10 de janeiro de 2010

Love, Love, Love

Existe algo que não tenha sido dito ainda sobre o amor? Duvido.

Afinal, ao longo dos séculos, a humanidade teve incontáveis poetas que transformaram suas paixões – normalmente impossíveis – em verso e prosa; músicos que transformaram seus sentimentos em sons, sons esses que embalam outros milhões de apaixonados mundo afora; e até mesmo cientistas que dedicaram suas vidas a decifrar as reações químicas que o amor causa em nossos cérebros.

E, claro, existem os amantes. Pessoas comuns, como eu e você, mas que, em determinados momentos da vida, entendem mais sobre o amor que qualquer artista ou estudioso. Porque, em determinados momentos, o amor é tudo o que temos. Ou melhor, é tudo que somos. Respiramos, comemos e bebemos amor; saímos da cama pela manhã e voltamos para ela, à noite, sem parar de pensar por um minuto sequer na pessoa amada.

E não estou falando de paixão. Paixão é algo que beira o obsessivo. Na paixão, você não consegue trabalhar nem estudar direito, pois consegue se concentrar apenas naquela pessoa. Com o amor é diferente: você faz todas suas tarefas, paga todas as suas contas, almoça, sem pensar ininterruptamente sobre a pessoa, porque a pessoa está ali, ao seu lado, em absolutamente tudo o que você faz. Paixão é posse; amor, paz.

Claro que todo amor tem seus momentos de batalha. Afinal, para conseguir a paz, é preciso estar preparado para a guerra. E a guerra virá, tenha certeza disso. E elas têm até nome: as batalhas dos ajustes. São arestas que precisam ser aparadas, diferenças que precisam ser contornadas; sonhos que não têm nada em comum.

Talvez os únicos casais que não briguem jamais sejam aqueles das antigas animações da Disney. Mas o custo disso é muito alto. Não consigo imaginar a Branca de Neve e seu Príncipe tomando um porre juntos, muito menos a Cinderela ou o Príncipe dela brigando por causa do dinheiro do aluguel. Eles são perfeitos demais para viverem de verdade, ou amarem de verdade. E aposto que na primeira briga os casais da Disney iriam se desfazer, com advogados entrando na jogada e discussões como “metade do castelo é meu, e não abro mão disso. Mas você pode ficar com aqueles cavalos imundos”. Sim, na primeira briga. Eles são perfeitos demais para entender que amar é, antes de tudo, ceder.

Mas, depois das guerras, vem a paz. Isso, claro, se os amores forem verdadeiros. Sim, amores, pois é preciso que ele seja verdadeiro dos dois lados. Se paga o aluguel de um jeito, arruma-se isso ou aquilo e as coisas voltam a se acomodar. E, entre momentos de guerra e momentos de paz, quando se vê, passaram-se anos e ainda estão juntos, matando um leão por dia. Mas o que importa é que matam o leão junto, independente de um preferir espingarda e o outro gostar de arco e flecha.

E já vi guerras feias. Alguns anos atrás, o casamento de um amigo meu esfacelou. Fui até a casa dele – não lembro se era natal ou réveillon – e o apartamento estava todo destruído. Armários virados, coleções espalhadas pelo chão. Senti-me andando em Kosovo. Claro que isso não é padrão – nem no âmbito dos meus amigos, nem na vida deste casal em questão – e sim uma situação extrema.

A mulher dele estava na praia – o que era bom sinal, já que tenho ingerência sobre meus amigos e não sobre as esposas deles. Catei meu amigo pelo braço e fomos até um Frans Café, onde dei-lhe um esporro do tamanho do mundo. Estão juntos até hoje. Não pela bronca que dei, mas porque o que sentiam era verdadeiro. Cederam.

Amar é ceder.

Amar é perdoar. Amar é tentar entender. E, sim, em alguns momentos, amar é fazer merda, é errar. Não estou falando de sacanear, estou falando de errar. Quem sacaneia é filho da puta, pessoas normais erram.

