28 de fevereiro de 2007

25 Horas – Guia de episódios: Parte Final

Previously, on 25:

Sábado, último dia do horário de verão. O computador de Rob Gordon falece, aparentemente sem motivo e qualquer tentativa para ressuscitá-lo é inútil. Após passar praticamente uma noite em claro, Gordon já começa o dia pesquisando preços de computador, mas um fiapo de esperança surge quando consegue a ajuda do Rei Escarlate, mercenário especializado nesse tipo de atividade. Juntos, vão ao Stand Center, onde conseguem equipamentos com a máfia coreana e, após trocarem a fonte do computador – que não já não mostra sinais de sinais de vida há 17 horas – os dois preparam-se para testar a CPU.

Os eventos a seguir acontecem em tempo real.

17:00 – 18:00
Pinheiros

Gordon e Escarlate levam o computador até uma tomada e plugam o dispositivo. Gordon coloca o dedo no botão e o pressiona. Uma gota de suor desce pela sua testa. Escarlate aguarda apreensivo. O computador liga. O mundo – e as matérias sobre o Oscar – estão a salvo! Os dois levam, então, o computador para a mesa e começam a ligar os periféricos, sendo atrapalhados pela Besta-fera, que insiste em ficar no caminho. Com tudo instalado, ligam o computador definitivamente. Tudo parece perfeito. Ou não. O monitor não liga. “Puta que pariu, ô fase”, pensa Gordon.

18:00 – 19:00
Pinheiros

Gordon joga Escarlate numa parede e coloca a arma em sua testa: “O que você fez? Quero uma resposta, agora!”, grita. Escarlate, frio, responde que não sabe o que está acontecendo, mas pode tentar resolver. Desmonta a máquina inteira e monta novamente. Nada. A única saída é testar outro monitor, para identificar onde está o problema. Gordon e Escarlate consideram as alternativas e descobrem que a única saída é extremamente arriscada: terão que bater na porta de Jasmim (vizinho (a) de Gordon que faz questão de não disfarçar a estranheza de suas preferências sexuais) e pedir seu monitor emprestado. Após buscar desesperadamente (e em vão) uma alternativa, Gordon entrega os pontos: “Ok, eu vou lá pedir. Mas você vai comigo, não vou sozinho lá”, afirma ao mercenário. Escarlate, resignado, concorda.

19:00 – 20:00
Pinheiros / Moema

Gordon bate na porta do vizinho. “Agente federal! Precisamos do seu monitor! Agora!” O (a) vizinho (a) abre a porta e convida-os, (gentilmente, como sempre) a entrar. Gordon explica a situação e Jasmim (gentilmente, como sempre) decide ajudá-lo – aparentemente, sem pedir nada em troca. Pegam o monitor e voltam para a casa de Gordon, onde ligam tudo. Nada. “Deve ser a placa de vídeo que está fudida. Vou para casa e pego a minha”, afirma Escarlate. “Se você não voltar logo, eu irei atrás de você!”, grita Gordon. Escarlate parte e Gordon bate na porta de Jasmim, gritando: “Agente federal! Vim devolver seu monitor!”. Entrega o aparelho e volta para casa, sob os olhos de Jasmim, que sorri (gentilmente, como sempre).

20:00 – 21:00
Pinheiros / Moema

Enquanto Escarlate não retorna, Gordon assiste mais um pouco de Supernatural. Obviamente, o mercenário retorna com a placa na melhor parte do episódio. Fazem a troca e ligam o computador. O monitor permanece desligado. Gordon saca sua arma e grita para o monitor: “Agente federal! Liga, filho da puta! Agora!” Como o monitor não responde, ele dá um soco na parte lateral do aparelho. Dói para caralho, mas Gordon acha que não ficaria bem revelar isso a Escarlate. Fingindo que está com sede, diz que vai beber água e caminha até a cozinha, onde fica pulando de dor alguns minutos, mais emputecido ainda. Ao sair, diz a Escarlate: “Chega. Vamos até a porra do Extra, vou comprar um computador novo”.

21:00 – 22:00
Itaim

Chegam ao Extra e dirigem-se à área de eletrônicos. Assim que avistam um vendedor, Gordon pula na frente do homem, de arma em punho. “Agente federal! Precisamos de um computador! Agora!”. O homem responde que “é ali, naquele corredor ali, ó”. Gordon caminha até lá com Escarlate, escolhendo um modelo. Chama o vendedor e diz: “Agente federal! Se eu levar um monitor junto, você dá desconto?” O homem responde que sim e Gordon afirma: “vou levar esse micro e esse monitor”. O vendedor faz a nota e diz que é só pagar no caixa. Gordon e Escarlate vão ao caixa, enquanto o vendedor embala os produtos. “Agente federal! Faz em 6 parcelas!”, grita Gordon ao rapaz do caixa, entregando o cartão. O homem pega o cartão e, segundos depois, o devolve, dizendo: “Sr. Gordon? Seu cartão não está passando”.

