19 de abril de 2012

Rob Gordon X Fã de Titanic


Muita gente sabe que eu passei mais de dez anos trabalhando nos mercados de cinema e vídeo, escrevendo sobre o tema. Mas o que pouca gente sabe é que antes mesmo de eu trabalhar com cinema, eu já trabalhava com cinema.

Explico: além de ser monitor de história de cinema na faculdade, eu trabalhava aos finais de semana como indicador de filmes em uma conceituada rede de locadoras paulista – talvez a mais conceituada de todas. Assim, se você quisesse me achar aos sábados e domingos, bastava ir até a loja da Avenida Paulista (que ainda existe, por sinal) e me procurar ali.

Antes de continuarmos, cabe falar um pouco sobre o cargo de indicador de filmes. Era difícil, mas extremamente divertido – afinal, eu era obrigado a resolver os, digamos, problemas cinematográficos da loja.

Assim, eu atendia desde redações de grandes jornais que procuravam filmes para ilustrar suas matérias, até clientes que queriam descobrir qual era o filme que ele havia assistido na televisão três anos antes, e não lembrava o título, o nome dos atores e, às vezes, nem mesmo o assunto.

Isso aconteceu no ano de 1998.

Isso aconteceu no ano em que Titanic foi lançado em vídeo.

E se hoje você tem vinte e poucos anos e tem apenas vagas lembranças de Titanic, acredite em mim: o filme foi grande. Aliás, o filme foi muito grande, maior do que qualquer coisa que exista hoje. Acredite em mim. Inclusive, vem daí o ódio que as pessoas têm até hoje pela música tema do filme, cantada pela Celine Dion.

Naquela época, as coisas funcionavam assim: você ia escovar os dentes e, ao abrir a torneira, não saía água, mas sim:

Near... Far... Wherever you are...

Aí você fechava a torneira correndo e corria para outro banheiro, com a escova de dente na mão. Abria a torneira e, mais uma vez:

I believe..Tthat the heart… does go on…

E isso não acontecia somente nas torneiras, mas em tudo, desde geladeiras até fogões, passando, evidentemente, por rádios e televisões. E isso não apenas com a música, mas com o filme em si: para qualquer lado que você olhasse, lá estava um pôster do Leonardo Di Caprio com uma multidão de adolescentes ensandecidas ao redor. E a maldita música, claro, saindo de algum bueiro.

Era a Titanicmania.

E quis Deus que eu trabalhasse na locadora quando o filme foi lançado em vídeo. Quem frequentava locadoras na época deve se lembrar da caixa que vinha com duas fitas VHS e mais uma porção de mimos (tipo uma película do filme) e, claro, uma turba de pessoas atrás, desesperadas para comprar sua cópia, feito refugiados de uma guerra civil em busca de um saco de arroz.

Foi uma semana enlouquecedora. De cada dois clientes que eu atendia, um queria uma cópia de Titanic. Até aí, tudo bem. O problema eram os carentes, que não satisfeitos em comprar o filme, precisavam me explicar porque ele era o maior filme da história, em explanações que duravam de dez a quinze minutos.

E meu saco enchendo.

E, se existe uma regra infalível no planeta é que todo saco que enche um dia arrebenta. E isso vale para qualquer coisa. Seu saco pode estourar com seu chefe, com sua namorada, com seus pais, com a testemunha de Jeová que toca sua campainha às sete horas da manhã no seu único dia de folga. Já deve ter acontecido com você.

Comigo aconteceu com o cara que queria o pôster do filme.

O filme já havia sido lançado há uns quatro ou cinco dias quando ele entrou na loja. Era mais velho que eu, com algo entre 25 e trinta anos. E comprou três cópias do filme – explicando que uma era dele e as outras eram presentes. Eu o tratei como um cliente qualquer até a hora do pagamento.

Eu estava no caixa e, logo atrás de mim, havia um pôster do filme. O Titanicboy colocou os olhos no pôster e seus olhos brilharam.

E meu sentido de aranha disparou, pressentindo o perigo.

- Será que você não pode me dar o pôster do filme?