O amor é muita coisa. Como John Lennon disse certa vez, “o amor é mais que apenas ficar de mãos dadas”. E saber isso é um dos segredos de tantos casais que, à primeira vista são improváveis, mas que resistem a tudo, durante anos e anos.

E por que estou falando tudo isso?

Porque já faz tempo que, andando para lá e para cá na internet, vejo blogs dando dicas de como as pessoas podem melhorar seus relacionamentos. Admito que algumas são interessantes, mas a maioria é sempre “converse mais”, “respeite a opinião do outro”, “saiba dividir o espaço” e aquelas pílulas de almanaque.

Isso, claro, sem falar nas clássicas “saiba que nenhum relacionamento será eterno” ou “o amor não dura para sempre”. Sim, a maioria dos relacionamentos não dura para sempre, mas você pensar dessa forma é assumir a postura Jamaica-em-Copa-do-Mundo (algo como “se a gente chegar até as oitavas de final já está de bom tamanho”). Olhe, me desculpe, mas eu preciso acreditar e querer que meu relacionamento seja eterno desde o primeiro dia. E se eu não acredito nisso, é sinal de que não quero muito aquele relacionamento.

Entretanto, não vou discutir o conteúdo destas supostas dicas de como melhorar seu relacionamento, mas sim a proposta em si.

Sempre que leio algo assim em um blog, tenho o impulso de mandar um comentário perguntando “vem cá, e o que gabarita você a dizer essas coisas e a dar dicas sobre esse assunto?”. Afinal, se eu estiver lendo o blog de um psicólogo especialista em relacionamentos, é uma coisa. Agora, encontrar esse tipo de coisa em blogs de pessoas comuns, que, teoricamente, entendem o mesmo– ou, se bobear, menos – que eu sobre relacionamentos...

Não, comigo não cola.

Tudo bem, um blogueiro, como qualquer outra pessoa, já deve ter amado, sofrido e ter sua carga de experiência a respeito disso. Mas isso, sinceramente, não quer dizer nada. É o mesmo que eu esperar que o porteiro do meu prédio saiba como o mecanismo interno da fechadura eletrônica funciona, baseado no fato de que ele abre o portão o dia inteiro. Não, não. Quem sabe é um engenheiro que estudou para isso.

Não sei, acredito que da mesma forma tem gente que acha ser técnico de futebol em época de Copa, ou se comporta em diretor de cinema no dia do Oscar, existem pessoas que acreditam entender mais de relacionamentos que as outras, talvez porque tenham passado por muitos relacionamentos. São os equivalente ao Professor Ludovico, da Disney – aquele personagem que é perito em tudo, se intitulando “perito em ser perito”.

Então, deixo um raciocínio às pessoas que colocam este tipo de coisa no blog: se você tem experiência, é porque passou por muitos relacionamentos, certo? E, se foram muitos, é sinal de que, teoricamente, eles não foram particularmente bem-sucedidos, confere? Então, como o único elemento em comum a todos eles é você, não é provável que os problemas de todos eles estejam em você?

E, vou além: se o problema dos seus relacionamentos está em você, você deveria estar lendo dicas, e não as dando por aí, na internet? Aí caímos no ditado do “quem sabe faz, quem não sabe ensina”. Ou você quer apenas parecer uma pessoa madura e bem resolvida aos olhos dos seus leitores? Se sim, sinto informar, mas seus problemas não são a respeito de relacionamentos, mas sim psicológicos.

Enfim, se eles podem, eu posso também. Afinal, a cada vez que blogueiros colocam dicas sobre relacionamento em seus blogs, deixam claro que não existe necessidade de estudo para isso, basta apenas um pouco de vivência e escrever de forma razoável. E isso eu acredito que tenha. Então, eu posso dar dicas também.