22:00 – 23:00
Itaim

“Como assim? Para quem você trabalha? Quero uma resposta! Agora!”, grita Gordon. O caixa explica que o Visa está fora do ar. Gordon pede para passar novamente. Nada. Gordon pede para passar no débito. Nada. Escarlate afirma para Gordon: “nunca vi alguém tão cagado como você”, mas Gordon ignora. O agente está fazendo contas, pensando na possibilidade de pagar à vista, em dinheiro. Iria ficar apertado, mas a vida de milhões de pessoas – e as matérias sobre o Oscar – dependem da sua decisão. Decide que irá pagar em dinheiro. Pega o cartão e vai até o banco 24 Horas. Digita sua senha. A mensagem surge na tela: "O sistema está sem comunicação".

23:00 – 24:00
Itaim

Indignado, Gordon liga para a central de relacionamento do cartão. “Agente federal! Preciso do sistema no ar! Agora!” A atendente explica que não há previsão de volta. Gordon começa a bater boca com ela. “Manda tomar no cu”, sugere Escarlate. Gordon tem uma idéia melhor: vai vencê-los pelo cansaço. Começa a percorrer os corredores do Extra, ligando incessantemente para o maldito 0800, afirmando que, além de ser agente federal, é cliente dessa merda, não irá pagar esse mico sozinho e que irá importunar todos os funcionários dali até o sistema voltar. Repete o procedimento a cada 30 segundos, falando com todos atendentes disponíveis. Na oitava vez que faz isso, desligam o telefone na sua cara. Antes que ele partisse em busca de vingança, o rapaz do caixa diz: “o senhor pode pagar em cheque”. Aliviado, Gordon tateia o bolso de sua calça. Mas, obviamente, percebe que o talão ficou em casa.

23:00 – 24:00 (final do horário de verão mode: on)
Itaim / Pinheiros

“CTU? Rob! Preciso que um helicóptero entregue meu talão de cheques no Extra do Itaim! Agora!”, ele diz, no celular. Enquanto o helicóptero não chega, Gordon gasta seu tempo no telefone, batendo boca com todos os atendentes da central de relacionamento dos cartões (para deleite dos funcionários do Extra, que já tomaram seu partido). Subitamente, uma outra ligação entra no celular de Gordon. O talão de cheques havia chegado. Escarlate vai até a porta do supermercado e recebe a encomenda, levando o talão para Gordon. Finalmente, com o cheque em mãos, Gordon consegue efetuar a compra, sendo ovacionado pelos funcionários do Extra. Levou o computador para casa e, sob os olhares da Besta-fera, ele e Escarlate ligaram o aparelho. A CPU liga. O monitor liga. A musiquinha cafona do Windows preenche o aposento.

As matérias do Oscar estavam a salvo.

27 de fevereiro de 2007

Hit Parade

Pouco após a postagem da segunda parte do guia de episódios da série 25 Horas, o Championship Vinyl quebrou todos os seus recordes de visitação, como vocês conferem abaixo:


Vale dizer que conseguimos isso sem violência gratuita (sim, porque a bica que eu dei na CPU não foi gratuita MESMO), e sem apelar para alguma cena de sexo (a não ser que vocês considerem o fato de eu me fuder o sábado inteiro por causa da porra do computador como sexo).

E não percam, no próximo post, o epílogo desse emocionante thiller de espionagem e ação, nessa história baseadas em fatos reais nos quais "um cara muito louco só arruma confusão por causa do computador" (propaganda de Sessão da Tarde mode: on).

26 de fevereiro de 2007

25 Horas – Guia de episódios: Parte II


Previously, on 25:

Sábado, último dia do horário de verão. O computador de Rob Gordon falece, aparentemente sem motivo, pouco depois da meia-noite. Após tentativas inúteis de ressuscitá-lo (que incluíram tanto uma bica na CPU como testar a máquina em outra tomada), Gordon perde totalmente o sono, pois precisará do computador para escrever matérias sobre o Oscar. Sua única alternativa é torturar o computador até ele resolver se manifestar sobre o problema, mas o interrogatório é interrompido pelo porteiro do prédio, que reclama do barulho.

Os eventos a seguir acontecem em tempo real.



08:00 – 09:00
Pinheiros

Impedido de continuar o interrogatório devido às malditas leis do condomínio, Gordon percebe que, no momento, está de mãos atadas. Conclui que, pelo horário, não adianta mais tentar dormir e volta para o quarto, disposto a terminar de ler O Cavaleiro das Trevas até poder retomar o interrogatório. Porém, como nada está acontecendo da forma que ele planeja, acaba pegando no sono após ler menos de 10 páginas. Felizmente, ele não dormiu sobre a edição luxuosa da história de Frank Miller, pois isso implicaria em páginas amassadas e provavelmente restos de baba em alguma página. E, aí, alguém teria que pagar por isso.

