É impressionante como alguns leitores simplesmente não aprendem as regras deste blog. Comentários são bem vindos. Comentários que discordam de mim (como o do leitor Eduardo Araújo no post Carta Aberta ao Sr. Guillermo Vargas) não apenas são respeitados como bem vindos. Xingamentos? Também são bem vindos – desde que devidamente assinados. Não concordou com o que eu escrevi? Entra aqui e diga isso nos comentários. Pode me xingar a vontade. Eu, particularmente, recomendo as expressões filho da puta e escroto, acho que são as mais impactantes.
Mas, se quer gerar uma discussão dentro do blog, assine o comentário.
É impressionante. Tem gente que realmente não aprendeu nada com o Hóstia ou com a Carmilla. A não ser, claro, que seja a) alguém tirando barato, ou b) alguém que quer os quinze minutos de fama aqui no blog. E antes que falem que eu também uso pseudônimo, eu estou sempre aqui no blog. Ou seja, com pseudônimo ou não, eu tenho endereço fixo: este blog aqui. Além disso, a maioria dos leitores me conhece, ao menos de Orkut. Eu posso ser achado. Agora, um comentário postado por alguém que inventou um nome que não linka para blog nenhum e não deixa e-mail para contato... Bom, isso é um comentário anônimo. E é fácil ser homem quando se é anônimo.
É o caso do Sherman Klump, que comentou o post Shake it, Baby, Shake it. Na verdade, foram três comentários. Enquanto eu havia recebido apenas o primeiro, estava preparando um texto como resposta, mas a chegada dos outros dois comentários me fez perder a esportiva. Pela primeira vez em quase dois anos, realmente sentir o tesão que tenho por este blog sumir ralo abaixo.
Sherman, é o seguinte. Eu não sou preconceituoso. Mas também não sou politicamente correto. Para mim, não existe indíviduo obeso, existe gordo; não existe indíviduo com pouca estatura, existe baixinho; não existe indivíduo desprovido de folículos capilares, existe careca. Acho que o fato de ser politicamente correto é a maneira que o mundo encontrou de dizer, educadamente, “você é diferente e eu não te aceito”.
Eu, por outro lado, não tenho problema nenhum com gordos, gays, negros, japoneses apenas porque eles são gordos, gays, negros, japoneses. Tanto que faço piada com todo mundo, especialmente comigo, que (veja só!), sou baixinho, gordinho e careca – ou seja, de acordo com a sua linha de raciocínio, eu tenho preconceito comigo mesmo.
Na verdade, eu tenho problemas com determinadas pessoas, por causa da atitude delas, jamais pelo que elas são.
E você, Sherman, acabou de se tornar uma delas.
Você me chamou de preconceituoso, porque fiz uma piada com gordos. Desculpe, mas qualquer pessoa que lê meu blog sabe que não sou preconceituoso. Mas claro que isso não é argumento, mesmo porque não vou correr para trás dos meus leitores para me proteger. Pelo contrário, isso aqui é entre eu e você. Ao menos, por enquanto.
Eu fazer uma piada com gordos num post não me torna preconceituoso. Mas, para mim, o problema dos seus comentários não é esse. Mesmo porque, como você fez questão de permanecer “anônimo”, sua opinião sobre a minha pessoa não fará muita diferença na minha vida.
O problema é que você não leu o resto do blog. E isso não é um problema de ego. O problema é que se você não leu meu blog você não sabe como eu penso – e, pior ainda, não se interessou em descobrir. Você apenas escolheu uma piada – talvez tenha se ofendido com ela, mas depois falaremos disso – e montou toda uma teoria a meu respeito a partir dela.
Aliás, antes de continuarmos, vou provar que você não leu meu blog.
Sherman, sabia que sou louco por heavy metal? Adoro. Coleciono CDs de heavy metal, especialmente dos anos 70 e 80. Aqui no blog, eu já escrevi sobre shows de grandes nomes do heavy metal como Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Deep Purple. Nas minhas músicas preferidas no Last FM, estão Iron Maiden, Metallica, Megadeth, Alice Cooper. Eu adoro heavy metal e isso é explícito no blog.
Agora, caso você tivesse lido meu blog para descobrir como eu penso, não teria feito a bobagem de me acusar de ser preconceituoso com pessoas que gostam de heavy metal (qualquer comentário que eu fizer citando você, já virá corrigido para esse texto (ainda) não correr o risco de cair na gozação). No momento que você diz que eu tenho esse preconceito, você prova matematicamente que você não leu meu blog. Você leu este post, e, quando muito o da Carmilla.
Acabamos de provar matematicamente que você não leu meu blog (e, claro, que você também não me conhece pessoalmente, pois absolutamente todo mundo que me conhece sabe qual meu gosto musical).
Ou seja: se você não leu meu blog, não sabe como eu penso. Na verdade, você achou mais fácil escolher uma piada em um post e resolveu me rotular de preconceituoso apenas em cima dela. Você montou toda uma teoria sobre minha personalidade, minha inteligência e minha ética em cima. Você acha que uma piada de quatro linhas me define como pessoa, moral e eticamente falando.
Em momento algum, você não se preocupou em saber se o autor dessa piada não é a mesma pessoa que foi parar na diretoria da escola porque brigou no pátio com três moleques que estavam ofendendo um garoto portador de deficiência. Você jamais tentou descobrir se o autor dessa piada é a mesma pessoa que cortou relações com um amigo porque o sujeito começou a apresentar idéias nazistas.