Não, eu não podia. A rede de locadoras tinha uma política de não dar pôsters aos clientes. No que dependesse de mim, eu entregaria os posters – eu mesmo consegui muitos nas locadoras perto de casa – mas como era ordem superior, ninguém discutia. Não se davam posters e pronto. E foi o que eu expliquei para o cara.

- É que eu adoro este filme, foi a resposta dele.

- Eu sei, mas é que a empresa não permite que os clientes ganhem posters. Sinto muito.

Ele não se deu por satisfeito. Aparentemente, o amor dele pelo filme do James Cameron deveria contar mais que a política da empresa – e, por consequência, que o meu emprego. Assim, ele insistiu.

- Mas eu estou levando três cópias do filme. Você não acha que eu mereço?

E a fila de clientes atrás dele crescendo. Por mim, eu teria respondido que “não, você não merece”. Porque, sejamos sinceros, se ele estivesse falando dos dois primeiros O Exterminador do Futuro ou de Aliens – O Resgate, eu teria tentado entregar o pôster para ele.

Não, minto. Se fosse qualquer um destes filmes, eu já teria roubado os posters para mim, mas mesmo assim eu concordaria com ele. Agora, de todos os filmes do Cameron, você escolheu Titanic? Não cara, você não merece. Mas claro que eu não respondi isso. Apenas fiz minha melhor cara de Clint Eastwood em Os Imperdoáveis e respondi:

- Merecer não tem nada a ver com isso. A questão é que eu tenho ordens de não dar posters aos clientes.

- Você não está entendendo! Eu preciso deste pôster! Este é o filme da minha vida!

- Então tenho certeza de que você vai conseguir o pôster em algum outro lugar.

E a fila de clientes crescendo.

E meu saco enchendo.

Ele abriu a carteira para pagar – eu dei um passo para trás, com medo da música da Celine Dion sair dali também, mas felizmente ele tirou somente o cartão do banco. Contudo, ele não havia desistido.

- Se eu levar mais uma cópia, será que...

- Olhe, tem uma locadora aqui na rua de trás. Tenho certeza que lá você consegue o pôster.

- Mas eu não entendo... O pôster está logo aí atrás de você.

- Sim, e ele ficou bom ali. Vamos deixar ele ali mesmo?

- Eu preciso deste pôster!

- Certo. Mas isso não altera as normas da empresa.

- Eu amo esse filme!

A fila de clientes crescia a cada minuto. E alguns deles já olhavam para mim, me culpando pelo caixa estar ocupado há cinco minutos com somente um cliente. Aposto que metade dos clientes achava que era um funcionário em treinamento; já a outra metade devia achar que eu era débil-mental. E todos eles deveriam estar com vontade de me matar. Eu precisava dar um jeito naquilo.

- Olhe, eu entendo que você gosta bastante do filme, mas eu realmente não posso dar o pôster para você. Sinto muito.

- Para começo de conversa, você sabe quantas vezes eu assisti ao filme no cinema?

Meu Deus.

- Não. Quantas?

- Sete!

- Sete vezes?

- Sete vezes!

- Que engraçado. Você precisou de tantas vezes assim? Porque eu assisti uma só, e entendi tudo.

- Como assim?

- Sim, não precisei ver sete vezes. Na verdade, eu achei o filme bem fácil de entender. O vilão é o iceberg, não é? Você chegou a entender esta parte?

- Rob!

Evidentemente, não foi ele quem gritou isso, mas sim minha gerente. Minutos depois, eu estava nos fundos da locadora – outro funcionário terminou de atender o sujeito – levando um esporro maior que o Titanic. E ela disse que eu não deveria ter falado aqui ao cliente, que era falta de respeito, que não importava se ele era insistente. Eu nem tentei argumentar. Ela tinha razão. Mas, ao final da conversa, eu me virei e disse:

- Mas a resposta foi boa, né?

Ela começou a rir.

- Foi. Admito que foi.

Eu ri de volta e voltei correndo para o balcão.

Afinal, a música da Celine Dion já estava tocando novamente, o que certamente queria dizer que as postas da locadora haviam se aberto para mais uma dezena de clientes queriam sua cópia de Titanic.

