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21 de janeiro de 2016

O Dia em que a Inspiração Apareceu




“A mulher apareceu no sofá de repente e sem aviso. Ninguém reparou na sua presença, pois a única pessoa na sala estava de costas para ela.”

Em agosto eu escrevi essas duas frases no Word. Era um dia em que eu estava sem muito para fazer e, como às vezes acontece em momentos assim, a ideia para uma crônica simplesmente caiu no meu colo e eu vim para o PC escrever.

Mas, quando eu estava na metade da segunda página, comecei a perceber que aquilo poderia virar algo ainda maior. Duas páginas depois, eu voltei para o começo e transformei essas duas frases acima em um capítulo – sim, um capítulo de duas frases – e continuei escrevendo. Creio que no dia seguinte eu tinha a primeira versão. Mandei para algumas pessoas e recebi ótimos comentários.

E decidi guardar a história junto com os comentários.

Escrevi outras coisas. Posts, contos. E foi só em novembro que peguei aquela mulher que apareceu no sofá de repente e sem amigo e mergulhei numa espécie de maratona. Aumenta aqui. Revisa. Corta ali. Revisa. Reescreve lá. Revisa. Vai dormir que são duas da manhã e amanhã você ajusta aquele diálogo acolá.

Outras pessoas leram. Respostas ainda mais positivas. E quando recebi a capa, vi que era hora de dar um passo inédito, algo que eu há tempos queria fazer, mas ainda não havia rolado.

E assim, O Dia em que a Inspiração Chegou se tornou meu primeiro conto publicado na Amazon. É uma história de fantasia – ou melhor, uma fantasia urbana, como a Amazon gentilmente me sugeriu – mas é um declaração de amor ao ato de escrever, que hoje é mais que uma carreira e se tornou praticamente minha identidade.

Mas também é uma declaração de amor à leitura, e, principalmente, às histórias. Sim, é uma história sobre histórias. E, no momento em que escrevo esse post, posso garantir que esse conto é um dos pedaços mais importantes da minha história.

Então, eu convido você para saber mais sobre o que estou falando. Clique aqui para comprar – fiz questão de colocar pelo menor preço possível, justamente para que você possa descobrir essa história. E se gostar, recomende aos amigos, deixe sua resenha na Amazon (ou em seu site, caso você escreve sobre isso), divulgue nas redes sociais. Faça essa história crescer. Sim, estou pedindo isso em meu nome, para você que acompanha meu trabalho e gosta do que escrevo.

Mas também estou pedindo isso em nome da história.

Afinal, nada é mais gostoso que ver seu filho dando os primeiros passos na rua. Ainda mais um filho do qual você se orgulha tanto.

10 de dezembro de 2011

Press!

Dias atrás, recebi um e-mail de um jornalista que trabalha na redação do jornal A Gazeta, de Vitória, a respeito de uma matéria sobre publicação de livros independentes. O resultado foi uma entrevista, publicada esta semana no jornal. Infelizmente, o 24 Horas, 48 Crônicas ficou de fora da matéria, mas, mesmo assim, a iniciativa (e o resultado) foram ótimos.

Gostaria de compartilhar com vocês, com agradecimentos especiais ao Inagaki que, ao ser procurado pelo jornalista, me indicou como autor independente para a matéria; e ao Mario Cau, autor da “foto oficial”.

E, claro, obrigado a todos os leitores.

Abaixo, a imagem da página. Para ler, clique aqui.

18 de novembro de 2011

Post de Ação de Graças

Antes de continuarmos com a vida, algumas novidades e informações.

Meu segundo livro, 24 Horas, 48 Crônicas, ganhou uma menção no boletim cultural B.Coolt (nesta página aqui). Este blog agradece muito toda a equipe da revista semanal – que merece ser conferida sempre graças às excelentes dicas que surgem ali – pela oportunidade e prestígio.

Aproveitando, algumas pessoas vieram me perguntar no Twitter como comprar cópias autografadas dos meus livros: basta apenas mandar um mail para o blog, no endereço champ.vinyl.blog@gmail.com, entrando em contato direto comigo.

Outra novidade: agora, além de colaborar com o Malvadezas (já leram meus textos por lá, certo?), estou escrevendo também para o Papo de Homem. O primeiro texto foi publicado hoje: O Primeiro “Nada”. Agradeço o prestígio e os comentários de vocês, leitores, lá no PdH - e claro, à toda equipe do site pelo convite!

E, agora, de volta à rotina normal deste blog!

19 de agosto de 2011

Muito Prazer, Rob Gordon

Não há muito o que falar, acho. Creio que um dia isso iria acontecer de qualquer forma, e meu rosto apareceria por aí. Alguns leitores já haviam me caçado pela internet e me localizado, mas agora, creio, é oficial. Afinal, tanta coisa mudou, por que não mudar isso também?

Fico apenas feliz por ter aparecido justamente em algo relacionado a um dos meus livros.

Como eu disse no Twitter, caso algum leitor ainda alimentasse as esperanças de que tudo era mentira, e eu era, na verdade, uma loira peituda assinando os textos com o nome Rob Gordon, sinto decepcioná-lo. Pensando aqui agora, eu poderia iniciar um trabalho tentando provar que este sujeito é um ator contratado, e que, na verdade, o Rob Gordon nunca existiu, ele é apenas um personagem fictício criado pelo Besta-Fera. Mas, convenhamos, isso daria um trabalho enorme.