Mas não vou ficar aqui cagando regras como “converse com o parceiro”, “discuta os problemas”, “saiba ouvir o outro”. Sempre me orgulhei do meu blog não ser clichê e isso não vai mudar agora.

Assim, eu dou apenas um conselho a respeito de relacionamentos:

Mude a forma como você ouve suas músicas.

Não entendeu? Eu explico. Temos o hábito de ouvir músicas românticas nos imaginando no lugar de quem canta. Assumimos o papel de personagem principal daquela música, e sofremos e amamos com cada verso. Agora, você já experimentou ouvir a estas músicas colocando a pessoa que você ama no papel central, e você como “objeto de desejo”?

Quando você está num relacionamento, qualquer coisa que você faz tem conseqüência na vida da outra pessoa. E é sempre bom se lembrar disso, especialmente porque às vezes nos preocupamos mais com as conseqüências que as coisas que o outro faz terão nas nossas vidas.

E, sinceramente, não existe modo melhor de se lembrar disso do que se colocar no lugar da pessoa que você ama, tentando entender como ela pensa ou se sente.

E músicas podem ajudar nisso.

Um exemplo: ouça esta música aqui e imagine a pessoa que você ama falando tudo isso para você. Duvido que você, ao menos, não pense um pouco sobre as coisas que você faz e, principalmente, sobre a forma que as faz; e, claro sobre as responsabilidades que você tem na vida daquela pessoa, e a respeito de tudo o que vocês construíram juntos.



Ou seja, a única dica que eu tenho para dar a vocês é: importe-se com a outra pessoa. E algo me diz que vocês nunca teriam precisado entrar neste blog, muito menos ler este texto, para saber isso.

Porque quem ama, sabe.

29 comentários:

Dani. disse...

Ai, Rob, vc me faz suspirar, sabia?
Eu amo, então significa que eu faço concessões. Mas elas não são nada em comparação com o que a gente ganha em troca, que é uma vida ao lado de quem se ama e que ama em troca.

Lindo, como sempre...

Dani. disse...

O comentário ficou um pouco confuso, mas deu pra entender...

Daniel disse...

Ola, td bem? Espero que sim e gostaria de dizer que ficou bem colocado as suas perspectivas em relação ao amor. É bem próximo ao que vc escreveu, já que, é impossível decifrarmos corretamente essa reação química milenar. Um abraço!

[Pulga] Anderson Ferreira disse...

A Paixão realmente é problemática. Tempos atrás deixei de ir para o colégio militar - vaga pelo sorteio - pois meu colegio era horrível. Dei a vaga, pra continuar na sala de uma garota. E então? Uma semana depois ela estava beijando um cara marombado , uns 2/3 anos mais velho. Mas... Eu sou um nerd. Sou realmente sedentário, deixo de ir para shoppings para assistir documentários com meu pai, ao inves de jogar futebol fico lendo quadrinhos, e a atividade "mais social" que eu pratico é o rpg. Se foi por isso? Pode até ser, mas ele era um babaca do ensino médio que só tinha musculo. Quem dera, como diz no The Big Ban Theory, a verdade fosse : "smart is the new sexy".

Mas foi uma paixão escolar. Ta certo, durou 5 anos (OMFG!) mas eu superei. Porém, tenho uma dificuldade extrema em falar com uma garota - o que eu vou falar? De crepusculo? Eu assisto Battlestar Galactica! Stephen Meyer? Por que não falar de Grant Morrison?
Um ano depois do acontecimento tive um sonho com uma garoto que nunca vi na minha vida, numa piscina. Era perfeita. Sabe o Dom Quixote falando de seu amor por Dulcineia? Pois é, eu a amei. Tentei sonhar de novo com ela, mas não consegui. Fruta que partiu não? FAIL.

Eu sou um cara romântico, pena que sou timido - e magrelo. Mas não acho isso um problema, acho que o pensamento das garotas de hoje em dia (correção : algumas) são fúteis demais.