E hoje eu me pergunto... Quantas vezes será que este sujeito já assistiu a Titanic 3D?

46 comentários:

Rayssa Lira disse...

Acho que com a tecnologia 3D ficou mais fácil pra ele entender o que acontece no filme e chuto que ele assistiu ums 3 vezes.

Rob Gordon disse...

Rayssa:

Três vezes deve ser suficiente. Afinal, com o 3D o iceberg fica maior e mais perigoso. Mas seria mais fácil para ele se o iceberg estivesse no poster com uma cara ameaçadora e vestido de negro!

Beijos!

Rob

gilgomex x disse...

Não falei? Não falei? Taí ó... jamescameroniano!!!!!

Rob Gordon disse...

Gomex:

Na mosca!

Abraços!

Rob

Elise disse...

Eu era uma pré-adolescente inocente, pura e besta quando ele estreou. Por inocente, pura e besta entenda-se "chorou de soluçar quando o Jack afundou nas profundezas do Atlântico". Mas eu só vi uma vez, e mesmo sendo pirada pelo Leo Di Caprio na época, ainda assim assistir o filme mais de uma vez parecia demais pra mim.
Agora que ele saiu em 3D... então, tenho coisa melhor pra fazer, hehehehehe.

Natalia Máximo disse...

Quando Titanic foi lançado em VHS, eu tinha uns 7, 8 anos, e lembro até hoje de ter que rebobinar a fita, trocar e tals... Bons tempos...

Mas sério, tô me acabando de rir de imaginar a cara de desespero desse rapaz ao saber que não podia levar o pôster HAHAHAHAHAHA
E, realmente, ótima resposta!

Rob Gordon disse...

Elise:

Na verdade, eu não tenho nada contra o filme em si. Lembro que quando eu assisti nos cinemas (também vi uma vez só), acheo o filme "ok", e bem longe de justificar aquela comoção toda. E eu até tenho vontade de ver em 3D, não apenas para ver se a transformação foi boa (e deve ser, porque é Cameron) e para matar a saudade dos anos 90.

Mas, meu problema mesmo era com o babaca que não entendia que eu não lhe dava o poster porque não podia, e achava que o amor dele pelo filme poderia mudar isso.

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Natália Maximo:

Agora eu fiquei meio deprimido... Acho que eu rebobinei mais fitas do que assisti a DVDs - e olhe que eu assisti a muitos e muitos DVDs. Eu realmente sou velho. :)

Beijos

Rob

WickedLeel disse...

Eu teria colocado a gerente na roda. Queria ver como ela iria se sair dessa. rs
Nem preciso dizer que me mijei de rir com o lance da música saindo de tudo que é buraco. :P

Hydrachan disse...

A única coisa que me lembro da primeira vez que assisti Titanic, foi do diálogo entre eu e meu amigo durante a cena em que o navio fica na vertical e as pessoas começam a cair, batendo nas paredes, grades e mastros:
Meu amigo: "Olha... Não parece Pinball?";
Eu: "É... Até o barulho é igual."

Bons tempos de ir assistir filmes no cinema por pura falta do que fazer. XD

Bjs!

Claudia Iarossi disse...

E eu me pergunto se o sujeito conseguiu o poster em algum outro lugar.
Adorei sua resposta...kkkkk

Dani Cavalheiro disse...

Eu tinha 9 anos quando o filme foi lançado, lembro dessa comoção toda, claro que com outra dimensão de tudo. A professora da escola levou a trilha sonora e gastou uns bons tempos de aula com aqueles instrumentais. Um saco!
E no ano seguinte, quando saiu em VHS, eu já tinha me mudado pro RJ (nasci em São Paulo), e a família era fascinada com Titanic. Alugaram, e foi um evento: todo mundo se reuniu pra assistir, uma farra. Um primo mais palhaço ficava imitando gritinhos de menina toda vez que o DiCaprio aparecia na tela, os mais novos (incluindo eu) deram tchauzinho naquela cena inicial, quando o navio parte. Foi divertido.