Mas, enfim, a entrevista está aí abaixo. E, falando sério, gostaria de agradecer ao pessoal do Clube dos Autores pelo convite e, falando mais sério ainda, quero agradecer a todos os leitores.

Deixo um agradecimento especial a quem assistiu a entrevista e mandou as perguntas e comentários, mas também um agradecimento geral a todos os leitores que não estavam "lá" comigo, já passaram neste blog mesmo que somente uma vez, e riram ou choraram com algo escrito aqui.

Nada disso (seja esta entrevista, livro, Terapia, Malvadezas - alias, tem texto novo lá hoje) teria acontecido se não fosse por vocês.

Watch live streaming video from clubedeautores at livestream.com


Sei que o som não está 100% em alguns momentos, mas prometo ficar mais distante do microfone na próxima vez. E peço que não abordem os temas "Deus, como ele é feio", "ele é careca mesmo!" e "será que ele é deste planeta?" nos comentários, já que este blog sempre fugiu das obviedades.

Antes de encerrar, um pouco de merchan, aproveitando que é a primeira vez que mostro o rosto aqui. Aqui você compra 24 Horas, 48 Crônicas e aqui você compra Anônimos e Urbanos.

E, agora, para marcar de vez esta ocasião, vamos ao concurso cultural do dia. Como de costume, eu cometi uma gafe na entrevista ao comentar um assunto - eu tenho certeza que "Rob Gordon" significa "gafe" em algum idioma antigo.

A primeira pessoa que identificar corretamente qual foi a gafe que cometi na entrevista ganha uma cópia autografada de 24 Horas, 48 Crônicas.*

Divirtam-se!



*@rmschmitd e @anasavini estão proibidas de concorrer pois já sabem a resposta. Será considerado vencedor o primeiro comentário correto que aparecer aqui.

2 de agosto de 2011

Inspirações




Atendendo ao pedido de diversos leitores, estou relacionando aqui os nomes das 48 crônicas publicadas no livro 24 Horas, 48 Crônicas com seus temas originais. A todos os leitores que sugeriram os temas – e cujas arrobas constam na seção de agradecimentos do livro – meus sinceros obrigados, mais uma vez, por me darem idéias tão geniais para escrever.

Vae lembrar que se você quiser manter a surpresa de cada crônica inédita, sem saber do que ela se trata, meu conselho é que investigue este post (ou a relação no final do livro) somente após ler cada texto.

Formatura – Amigos que se conhecem na faculdade e só no final do curso descobrem que se amam.

Postados – O que dois postes de luz conversariam na madrugada.

Subterrâneo – Aplausos no metrô.

A Lagosta e o Tamanduá – Na fila para reencarnar.

Banda de Garagem – E se os Beatles não deslanchassem?

O Mundo e o Amor – Cortinas fechadas.

Amor de Sábado – Torcedor do time de várzea.

Amores – Amor de Inverno x Amor de Verão.

Aposentadoria – Um super-herói que já passou por seus dias de glória e agora está decadente.

Era uma Vez – Era uma vez...

Faca ao Sol – Um personagem que se revolta contra a vontade do autor e quer outro final para si.

Lágrimas de Bailarina – Uma bailarina de caixa de bijuteria.

O Longo Adeus – O escritor que não sabia contar historias.

Amizade – O mendigo e seu cachorro.

Sol e Lua – Distância.

O Amor de Volta – Trago o amor em sete dias.

Luzes e Sombras – Primeira vez em um cinema.

Sem Som – Silêncio confortável.

Kelly loirinha mignon faz tudo – kelly loirinha mignon faz tudo.

Pet Wars – Filhotes na vitrine de um pet shop.

Anônimos Anônimos – Associações de anônimos.

Enquanto o Ônibus não Vem – Enquanto o ônibus não vem.

O Bom, o Mau e o Pênalti – O goleiro segundos antes de um pênalti decisivo.

The End – Um dia logo após o final do mundo.

Girafas no Canadá – Um minuto antes da criação do mundo.

Enxurrada – Tíquetes rasgados.

Helicóptero – O barulho do helicóptero enquanto...

Aquarela em Preto e Branco – Coração partido.

Eternidade – As horas que não passam.

Os Amores de Pattie – Homenagem a Pattie Boyd, a mulher que inspirou dois clássicos do rock: Something e Layla.

Azul e Vermelho – No meio da estrada, sem gasolina.

A Cantada – Você vem sempre aqui?

Conto Policial sem Acentuação – Diálogo do trema se despedindo da letra U.

Estando Sendo Entrevistado – Telemarketing.

O Quarto Branco – O homem no leito de morte que recebe a visita da mulher da sua vida.

O Zelador do Edifício Escher – Vizinhos problemáticos e carentes.

O Marketing e o Maestro – Beethoven nos dias atuais.

Paisagens Noturnas – Insônia.

O Sorriso no Espelho – O espelho que consola a moça triste.

Nove Romances e Duas Peças de Teatro – Uma criança que descobre a dor e a saudade.

Porta-Saudade – Os pensamentos de um porta-retratos quando mudam sua foto após anos.

Por Amor – Viagem no tempo.

Litigioso – O divórcio do Godzilla.

Ao Vivo – As emoções de um integrante de banda durante um show.

Nunca, Nunquinha – Casal de namorados que fala como criança.

Ar – Os últimos pensamentos de uma pessoa se afogando.

Oração ao Penúltimo Amor – Um penúltimo texto sobre o penúltimo amor.

