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CATÁLOGO

QUEM? QUANDO? ONDE?

10 de Julho de 2009

Merchan

Antes do desfecho da saga da Bruxa do Mar no Pão de Açúcar, uma pequena mensagem dos nossos patrocinadores:


Sempre fui um espectador. Observei e escrevi sobre tudo. Desde um soneto, até o pior texto do mundo. Às vezes, são apenas fragmentos, mas, às vezes, são 1000 palavras. Já escrevi o último parágrafo do dia, e também assinei uma carta aberta ao grande amor. Já pedi perdão, falei de pecados, morri de saudade, já olhei nos olhos.

E já escrevi em todos os lugares: no metrô, em restaurantes, numa sala de bate-papo, até mesmo dentro de uma crônica. Escrevi sobre mulheres, sobre a mulher e sobre a minha mulher. Escrevi em montanhas e no meio de uma tempestade. Na verdade, posso dizer que escrevi toda a vida inteira e também a eternidade.

E, se você não gostar do meu texto, peço apenas uma segunda chance.



Este post é um oferecimento
do blog Championship Chronicles.

7 de Julho de 2009

Bruxa do Mar Vai às Compras - Parte II

(leia a parte I aqui)

Aos poucos, o cheiro de mamão começou a impregnar o lugar. Ele se espalhou como uma névoa amarela e pegajosa, grudando na pele das pessoas. Começou a invadir minhas narinas. Meu cérebro começou a derreter.

Antes que eu conseguisse dar graças a Deus por não ser mexerica – o que teria feito com que caísse no chão e sofresse uma convulsão – sinto algo esbarrando no meu ombro.

O grupo de neurônios encarregados pelo meu departamento de saco cheio pensaram em respirar fundo e olhar para cima (o que eu faço invariavelmente quando estou puto), mas, devido ao cheiro de mamão, felizmente, mudaram de idéia na última hora. Assim, eu apenas bufei.

Segundos depois, senti outro esbarrão.

Olho para trás e dou de cara com a Bruxa do Mar devorando (não há um modo gentil de descrever isso, acreditem) um iogurte com os dedos. Iogurte de mamão. Na verdade, deveria ser alguma espécie de essência concentrada de mamão, porque todo o cheiro que empesteava o mercado vinha daquele pequeno pote.

Eu e meu ódio mortal por essa maldita fruta começamos a tremer. Olhei para cima, perguntando “porque é sempre comigo?”, e vi os anjos gargalhando, apontando para mim e disputando os melhores lugares nas nuvens, para assistir a tudo de camarote.

Os velhinhos à minha frente estavam começando a passar suas compras. Tentei me acalmar, procurando me convencer de que “sou o próximo a ser atendido, isso vai acabar logo”. Claro que a Bruxa do Mar, que agora havia se tornando um híbrido entre mulher e mamão, não iria permitir que eu escapasse assim tão fácil. Segundos depois, lá estava ela, novamente, ao meu lado, fedendo a mamão e lambendo o iogurte dos dedos.

Aparentemente, ela estava olhando fixamente algo acima da fila, com aquele ar de uma criança que não estudou para a prova e agora analisa um intricado problema matemático. Ficou assim por alguns segundos, lambendo os dedos e estudando atentamente algo à sua frente. Eu, sinceramente, comecei a desconfiar que aquilo tudo era alguma pegadinha para um programa ruim de TV, e que logo o Sérgio Mallandro iria pular do corredor de biscoitos, rindo de mim.

Antes que algo assim acontecesse, porém, ela assumiu uma expressão de decepção, limpou o resto do iogurte dos dedos (na calça) e se virou novamente para mim:

– A fila é dez volumes?, perguntou, deixando claro ela e as preposições não eram particularmente amigos.

Pelo jeito, ela, até então, não havia reparado na placa enorme e azul que indicava isso. E, mesmo observando a placa agora, ela parecia ter dificuldades para compreendê-la, mesmo com aqueles desenhos semi-débil-mentais que fariam até um alienígena que acabou de pousar sua nave no planeta entender que aquele caixa não passa mais de dez mercadorias.

– Sim, este caixa é apenas para dez volumes, respondi, calmamente vingando o assassinato das preposições.