09:00 – 10:00
Pinheiros

Gordon dorme, mas seu sono está longe de ser tranqüilo. O problema é que, assim como aconteceu horas atrás, seus sonhos têm como tema a CPU e o seu não-funcionamento. Quando ele chega ao cúmulo de sonhar que é o líder dos mutantes de O Cavaleiro das Trevas e está tomando um pau do Batman (que bate repetidamente com um teclado em sua cabeça), acorda com uma certeza: algum dos periféricos do computador injetou uma uma droga em seu corpo, e isso o está impedindo de pensar com clareza. Ainda confuso, cai na cama e dorme novamente.

10:00 – 11:00
Pinheiros
O despertador toca. Gordon acorda e lembra que, em breve, a veterinária chegará para analisar a Besta-fera. Vai até a sala e, desanimado, olha o computador. Sabe que se tentar ligá-lo, provavelmente nada irá acontecer. Mas sabe, também que, se não tentar, nunca irá se perdoar por isso. Acende um cigarro e considera suas opções, olhando a CPU. Sabendo que as vidas de milhões – e as matérias sobre o Oscar, principalmente – estão em jogo, respira fundo e liga o computador. Obviamente, nada acontece.

11:00 – 12:00
Pinheiros

A veterinária chega, para desespero da Besta-fera, que se esconde sob a mesa. Gordon, porém, coloca uma arma na cabeça dela e diz “Agente federal! Esqueça o animal! Você precisa arrumar o computador!” Ela explica que não sabe mexer numa CPU e Gordon grita que “Estamos perdendo tempo! Você vai arrumar o computador agora!”. A veterinária diz que sente muito, mas que não pode ajudá-lo, provavelmente iria piorar tudo. Gordon senta-se no sofá, apoiando a cabeça nas mãos. Não consegue parar de pensar na expressão “ô fase”, enquanto a boa doutora examina a Besta-fera. “Sinto muito, mas não posso ajudá-lo mesmo” ela diz, antes de ir embora, assustada. Gordon está sozinho.

12:00 – 13:00
Pinheiros

Hora de agir. Gordon coloca uma roupa e deixa sua casa, com destino a CTU, onde pretende reenviar seus mails sobre o Oscar para algum agente aliado. No caminho, invade as Casas Bahia da Teodoro Sampaio, aos gritos de “Agente Federal! Preciso de preços de computadores, agora!” Consegue algumas informações com a vendedora, que se oferece inclusive para abrir um crediário, desde que ele possua RG, CIC, comprovante de residência e de renda. O agente pergunta que horas eles fecham e parte em direção a CTU. No caminho, passa pela calçada da Fnac, mas nem entra ali, sabendo que lá a facada é grande. Mas guarda isso na memória, como um último recurso.

13:00 – 14:00
Pinheiros

Gordon chega a CTU e começa a vasculhar seu computador em busca de e-mails sobre o Oscar. Encaminha-os para seu aliado cotovelar, com as seguintes instruções: “proteja essas informações pelas próximas horas”. Usando os recursos da CTU, consegue estabelecer contato com o Rei Escarlate e pede sua ajuda. Escarlate, mercenário que já havia feito alguns serviços para o governo, considera a periculosidade da missão e dá seu preço: “Você paga o almoço?”. Gordon concorda com as condições impostas e Escarlate emenda um “ok, tô indo pra aí”.

14:00 – 15:00
Pinheiros
Após uma lauta feijoada, Gordon leva Escarlate até sua casa. O mercenário coloca o cadáver sobre a mesa e inicia a autópsia. “A fonte queimou. Posso revivê-lo, mas preciso de peças novas”, afirma, entregando um pedaço de papel com vários itens. Gordon examina a lista e confirma que pode arrumar o que ele precisa, mas pergunta por que ele precisa de uma Coca de 2 litros para consertar a máquina. “Sou mercenário, não faço nada de graça”, explica Escarlate. Além disso, Escarlate avisa poder conseguir as peças com um de seus contatos da máfia coreana, no Stand Center. Ambos partem em direção ao local, evitando pensar nos perigos de uma transação com o crime organizado.

15:00 – 16:00
Avenida Paulista
Ao lado de Escarlate, Gordon entra no Stand Center. Os contrabandistas os seguem com os olhos. Escarlate localiza seu contato – um coreano magrelo com forte sotaque – e entrega a relação de materiais. “Esses ‘mateliais’ vão custar ‘calo’” explica o contrabandista. Gordon saca o talão de cheques do bolso e diz para o material ser preparado imediatamente. Escarlate e seu contato começam a discutir a velocidade de um processador (ou ‘plocessador’, dependendo de quem estivesse falando), quando Gordon coloca uma arma na cabeça do contrabandista e berra: “Agente federal! Preciso do material! Agora!”. O coreano, assustado, diz que não ‘plecisa’ ficar nervoso, entregando as peças.