Ei Rob, sabe a garota que você falou que viu comprando um cd de rock? A única que achei assim foi uma otaku (hard mesmo, que tinha ritual para encarnar os personagens). A outra? Conhecia Sweet Child O' Mine apenas, e o resto é puro Sertanejo.

Enfim...CARACA! É incrivel como estou me derretendo como um imbecil aqui como se você fosse meu psicanalista. Mas é isso cara, depois deste post e do meu comentário desesperado vou ouvir Let It Be pra chorar (ok, brinks... talvez Yesterday sirva haha).

Abraços.

[Pulga] Anderson Ferreira disse...

Rob, acho que também tem um "por que acontece comigo". Mas é diferente... Mas realmente, a humanidade não deu certo - ou encontra-se perdida.

Nadia disse...

"...se você tem experiência, é porque passou por muitos relacionamentos, certo? E, se foram muitos, é sinal de que, teoricamente, eles não foram particularmente bem-sucedidos, confere? Então, como o único elemento em comum a todos eles é você, não é provável que os problemas de todos eles estejam em você?"

Ta, me senti um lixo agora.

Palavra do dia: carpe diem!
Até porque fica dificil ceder às necessidades dos outro se você for ficar se preocupando com o que ainda nem aconteceu.

Mas foi um bom texto, com críticas corretas, analises sinceras e conselhos validos.

xD

Amanda Ullmann disse...

Foi a coisa mais sincera, escancarada, inteligente que eu já ouvi sobre o amor. Você conseguiu explicar o inexplicável sem racionalizar. Isso foi ótimo. E quanto ao conselho da música: foi surpreendente descobrir que venho fazendo isso há algum tempo e nem ao menos percebia. E eu posso dizer com certeza, que é um conselho válido.
Realmente, quem ama, sabe.

Amanda Ullmann disse...

Tava dando uma passada de novo pelos arquivos do blog e fui ler um dos primeiros posts em que você fala do seu signo. Eu como tenho uma tara básica pelo místico fui me aprofundar no assunto,e olha só o que eu achei:
O virginiano é uma pessoa sincera e tem um jeito um pouco sério. Só que, às vezes, a seriedade pode ser confundida com frieza. Mas, quem vai pelas aparências, engana-se e muito. Mesmo que não mostre o que sente, Virgem também se emociona, ri, chora, sofre, ama. É que a sua mania de analisar o que rola ao seu redor faz com que pese seus próprios gestos, deixando até de atender o seu coração. Para viver bem no amor, é preciso conter seu jeito crítico. Verbo: eu analiso.
Que momento mais propício pra se ler isso,rs.
Ah, e só pra constar, eu não acho que o signo de virgem é uma merda. :)

carlosjr.1991 disse...

Primeiro comentário.

Você deve estar cansado de ouvir elogios, mas é sempre bom ouvi-los certo?


Excelente Post man, pena que nem todos tem uma visão dessa, ou pelo menos parecido. :/

Abraço
Carlos Cruz

Varotto disse...

Romantic Help 5 cents

The Doctor is in

(Peanuts mode: ON)

;o)

Kika® disse...

Ótimo post. Aqui em casa a gente faz uma terapia de casal: Umas 3 horas de música, seriados e videogames por dia, rindo desopilando e aprendendo mais um com o outro. Dá certo até hoje... ;)

Marina disse...

Don't let me down é uma das minhas favoritas.

Talvez seja porque escrevo histórias, mas tenho o hábito de imaginar outras pessoas como personagem central da trama das músicas. Associo uma música a quase toda história que invento.

Mari Hauer disse...

Pois é, quem ama sabe. Sabe que tudo que faz tem consequência na vida do outro e tudo que o outro faz tem consequência na sua vida.

Li seu texto e percebi o quanto eu amo todo dia. Não alguém em especial, alguém que vá envelhecer comigo. Amor, generalizando ainda mais o que você escreveu, é questão de postura. Em relação ao outro e em relação à si mesmo.