– Eu não posso passar mais de dez coisas?

Ok. Qualquer imbecil teria entendido a ilustração da placa, mas, pelo jeito, eu não estava lidando com “qualquer imbecil”, mas sim com uma imbecil bastante especial. Meu rosto começou a se contorcer. Eu estava prestes a fazer minha cara de mongol e soltar meu grito demente. E o cheiro de mamão não estava me ajudando em nada a manter o controle.

– Não.

– Eu tenho mais de dez coisas.

Os músculos do meu rosto começaram a relaxar. Olhei para o carrinho dela e só aí reparei que ele continha mais mercadorias que o Dia, do outro lado da rua. Só iogurte de mamão, vi uns oito.

– Sim. A senhora tem bem mais de dez coisas.

Ela olhou ao redor, analisando os outros caixas e vendo que todos estavam cheios. Começou a bufar e me olhou com ódio, como se a culpa fosse minha. Achei que ela fosse lançar algum feitiço e me transformar num mamão, mas, aparentemente, seu cérebro já estava trabalhando em outra solução para o problema.

– Quer saber?

Não, eu não queria. Mas ainda com medo do feitiço, resolvi guardar minha opinião para mim mesmo. Ela não se importou com meu silêncio e continuou:

– Eu vou dividir tudo em duas compras. Não tô nem aí!

Resmunguei algo como “a senhora, claramente, é brasileira e não desiste nunca”, mas ela não ouviu. Aliás, qualquer coisa que eu falasse teria sido ignorada, já que ela estava novamente analisando atentamente o próprio carrinho. Comecei a ficar com receio dela pegar um pé de alface e começar a comer ali.

– Se eu dividir por dois, dá?

– Dez vezes dois é vinte. E a senhora tem muito mais mercadorias que vinte.

– Hã?

– Nada. Não dá.

– Eu não vou para outra fila.

– Ok. Isso não muda o fato de que a senhora continua não podendo passar suas compras aqui.

Ela bufou novamente e voltou para trás de mim. Pegou mais um iogurte e abriu. Ou seja, aparentemente, a única saída que ela encontrou foi consumir todas as mercadorias ali mesmo, até sobrarem somente dez produtos no carrinho.

O cheiro de mamão começou a derreter meu cérebro. O mercado começou a rodar. Antes que eu desmaiasse, fui salvo pela mulher do caixa.

– Próximo!

Achei que o pesadelo tinha acabado.

Eu estava errado.

(continua)

5 de Julho de 2009

Bruxa do Mar Vai às Compras - Parte I

Eu não consigo mais ir ao Pão de Açúcar aqui ao lado de casa sem me irritar. E, ao contrário do que acontece na maioria das empresas que me irritam (Tim, Telefônica) o problema do Pão de Açúcar não é com a empresa em si, mas com os clientes. Cada vez que eu coloco os pés lá dentro me convenço mais de que a humanidade não evoluiu a ponto de conseguir usar um supermercado, e deveria ter ficado mesmo colhendo frutos de árvores e correndo atrás de mamutes.

Na verdade, o problema não é fazer as compras. Isso é fácil de lidar. Enquanto ando pelo mercado, basta desviar o caminho dos dementes que estão de plantão naquele dia antes que eles me vejam e queiram falar comigo (sim, porque se eu der chance, ele virá falar comigo, independente de quantas pessoas estiverem ao meu redor).

O complicado mesmo é a fila do caixa. Vale dizer aqui que o Pão de Açúcar tem alguns caixas especiais: caixa para dez volumes, caixa para vinte volumes e caixa para atendimento especial. Na verdade, eles também possuem um caixa para pessoas problemáticas (que muda de lugar toda vez que eu entro), mas a placa indicando qual a fila especial para dementes fica escondida.

Ou seja, é sempre nessa fila que eu acabo entrando. E lá sou obrigado a conviver de perto com os insanos que encontro, já que as minhas únicas alternativas seriam:

a) mudar de caixa e recomeçar todo o processo em outra fila (mas nada garante que isso não me jogaria nas mãos de outro demente)

b) largar as compras ali mesmo, gritar um palavrão e ir embora, mas isso faria com que eu fosse eleito o demente da vez pelas outras pessoas normais que estão ali dentro.