16:00 – 17:00
Avenida Paulista / Pinheiros

Já em poder das peças, Gordon e Escarlate voltam para a casa do primeiro. “Se isso não funcionar, eu vou caçar você até o inferno”, Gordon diz. Escarlate, tranqüilo, começa a abrir o computador e instalar as peças. Durante o processo, três pinos do processador entortam e o mercenário avisa que a máquina pode explodir a qualquer momento. Gordon saca sua arma e grita “O que acontecer agora será sua responsabilidade!” O mercenário continua parafusando as placas novas até que se levanta e diz: “Não há mais o que fazer, Gordon. Vamos testá-la”.

(O que será que acontecerá com Gordon? Saiba o desfecho aqui)

25 Horas – Guia de episódios: Parte I

Os fatos a seguir (todos verídicos) relatam a crise ocorrida no último dia do horário de verão, o famoso “único dia do ano com 25 horas”. Afinal, lidar com uma crise que dura um dia inteiro é mamão com açúcar, qualquer Jack Bauer andando por aí resolve. Já na vida de Rob Gordon, as crises que duram um dia inteiro têm que escolher, justamente, o mais longo (mesmo) dos dias, senão, claro, não tem graça. Ô fase.

Ah sim. Os eventos a seguir acontecem, obviamente, em tempo real.



00:00 - 01:00
Pinheiros
O agente Rob Gordon chega à sua casa após jantar com um amigo. Liga o computador e começa a abrir os e-mails e navegar pela internet. Vinte minutos depois, o computador morre subitamente, provavelmente infectado com um vírus terrorista. Nada (nem mesmo um violento chute na CPU, seguido do berro “Agente federal! Liga, filho da puta!) consegue ressuscitá-lo.

01:00 - 02:00
Pinheiros
Certo de que o computador está apenas bancando o difícil – sua ficha criminal indica que ele já havia feito isso antes –, Gordon resolve ignorá-lo e começa a assistir Supernatural em DVD. Em alguns momentos, acreditando que o computador está distraído, corre pela sala e tenta ligá-lo rapidamente, mas sempre sem sucesso. 'Desta vez, ou ele está teimoso demais ou está clinicamente morto mesmo", conclui.

02:00 - 03:00
Pinheiros
Durante o segundo episódio de Supernatural, Gordon arrisca uma manobra arriscada. Pega o cadáver da CPU e o leva para a mesa da sala, para testá-lo em outra tomada. Nada. Gordon, que trabalha com cinema, percebe que as chances de ficar sem computador no fim-de-semana do Oscar são grandes e caracterizam, certamente, um complô sarcástico de todas as forças do universo. Resolve lidar com a situação de forma adulta e profissional: dá um violento murro no computador, grita outro palavrão e vai dormir, puto.

03:00 - 04:00
Pinheiros
Sem conseguir dormir devido à enorme quantidade de emputecimento (neologismo mode: on) que se acumula em sua alma, Gordon resolve levar para a cama seu mais novo tesouro: a edição definitiva de O Cavaleiro das Trevas (aguardem post futuro sobre isso), comprada a preço de ouro. Por volta da página 30, resolve tentar novamente. Caminha sorrateiramente até a sala e liga novamente a merda da CPU. Nada. Assim como Batman de Frank Miller, Rob Gordon conclui que está velho demais para isso.

04:00 - 05:00
Pinheiros
Gordon manda tudo a merda e resolver assistir mais um Supernatural, ao lado da Besta-fera. Antes disso, tira a CPU falecida da mesa e a coloca de volta no seu lugar, afirmando que “se não quiser ligar, ok, problema seu. Mas não vai assistir Supernatural”. Percebe que está ficando fora de si. A Besta-fera acorda com o movimento e suspira olhando para Gordon com desprezo, demonstrando um profundo cansaço mental. Gordon olha para o animal e resmunga um “não se mete” e liga o DVD. Assiste mais um episódio.

05:00 - 06:00
Pinheiros
De volta ao quarto, Rob Gordon mergulha novamente na Gotham City assolada pelos mutantes, conseguindo esquecer um pouco aquela merda de computador. Ao mesmo tempo, começa a trabalhar em um plano B para resolver as matérias que terá que escrever sobre o Oscar. Vai até a varanda, acende um último cigarro. A pergunta "“por que a vida é assim?” vem à sua mente, junto com a certeza de que alguém, em algum lugar, está gargalhando da sua cara. No caminho de volta para o quarto, pisa - descalço - numa poça de urina (educação mode: on) da Besta-fera. As gargalhadas, estejam onde estiverem, aumentam de intensidade.

06:00 - 07:00
Pinheiros
Dormindo, Gordon sonha que flutua num universo de placas-mãe, capacitores e pentes de memória que voam ao seu redor rindo de sua cara, sob os raios do maldito Sol-Bebê. Para se defender, saca sua arma, mira com cuidado entre os olhos de uma placa-mãe e atira furiosamente. A arma – que tem um botão on / off – não funciona, aparentemente sem motivo e o Sol-Bebê começa a gargalhar. Gordon acorda suado e gritando.

