3 de março de 2008

Scream for me, Brazil!

Sempre achei extremamente difícil escrever um texto sobre um show do Iron Maiden. É uma banda que eu não consigo analisar de modo imparcial, já que sempre significou demais para mim, desde a minha adolescência. Isso não significa que eu encare todas as suas músicas como obras-primas, mas é realmente complicado deixar o lado pessoal de lado. Felizmente, isso aqui não é uma matéria jornalística, mas apenas uma crônica sobre o show, então a emoção não só é permitida como, em minha opinião, recomendada.

E eu já sabia disso quando coloquei os pés na fila, antes dos portões se abrirem. Eu passei a semana inteira ouvindo Queen, The Beatles e The Who para não pensar no show – caso contrário, eu não conseguiria nem trabalhar direito – mas, quando parei na fila, com meu ingresso na mão, cai na real e senti a barriga congelar. Para driblar a ansiedade (tanto na fila quanto já dentro do estádio) comecei a prestar atenção nas pessoas na platéia, já que qualquer show de rock (em especial os de heavy metal) reúne algumas das figuras mais dantescas da atualidade.

Felizmente, não achei nenhum emo. Claro que deveria haver um ou outro por ali – emos são como ervas daninhas e aparecem em qualquer lugar – mas não encontrei. Por outro lado, aos poucos, comecei a separar os espectadores em algumas espécies diferentes.

Fãs Normais – São as pessoas que gostam da banda e querem assistir os ingleses tocando ao vivo. Aí, você encontra desde turmas de amigos a casais de namorados, passando por famílias inteiras, num claro exemplo de pais e filhos que compartilham o mesmo gosto. Claro que mesmo aí você algumas figuras, como o sósia do Morrisey, incluindo o topete da altura de um prédio de três andares, mas com orelhas dignas do Dumbo (que devem ter sido confiscadas na porta como equipamento de gravação) e um carioca mentiroso, que ficava na fila contando mentiras-clichês (quem ele já comeu, quais shows ele já assistiu, com quem ele já brigou) para um grupo de sujeitos do interior que acreditavam em tudo que ele dizia – com especial destaque para dois deles, que usavam o mesmo chapéu ridículo e que provavelmente formavam uma dupla caipira conhecida como Indiana & Jones.

Fãs radicais – Existem em menor número, mas sempre estão ali. São aqueles que mais curtem o show. Berram, cantam junto, choram. Aí, o show acaba e eles voltam para casa e começam a postar mensagens em fóruns dizendo que o som estava ruim, o repertório não foi lá essas coisas, e mal se ouvia o baixo do Steve Harris. Todo show do Iron tem umas pessoas assim. Duvida? Entre no Orkut ou em fóruns e comece a ler sobre o show.

Os metidos a transgressores – São, provavelmente, os mais idiotas. Tratam-se daquelas pessoas que, como estão num show de rock, precisam mostrar para todo mundo que bebem mais que todo mundo e fumam mais maconha que a população inteira da Bolívia. Ou seja, gastaram uma baita grana no ingresso e, na terceira ou quarta música, estão de quatro na pista, vomitando até as tripas, sem ver absolutamente nada. E, pior, ainda vão dizer que “o show foi bem lôco”.

Os That's 80 Show – Se um show de rock fosse uma cidade, esses seriam as atrações turísticas. Existem em pouco número, mas suficiente para chamar a atenção. São aquelas pessoas que acreditam que ainda vivemos no auge do hair metal dos anos 80 e vão ao show com botas bico fino, uma calça que ficaria apertada até mesmo numa vara de pescar, camiseta (rasgada) do Mötley Crüe, um cabelo que fica em algum estágio entre Tina Turner e Sideshow Bob e, no rosto, mais maquiagem que um catálogo da Avon. O sonho deles é chegar ao show de Cadillac, tomando Jack Daniels e com duas loiras de biquíni, mas, provavelmente, foram de metrô, o que torna tudo mais constrangedor ainda.

A Louca – Estava ao meu lado. Eu estava na cadeira especial, e ela no espaço reservado para deficientes. A princípio, achei que ela estava ali acompanhando alguém, mas, aos poucos, percebi que ela sofria de síndrome de boçalidade. Isso porque, desde horas antes do show, ela ficava dançando ao som das músicas que tocavam pelo sistema de som. Aliás, ela não dançava. Ela se apresentava. Andava para um lado e para o outro, rebolava, jogava os cabelos para trás, se enrolava numa bandeira do Iron Maiden, mexia os braços. Sim, isso tudo antes do show. A cada brisa suficiente para mexer o cabelo dela, ela rebolava e corria como um protótipo de Mick Jagger. Louca de pedra. Cheguei a filmar alguns passos dela com meu celular e, se quiserem, eu coloco aqui depois.