Então, a solução é respirar fundo e agüentar.

Dia desses, fui buscar algo para comer e parei na fila do caixa de dez volumes, obviamente, sem saber que aquele caixa, no dia, era o que estava atendendo as pessoas desconectadas com a realidade.

Havia umas quatro pessoas na fila, e, à minha frente, um casal de velhinhos. Fiquei esperando pela minha vez, quando vejo um carrinho ao meu lado. Não atrás de mim, como deveria ser o certo, mas ao meu lado. Apoiada no carrinho, uma mulher que parecia a Bruxa do Mar, do Popeye. Aliás, era igualzinha, faltava apenas o corvo no ombro.

Obviamente, assim como o carrinho, ela não estava atrás de mim, mas ao meu lado. Literalmente ao meu lado. Na verdade, o carrinho dela estava quase na minha frente. Nunca vi alguém tentar furar uma fila com tanta displicência.

Olhei para ela. Ela olhou para mim. O tempo congelou. Não se ouvia mais nada no mercado, a não ser o barulho do vento. A tensão no ar era palpável. Close nos olhos dela. Close na minha mão, perto da minha arma, pronto para sacar. O tema de Era uma Vez no Oeste começou a tocar baixinho.

– A senhora está na fila?, perguntei

– Tô!, ela disse, deixando claro que, se um dia alguém organizasse um campeonato para escolher a pessoa mais articulada do planeta, ela seria desclassificada na primeira fase.

– Então, a senhora, por favor, fique atrás de mim.

– Mas eu tô na fila!

Respirei fundo. Aparentemente, ela desconhecia (ou estava ignorando) o fato de que o conceito de fila implica, obrigatoriamente, em uma pessoa atrás da outra. Pensei em explicar para ela que fila, em inglês, chama-se “line” justamente por que as pessoas formam uma “linha”, e ela estava desvirtuando todo esse conceito, transformando a fila do Pão de Açúcar – que também deveria ser uma linha razoavelmente reta – num círculo ou numa outra figura geométrica qualquer.

– Eu também estou. E a senhora está atrás de mim.

– Ah. Na fila?

Meu Deus, como uma pessoa tão despreparada para viver em sociedade pode andar sozinha pelas ruas?

– Sim. Na fila.

– Ah.

Resmungando algo sobre mim e sobre a fila, ela se conformou e foi com o carrinho para trás de mim.

Dei uma olhada rápida por cima do ombro e vi que ela estava desvirtuando a fila novamente, ficando na frente do carrinho. Ou seja, a fila já não seguia mais a ordem lógica “carrinho – velhinhos – carrinho – Rob Gordon – carrinho – Bruxa do Mar – carrinho – outro cliente”, mas sim, “carrinho – velhinhos – carrinho – Rob Gordon – Bruxa do Mar – carrinho – carrinho – outro cliente”.

Se alguém tirasse uma foto da fila e mandasse uma criança procurar por um erro, o garoto imediatamente faria um circulo vermelho em volta da Bruxa do Mar e seu carrinho.

Meu impulso foi dizer a ela que ficar à frente do carrinho não faria a fila mudar de sentido e ela continuaria sendo atendida depois de mim, mesmo se ficasse atrás, à frente, ou até mesmo dentro do carrinho, mas achei melhor ignorar.

A fila foi andando e eu fazendo de tudo para não prestar atenção naquele bípede atrás de mim. Felizmente, algo me distraiu: comecei a sentir um cheiro horrível de mamão e, curioso e enojado – eu e mamão somos inimigos mortais há mais de vinte anos – comecei a pensar qual seria a origem daquilo.

Obviamente, o cheiro vinha de algum lugar atrás de mim.

(continua)

3 de Julho de 2009

Sugestão Obrigatória # 1 - Blog do Tyler

Antes de mais nada, uma explicação. Faz tempo que tenho vontade de criar uma série de posts indicando blogs (conhecidos ou não) que recomendo. Mais que blogs amigos e parceiros, são blogs que, como costumo dizer, todo vertebrado tem que ter (aliás, vocês sabiam que o Varotto, o maior comentarista da história da blogosfera, finalmente criou um blog?). Chegou a hora. Não terá periodicidade regular, mas certamente será algo presente aqui no Champ. Seu blog é bom? Aguarde: sua vez aqui está chegando. Posto isso, vamos ao primeiro da série.




