baixinho, e ele ia sossegando até começar a fechar os olhos – aí eu usava minha arma secreta (Something) e dava o golpe de misericórdia.
Mas, de repente, meu repertório de Beatles começou a perder o efeito. Something ainda é bem eficaz, mas as outras não estavam ajudando. Aí experimentei Chico Buarque – e descobri uma nova arma secreta: Acalanto.
E Chico Buarque também funcionou durante um tempo. O problema é que todas as músicas que sei de cor do Chico são da fase Construção, e comecei a me sentir meio mal em colocar meu filho para dormir ao lado de pessoas que morreram na contramão atrapalhando o tráfego ou que tiveram mães que o ninaram com cantigas de cabaré.
Aí abri o leque. Fui para rock nacional, para blues, para outras coisas de rock clássico... Só deixei heavy metal de fora. Eu consigo transformar She Loves You em algo com uma sonoridade delicada, mas é impossível fazer isso com músicas como Orgasmatron ou Symphony of Destruction.
Todas essas músicas tiveram efeito, mas não tanto quanto o Beatles que usei no começo. Então, decidi seguir o caminho óbvio e fui para canções infantis.
O problema é que eu não lembro quase nada de músicas infantis. A única coisa que eu recordava era que a maior delas era sempre estrelada por animais – e, bem, eu tenho 42 anos, então é provável que todos esses bichos dessas cantigas já morreram de velhice. Se bobear, até mesmo suas espécies foram extintas.
Mas, enfim, comecei a puxar algumas pela memória. Comecei com Escravos de Jó, que jogavam o tal caxangá – eu nunca soube o que era caxangá, mas aquele lance do tira, põe, deixa ficar, sempre me pareceu meio pornográfico. Mas ignorei isso e cantei.
Depois fui para O Cravo e a Rosa e comecei a reparar em detalhes que nunca tinha percebido. Você já reparou na violência dessa música? Eles brigam, e o Cravo sai ferido, mas a Rosa aparentemente leva a pior, porque saiu despedaçada. Veja bem, ela não sai com o caule arranhado, com uma pétala amassada... Não. Ela sai despedaçada!
Assim que eu percebi isso, comecei a imaginar uma versão do Cravo e a Rosa dirigida pelo Tarantino, com um final onde o Cravo perde completamente o controle, arranca a Rosa da terra e começa a rasgar suas pétalas gritando histericamente.
Mas fiquei curioso e fui pesquisar o resto da letra. Descobri que depois disso o Cravo fica doente, a Rosa vai visitá-lo, e aí um dos dois chora e parece que eles se entendem e acabam se casando.
Olha, eu não tenho nada a ver com a vida da Rosa, mas alguém podia avisar a ela que não é inteligente casar com alguém que despedaçou você na última briga? Isso com certeza deve valer também para flores. Terminei de ler com a certeza que a música acaba no casamento só para não se tornar uma história de violência doméstica, daqueles que a gente vê no Datena quando já é tarde demais. Eu não iria me surpreender se um dia descobrissem a letra inteira da música, e ela continuasse assim:
O Cravo começou a beber
A Rosa tomava calmante
O Cravo perdeu o emprego
A Rosa arrumou um amante

O Cravo puxou uma faca
A Rosa desafiou: “venha”
O Cravo foi enquadrado
Na Lei Maria da Penha

O Cravo teve sua foto
Publicada nos jornais
A Rosa foi justiçada
Em todas redes sociais