Dedos de Escritor – Um bate-papo entre as partes do corpo extenuadas pela maratona de textos.

Além disso, o livro ainda conta com uma introdução belíssima, que ganhei de presente da Carolina Mendes, minha editora no Malvadezas.

Para comprar o livro, tanto na versão impressa como em ebook, clique aqui.

31 de julho de 2011

Nasceu! [3]

Não sei ao certo como a ideia nasceu.

Pelo que me lembro, estava andando sozinho na rua. Mas claro que posso estar apenas imaginando isso, já que a maioria das ideias que eu tenho a respeito de assuntos para escrever (e como escrevê-los) nasce quando estou indo até uma livraria, na fila do cinema ou voltando do supermercado.

Independente disso, entretanto, eu sei o que fez a ideia brotar em mim. Se existe algo que sempre me intrigou como escritor é a minha capacidade de escrever alguns textos numa velocidade espantosa, com a mente funcionando mais rápido do que os dedos sobre o teclado. Estou certo de que isso não acontece somente comigo, mas com todos que escrevem. Basta apenas encontrar o tema certo, no momento certo, e a crônica se faz praticamente sozinha.

Já pensei muito sobre isso e a única conclusão a que cheguei é que os textos – ao menos, alguns deles – estão vivos dentro de nós, simplesmente esperando para sair.

Como eu disse, não sei se eu estava na rua ou em casa, mas certamente foi quando eu cheguei a esta conclusão que veio a ideia de escrever uma crônica por hora durante um dia inteiro. 24 Horas, 24 Crônicas. Mais do que desafiar a mim mesmo, estava provocando os textos a finalmente assumirem que eles existem antes de serem escritos.

Algumas pessoas vieram me falar que passar 24 horas escrevendo era loucura, mas não dei atenção – passei anos fazendo isso trabalhando com jornalismo. Não é algo fácil, mas não é impossível. O meu problema não seria a falta de sono, mas sim a falta de temas. A solução foi convocar os leitores do Twitter para me ajudarem.

Sendo assim, a cada hora eles sugeriam temas e eu escolhia um dos assuntos propostos – justamente aquele que me cutucasse no ombro, cochichando que estava pronto para ser escrito – e eu teria sessenta minutos para transformar a ideia em um texto. Era como se eu estivesse pescando crônicas (e, em poucos casos, adaptei um pouco a ideia original, mas sempre pedindo “licença” ao autor do tema).

Tudo começou por volta das 22 horas de uma sexta-feira. Talvez o primeiro texto tenha sido um dos mais difíceis, escrito com o nervosismo do prazo e com o medo de não ficar bom. As pessoas gostaram e fomos para o segundo tema. Quando eu percebi, já estava no meio da madrugada com seis ou sete escritos. Todos sobre assuntos diferentes e, na medida do possível, em estilos diferentes.

Alguns momentos foram muito difíceis. Graças ao cansaço por passar uma noite em claro escrevendo, desmoronei em lágrimas na frente do computador ao escrever um texto cujo tema me tocou particularmente. Contudo, alguns textos depois, minha vida foi salva por um texto mais leve que me fez gargalhar enquanto escrevia. Se existe algo que aprendi com tudo isso é que uma gargalhada sincera equivale a uma noite de sono. Ou chega bem perto.

Mas a grande descoberta de tudo isso foi a sensação de escrever junto com os leitores. Em determinado momento, o projeto todo se desvirtuou. Não envolvia mais prazos apertados e temas escolhidos à queima-roupa, mas sim escrever praticamente na frente dos leitores, que viam os textos sendo produzidos em tempo real.

Mais que as mensagens de incentivo para que eu vencesse o cansaço, mais que os diversos parabéns que recebi pela coragem de colocar isso em prática, a proximidade com os leitores foi o que me tocou. Um escritor e dezenas de leitores passando horas brincando com temas, criando personagens, diálogos e mundos inteiros, lado a lado. Escrevi 24 textos em 24 horas, mas, caso eu fosse tentar escrever algo sobre esta sensação, demoraria dias.

Justamente por isso que o momento mais difícil do projeto inteiro foi o final. Eu mal conseguia andar, por ter passado a maior parte das 24 horas com as pernas cruzadas, e não conseguia enxergar direito nada que não fossem letras e teclas na minha frente, mas não conseguia desgrudar do computador. As 24 horas já haviam se tornado 25 e eu precisava continuar escrevendo, precisava voltar para o computador, precisava escrever mais uma única crônica – com isso, fica fácil entender o último texto, no qual eu converso com meu blog sobre a necessidade de escrever mais um texto- e o fiz, colocando uma carta de agradecimento aos leitores antes de desligar o computador.

Em outras palavras, as crônicas venceram. Eu exigi que elas mostrassem a mim que são vivas, mas elas foram além e praticamente me transformaram em um enorme texto. Eu não conseguia mais sair da frente do computador porque eu não conseguiria mais ficar sem escrever. Mas fui praticamente obrigado a me deitar na cama e apaguei. Dormi catorze horas seguidas e acordei ainda preso nisso. Precisei esperar dois ou três dias para voltar ao normal.

E, quando voltei a mim, percebi que eu havia escrito um livro em um único dia. A ideia era tentadora demais para ser abandonada. Pelo contrário, ela poderia crescer, já que eu tinha um manancial de temas não utilizados, e prontos para se tornarem textos.

Vasculhando todos os temas que me foram propostos, mas não escritos, selecionei alguns e me coloquei a escrever. Desta vez, sozinho, em silêncio e sem prazos – mas alguns novamente foram escritos em menos de dez minutos, o que considerei como mais uma provocação das crônicas.