07:00 - 08:00
Pinheiros
Na sala, Gordon resolve torturar o computador para conseguir informações. Amarra-o numa cadeira e com a arma apontada para o leitor de DVD, começa a interrogá-lo. A CPU resiste bravamente, e não responde merda nenhuma. Gordon dá mais um soco nela e grita “Para quem você trabalha? Quero uma reposta! Agora!!” Logo em seguida, o porteiro interfona, avisando que “os vizinhos estão reclamando do barulho”. Gordon larga a arma em cima da mesa e, enquanto a Besta-fera dá uma risada e volta a dormir.

(Curioso com o destino de Gordon? Leia a parte II aqui)

23 de fevereiro de 2007

A Nível de Obrigado

Com apenas poucos dias, o post Communication Breakdown galgou seu lugar na lista dos mais vendidos do blog, já entrando em segundo lugar, com pompa e circunstância, ficando atrás apenas do até então imbatível Babel, e empatando com o antigo Whole Lotta Love Me Do.

Agradeço a todos que comentaram no blog, mas deixo um agradecimento especial a toda classe de operadores de telemarketing, já que foi justamente um deles quem propiciou o sucesso do post. Segue, então, uma mensagem de agradecimento a esses trabalhadores, no idioma nativo deles.

"Obrigado a todos vocês, operadores de telemarketing que estiveram me ligando ao longo desses anos. A suas ligações estiveram rendendo grandes histórias a nível de humor que eu, enquanto blogueiro, estarei sempre postando por aqui.

A nível de produto, eu provavelmente não estarei comprando nada de vocês enquanto cliente, mas o modo boçalizado que vocês estarão me tratando enquanto protagonistas de conversas idiotas certamente não estará sendo esquecido.

Sendo assim, estarei agradecendo a todos da sua classe. À nível de ligação, a sua estará sendo bastante importante para nós".

Aproveitando que eu mexi no blog, alterei a listagem dos Posts Lado B, colocando outros posts que eu me diverti escrevendo, mas que (quase) ninguém leu. Se você queria ler posts clássicos e empoeirados como Desculpe, mas seus Dentes Estão no meu Orkut, vai ter que caçar isso no blog, agora. Você viu que eu nem coloquei o link, né? Foi birra mesmo.

Agora, é a vez de uma nova turma de posts, cujas respectivas propagandas você encontra abaixo, no top 5 de hoje, que conta com um convidado mais que especial.

As 5 propagandas dos posts Lado B do mês, assinadas pelo redator das propagandas dos filmes da Sessão da Tarde.
1. Esse cara muito louco se amarrava em pés de todos os tipos, mas não fazia idéia da confusão que iria se enfiar! Não perca as aventuras do Maníaco do Dedo em ...Nos teus pés, ao pé da cama!"

2. "Esse cara era um folgado muito louco que vivia numa boa, até o dia em que teve que lavar uma forma de assar! E aí, foi sujeira e confusão para todo o lado! Amanhã, em Assadeira - Um Poema Épico!"

3. Esse saci-pererê tá procurando confusão! E, a hora em que ele se juntar às outras criaturas do folclore, a floresta toda vai ficar muito louca! Confira toda essa diversão em Folclore, É? Sei, sei...!"

4. "Esse cãozinho se amarrava em aprontar, mas não podia imaginar a confusão em que ele iria se meter depois de comer o botão de uma camisa do folgado do dono. Amanhã, em Notícia Extraordinária, na Sessão da Tarde!"

5. "Esse cara muito louco fez um blog, mas depois que ele começou a receber um monte de spam, foi a maior confusão! Não perca, aqui na Championship Vinyl: Romantismo 0 X 1 Enlarge your Penis!"

21 de fevereiro de 2007

Communication Breakdown

(ou "Como Enlouquecer um Operador de Telemarketing")




– Alô?

– Boa tarde. Sr. Gordon?

– Sim.

– Tudo bem?

– Hum... Tudo. E você?

– Aqui é da empresa Sbrebbles de cartão de crédito. O motivo do meu contato é para dizer que estamos oferecendo, especialmente para o senhor, um cartão com inúmeras vantagens.

– É...?

– Sim, senhor. Com Inúmeras vantagens.

– Olha, eu não uso cartão de crédito. (mentira mode: on)

– Hum... Posso perguntar o motivo do senhor não usar cartão de crédito?

– Pode.

– ...

– ...

– Senhor Gordon?

– Sim?

– Achei que a linha tivesse caído.

– Eu disse que você podia perguntar o motivo. Você que não perguntou.

– Ah, entendi. Senhor Gordon, qual o motivo de o senhor não usar cartão de crédito?

– Nenhum. Eu apenas não uso. Acho que não gosto.

– Então, senhor, a empresa Sbrebbles está oferecendo um cartão com muitas vantagens para o senhor.

– Sim, você disse isso. Mas desde aquela vez, eu continuo não usando cartão.

– Como assim, senhor?