E, desde a abertura dos portões, foram essas pessoas que aguardaram, debaixo de um sol lawrencedaarabiano pelas tão esperadas 20:00, quando a banda entraria no palco. Nesse meio tempo, a única maneira de sobreviver era consumindo os copos de água vendidos ao preço de um carro 0 km, resultado das inúmeras proibições do show.

Era proibido entrar com garrafas de água, com copos de água, com suco. Proibido entrar com qualquer coisa. Até mesmo frutas estavam proibidas, o que me levou a pensar se, em algum show recente, alguém ameaçou outra pessoa com uma banana ou com uma fatia de melancia. Curioso que frutas eram proibidas, mas maconha não, já que em duas ou três vezes ao longo da tarde eu quase tive uma overdose só com a marofa ao meu redor.

E foram essas mesmas pessoas que assistiram ao show (bem meia-boca) da Lauren Harris, filha do baixista do Iron, sem demonstrar grande hostilidade (provavelmente em respeito ao cara) e que sofreram com a chuva que caiu no Palestra Itália minutos antes do show. Aliás, chuva não; dilúvio. Choveu de balde. Em poucos minutos, eu estava com as meias totalmente encharcadas e o maço de cigarro dissolvendo no meu bolso. Sem exagero, se a banda lançar o CD desse show, poderiam chamá-lo de Live at Vietnam e colocar Rainmaker como faixa bônus.

Mas, as 20:00 em ponto, começam a aparecer imagens da banda no telão. O estádio começa a tremer. De repente, ouve-se o famoso Churchill’s Speech. O estádio começa a ruir. E eis que a banda entra no palco. O estádio vem abaixo. Aliás, não só o estádio, como os músicos, já que o palco estava um sabão por causa da chuva, e eles andavam claramente tomando cuidado para não cair. Até mesmo Bruce Dickinson, famoso por correr uma maratona em cada show, se movimentava com cuidado, mas às vezes, brincava de escorregar pelo palco.

E, durante a primeira meia hora de show, isso não mudou. E, aparentemente, ninguém na platéia parecia se importar. Também, com músicas como Aces High, 2 Minutes to Midnight, Revelations e The Trooper, o palco poderia estar desabando que ninguém estaria nem aí. Clássico atrás de clássico. E a platéia, diferente do show do Aerosmith, foi um show à parte: músicas inteiras eram cantadas em coro pelo estádio inteiro e, a qualquer coisa que acontecia no palco (como Bruce Dickinson secando o palco com um rodo) era motivo para gritos de “Maiden! Maiden!”.

E eis que o show chega à metade. Rime of the Ancient Mariner. A música-monstro, com cerca de três dias de duração. Para mim, a melhor música de heavy metal de todos os tempos. E, pelo que eu vi, para mais da metade do estádio também. Foi uma das poucas músicas que eu percebi que muita gente não cantou junto, por dois motivos. Primeiro: só Bruce Dickinson e Steve Harris devem saber a letra inteira de cor; segundo, não é uma música para “agitar”, é uma música para assistir. Depois disso, a banda emenda com Powerslave e The Number of the Beast. Chega a ser covardia.

Claro que os fãs radicais já devem estar na internet reclamando como “ah, The Number de novo?”. Sim, The Number de novo. Sim, Fear of the Dark de novo. Se você não quiser ver essas músicas num show do Iron Maiden, não vá a um show do Iron Maiden. Ou leve um iPod com as músicas que você mais gosta e ouça durante o show. Apenas não encha o saco em relação ao setlist. Afinal, se você já viu The Number ao vivo trocentas vezes, lembre-se que muita gente que está ali, está vendo a banda ao vivo pela primeira vez, e tem o mesmo direito que você teve, no seu primeiro show do Iron, de urrar ao ouvir essas músicas.



A segunda metade do show, com o palco seco, continuou com o desfile de clássicos que transformaram o grupo em grife de heavy metal, com destaque para Heaven can Wait, Run to the Hills (“ah, de novo?” “Sim, de novo, cala a boca que eu quero ouvir o solo”) e Iron Maiden, que contou com a presença de ninguém menos que Eddie versão Somewhere in Time. Pausa para o intervalo (mais ou menos cinco minutos de “Maiden! Maiden!” até a banda voltar) e o bis com Moonchild, The Clairvoyant e Hallowed Be Thy Name (que melhora a cada vez que é tocada).