É verdade, Rob? Você foi mandado para a diretoria por causa disso? E você parou de falar com seu amigo?
Sinceramente, que diferença faz você saber se isso é verdade ou não? Parta do princípio que não é verdade e pronto. Vai combinar melhor com a imagem que você construiu de mim. Você já afirmou que sou preconceituoso sem me conhecer, então você não precisa de mais informações. De acordo com você, eu sou preconceituoso, egocêntrico, burro e otário. E caso encerrado, certo?
Somando o fato de você me chamar de preconceituoso, egocêntrico, burro e otário ao fato de você não ter saber nada a meu respeito (como demonstramos acima), sobra uma pergunta:
Quem é o preconceituoso aqui?
Preconceito, como a própria palavra explica, é um pré-conceito. Ou seja, é um conceito que temos sobre algo ou alguém sem conhecê-lo a fundo. Você disse que tenho preconceito com o gordinho do terceiro andar, mas, as únicas coisas que falei sobre ele são exatamente as únicas que eu sei com certeza: ele é gordinho e mora no terceiro andar. Em momento algum eu disse que ele tem preconceito com os magros. Ou que ele é uma má pessoa, egocêntrica, burra e otária.
Você, por outro lado, tendo menos conhecimento sobre mim do que eu tenho sobre o gordinho, resolveu atestar que, sou burro, otário e egocêntrico. Você é o preconceituoso aqui, não eu. Se você tivesse lido meu blog inteiro (e dado provas disso), eu levaria a sério o que você disse. Mas você não leu e mesmo assim está me rotulando, me julgando e condenando.
Você é preconceituoso, Sherman. Você é MUITO preconceituoso.
Aliás, vou lhe deixar uma escolha aqui. Lembra que eu avisei que falaríamos sobre o fato de você talvez ter se ofendido com a piada”?. Então, me responda uma coisa. Você diz que é “gordo com orgulho”, mas vou te dar uma chance aqui: você é preconceituoso ou você não é um gordinho tão bem resolvido assim, a ponto de dizer “sou gordo com orgulho” como atestou?
Sim, você pode bancar o cool e até assinar como Sherman Klump, mas se você realmente fosse bem resolvido com isso, não teria se ofendido com a piada. Quer ver o que é uma pessoa bem resolvida com o próprio peso? Leia o comentário do Dragus (Dragus, desculpe trazer você para o meio dessa imundície) no mesmo post que você comentou. Isso é uma pessoa bem resolvida, diferente da imagem que você tenta passar.
Quer mais? A prova cabal de que você não é bem resolvido com seu peso é a sua declaração: “sua mãe poderia ser gorda, sua namorada, você”. Além do fato de que você está assumindo que elas e eu somos magros (preconceito da sua parte?), você está colocando a coisa como se ser gordo fosse ruim, como se eu ser gordo, minha mãe ser gorda, minha namorada ser gorda fosse uma tragédia para mim. Se você realmente deixaria de amar sua mãe e sua namorada por elas serem gordas, você é preconceituoso. Se você deixaria de se amar por ser gordo... Bem, não desconte isso em mim.
Posto isso, sobre apenas uma escolha para você fazer: você é gordo com orgulho e preconceituoso, ou você é gordo com orgulho e mentiroso?
Preconceito da minha parte achar isso? Não. Estou apenas deduzindo depois de ler tudo o que você escreveu. Sugiro que faça o mesmo comigo quando quiser falar sobre mim. Se fizesse isso, teria visto que o meu preconceito com as pessoas “que curtem essas paradas de religião” (expressão um tanto quanto preconceituosa, não?) simplesmente não existe. Leia este post aqui (com o comentário do Denys) para ficar se animar um pouco; depois, leia este post aqui (com o comentário do Denys) para ver que falou merda. De novo. E para ver que você foi preconceituoso. De novo.
Por fim, você disse que muitas pessoas não gostam de mim. E em tom de ameaça. Olhe, desculpe, mas eu realmente não trabalho com o conceito de “muitas pessoas”. Eu prefiro trabalhar com os nomes. A não ser, claro, que você ache que elas não querem ser identificadas. Ou você está (sendo preconceituoso e) declarando que elas são covardes demais para se identificarem aqui?
Ah, sim. Para terminar: você disse que todas as pessoas são diferentes. E eu acho isso ótimo.
Primeiro, porque se todas fossem iguais a mim, o mundo seria um lugar chato demais. Segundo, enquanto escrevia esse texto, percebi que eu não gostaria que todas fossem iguais a você. Aliás, sendo mais preciso, eu não gostaria da idéia de ter que ser igual a você.
E não porque você é gordo, como você quer pensar.
Mas por causa da sua atitude.
Adeus.
* 33 é o número de vezes que as palavras "Gordo" (12) e "Gorda" (21) foram publicadas neste blog (sem contar este post, por motivos óbvios).
Partindo do princípio que eu tenho 255 posts publicados, a palavra "Gordo" aparece, na média, uma vez a cada 21,25 posts; já a palavra "Gorda" surge, em média, uma vez, a cada 12,14 posts aqui no blog.
Como meus posts não costumam ser pequenos, os números comprovam que realmente isso é uma obsessão minha, eu não sei falar sobre outra coisa.