– A última vez que conversamos sobre isso, eu lhe disse que não usava cartão de crédito. Lembra? Faz uns 20 segundos. Então, eu continuo não usando. Eu não mudei isso na minha vida, de lá para cá. Aliás, eu não mudei muitas coisas na minha vida nesse tempo todo. Sabe como é, final de feriado...

– Senhor?

– Nada, esquece, esquece. O ponto a ser abordado aqui, é que eu não uso cartão. Vamos focar nisso.

– Mas veja as vantagens que o senhor pode ter. Anuidade gratuita, poder parcelar pagamentos, escolher o dia do pagamento...

– Mas tem uma desvantagem aí.

– Qual, senhor?

– Pagamento. Acho que é por isso que não eu uso cartão. Porque tem pagar. Mas, olha só! Será que eu posso ter o cartão sem pagar? Aí eu vou querer!

– Não senhor. Veja, temos as faturas mensais que...

– Ah, então não quero. É sem graça demais.

– Mas, senhor, hoje, cartão de crédito é a forma mais segura de pagamento.

– Eu não estou preocupado com a parte da segurança. Estou preocupado com a parte do pagamento. Se você me der o cartão e eu não precisar pagar, aí, sim, eu vou achar seguro. Porque, não importa o que eu comprar, eu sempre vou ter dinheiro para não pagar no final do mês. Ou no começo, já que você disse que eu posso escolher a data do pagamento. Ou do não-pagamento, no caso.

– Mas, senhor, isso não é possível.

– Eu sei. Por isso que eu não uso cartão de crédito. Aliás... Porra... Você me fez um favorzão. Todo mundo me perguntava porque eu não uso, e eu nunca soube responder. Sabe, eu ficava até meio sem graça, as pessoas perguntavam e eu não sabia dar um motivo. Mas, graças a você, agora eu sei! É por causa do pagamento.

– Senhor...

– Poxa, valeu mesmo. Gostei disso. Olhe, eu sei que essa frase é sua, mas vou tomar a liberdade de dizer isso para você, coisa que ninguém nunca deve ter feito. Eu agradeço sua ligação e desejo que você tenha uma boa tarde!

– Senhor Gordon?

(clic)

(minha meta agora é receber uma ligação de alguma operadora de celular e tentar convencê-lo – por telefone – de que não posso usar telefone porque sou surdo-mudo)

5 coisas que deveriam me oferecer por telemarketing (SEMPRE com entrega imediata)

1. Churrasco ("Sr Gordon, aqui é da churrascaria X. Uma peça de cupim está saindo agora, o senhor tem interesse?")
2. DVDs ("Sr. Gordon, a terceira temporada de Jornada nas Estrelas - A Nova Geração acabou de chegar aqui. Posso mandar entregar?)
3. Quadrinhos (Olá. Aqui é da banca Y. O senhor teria interesse em receber o novo Homem-Aranha que recebemos hoje?)
4. CDs (Estou ligando para oferecer o novo single do Iron Maiden. Há interesse?")
5. Cigarro (Boa tarde. Estamos com uma promoção exclusiva, pelo dia de hoje. O senhor pode comprar três pacotes de Marlboro em até 2x no cartão!")

12 de fevereiro de 2007

Here Comes the Sun...

“Disseram que hoje fez tanto calor, que as pessoas nas ruas imploravam aos policiais para que atirassem nelas.”
Al Pacino, em O Sucesso a Qualquer Preço

Pronto. Finalmente o verdadeiro vilão da nova geração foi escolhido: o aquecimento global. E parece que a coisa decolou mesmo. Na televisão, no rádio, na internet só se fala nisso. Já vi notícias sobre isso até mesmo no Ig, o que mostra que a coisa séria, já que eles jamais tirariam o espaço de uma notícia sobre a Ivete Sangalo com algo que não fosse realmente importante. Até mesmo o Al Gore – aquele que seria presidente dos Estados Unidos se não tivesse sido derrotado no tapetão – resolveu mergulhar de cabeça na coisa: lançou uma palestra que virou DVD e está cotado para o Prêmio Nobel. Ou seja, aquecimento global é o assunto quente do momento, com o perdão do trocadilho.

Na verdade – por mais que eu saiba que o assunto é sério – parece que a humanidade tem a necessidade de arranjar vilões apocalípticos. Nos anos 60, era o risco de o mundo acabar numa guerra atômica. Nos anos 80, foi a vez da poluição (e todos os males derivados dela, como os monstros toscos de Spectreman que ameaçavam Tóquio toda semana). E, agora, é o tal do aquecimento global. Esqueça o El Niño e Efeito Estufa, eles eram apenas free-lancers contratados para trabalharem enquanto um problema de verdade não fosse criado. Mas, agora, é oficial: por volta de 2080, todos nós vamos assar no fogo do inferno (ah sim, tenha em mente que o inferno vai ser aqui mesmo).