A banda se despede e sai do palco. O Palestra Itália continua com as luzes apagadas e o palco iluminado. Ninguém arreda pé do estádio. Maiden! Maiden! Todos torcem para que eles voltem e toquem alguma outra coisa. Qualquer música. Maiden! Maiden! Pode ser Aces High de novo, não problema. Até um cover de Ivan Lins serve. Maiden! Maiden! Maiden! As luzes se acendem. A banda não irá voltar.

E, sinceramente, não precisavam voltar. Fãs com lágrimas nos olhos, pessoas totalmente sem voz e eu, em êxtase, certo de ter visto a maior apresentação do Iron Maiden na cidade de São Paulo (é a terceira que assisto).

Não há como descrever o que se sente após um show desses. Talvez a melhor maneira de ilustrar isso seja com a imagem que foi captada no telão, durante o show, com alguns fãs segurando uma bandeira com a inscrição “Iron Maiden is my Religion”. Realmente, Iron Maiden é a religião de muita gente que estava no Palestra Itália.

E ontem foi dia de culto. Amém.

Para encerrar, o Top 5 músicas inesquecíveis de um show inesquecível:

1. Powerslave – Eu sempre disse às pessoas que não morreria sem assistir essa música ao vivo. Tarefa cumprida.

2. Wasted Years – Foi a primeira música que ouvi deles, no final da década de 80, e que resultou em amor à primeira vista. Com cerca de 30 ou 40 segundos de música, comecei a sentir uma dor enorme na garganta. A única solução foi parar de cantar, colocar a mão no rosto e chorar feito uma criança.

3. Rime of the Ancient Mariner – Como eu já disse em outro post, é uma música que quando acaba de ser tocada, você precisa sair e comprar outro ingresso, porque o que você pagou na entrada já foi gasto com isso.

4. Aces High – A melhor música para abertura de shows de todos os tempos.

5. The Clairvoyant - Os primeiros 10 segundos dessa música justificam a invenção de um instrumento conhecido como baixo.


Update: Se você nunca foi a um show de Iron Maiden e está duvidando do conceito de religião, sugiro que assista ao vídeo abaixo. É, provavelmente, o pior vídeo já gravado em um show. Por outro lado, creio que é o vídeo mais emocionante já gravado de um show.


37 comentários:

Ale disse...

a única coisa que posso dizer é: "CARALHOOOOO!!!!!! eu não estava lá!!!!!"
pelo menos em alguns momentos do teu "postshow" eu me arrepiei e quase me peguei cantando "run to the hills"!

Fabinho disse...

CARALHOOOOOOOO!!!!!!!!!! eu também não tava lá!!!!! mas ouvi 2 trechos do show graças ao bom e velho celular de um irmão.
Grazzie sinhore Gordon.

Rafaella disse...

fico imaginando o pobre do meu namorado, recém saído da seca do Ceará - onde nunca há show de grande porte - e indo direto levar um murro na cara num show do Iron Maiden. É, murro na cara.. vc nao sabe de onde vem, mas qndo te atinge é tão chocante q parece q a sensação nao vai acabar nunca enquanto ela dura.
:)
Fico mto satisfeita dele ter conseguido ir a esse show. Mas queria ter estado lá pra olhar a cara de emoção dele...

vissaway disse...

CARALHOOOOOOO
Porque que eu tenho que morar em Santa Catarina?

Eu fico lendo aqui e não falo nada, por pura e simples preguiça de comentar (mesmo depois de saber que o que faz um blogueiro feliz são os comentarios).

Maas esse seria sem duvida o melhor domingo da minha vida se morasse ai em São Paulo, primeiro porque sou Palmeirense e poderia ter ido no Morumbi assistir o classico contra o Corinthians e depois correr até o Palestra Italia, para ver o show da minha banda favorita!

Aaah se eu tivesse mais de 16 anos e mãe me deixasse fazer loucuras.

E parabéns pelo post, me fez colocar as musicas do Iron aqui e ficar ouvindo, coisa que a tempo não faço, porque to sendo influenciado por varios amigos modinhas que ouvem musicas modinhas tipo "turma do pagode" e essas coisas. Não me rendi a essas drogas, graças ao Iron ainda tenho uma banda pra me sustentar contra isso. hauehaeueahu

Lara disse...