Com o passar do tempo, tudo isso se transformou neste livro que, agora, você tem em mãos. Em respeito à cronologia de como tudo aconteceu, ele está dividido em duas partes: a primeira, com os textos produzidos dentro da maratona, exatamente na ordem em que foram publicados. Claro que eles foram revisados – algo impossível de ser feito com esmero na correria da noite em claro – e tiveram alguns trechos reescritos, mas sua essência é a mesma. Nenhuma história foi alterada, mesmo que eu ficasse tentado a modificar alguma coisa.

Já a segunda parte são os temas que chamaram a minha atenção, mas que foram deixados de lado por qualquer outro motivo e que agora ganharam uma nova chance. Estes textos não possuem ordem alguma, a não ser dois deles (Paisagens Noturnas e Espelho) uma vez que o segundo foi pensado como continuação direta do primeiro. E vale lembrar que um dos temas (O Marketing e o Maestro) é sugestão minha. Afinal, depois de colecionar ideias dos outros, fiquei com um pouco de inveja dos leitores e decidi que eu queria brincar de propor temas também.

E, ao final de tudo, coloco uma lista relacionando cada crônica a seu tema original, para que os leitores, especialmente aqueles que não assistiram ao projeto em tempo real, entendam qual foi o tema escolhido e como ele se transformou em um texto. Meu conselho é que deixem sempre para verificar o tema ao final, pois, muitas vezes, a antecipação do assunto pode acabar com a surpresa do texto em si.

Pois poucas coisas são mais gostosas que ser surpreendido ao ler uma crônica. Afinal, ao produzir cada um destes textos, descobri que nada é mais gostoso que estar do outro lado e ser surpreendido enquanto se escreve. E eu me surpreendi muito com algumas delas, vendo personagens tomarem decisões e situações se desenrolarem de forma totalmente diferente do que imaginei ao escolher os temas.

Espero que vocês também se surpreendam.

Rob

********************

Este é o texto de abertura do meu novo livro, 24 Horas, 48 Crônicas, que começou a ser vendido hoje (em versão impressa e ebook) no Clube dos Autores. Para conhecer, clique aqui!

Poderia falar muito mais sobre isso, mas creio que o texto em si resume muito bem o que sinto a respeito disso, e qualquer outra linha seria repetitiva. Apenas gostaria de deixar aqui no blog um muito obrigado a todos vocês - sempre reiterando que conto demais com a colaboração de todos na divulgação do livro - e apresentar-lhes a capa do livro:


5 de janeiro de 2011

Top 5 2010 - Livros & Quadrinhos


5 – Escaping the Delta
Escrito por Elijah Wald, este livro narra os primórdios do blues nos Estados Unidos, quando o gênero vivia somente nos campos e estradas lamacentas do sul dos Estados Unidos. Assim, o autor explora os principais artistas do blues e o início da indústria de “discos raciais”. Além disso, como o nome indica, ele destrincha o mito de Robert Johnson, cuja vida e morte sempre foram cercadas de mistério (possui nada menos que três sepulturas diferentes e teria vendido a alma ao diabo) e que se tornou um dos guitarristas mais influente de todos os tempos com somente 29 músicas gravadas.




4 – Nevasca
Após os livros de William Gibson definirem a ficção científica cyberpunk, este romance leva o gênero adiante, transportando o leitor para dentro de um universo que se divide em dois mundos, o real e o virtual (que se assemelha a um 2nd Life de forma quase predecessora – o livro foi escrito em 1992 e deu origem ao termo “metaverso”). A trama, que mostra o hacker Hiro Protagonist (ou “Protagonista Herói”, como queiram) ao lado da jovem punk T. A. lidando com um vírus novo potente faz alusões à mitologia, religião, internet com cenas de ação que certamente serviram de manual para os irmãos Wachowski criarem Matrix.




3 - Y: The Last Man
Em 17 de julho de 2002, todos os homens e animais machos do planeta morreram misteriosamente ao mesmo momento. A única e misteriosa exceção é o jovem Yorick Brown, que sobreviveu ao lado de seu macaquinho Ampersand. Assim, esta série de quadrinhos com 60 edições narra as desventuras do rapaz (ao lado de uma agente secreta incumbido de protegê-lo) perseguido e caçado num mundo apocalíptico, com governo e economia esfacelados e habitado por amazonas que encaram a morte dos homens como uma dádiva entre outros tipos estranhos e perigosos.






2 – Duna
Em termos de grandiosidade, a saga criada por Frank Herbert equipara-se, na literatura fantástica, somente a O Senhor dos Anéis. Com quase vinte livros publicados (sendo que somente seis foram escritos por ele), o universo de Duna é riquíssimo, mesclando religião e política (leia-se guerras, traições e intrigas palacianas). O livro que dá origem a tudo narra como os membros da família Atreides (em especial o jovem Paul Atreides) recebem o direito de explorar o planeta Arrakis, fonte de uma especiaria importantíssima para o comércio na galáxia. Uma obra-prima.





1 - Apocalipse Z
Enquanto livros sobre vampiros – independente da qualidade – pipocam nas livrarias a cada dia, obras sobre mortos vivos parecem relegadas a segundo plano. Ao lado de Guerra Mundial Z, este Apocalipse Z (que nasceu como blog) faz a alegria dos fãs do gênero ao narrar o cotidiano de um jovem advogado espanhol que tenta sobreviver em meio a uma infestação de mortos vivos ao lado de seu gato. Mesclando o clima dos filmes de George Romero com pitadas de Eu Sou a Lenda (o livro, não o filme), é leitura obrigatória para quem gosta do tema.