Não sei se a conta está certa, e, na dúvida, já comprei três bermudas e avisei ao meu chefe que me recuso a trabalhar de calça no meio do aquecimento global. Sim, porque muita coisa vai mudar com isso, já que os dias mais frescos do ano lembrarão qualquer cena de Lawrence da Arábia ou de Faça a Coisa Certa. Ninguém vai sair de casa sem passar seu Sundown 600 no corpo. Isso, claro, sem falar no que vai se vender de cerveja e ventiladores. Aposto que a Brahma e a Kaiser já estão brigando para ver quem será a patrocinadora oficial do aquecimento global.

Mas o legal mesmo é que o aquecimento global faz jus ao “global” do nome. Sim, porque enquanto os culpados da ameaça nuclear eram os russos (ao menos, de acordo com o cinema) e os responsáveis pela poluição eram os industriais gananciosos (ou o Capitão Feio, de acordo com as historinhas da Turma da Mônica), o aquecimento global, pelo que dizem por aí, é culpa de todos nós. É culpa sua, pois você é um alienado que está com o computador ligado e derretendo um pedaço da calota polar; e é culpa minha, já que eu sou um irresponsável que fumou dois cigarros enquanto digitava esse texto, esquentando um pouco mais o planeta. Aliás, finalmente entendi o ódio que a temível Gordinha do Greenpeace desenvolveu por mim. Tenho certeza de que, quando a coisa esquentar de vez, ela vai vir me procurar na porta da Fnac para tirar satisfações.

Eu, porém, acho que tudo isso nada mais é que uma vingança do Sol. Não, não vou cair naquele discurso partidoverdiano (neologismo mode: on) de que a natureza está se vingando do jeito que a humanidade cuida do planeta. Em minha opinião, o Sol, um dia, estava zappeando a TV num domingo a tarde e deu de cara com alguma reprise dos Teletubbies e aquele maldito Sol-Bebê deles (será que só eu tenho pavor daquele programa, que mostra aquele mundo apocalíptico e aquele desgraçado daquele Sol macabro?). Na mesma hora, o Astro-Rei se emputeceu – e com razão – e decidiu: “vou acabar com essa merda toda agora mesmo”. Colocou o Msn no ocupado, aumentou o termostato e colocou a tarefa “destruir a merda do planeta azul” como prioridade na sua lista de coisas a fazer.

Coloque-se no lugar do Sol. Você não ficaria puto?

Agora, agüenta. Chupa mundo. Vou comprar uma espingarda hoje mesmo, porque, a hora que a coisa esquentar de verdade, o homem irá retornar ao estado de barbárie pura. Não existirão mais leis, apenas calor e sede. E, quando os saques começarem, preciso estar pronto para defender o meu estoque de Coca-Cola e meu precioso ventilador com opção de três velocidades. Maldito calor. Maldito Sol-Bebê.

5 filmes indispensáveis para assistir durante o aquecimento global:

1. Mad Max – para estudar as estratégias dos saqueadores
2. Faça a Coisa Certa – como objeto de estudo social
3. Lawrence da Arábia – para aprender a como se vestir no deserto
4. Guerra nas Estrelas – para vermos que Tatooine tem dois sóis (caso clássico do “podia ser pior”)
5. Waterworld – para ter certeza que, mesmo prevendo o derretimento das calotas polares, o filme continua sendo uma bosta.

9 de fevereiro de 2007

Championship Vinyl ainda É Cultura

Acabei de receber uma ligação da leitora-professora universitária, que já havia usado esse blog como tema de uma de suas aulas – o que foi prontamente registrado aqui – afirmando que o Championship Vinyl novamente serviu de inspiração para a formação dos futuros profissionais do planeta.

Desta vez, o post utilizado foi A Era (sem graça) do Gelo, que serviu como tema para uma aula de Projeto de Produto. Meu texto foi colocado como o de um cliente insatisfeito (coisa que eu normalmente sou, o que atesta a sintonia da aula com a realidade) e os mancebos tiveram, como tarefa, criar pratos congelados que fossem do meu agrado. E parece que as jovens cabeças pensantes fizeram isso de forma que nem a minha mãe fez com tanto afinco, criando até mesmo o tão sonhado strogonoff de 800g. E com batata palha! Aliás, esse aluno ou grupo, com certeza merece pelo menos 8,0. Isso, claro, a não ser que tenham feito o escrotonoff (aka strogonoff de frango), o que acabaria merecendo uma advertência - quiçá um bilhete na agenda para os pais assinarem.

Porém, fiquei sabendo que muitos dos jovens estão começando a se emputecer comigo, porque meus textos estão começando a complicar demais o desempenho estudantil deles. Inclusive, parece que algumas ameaças de morte sobre minha pessoa já foram proferidas na universidade em questão. Sorry, crianças, o mundo é assim mesmo. Eu (o consumidor insatisfeito) aponto os erros e vocês (alunos de Projeto de Produto) resolvem para mim. É assim que funciona.