Oi! Encontrei seu blog por acaso em uma comunidade de blogs do orkut (estavam citando este blog por ter ganho um concurso) e resolvi dar uma olhada "só por curiosidade". O que achei aqui foram idéias boas escritas de uma maneira que as torna melhores ainda, fato que me obrigou a conferir muitos dos seus posts e que culminou neste comentário.
Gosto de ler blogs, faço isso sempre que tenho tempo, mas, infelizmente, na maioria das vezes o template dá de 10 nos textos, e isso gera uma certa frustração no leitor.
Nunca pensei, por exemplo, que um post sobre o show do Iron pudesse prender a minha atenção, mas o seu blog surgiu para mudar alguns dos meus conceitos! Continue escrevendo. É de blogs assim que a internet precisa!

Aquele abraço!

Dragus disse...

Sabe Inveja, aquele pecado capital?

É meu novo nick na internet... =(

Estou triste demais por ter perdido essa oportunidade para ficar lamentando. =/

E feliz demais por você, pelo menos vi um relato digno de uma pessoa que curte a banda pelo que ela é no momento e no que foi e não fica procurando cabelo em ovo ao invés de se divertir.

E aguardo o vídeo da frenética. =p

Isabel disse...

Eu estava na duvida... eu tenho quase certeza q no show de hj eu vou chorar quando tocar Wasted Yers. Mas pelo q vc contou, se está mesmo tão emocionante quanto eu previ...nao restam duvidas, eu vou chorar....rs
Um abraço.

Dama do Lago disse...

Rob, confesso que deu vontade de estar lá só de ler seu post.

Que ótimo que você curtiu muito esse show. E deixou os pobres mortais que não foram com a certeza de que perderam o show do século ^^

Beijo

Sil

Augusto disse...

Realmente.. esse texto tá magnífico.
Fico feliz por alguem defender os clássicos como The Number e Fear, principlamente pq eu vou no meu primeiro show hoje a noite, em Curitiba.
Espero que lá seja tão bom como foi em São Paulo!

Fui!

Varotto disse...

Cara, se eu já não fosse fã dos seus textos, passaria a ser depois da descrição dos "That's 80 Show". Sensacional!

MaxReinert disse...

Rapaz... eu não tenho nenhuma ligação com o Metal... mas depois do seu texto tive vontade de assistir ao show!

Depois do vídeo, então!!!

Imagino mesmo que foi um momento muito especial para todos que estavam por lá!!!

Monique disse...

Oi, Rob! Sempre leio o seu blog, e hoje resolvi comentar. Vou ver o show aqui em Curitiba e agora estou no trabalho, rs. Cara, se só ouvindo Iron agora já estou chorando, imagine à noite?! Nossa, por que eu tenho que trabalhar? A vontade é sair correndo e gritando "Iron, Iron"!!! Abs!

Rafael Augusto disse...

Excelente Texto. Traduziu bem o que é estar em um Show do Iron Maiden - não existe banda com fãs com tamanha fidelidade!!!!

Eu Fico feliz por ter participado deste evento! É Algo que nunca esquecerei na minha vida!

para saber a emoção de cantar Hallowed Be Thy Name junto com eles, é só para quem tá presente!

IRON MAIDEN IS MY RELIGION!

Valtinho disse...

Fico totalmente sem palavras nesse momento, e até as lágrimas escorrem novamente como um Deja-vu inesperado...o melhor show de minha vida, de todos que já fui!!!

Patricia disse...

CAra...
eu stava lá e sei muito bem o q vc escreveu, foi simplesmente magnífico... Foi o 1° shows deles q eu fui e nossa, ainda tô em estado de choque, ñ tô acreditando q eu estava lá ... Valeu td a pena , as horas de viagem , o sol na cara, o cansaço, a sede, td ...
Sua crônica está emocionante e me fez relembrar cada minuto de show e até msm me deixar arrepiada ...
Parabéns!!

Thiago "El Cid" Cardim disse...

Rob...que se fodam os puristas pentelhos que passam horas discutindo que músicas eles colocariam no repertório. Ver um estádio inteiro gritando a introdução inteira de "The Number of The Beast" ou mesmo os muitos "ôôôôô" de "Fear of The Dark" foi lindo. Não tem preço. Acho que foi um show tão ducaralho quanto o do Rock in Rio III, numa boa. Bruce é Deus.