Sua resposta foi sensacional!

Eu assisti o 3d, e nem achei muito bacana (que ninguém me jogue pedra por isso). Assisti boa parte sem os óculos, até.

Beijos!

Ana Claudia Savini disse...

Eu já era adulta quando vi o filme no cinema. Ler os comentários anteriores fez eu me sentir velha... As pessoas se acabaram de chorar e eu não derramei nenhuma lagriminha (Mr. Freeze mode: on).
Eu gostei bastante na época, mas mais pelo tema (tragédia com milhares de mortos) e pelos efeitos especiais.
E a Celine Dion entra fácil no meu top 5 "mulheres cantoras que eu ODEIO".

Hanna disse...

Ainda bem que naquela época processar não era moda :P

Infinito disse...

Aaahhh! Foi o Icebeeeerg! Agora faz sentido!

Brincadeiras à parte, minha prima foi ver o maledeto filme sete vezes também, e chorou em todas as vezes.

Já viram um meme "ciência vs. Rose" ou "ciência vs. Titanic" que mostra que naquela budega de madeira cabiam ela e o Jack?

Varotto disse...

Como eu já te disse, eu sou um dos poucos aliens que nunca viram este filme. E nem é por falta de oportunidade, já que há algum tempo comprei uma edição especial em DVD, mais pela edição para a coleção do que pelo filme, e, até hoje, não tive o ímpeto de pegar o filme para assistir.

Não sei... talvez o que tenha me afastado seja o fato de ser uma história muito complexa. E se eu não entendesse o filme? Mas agora que você fez o favor de me contar o final e dizer que o assassino é esse tal de Rosenberg, nem sei mais se vou assistir...

Infinito disse...

@Varotto

Passei pela mesma situação no filme "A Paixão de Cristo". Falaram na fila do cinema que o protagonista morre...

Otavio Oliveira disse...

Ta bom, eu confesso, adoro Titanic.

Mas, veja bem, foi o segundo filme que eu vi no cinema na minha vida.

É, eu morava numa cidade pequena que não tinha cinema. fecharam um teatro antigo para exibir o filme. Só faziam isso com ~grandes estreias~

então significa mta coisa.

Rob Gordon disse...

WickedLeel:

Quanto a colocar a gerente na roda... Bem, ela era gerente. Chefes não precisam passar por algumas coisas, justamente porque eles são chefes. Sad, but true.

Já a respeito da música saindo de tudo quanto é buraco... Hoje isso pode ser engraçado. Em 1997 / 1998 não era legal, não - porque, vai por mim, eu não estou exagerando!

Rob

Rob Gordon disse...

Hydrachan:

A sacada do pinball foi genial! E ter tempo para ir ao cinema somente por não ter o que fazer... Que sonho!

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Claudia:

Com certeza ele conseguiu. Eu deveria ter falado mais sobre o olhar maníaco do sujeito... Ele não ia desistir tão fácil!

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Dani:

Você falou dos gritinhos adolescentes e eu lembrei de quanto vi o filme nos cinemas - se eu não me engano, foi no Shopping Paulista. Naquela famosa cena em que o Di Caprio desenha a Kate Winslet, tem um close tipo Sergio Leone nos olhos dele. Exatamente nesta cena, uma menina - que estava acompanhada de umas duas amigas e não deixava ninguém ver o filme em paz - gritou:

- Gente, o que é esse olho?

E eu imediatamente gritei de volta:

- Gente, o que é essa vaca?

O cinema inteiro veio abaixo e a menina não abriu mais a boca até o final da sessão.

Beijos!

Rob

PS - O 3D nem vale a pena, então?

Rob Gordon disse...

Ana Claudia:

Eu lembro de ter achado o filme "ok", porque todo mundo tinha colocado tanta pilha que era o maior filme de todos os tempos que eu entrei no cinema certo de que ele iria mudar minha vida. Quando o filme acabou, eu pensei: "mas é só isso?".

E, sim, nós somos (bem) velhos.