Resumindo: chega de tentar conseguir nota criando sabores novos de sopa e pães-de-forma em formatos diferentes! Acabou a moleza! Agora, começa a vida real! O consumidor insatisfeito está aqui, e está com fome! E que venha a picanha congelada, mal-passada e com gordura ("ao ponto" garante conselho de classe; "sem gordura" é DP direto)!

E me candidato, desde já, a ministrar palestras sobre meus famosos ovos com bacon.

Top 5 dicas para conseguir notas boas na matéria Projeto de Produto (ao menos, quando EU for o cliente insatisfeito)

1. Carne bem-passada é carne ruim.
2. Não sabe o que cozinhar? Segue a ordem de preferência de carnes: Bovino; Bovino novamente; Suíno; Galináceo; Passar fome; Aquático
3. Esqueça aquela bobagem de descobrir qual carne combina com vinho branco ou tinto. Todas combinam com Coca no gargalo.
4. Se é verde, nem se dê ao trabalho. Ninguém faz questão.
5. Se for se arriscar a fazer ovos com bacon, não use óleo - frite os ovos (pelo menos 3, ou o prato não será analisado) na gordura do bacon (pelo menos 5 tiras, ou o prato não será analisado).

6 de fevereiro de 2007

Injustiça Reparada

Se a vida fosse sempre justa, o John Bonham não teria morrido após beber 40 doses de vodka e o Led Zeppelin não teria acabado. Se a vida fosse sempre justa, o Paolo Rossi não teria saído da prisão para disputar a Copa de 1982 e o Brasil teria sido campeão. Se a vida fosse sempre justa, a obra do metrô de SP teria desabado justamente quando o Zé Dirceu (e só ele) estivesse passando por ali.

E se a vida fosse sempre justa, eu teria assistido a Pequena Miss Sunshine o ano passado e o filme teria entrado nesta lista aqui. E, sim, em primeiro lugar. Assisti somente esse final de semana - comecei minha corrida para ver todos os principais indicados antes da premiação - e já adianto que o filme é uma das obras mais ridiculamente deliciosas e sinceras que o cinema americano produziu desde E Sua Mãe Também (que é mexicano, para vocês entenderem o drama). Nem vou perder tempo contando a história. Como foi indicado a Melhor Filme, até o IG já deve ter uma sinopse por lá.

Aliás, saí do cinema com uma certeza: Pequena Miss Sunshine é feito com atores americanos, por diretores americanos, com grana americana, mas é, na verdade, um filme italiano. Só não sei ainda se dirigido pelo Ettore Scola ou pelo Mario Monicelli. Mas o roteiro certamente é assinado pelo Fellini. Ou, ao menos, alguns dos personagens foram criados por ele (provavlemente, durante as filmagens de Amarcord), como o avô viciado em heroína, o cunhado homossexual e suicida e o filho que sonha em entrar para a Força Aérea e decidiu que não fala mais com a família, só se comunicando por gestos ou escrevendo num bloco.



Simplesmente genial. Tão genial que merecia um post só para ele. Sérissimo candidato a entrar na lista dos meus cult movies - não entrou ainda apenas porque é muito novo e para ser cult, tem que ter uma certa idade.

Mas, certamente, já é responsável pela melhor frase do cinema dos últimos anos. Na cena em que eles são parados por um guarda na estrada, o pai encosta a Kombi na qual viajam no acostamento e pede ao resto da família:

– Finjam que vocês são normais.

É a típica frase que faz você querer sair do cinema, ir até a bilheteria e comprar mais um ingresso para poder assistir ao filme. Aquele que você tinha comprado, antes, você já gastou nessa cena.

E, já que falamos nisso, seguem, então, os MEUS 5 Cult Movies (lembrem-se que essa lista muda de tempos em tempos. Pequena Miss Sunshine, como visto acima, não entra. Ainda. )

1. A Dança dos Vampiros - É o MEU filme. Não dá para tentar explicar minha relação com o filme, ou contabilizar o número de vezes que eu o assisti. Vocês ficariam assustados, é quase um caso de autismo.

2. Três Homens em Conflito - Talvez o filme mais sujo feito na história do cinema - até a música-tema é suja. Mas quer cenário melhor para Clint Eastwood, Lee van Cleef e Eli Wallach saírem se matando? Ah, e coloquei esse título por uma questão de formalidade. Para mim, o nome sempre será O Bom, o Mau e o Feio.

3. Blade Runner - O Caçador de Andróides - é o filme cult por excelência, especialmente para quem se propõe a fazer uma lista de filmes cult. Mas periga perder umas posições na lista, por que é tão cult, tão cult, que acabou virando pop.

4. Assassinato por Morte - Outro que veio da minha infância. Só o Alec Guiness fazendo o mordomo cego já é melhor que tudo o que digníssimo Ponte Preta fez em toda sua carreira, somado e multiplicado por 2.

5.O Jovem Frankenstein
- Disparado, o melhor filme de Mel Brooks - que não aparece aqui. E, sinceramente, nem precisava. Aliás, com só o Igor (pronuncia-se "Áigor") de Marty Feldman, não precisava mais nada, mesmo.