Também já andei muito pra lá e pra cá na internet lendo blogs que falavam sobre relacionamentos. E, hoje em dia (não só por acumular experiências mas principalmente por ter vivido fora da tela e do teclado) percebi o quanto a tentativa de teorizar relacionamentos e sentimentos é em vão. Geralmente, textos sobre relacionamentos acaba sendo uma tentativa frustrada de auto-afirmação idiota. Gente que tenta transformar mágoas em manuais, gente que tenta explicar como vc deve ser pra ser "bem-sucedido" na cama e no coração.

Seria tãooo mais fácil adotar manuais. Era só seguir a receita e ter um namorado lindo, saído do forno, com calda de chocolate e cerejas. Tsc, mas não é assim que funciona, né?

E, ainda bem que não é assim, né? Ter que se encaixar em padrões, agir em consonância com as mesmas coisas para conseguir estar ao lado de alguém seria muito chato.

Eu só quero continuar amando. Sozinha ou acompanhada. E escutando muitas músicas e suspirando com elas!

Rob, a minha escolha também é sempre em acreditar que vai dar certo, que amor não acaba. Eu coleciono amores, não mato nenhum! E escolhi também não decepcionar mais ninguém e aprendi que, na maioria das vezes, eu me decepciono sozinha (não são os outros que fazem isso comigo!).

Um beijo! Lindo texto! Mesmo...

Natalia Máximo disse...

"Porque quem ama, sabe."
Acho que não sei ainda, mas um dia saberei (espero!).
Ótimo, como sempre. Que 2010 venha recheado de textos tão bons como todos os que eu já li aqui!

G7 disse...

pára tudo!

aonde vai parar isso? daqui a pouco o serginho chulapa vai escrever poesia.

o que aconteceu com você? estou com a ju aqui e ela tampouco consegue acreditar.

amanhã você vai publicar aquela receita de purê de mandioquinha e um tratado para manutenção de orquídeas?

G7

Eduardo disse...

(...) Assim, eu dou apenas um conselho a respeito de relacionamentos:

Mude a forma como você ouve suas músicas.

(...)

TÁKIPARIU!!! ...por essas e outras é q não paro de ler esse blog!


Grande Rob!

--XD--

Tyler Bazz disse...

"...se você tem experiência, é porque passou por muitos relacionamentos, certo? E, se foram muitos, é sinal de que, teoricamente, eles não foram particularmente bem-sucedidos, confere? Então, como o único elemento em comum a todos eles é você, não é provável que os problemas de todos eles estejam em você?"

Sério, Rob, tá ficando chato já isso de me usar como exemplo nos textos. :D


Esse texto devia estar publicado na Folha. É um pecado ser lido por menos de um milhão de pessoas..

Marcie disse...

Fantástica crônica. Sou casada há 22 anos, acho que tenho um bom casamento, e a regra que funciona é : tem que gostar mais do outro do que gosta de sí mesmo. Ego não pode ser uma prioridade. Tem que trabalhar na relação, diariamente. Com amor.

Daniela disse...

Adorei!

Bruno disse...

Afina Rob, qual foi o maldito blog q fez vc escreve esse texto?Faltou isso pra gente confirmar se vc está certo! (Eu acredito q esteja, mas opnião é opnião :D )

abrçs!

Daniela disse...

Estou "boquiaberta"!

Bel Lucyk disse...

Tava sentindo falta de ler seus textos... adorei, como sempre.
Acho muito dificil esse exercício de me colocar no lugar do outro. E olha que eu acho que eu sou uma pessoa que até consegue amar de uma forma bem saudável. Vou exercitar isso. Acho que vai ser bom! =)
Feliz 2010 procê. bj

Nelson disse...

Pequena correção: "...ou se comporta COMO diretor de cinema..."