Ele costuma se apresentar de forma inusitada: “aquele menino de chapéu”. Ok, admito que faz sentido, já que ele costuma usar chapéu. Mas uma descrição mais apropriada seria: “aquele menino das palavras”. Porque, no oceano de bobagens que é a blogosfera brasileira, o Tyler Bazz consegue transformar o Blog do Tyler numa ilha de inteligência e talento.

Claro que muita gente poderia afirmar que estou falando isso apenas porque o cara é meu amigo. Discordo. Antes de ser amigo do cara – a ponto de já sair para jantar com ele – sou fã, assumido. E você, se ainda não conhecer o blog dele, deveria ser. Afinal, o estilo – e o talento –dele é de fazer inveja. O Tyler é um dos poucos sujeitos que tem o dom (sim, dom, porque para isso é preciso mais que talento) de criar personagens tão marcantes que não precisam de mais do que duas ou três frases para se ganharem ares de velhos amigos.

E uma indicação pessoal: por mais que às vezes ele sofra da mesma síndrome que eu padeço, de textos longos, a verdadeira preciosidade no blog dele são os textos curtos: cortantes, concisos, de deixar com inveja. Sinceramente? Leitura obrigatória.

Sendo assim, deixo vocês com o Top 5 Textos Preferidos no Blog do Tyler (escolhidos e justificados pelo próprio autor):

1. Orlando - "Único texto meu que eu rio toda vez que leio."

2. Marcela - "Todos. Ela é o grande sucesso do blog, e eu adoro escrever. Não tenho que me preocupar em ser coerente, porque ela não é!"

3. poeminho de hoje - "É um dos meus favoritos, mas os motivos ficam entre o texto e eu."

4. O Natal dos Ribeiro - "Saiu do blog e foi pro papel. Muito orgulhinho!"

5. Meeting Rob Gordon - "A saga toda. Não só pra citar o Rob nessa homenagem que ele me faz, mas também porque, em 10 anos de internet, eu não lembro de ter visto dois blogueiros fazerem algo parecido (escrever a mesma história de maneiras diferentes, e, PRINCIPALMENTE, sair da frente do pc). É um marco histórico."

1 de Julho de 2009

Entrevero

Championship Vinyl: Posso fazer uma pergunta?

Rob Gordon: Claro. Por que não poderia?

Championship Vinyl: Não sei... Às vezes você é meio sensível, se ofende fácil.

Rob Gordon: Pode perguntar.

Championship Vinyl: Você desistiu de atualizar o blog?

Rob Gordon: Óbvio que não.

Championship Vinyl: Porque, você sabe, já faz alguns dias desde a última postagem.

Rob Gordon: Eu sei.

Championship Vinyl: É só isso que você tem a dizer? “Eu sei”?

Rob Gordon: Sim.

Championship Vinyl: Não estamos muito bem humorados, hoje, certo?

Rob Gordon: Não é isso. É que eu estou totalmente ferrado no trabalho.

Championship Vinyl: Ah. É sempre isso.

Rob Gordon: Como assim?

Championship Vinyl: É sempre essa desculpa que você usa.

Rob Gordon: Não é desculpa. Eu estou entupido de coisas para fazer.

Championship Vinyl: Sei...

Rob Gordon: Estou falando sério.

Championship Vinyl: Aposto que você está sem assunto.

Rob Gordon: Champ, eu estou sem assunto porque eu não tenho tido tempo nem de pensar sobre algo para escrever.

Championship Vinyl: Tá vendo? Sempre a mesma desculpa.

Rob Gordon: A gente pode conversar isso depois?

Championship Vinyl: Por que você não assume logo que você é um fracasso como blogueiro?

Rob Gordon: Por que você não vai à merda?

Championship Vinyl: Está vendo? Você se ofende fácil quando sua incompetência fica clara. Você é uma mentira. Está na hora dos seus leitores saberem isso.