Redd disse...

*INVEJA*

uma puta duma inveja!!!!! hahahaha

Lucas disse...

Caralho, bicho, impossivel parar de ler teu texto.

Teu blog é o melhor que já achei na internet até agora. A cronica da garota com a camisa do Led na Fnac é espetacular. De fazer até quem lê chorar.

Pena mesmo que essa galera (eu tenho 15 anos, então convivo com isso todo santo dia) não conheca outra coisa que não NxZero e derivados. Mas no juizo final, com Plant, Mercury e Lennon julgando todos, isso irá pesar. ô se irá.

=D

Esse show foi do Capeta. O do ozzy eu não perco nem se ele morrer antes de vir. Isso se já não estiver morto.

ABS!

The Trickster disse...

Olha se The Clairvoyant justifica a invenção do baixo, a introdução de Love Spreads dos Stone Roses justifica a guitarra. Deve ter sido um show do cazzo o refrão de Run To The Hills é aniquilador...

PIT BULL disse...

Estive lá, vibrei, cantei, pulei, chorei, uma avalanche dos melhores sentimentos... até o aperto dentro do peito no final do show, quando você sabe que acabou, é diferente.

A todos que estiveram lá, que como eu, ficaram no sol o dia todo, que ficaram em pé durante horas e horas sem fim, ficaram esgotados ao final... a todos vocês, mais uma vez, obrigado!

Up the Irons!

Victor Henrique disse...

cara, tenho 15 anos, curto iron desde os 13 anos....confesso que qndo começou o show, eu estava cantando e chorando aces high, nao aguentei, cai nao aguentei ficar "normal", melhor show que eu ja fui na vida, pena que eu nao nasci mais cedo, para curtir mais tempo iron.....

Vinicius disse...

Eu também estava no show, e como fã fucei um zilhão de reviews em revistas e sites só para reviver cada momento do show. Só digo que a sua crônica, que está perfeita, foi a que me fez voltar ao Palestra de anteontem. Só discordo em relaçao a música que tinha que VER ao vivo antes de morrer: embora Powerslave seja do carajo, meu coração "headbangeia" com Rime! Tudo nela transpira perfeição...putaqpariu, q música foda!!! Alias, q setlist foda! Faltou coisa? Claro que sim! Para rolar todos os clássicos, só se fosse em um show de 4 horas, no minimo. E falem o que quiser, podem reclamara que ela não é dos anos 80, mas estar no meio de 40 mil cantando em unissono fear of the dark é impossível de exprimir em palavras!
Up the irons!
ps: vou postar esse link de crônica em um blog q eu participo (www.multiverso.net), ok?

Dr Spock disse...

O seu relato foi simplesmente impressionante1 Quando percebi, estava aqui canatndo Aces High imaginando a abertura desse show que foi sem dúvida nenhuma magnífico! E uma coisa é certa: Da próxima vez q o Maiden voltar ao Brasil, eu estarei lá, seja onde for, estarei lá atrás dos caras, ois uma coisa eu sempre disse e repito; eu não morro antes de ir a um show do Iron Maiden!

marcelomcardoso disse...

Parabéns cara, a sua crônica está perfeita. Fiquei emocionado. Eu sou do Rio, tenho 39 anos e desde os meus 13 sou fanático pelo Iron.
Hoje em dia, até curto outros tipos de músicas, mas o Iron Maiden continua imbatível. Eles SEMPRE serão a melhor banda que já houve nesse mundo, seja lá qual for o gênero musical!
Graças a Deus já ví 5 show deles (Rock in Rio I; show do fear of the dark no Maracanãzinho; outros 2 shows com o Blaze no vocal e o do Rock in Rio III).
Vendo o set-list desse show q teve em São Paulo, percebi q ele foi muito parecido com o que vi no Rock'n Rio I, há mais de 20 anos atrás!
Sei bem o que é a emoção de um show desses e realmente não há nada igual neste mundo.
Ah, aquele vídeo q vc botou na sua crônica, de alguém filmando do alto de um prédio, é de arrepiar mesmo.
UP THE IRONS!
Marcelo Cardoso

Mariane disse...

Falouuu e disse!!! ^^

1º show do Iron q eu vejo... e confesso... o valor do ingresso foi mto bem pago!!!

Toh meia sem palavras até agora!

Showwwwzassoooo!

E sua crônica ficou mto bem escrita!
Parabééns! ^^

Iza disse...