5 de novembro de 2010

Disque B para Besta-Fera

– Alô?

– Quem fala?

– Não, não. Quem liga é quem se identifica. Você quer falar com quem?

– Com o Rob.

– Quem quer falar com ele?

– Os leitores do Champ.

– Só um minuto.

– Ok.

Passos. Vozes ao fundo. Passos.

– Alô?

– Rob?

– É... Sim?

– Espere aí. Você não é o Rob. É a mesma voz da pessoa que me atendeu!

– Ah, ok. Você me pegou. Não consigo imitar a voz dele.

– Quem está falando?

– Besta-Fera.

– Uau! É você mesmo?

– Sim.

– Que honra falar com você!

– Hã... Ok.

– Sou seu fã.

– [bocejo] Obrigado.

– O Rob tá aí?

– É... Sim, mas ele não pode atender agora.

– Poxa... Nem dois minutinhos?

– Não, ele está ocupado. Está escrevendo. Só um minuto.

– Ok.

Passos. Vozes ao fundo. Passos.

– Voltei, desculpe. O Jonas estava mexendo nos meus livros.

– O Jonas está aí também?

– Sim.

– Mande um abraço!

– Ok.

– Então, você disse que o Rob está escrevendo?

– Sim. Está lá no PC digitando.

– É pro blog?

– Não faço ideia. Ele não me deixa ler.

– Porque os textos no blog estão rareando... É por causa disso que liguei.

– Ah é? Não sabia disso. Faz tempo que não entro lá.

– Tem como perguntar a ele o que ele está escrevendo?

– Bom, posso perguntar. Mas duvido que ele diga.

– Por favor?

– Ok.

Passos. Vozes ao fundo. Gritos ao fundo. Passos.

– É. Ele disse que não é para falar.

– Puxa... Mesmo?

– Sim. Eu insisti e ele me xingou. Babaca.

– Será que ele ficou bravo com a gente?

– Não, claro que não. Eu nem disse que eram vocês que queriam saber. Perguntei por conta própria mesmo.

– Entendi.

– Mas, olhe, eu conheço o sujeito. Já o vi assim antes. Deve vir coisa boa aí. Assim, “boa”, em termos, né? “Boa” dentro das limitações dele, tadinho.

– Bom, vamos esperar, então.

– É melhor. Dê um tempinho a ele, ele anda bem estressado também. Mas está escrevendo.

– Tudo bem. E sinto muito por ele ter xingado você.

– Ah, sem problemas. Assim que eu desligar, vou sumir com alguma coisa dele, e ele vai passar a tarde procurando. Aí ele aprende.

– Pô, mas você não disse que ele já está estressado?

– Azar o dele, ninguém mandou ser grosso. Aliás... Preciso desligar. Ele foi ao banheiro, é minha chance! Vou aproveitar e arrancar a barra de espaço do teclado e jogar pela varanda. Tchau!

– Abraços!

– Outro.


27 de outubro de 2010

Teaser

O relógio marcava poucos minutos após as quatro da manhã.

Apesar do enorme movimento que registrava durante o dia, típico de uma grande metrópole, a cidade de São Paulo se comportava como outro qualquer local do planeta no meio da madrugada. A Lua brilhava silenciosamente sobre os prédios, vigiando as ruas praticamente desertas, e molhadas por uma garoa fina que caía sem fazer ruído sobre o asfalto.

Quase ninguém se atrevia a andar a pé pelas calçadas, e poucos carros rompiam o silêncio da rua. Em milhões de residências, pessoas dormiam tranquilamente. Casais sonhavam de mãos dadas, crianças ressonavam tranqüilas, abraçadas aos seus brinquedos favoritos.

Todos dormiam. Todos menos eu.

Enquanto o resto da cidade descansava, eu estava há quase dez minutos preso no elevador do prédio onde trabalho.



Em breve, no Clube de Autores.

(Aproveitando, tem entrevista comigo sobre o Anônimos e Urbanos aqui.)

14 de outubro de 2010

– Oi! Você gosta de crônicas?

Imagine que você, leitor, está andando na Avenida Paulista. Ali perto do Masp, sabe? É um fim de tarde e você está caminhando por ali, tomando cuidado para não ser visto pelas pessoas que tentam vender livros de poesia, ou por aqueles malucos que agarram seu braço e aparentemente não o deixarão ir embora até que você compre um ingresso para uma peça de teatro amador.

Lá está você, desviando dos hippies que vendem colares feitos com conchinhas (“é do Peru”, porque tudo que eles vendem é do Peru, até mesmo se for um Cristo Redentor esculpido em madeira) e fazendo força para não engasgar com o cheiro de incenso.

E é neste momento que uma voz surge do nada:

– Oi! Você gosta de crônicas?

Você olha ao redor e não vê ninguém. Mas, aparentemente, seja quem for que falou aquilo, falou para você. A voz estava perto de você. Mas não há ninguém ali. Assim, você decide continuar andando.

– Você gosta de crônicas?

De novo. Mas agora você percebeu que a voz não veio do seu lado. Ela veio de baixo.

Você olha em direção ao chão e lá está um garoto de oito anos, gordinho e sorridente, com um livro na mão.

Não. Não é um garoto.