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Hanna:

Se fosse, eu teria me ferrado, fácil! Mas teria valido a pena do mesmo jeito - além disso, qualquer coisa, eu podia alegar insanidade temporária. :)

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Infinito:

Foi o iceberg sim! Agora tudo se encaixa, né?

Eu nunca vi esse meme, mas me lembro de outro, nos primórdios da internet, que era algo como "XX Razões que Star Wars é Melhor que Titanic". Tinham duas que eu lembro até hoje:

- Princesa Leia se disfarça de caçadora de recompensas e invade o palácio do Jabba para salvar Han Solo; Rose deixa Jack morrer.

- Han Solo teria desviado daquele iceberg de olhos fechados (essa eu passo mal de rir até hoje)

E sim, eu sempre me perguntei porque eles nem tentam ficar juntos em cima daquela tábua, ou porque ele não pega outra coisa para boiar, já que estavam no meio de um mar (sem trocadilhos) de destroços!

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Varotto:

Você deve ser o único ser no planeta que nunca assistiu ao filme. Mesmo assim, você parece manjar do assunto, já que desenterrou a piada do Rosemberg, que foi criada nos anos 40. :D

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Otavio:

O segundo filme que a gente vê no cinema, a gente nunca esquece - e vai sempre adorar, indendependente de qual ele seja.

Dúvida: qual foi o primeiro?

Abraços!

Rob

Michele disse...

Rob, se quiser matar a saudade dos anos 90, american pie estreou hoje no cinema.

sobre titanic: ô filminho chato, viu? mas pelo menos essa desgraça de música serve pra ensinar "opposites" com seu "near... far..."

sobre posters: eu tbm vivia indo nas locadoras de santos e conseguindo posters. cheguei a ter mais de 50 em casa... de vários tipos de podreiras e filmes bons. e era amiga de quase todos os atendentes de locadoras.
aliás, eu queria trabalhar em uma locadora quando era adolescente. *-*

se n pagassem tão mal(consegue ser mais baixo q o salário de professora!), eu até seria... deve ser mt massa trabalhar com filmes *-*

Michele disse...

e eu ia esquecendo...

sobre ver um filme VÁÁÁRIAS vezes no cinema... eu tbm já ví um. n foi titanic(visto q nem me dei ao trabalho de ver no cinema esse... preferi ver pânico ou pânico 2, algo assim). foi power rangers e eu ví 9 vezes =)

(ok, pode zuar)

Dani Cavalheiro disse...

Rob, cada dia mais sou sua fã! "Gente, o que é essa vaca?" foi ÓTIMO!

Olha, na minha humilde opinião, não valeu. Nem "o cara" do filme, o iceberg, fica majestoso nesse 3D. Foi beeeeem simplesinho, viu?

Beijos!

Rodrigo disse...

Por que será que as pessoas acham que repetir as coisas mudam alguma coisa? Por exemplo, cliente chega e pede um produto, atendente diz que não tem, cliente diz "Ah, é que eu queria esse produto sabe..."
As pessoas esperam que o atendente, por conta desse comentário, vá dar um jeitinho (o "jeitinho brasileiro")? Vai conseguir o produto por mágica. Ou as pessoas só pensam que é má vontade mesmo?

E ótimo texto, como sempre. Ri muito da situação.

Lilian disse...

Rob, essa WickedLeel era eu, usando outro email (nem percebi que tinha logado com meu username alternativo, rs).

Então, tipo, eu vivi essa época MUITO bem. Tive o maior trauma ever de idas ao cinema porque não conseguia ouvir o filme por causa daqueles adolescentes retardados. Só voltei a ir ao cinema quando mudei de cidade, muitos anos depois.

Dei risada justamente porque era desse jeito mesmo - só a minha mente que não foi tão longe pra imaginar a música saindo da torneira. HAHAHAH

Pra mim, gerentes deveriam resolver os pepinos que os funcionários comuns não conseguem resolver. Just saying. rs

Mari disse...

kkkkkkkkkk é verdade a música saia de qq canto, acho que nem a celine dion gostava mais da música hahha

Camila disse...

Esses dias eu disse para um aluno que eu tinha as duas (!!!) fitas VHS de Titanic e ele me perguntou, abismado: "Meu Deus, quantos anos você tem?"