Rob Gordon: Sério, porque você não vai à merda? Eu realmente estou ocupado aqui.

Championship Vinyl: Você não pensa nos seus leitores? Aposto que eles estão sentindo falta das atualizações.

Rob Gordon: Óbvio que penso neles. A questão é...

Championship Vinyl: A questão é que você não tem assunto. Assuma logo isso. Ao menos, é mais honrado da sua parte.

Rob Gordon: Ok. Eu estou sem assunto para falar no blog. Mas estou sem assunto porque eu não estou com tempo nem para pensar no que escrever no blog, quanto mais sentar e escrever.

Championship Vinyl: Achei que escrever fosse fácil para você.

Rob Gordon: Às vezes, sim.

Championship Vinyl: Mas na maior parte das vezes, não. Admita, você é um fracasso como blogueiro.

Rob Gordon: Ok, eu sou um fracasso como blogueiro. Feliz? Posso continuar trabalhando?

Championship Vinyl: Grosserias não vão ajudar em nada, você sabe.

Rob Gordon: Puta que pariu, meu Deus do céu. Você pode calar a boca por dois minutos?

Championship Vinyl: Ok.

Rob Gordon: Obrigado.

Championship Vinyl: Fracassado.

Rob Gordon: [suspiro]

Championship Vinyl: Todos os blogs aí, sendo atualizados, e eu aqui, juntando pó. E você não está nem aí com isso.

Rob Gordon: Eu me importo com isso. Mesmo. Eu vou escrever lá até o final da semana.

Championship Vinyl: Você sempre diz isso. Falta de tempo? Sei, sei... Sério, não sei o que as pessoas enxergam nos seus textos. Seu estilo é bem meia-boca. E você ainda demora dias para escrever. Que lixo de blogueiro eu fui arrumar.

Rob Gordon: Eu atualizei o Chronicles sexta-feira. Você não viu.

Championship Vinyl: Chronicles é onde você coloca os textos de veado?

Rob Gordon: [suspiro]

Championship Vinyl: Ô fase, hein?

Rob Gordon: Cale a boca!

Championship Vinyl: É fácil ter assunto. Basta se esforçar. Até você consegue.

Rob Gordon: Não, não é fácil assim. E é sério, eu estou totalmente sem tempo. Nem no Twitter tenho entrado direito.

Championship Vinyl: Você já contou para os leitores que está fazendo terapia?

Rob Gordon: Não, ainda não.

Championship Vinyl: Porque você não faz um post sobre isso?

Rob Gordon: Já pensei nisso. Não sei se seria engraçado. O que você acha?

Championship Vinyl: Não sei. Mas acho que já é hora dos leitores saberem que você é débil-mental e precisa de tratamento.

Rob Gordon: Ah, ok. Esquece.

Championship Vinyl: Estou apenas tentando ajudar. Mal agradecido.

Rob Gordon: Ok, Champ. Obrigado pela ajuda, mas não precisa se incomodar. Eu me viro aqui.

Championship Vinyl: É claro que eu preciso me incomodar. Eu sou o blog. Eu que estou sem atualizações, não você.

Rob Gordon: Ok. Você quer um texto? Ótimo. Vou colocar qualquer merda ali e pronto.

Championship Vinyl: Como se em alguma outra vez você não tivesse colocado qualquer merda.

Rob Gordon: Aliás, está decidido. Eu vou colocar esse diálogo no blog.

Championship Vinyl: Ótimo. Está na hora das pessoas saberem quem é que manda aqui.

Rob Gordon: Sim. E sou eu.

Championship Vinyl: Vai sonhando.

Rob Gordon: Quer ver? Deixe eu logar aqui... Pronto. O texto está publicado. Babaca.

Championship Vinyl: Duvido que as pessoas gostem. Se comentarem alguma coisa, é só porque eu estou no texto.

Rob Gordon: Vamos ver, então.

Championship Vinyl: Agora, sabe o que é interessante?

Rob Gordon: O quê?

Championship Vinyl: Agora que você deixou claro, neste post, que conversa com o próprio blog, as pessoas realmente vão entender porque você tem que fazer terapia. Aliás, você conversa sobre mim com a sua médica?

Rob Gordon: Cale a boca!

 
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