Ele tem barba – mal aparada, por sinal – e é careca.

Apesar do tamanho, não pode ser uma criança.

– Oi? – é tudo que você consegue dizer.

– Você gosta de crônicas?

É a terceira vez que a suposta criança, barbada e careca, pergunta isso. Aparentemente, o assunto não vai avançar até que você responda.

– Sim.

– Que ótimo! Veja, você conhece isso aqui?

E ele lhe entrega o livro que tem em mãos. O título, “Anônimos e Urbanos”, destaca-se na capa azul. O nome do autor é Rob Gordon. Antes que você possa folhear o livro, o ser diminuto se põe a falar.

– Este livro é meu, eu que escrevi todos os textos! Todos mesmo! Até a orelha e a contracapa. Produção independente, sabe?

– Hum...

– E agora estou promovendo o livro aqui, na Avenida Paulista. Aqui tem um nicho legal para crônicas. O pessoal que vende livros aqui trabalha somente com poesia. São aqueles hippies ali. Ninguém nesse pedaço explora o mercado de crônicas. Só vendem poesia.

Assim que ele terminar de falar, arrisca uma rápida olhada para os lados e, quando se certifica de que não está sendo observado, fica na ponta dos pés. Com a mão, pede para você se abaixar.

Você obedece e ele sussurra um segredo no seu ouvido:

– O mercado de poesias aqui no Masp está saturado. Não existe tanta demanda assim para sonetos, mas eles não percebem isso.

Antes que você possa responder, ele continua.

– Agora, crônicas, apenas eu vendo. Eu não sou hippie não, viu? Essa barba é preguiça mesmo, não é nada contra o sistema.

– Entendi. – É tudo que você consegue responder (e se serve de consolo, eu não teria feito muito melhor).

– E aí, quer dar uma olhada?

– Olhe, eu estou meio com pressa...

– Ah, é rapidinho. Olha só! Ele chama Anônimos e Urbanos porque ele fala das pessoas comuns da cidade. Sabe? Aquele rosto que é apenas mais um na multidão? Então, ele está aqui no livro. São pessoas como você, cara! Você vai adorar!

– Hum...

– Pode folhear.

Você se mostra indeciso quanto a segurar o livro. Mas ele insiste.

– Para folhear não paga nada, cara. Pode ficar tranqüilo.

Você pega o livro. Até que é bem acabadinho, o danado.

– Qual você está olhando?

– Não sei... Espere... Chama “Em Vão”.

– Esse é um texto feito exclusivamente para o livro. É baseado num blues antigo.

– Blues?

– É. Love in Vain, do Robert Johnson. Você gosta de rock?

É claro que você gosta. Toda pessoa de bom senso gosta.

– Muito!

– Então, os Stones regravaram essa música. Mas eu prefiro o original.

– E é baseada na letra?

– Isso mesmo. Tem outra também que é baseada num filme antigo, chama Desencanto. O filme, não a crônica. É um filme do David Lean.

– Quem?

– David Lean.

– Não conheço.

– É o cara que fez A Ponte do Rio Kwai e Lawrence da Arábia.

– Ah, sei sim. Mas não conheço esse filme.

– Pouca gente conhece, é da década de 40. E acho que não saiu em DVD no Brasil. Ao menos, não de forma oficial.

Como esse baixinho sabe isso? Ele deve estar inventando essas coisas. Ou é louco. Com essa barba, é mais provável que seja louco mesmo. Você começa a sentir vontade de ir embora.

– Olha...

– Mas têm outras. Tem a história do cara que queria voltar a ser adolescente e tenta mudar a própria idade. Tem a menina que consegue um encontro dos sonhos, mas não sabe se consegue voltar a ser feliz. Tem uma que eu gosto muito que é um casal se despedindo no metrô. É uma das minhas preferidas.

Pior que o livro parece interessante. Ouvindo assim, dá vontade de ler. Bem, você não tem nada a perder mesmo. Além disso, você já leu tanta coisa que não gostou. Será que esse cara não merece uma chance?

– Foi você mesmo quem escreveu?

– Isso mesmo. Todas elas. Eu tenho um blog. Na verdade, dois blogs. Esse livro é o do blog menos famoso.

– E o livro do mais famoso?

– Não, por enquanto, só tenho esse. Esse é o primeiro.

– Mas vai fazer do outro?

O baixinho olha para os lados e se aproxima de você, diminuindo o tom de voz. Você se abaixa para ouvir melhor o que ele diz.

– Olha, você não conta para ninguém?

– Não.

– Promete.

– Ok.

– Promete!

– Prometo.

– É o seguinte. O meu blog mais famoso, o nome dele está aí no livro, é o próximo a virar livro.

– E vai ser coletânea também?

– Fala mais baixo! Aí que está. Não vai.

– Vai ser o quê?

– Vai ser um romance. Uma enorme história, inédita. Toda ela inédita, com todos os personagens do blog. Ou quase todos. Vai ser quase uma postagem de, sei lá, cento e poucas páginas!

– Uau! E já tem título?

– Sim. Bolei essa semana.

Ele não consegue disfarçar o orgulho.

– E como vai chamar?

Ele olha atentamente para os lados. Fica na ponta dos pés e chama você novamente. Você se abaixa e ele sussurra algo no seu ouvido, mas, infelizmente, você não entende nada. Consegue identificar apenas que é um nome curto.

Mas não há tempo para pedir que ele repita, pois ele se afasta novamente, e volta ao tom de voz normal, coçando a barba.