Me tirou para velha, mas tudo bem.

Acho que por ter assistido o filme várias vezes (não por escolha própria, claro) não me interessei em assistir a versão 3D. O filme é bom, foi uma super produção quando lançado pela primeira vez, mas né, ok, já chega.

E um palpite sobre o cliente fã de Titanic: ele deve ter assistido umas 10 vezes só para admirar a qualidade da imagem 3D.

Rob Gordon disse...

Michele:

American Pie... Eu gostei do primeiro, mas somente por resgatar aquele clima de comédias adolescentes dos anos 80 (tipo Porky's, Loucademia de Polícia etc). E, olha, trabalhar com filmes é muito, muito trabalhoso... Mas é demais! :)

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Michele:

Power Rangers?

Rob Gordon disse...

Michele:

NOVE vezes? :p

Rob Gordon disse...

Dani:

E juro que o "gente, o que é essa vaca?" foi de bate pronto, não foi planejado!

Quer dizer então que o 3D não vale a pena? Mas a transição pro 3D, ao menos, está boa?

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Rodrigo:

Isso que você apontou é um dos maiores males dos tempos modernos. As pessoas acham que a vida é tipo um programa de fidelidade, no qual você precisa juntar pontos. Assim, a cada vez que você repete o que quer, você ganha um ponto. Quando você junta cinco pontos, a resposta da pessoa irá mudar e você conseguirá o que precisa.

Agora, que gente que pensa assim enche o saco nem se discute!

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Lilian:

Então era você? Descobrimos sua identidade secreta, agora!

Agora, você tem razão quando diz que o gerente do cinema deveria resolver estes problemas. Mas o pior é que os "adolescentes retardados" que frequentavam os cinemas por causa de Titanic se multiplicaram, e agora eles estão em qualquer cinema de shopping nas sessões de filmes da moda, incomodando todo mundo - e, claro, os funcionários do cinema continuam sem fazer nada a respeito.

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Mari:

Ninguém mais conseguia ouvir a música. E quanto mais as pessoas não aguentavam a música, mais ela tocava. :/

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Camila:

Eu fiquei curioso para ver o 3D, mas iria ver de novo somente para isso. Sabe, acho que o grande problema de Titanic era a expectativa criada... Como todo mundo falou que era o melhor filme da história, eu acabei indo ao cinema com a expectativa de que fosse um filmaço. E, quando acabou o cinema, as luzes se acenderam e eu pensei: "pô, mas é só isso?"

Beijos!

Rob

Kel Sodré disse...

huashuashaus Adorei a imagem da música da Celine Dion saindo das torneiras, das geladeiras, dos poros das pessoas etc etc etc. Realmente, na época, parecia que todo e qualquer orifício da galáxia tocasse essa música! rsrs

Seu post me fez lembrar uma história bonitinha. Eu fui ver Titanic no cinema e lembro que, mesmo sendo adolescente na época, achei o filme "ok". A época de lançamento das fitas (era um box com DUAS porque o filme era GIGANTE!) foi mais ou menos na época do meu aniversário. E meu pai - que nunca me comprou presente de aniversário NA VIDA - me deu as fitas de presente. Eu nem tinha gostado tanto assim do filme, mas ele foi tão bonitinho de ter comprado o presente pra mim que, mesmo errando, eu adorei. E assisti depois mais umas vezes, só pra mostrar que eu tinha gostado e pra ele ficar feliz. Essa historinha de família me comove até hoje. Meu pai... me comprando presente. Me comove. :)

Rob Gordon disse...

Kel:

Sua história é melhor e mais emocionante que o roteiro do filme! :)

Beijos!

Rob

Ulisses disse...

Ué? O vilão foi o iceberg? Puts, vou ter que assistir de novo então. Tu tem o filme ai pra me arrumar? =p

Rob Gordon disse...

Ulisses:

Tenho sim! Desta vez, você assiste sabendo que o iceberg é o vilão, verá como o roteiro faz sentido, sim! :)

Abraços!

Rob