Agora, o problema mesmo começou quando lembrei daquela história do “eu vou passear no bosque”. Na boa? Essa música é uma espécie de lavagem cerebral. Eu comecei a andar com meu filho no colo e a cantarolar isso pela sala. Mas eu me lembrava só dos primeiros versos, “vou passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem”. 
Comecei a cantar isso. Vou passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem. O tempo passou e meu filho não dormiu. Vou passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem. Meu filho olha para mim. Vou passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem. Vou até a cozinha. Vou passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem. Meu Deus, estou fazendo isso faz vinte minutos. Vou passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem. Merda de lobo. Vou passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem.
Chegou um determinado momento que eu já não cantava mais. Eu apenas carregava meu filho no colo recitando esse negócio do bosque e do lobo como se fosse um mantra. Meu cérebro estava derretendo e nada da merda do lobo aparecer. Completamente hipnotizado, olhei para meu filho e vi que ele estava com os olhos vidrados.
E eu não conseguia parar de cantar! A letra da música me puxava cada vez mais dentro de um bosque imaginário, onde eu esperaria um lobo que não aparece nunca. Para tentar quebrar o encanto, tentei comecei a cantar a música em outro ritmo e finalmente consegui fazer isso usando Beatles.
Se você quiser tentar, é fácil. Sabe Can’t Buy Me Love? Aquele trecho que diz “Can't buy me love...  Everybody tells me so!”? Ele funciona certinho se você colocar “Passear no shopping... Enquanto o Seu Lobo não vem” como letra. Tenta aí.
Mas isso também não adiantou muito, porque eu comecei a cantar esse lance do Lobo na versão Beatles, e logo estava começando a ficar hipnotizado também. Eu não precisava de outros ritmos, e sim de mais frases.
Foi quando comecei a tentar a puxar o resto da música pela memória. Eu conheci essa canção vendo minha avó cantando isso para o meu primo mais novo. Como meu primo é padrinho do meu filho, deduzi que isso seria um bom sinal. Assim, me baseei por essa letra, que puxei de memória. E a letra era:
Vou passear no bosque,
Enquanto o Seu Lobo não vem.
Está pronto Seu Lobo?
Estou sim, senhor.


Certo. Agora eu tinha quatro frases. Só que, assim que eu comecei a cantar, percebi que essa canção não é uma cantiga de ninar, mas sim uma armadilha.
Porque vamos pensar: eu estou andando com meu filho no colo, falando “vamos passear no bosque, enquanto o Seu Lobo não vem.” O que isso quer dizer? Que o lobo não está no bosque. A letra diz que aquele bosque é seguro porque é desprovido de lobos. É um bosque lobo-free.
Mas, logo em seguida, rola um plot twist. Eu pergunto: “está pronto, Seu Lobo?” É claramente uma traição! Eu era um agente duplo, levando meu filho para o bosque com a promessa de passear em segurança e, ao mesmo tempo, perguntando se o Lobo está pronto para ir até o bosque. Na minha cabeça, o significado da música era: “Lobo, estou entrando com meu filho no bosque como combinamos! Você está pronto? Não demore e não esqueça de levar a mala com os dólares!”
E o pior é que o Lobo está pronto! É tudo um golpe! Eu e o Lobo, aliados contra meu filho! Eu comecei a me sentir um monstro com isso tudo: Rob Gordon, o cara que vendeu o filho para o Seu Lobo. Depois eu pesquisei a letra da música e parece que tem toda uma odisseia que o Lobo nunca está pronto porque está colocando a roupa, penteando o cabelo, passando desodorante, procurando as chaves de casa... Enfim, isso não muda o fato de que eu não canto mais essa letra. Agora eu canto que:
Vou passear no bosque,
Enquanto o Seu Lobo não vem.
Está pronto, Seu Lobo?
Porque se você estiver e simplesmente pensar em pisar nesse bosque e ousar chegar perto do meu filho, saiba que eu tenho uma arma e não tenho medo de usá-la, seu lobo maloqueiro filho da puta.


E não me importa que o ritmo não encaixou com essa letra, porque tem certas músicas que a mensagem é mais importante que a melodia. Enfim... Desencanei desse papo do Lobo, de Bosque. Sinto muito, mas não rola. Nem de bosque eu gosto, deve ter mosquito, deve ter plantas venenosas, se bobear tem até o Cravo chifrando a Rosa e eu não quero me envolver no problema dos outros.
Vou continuar com Beatles. É meu filho. Vai funcionar.