– Demais, hein?

Ele não consegue disfarçar o sorriso. E, sorrindo, com os olhos brilhando, aponta para o livro, que ainda está na sua mão.

– Mas o primeiro é esse.

– E quando sai o outro?

– Depois desse.

Esse cara está de sacanagem, só pode ser.

– É evidente que é depois desse. Este é o primeiro!

– Não, não. Você não entendeu. Eu vou esperar um pouco. Quero que este primeiro aqui venda um determinado número de cópias, antes de lançar o outro.

– Ah, entendi. E que número você quer chegar?

– Ah, cara, aí você quer saber demais, né? Eu tenho meu número na cabeça. Chegando nesse número, eu lanço o outro.

Você tenta captar a resposta no olho dele, mas não consegue. Podem ser oito livros, como podem ser dez mil. Mas a empolgação dele é genuína. E contagiante.

– Quanto custa?

– R$ 34 e uns quebrados.

– Uns quebrados?

– É, eu não consigo decorar os centavos. Tento, mas não consigo de jeito nenhum. É... R$ 34,62, acho.

Ele é louco mesmo. Um louco que quer arrancar trinta e cinco paus de você. Louco e pilantra.

– Carinho, hein?

– Mas vale a pena. Cada crônica. Eu garanto.

– Hum...

– Pode confiar. E, olhe, se comprar agora, aqui, da mão do autor, eu autografo. Quer dizer, você tem caneta aí?

– Tenho.

– Eu autografo.

Com autógrafo ainda. Eu, no seu lugar, compraria, leitor.

– Ok. Me convenceu. Você aceita cheque, né?

– Oi?

– Estou sem dinheiro comigo. Mas tenho cheque.

– Porra, meu... Cheque? Acho que ninguém aceita cheque hoje em dia. Talvez um mendigo. Mas, convenhamos... Eu sou escritor, mas não vamos exagerar, né?

– Então, nada feito.

– Olha, vamos fazer o seguinte? Você tem cartão?

Será que ele vai puxar uma máquina do Visa do bolso? Se ele fizer isso, é golpe. Mas você decide ver o que ele pretende.

– Tenho.

– Então você pode comprar pelo site.

– Seu site?

– Não! É o Clube de Autores, o livro está à venda ali.

– Entendi. E lá aceita cartão?

– Aceita. Crédito e débito. E no crédito você pode parcelar em até dez vezes! Fica fácil demais pagar assim!

– Ok.

– Aí você volta aqui e eu autografo. Fechado?

– Fechado. Qual o endereço do site?

– Anota aí. Aga tê tê pê dois pontos barra barra, né? Clube dos autores, tudo junto, ponto com ponto bê erre...

– Ok...

– Barra trinta e um cinco oito meia...

– Trinta e um o quê?

– Cinco oito meia.

– Só isso?

– Não. Cinco oito meia tracinho tracinho anônimos anderlaine e anderlaine urbanos.

– Dois tracinhos, e depois só anderlaine, né?

– Isso.

– Mais nada?

– Mais nada.

– Ok. Vou comprar. Se eu gostar, volto aqui e você autografa. Fechado?

– Fechado! Valeu cara! Espero que goste! Aliás, você vai gostar sim! Tenho certeza! E divulgue para os seus amigos, vai ser bastante importante!

– Se eu gostar do seu texto, divulgo sim.

– Oba! Mas, olha... Aquilo que eu disse do outro livro é segredo, hein?

– Pode deixar.

– Legal! Aliás, para eu já ir pensando no autógrafo, qual seu nome?

Você responde seu nome e se despede. Caminha poucos metros, antes de ouvir a voz dele, desta vez falando com outra pessoa:

– Oi! Você gosta de crônicas?

Você não olha para trás, e segue seu caminho. À noite, em casa, olhará o site com calma e comprará o livro. E ao recebê-lo em casa, dias depois, descobre que gostou. Mais até do que imaginava. Agora, só precisa voltar até o Masp para o baixinho autografar o seu, torcendo para que ele esteja ali.

Mas, se ele não estiver, tudo bem. Quem sabe ele está escrevendo o outro livro.

************************

E você? Conseguiu decorar o site? Não?

Mas você, que está lendo este post, em casa ou no trabalho, não precisa decorar nada. Você precisa apenas clicar aqui.

E, claro... Boa leitura!


7 de outubro de 2010

Dedicatória

Minha letra é horrorosa. Sempre foi.

Mas eu juro que vou me esforçar (até mesmo comprando cadernos de caligrafia se for preciso), para caprichar bastante na dedicatória do exemplar autografado de Anônimos e Urbanos que será sorteado hoje, no final do dia.

Para concorrer, basta me seguir no Twitter (@robgordon_sp) e dar RT nesta mensagem (tomando cuidado para não esquecer o link):

Dê RT e siga o @robgordon_sp para ganhar um exemplar autografado de Anônimos e Urbanos! http://kingo.to/itT

O sorteio será hoje as 19h00min.

Boa sorte!



Update: Promoção encerrada.

O vencedor foi o @Descharth.

Mas cabem aqui alguns esclarecimentos. Primeiro: como eu sou eu, o link usado na promoção (e fornecido pelo sorteie.me) era semelhante ao de uma outra promoção, envolvendo o sorteio de ingressos para o show de uma dupla sertaneja.

É, eu sei.

Sim, podem rir (eu riria). Não, não vou ficar bravo.

Pronto?