Fazia muito tempo que eu não lia algo tão profundo, verdadeiro. Namoro (e amo) ha 6 anos e meio, e esse texto traduziu muito do que eu não consigo expressar em palavras. Está entre o meu TOP 5 de posts do Champ.

E o que acha que começar a campanha "Rob Gordon na Capricho"? Quem sabe assim exista algo que realmente tenha conteúdo naquela m***** de revista, hehe.

Rob, essas horas sinto orgulho de ser seguidor do teu blog. E feliz é a Senhora Gordon por ter um baixinho careca que pensa deste jeito.

Feliz Ano Novo atrasado e tudo o mais.

abraço

Kel Sodré disse...

Ih, gente, o ano novo trouxe uma maré de romantismo! Que lindo!

Li disse...

Oi Rob! Tá jóia? Antes mesmo de ler o texto quero expor a coincidência aqui... JURO JURO que não li seu blog antes e parece que tomamos um assunto muito parecido em nossas postagens... Vou ler! comento de novo! beijo!

Li disse...

Cara... Seu texto foi simplismente uma resposta para o meu.
Lindo. Obrigada.

Pri disse...

Nossa estava falando sobre isso ontem com o meu namorado... comentamos exatamente esse fato de que nunca pensamos no outro e sim em nós msms e pra ser feliz deve ser ao contrário (pelo menos essa foi a nossa conclusão, rsrs)
Mto bom o texto, como sempre!

Kel Sodré disse...

Estive relendo este post (também) e percebi que eu concordo com tudo, up to a point. Quando você usa o raciocínio "...se você tem experiência, é porque passou por muitos relacionamentos, certo? E, se foram muitos, é sinal de que, teoricamente, eles não foram particularmente bem-sucedidos, confere? Então, como o único elemento em comum a todos eles é você, não é provável que os problemas de todos eles estejam em você?" discordo de duas coisas. Em primeiro lugar, eu acho que a "culpa" quando um relacionamento termina nunca é de uma pessoa só. Um relacionamento é como um balé: as duas pessoas têm que dançar juntas para que ele seja um duo. Se cada uma faz a sua própria coreografia, esse balé nunca será um duo, e sim dois solos, o que não é o objetivo de um relacionamento. Há casos em que uma pessoa pode escolher dançar a coreografia da outra e aí, o que era dois solos pode virar um duo. Em outros casos, os parceiros não encontram mesmo a sintonia e o balé acaba quando a música termina. Mas, de qualquer forma, nunca é culpa ou responsabilidade de uma pessoa só.

A segunda coisa da qual eu discordo é do fato de um relacionamento que acabou ser um fracasso. Acho que não é porque um relacionamento terminou que seus protagonistas são fracassados, e aquele foi um projeto falido. Se eles foram felizes enquanto estiveram juntos e curtiram aquele tempo juntos, então o relacionamento foi um sucesso enquanto ele durou. É aquela velha história do "que seja infinito enquanto dure", sabe? Algumas coisas não foram feitas para durar para sempre e, nem por isso, elas fracassam quando terminam. Um pedaço de bolo, por exemplo. Por mais maravilhoso que ele seja, você vai terminar de comê-lo em algum momento. E isso não vai tornar o bolo pior. Ele foi magnífico enquanto você o estava comendo. Agora que terminou, você vai guarda a lembrança daquele pedaço de bolo maravilhoso, vai ter o gostinho dele na boca por algum tempo e vai procura outros pedaços de bolo mais pra frente, quando não estiver mais enfastiado daquele.

Antes que se pense que eu estou legislando em causa própria e me justificando porque tive vários relacionamentos, esclareço: namoro o mesmo cara há seis anos, e ele é meu primeiro namorado. Só acho que é assim que as coisas funcionam mesmo.

ameliebonfant disse...

Essa bosta de amor que eu nunca encontrei.

Mas vou continuar procurando! =)

Adorei o texto.