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4 de julho de 2011

In Treatment III

(ou: Porque minha Psicóloga PODE
ser a mais sacana do planeta)



- É. Então é isso. Porra.

- Sim.

- Sabe... Estou com um pouco de medo da sua cara.

- Por quê?

- Porque você está com cara de “até que enfim você entendeu isso, seu babaca”.

- Não... Não é isso. Não tem o “até que enfim”.

- Como assim?

- Algumas coisas nós entendemos apenas na hora certa. Não tem o “até que enfim”.

- Você está abrindo mão do “até que enfim”, então?

- Sim.

- Então... Mas você manteve o “seu babaca”. Você reparou?

- Rob...

- Foi de propósito?

- Rob, não comece.

- Ok. Desculpe.

- Tudo bem.

- Aposto que foi de propósito.

- Rob!



Nota: As perguntas ao Besta-Fera continuam chegando, tanto por comentários quanto no e-mail champ.vinyl.blog@gmail.com. Já mandou a sua? A entrevista será publicada ainda esta semana. E se você não faz ideia do que estou falado, basta ler este post aqui. Mas envie logo a sua. Afinal, ele quer ser entrevistado e você acha que seria uma boa ideia contrariar uma máquina assassina e cruel chamada Besta-Fera?

15 de junho de 2011

In Treatment II

(ou: Porque Minha Psicóloga é a Melhor do Mundo)

- O nosso horário acabou...

- Eu sei.

- Não quer um lenço mesmo?

- Não. Não vai adiantar nada.

- Sabe...

- Diga.

- Saia daqui e vá para sua casa. Abra um uísque, tome um porre e vai dormir.

- Você pode dar um conselho desses?

- Não. Mas não importa. Apenas faça isso.

6 de maio de 2011

In Treatment I

(Ou: Porque minha psicóloga
tem o pior emprego do mundo)



– Deve ser por isso que alguns homens saem com putas. Para extravasar, colocar tudo para fora. E sem manter laço algum.

– Talvez.

– Bom, eu não vou fazer isso, você sabe. Eu extravaso aqui.

– Eu sei.

– Aliás, você é meio puta, né? As pessoas vêm aqui e você faz com que elas coloquem tudo para fora. É quase a mesma coisa.

– Rob...

– E você ainda atende nessa salinha! Você tem um quarto só para isso!

– Rob...

– E você ainda cobra por hora! Sério! Isso é coisa de puta!

– Rob! Chega!

– Ok. Só mais uma coisa?

– Diga.

– Quando eu vier para cá, a partir de agora, vou falar para os meus amigos que estou indo na zona.

– Chega!

– Desculpe. Parei.

– Ok.

– Se você atendesse em casa, você cobraria o táxi, né?

– Rob!

– Ok. Parei. De verdade. Do que estávamos falando?