OK, vamos continuar. Com a melhor das boas vontades, resmunguei um "podia ser pior, podia ser segunda-feira" e continuei com a promoção. Na hora de sortear, tudo se resolveria.

Ou não. Afinal, como eu sou eu e não canso disso, o sorteie.me teve algum bug na hora do sorteio, e me deu a seguinte mensagem:

– Sinto muito, nós podemos fornecer apenas um ganhador.

– Sim, mas é isso que eu quero. Um vencedor, respondi.

– Sinto muito, nós podemos fornecer apenas um ganhador.

– Eu sei disso! Me dê o nome da pessoa!

– Sinto muito, nós podemos fornecer apenas um ganhador.

– Ok, desisto. Você ganhou, só um ganhador, certo? E qual o nome dele?

– Sinto muito, nós podemos fornecer apenas um ganhador.

– Filho da puta! Me dá o nome!

– Sinto muito, nós podemos fornecer apenas um ganhador.

Desisti e deixei o site falando sozinho.

Fui no Twitter, vi quantos RTs a promoção recebeu e mandei o random.org sortear o número de um destes RT. Deu 59 (o @descharth).

Ou seja, se o sorteie.me resolver bancar o bobo e esperar eu virar as costas para correr para o Twitter e gritar o nome de alguém ali... Bem, se você for esgte alguém eu lhe mandarei um livro também (e eu me entendo com o sorteie.me depois).

E dica: já deixem o Word aberto. Semana que vem, após o feriado, vou fazer algo diferente, com mais exemplares.

Rob.

Update 2: Se você quiser ingressos para o show da dupla sertaneja em questão, vou lhe ajudar como posso. O nome da dupla é Júnior & Marcel, e o convite está aqui. Favor não me avisar como foi o show. Divirta-se.

4 de outubro de 2010

Nasceu!




O blog Champ Chronicles virou livro!

Deu muito trabalho. Foram meses tentando encontrar a melhor forma de levar a idéia adiante, selecionando e revisando textos, conciliando isso com a minha rotina normal – ou seja, encaixando a produção do livro com minha vida profissional e sem deixar as postagens (nos dois blogs) de lado. No meio do caminho, surgiram, claro, mudanças de planos, pequenas reviravoltas e imprevistos.

Mas, agora, finalmente deu certo.

Assim, um dos meus grandes sonhos, que é ver o que eu escrevo, aqui na internet, ganhar o mundo do papel, se tornou realidade.

O caminho escolhido foi totalmente independente: a melhor alternativa que encontrei foi o Clube dos Autores, que trabalha com um sistema de book on demand – ou seja, o consumidor compra o livro e eles imprimem uma cópia para esta pessoa. Não é nada grande, pelo contrário.

Mas isso é justamente o que eu queria agora: algo que pudesse me ensinar como funciona a mecânica desse processo inteiro, ao mesmo tempo em que eu tivesse a liberdade criativa sobre o produto final. E, claro, liberdade criativa é importante, mas é trabalhoso: posso dizer aqui, sem medo de errar, que eu fiz quase o livro todo inteiro (o que inclui editoração, textos das orelhas e da contracapa).

Mas chega de falar do processo, e vamos falar do livro.

Porque o Chronicles? Porque não o Champ?

Por dois motivos.

Primeiro, sejamos sinceros: o Champ é algo muito maior. Eu preciso primeiro aprender a fazer isso antes de pensar num livro dele (e vou abrir o jogo aqui, o livro já está muito pensado). E, segundo, os textos do Chronicles, por natureza, têm mais vocação para o papel. E isso foi bastante importante na hora de decidir qual blog ganharia o mundo “real” primeiro.

Assim, o livro, batizado de Anônimos e Urbanos, contém mais de cinqüenta crônicas, selecionadas entre as minhas preferidas (e aquelas que acredito serem as prediletas da maioria dos leitores). E, claro, um pequeno punhado de textos inéditos, que foram feito com exclusividade para o livro – e que jamais chegarão ao blog.

Agora, eu tenho um agradecimento e um pedido. Primeiro, quero agradecer a todos os leitores que sempre insistiram nesta idéia comigo. Muito obrigado mesmo, pois eu jamais teria conseguido isso sem vocês.

O pedido? Todo o trabalho de divulgação do livro é feito por conta do autor. O site Clube dos Autores cuida “apenas” da comercialização e impressão. Então, meu pedido, a todos os leitores, é: me ajude. E não porque assim será mais fácil para mim (sim, será), mas eu quero que vocês participem disso.

Se você gosta dos meus textos, compre. Para você, para dar de presente. E não estou tentando ficar rico (mesmo porque como jornalista e blogueiro, eu já me conformei em ser pobre para sempre). Basta clicar na imagem, aí na side bar, para comprar (ou clicando aqui).

Eu quero a sua ajuda conseguir para alavancar novos livros, novos projetos. E, quem sabe, projetos ainda maiores que esse.

E tão importante quanto comprar: me ajude a divulgar. Mostre os textos (e, claro, o livro) aos seus amigos, namorados, parentes. Espalhe no Twitter, na faculdade, na escola.

Vai fazer (muita) diferença, acredite.

E uma convocação especial aos blogueiros amigos. O boca a boca que vocês fazem é extremamente importante e será essencial para isso. Quer falar do livro no blog? Estou aqui à disposição. Tem alguma ideia maior ainda? Estou aqui à disposição também, vamos conversar.

Afinal, se você está lendo este texto, acredite: este livro também é seu.