Infelizmente tenho que dizer que não sou atraída por bandas de rock. Este texto é interessante porque tu sempre escreves com uma pitada de humor principalmente onde coisas para beber ou comer estavam proibidas de entar, menos maconha.
De tanto ouvir as vozes e gritos de crianças de 7 a 9 anos prefiro ouvir a voz do silêncio. Acompanho tuas postagens e não poderia deixar de ler esta mas, em silêncio, hehe.

L0la disse...

Cara sua crônica tá ótima! Descreveu muito bem as figuras que apareceram no show do Iron heheuheuehe
Eu estive no show e não consigo colocar em palavras a emoção que estou sentindo até agora hauhauhauahua
fico vendo vídeos e mais vídeos pra não esquecer nunca hauhauhauaha
Parabéns pelo texto (aaah... e coloquei o link no blog da L0la ehuehueheu =D)

abraço!

rsilvoteles disse...

È isso ae, não adiante ter cameras
de 100 mil doláres, fazer o filme
com uma camera de 500 reais, + o filme
tem alma , pegou o melhor da festa !
UP THE IRONS

Anônimo disse...

Cara, que bom que tu se divertiu, pq aqui no show de porto alegre foi um inferno pra quem ficou na pista.
Um bando de retardados, todos querendo ficar na grade, empurrando, chutando, cutuvelando, antes do show começar, no minimo umas dez pessoas passaram mal e tiveram que se retirar, e os seguranças fdp não ajudavam o pessoal a sair da pista, ainda por cima dizendo "se saisse não podia mais voltar".

Aguentei só três músicas e comecei a passar a mal, o calor era insuportavel e a sede desumana.
horrivel.

Bruno disse...

Rob, o melhor review do melhor show do ano. Você é o cara.

Eu não tive a sorte de ficar do lado da louca, mas fiquei com uns velhões harleiros de motoclube que, juntos, deviam ter uns 500 anos de sexo, drogas e rock 'n'roll.

E que "scream for me, Brazil", que nada! Aqui ele gritou "scream for me, Curitiba!", personalizado.

Chupa São Paulo! =P

Abraço, cara!

Rodrigo / Fuca disse...

Não foi bom.

Foi simplesmente... Iron Maiden.

Larissa Bohnenberger disse...

"We're sorry, this video is n o longer available."

Como assim, como assim? Agora eu quero assistir ao vídeo! Arraja outro aí pra nós!!! Fiquei curiosa!

Rob Gordon disse...

Larissa,

Acabei de abrir aqui. Rodou normal.

peixe disse...

O q eu posso dizer EU ESTAVA LÁ e vi tudo isso sem ao menos piscar os olhos velho de suas palavras as minhas para mim nao tem como dizer qual momento mais emocionante nao tem todos momentos la fora emocionantes vou citar alguns como por exemplo quando os teloes ligaram e começou a passar imagens do ED FORCE ONE e quando meu coraçao nao aguentou ao ve-los e ouvir ACES HIGH ou quando todo o estadio acendeu esqueiros e celulares e eu olhei para os lados e gritei " Puta q Pariuuuuu!!! "
em Rime of the Ancient Mariner

e ao final de tudo quando o palco foi aos poucos sendo desmontado e eu lá no chao cansado sem voz porém satisfeito realizado em plena viagem PERFEITO FODASTICAMENTE FODASTICO

Sandra disse...

Cara...Parabéns pela crônia. fantástica...pelo jeitão vc é mais ou menos como eu. Tbém cheguei cedo (14hrs) só pra ficar observando as pessoas, além é claro de ver o Iron ao vivo pela segunda vez nos meus 51 anos. 0 mais engraçado é que sua s observações batem com as minhas, só que vc tem o dom das palavras. Mas o que importa, é que tivemos o privilégio de ve-los, respirar o mesmo ar que eles por algum tempo, pra mim só o fato de ter compartilhado com ele aquele ar (mistura de tudo inclusive da maconha), só isso já me basta. Parebéns, vc sintetizou em tudo a emoção e o prazer que nós sentimos, sem sermos radicais e loucos, mas adoradores do Iron. bjus

Guttão disse...

UAU.. SIMPLESMENTE FANTÁSTICO.
NAO ESTAVA LÁ, MAS VC ESCREVENDO ME FEZ TELETRANSPORTAR AO MOMENTO, IMAGINO VC OUVINDO POWERSLAVE AO VIVO ALI SÓ A BANDA E A MULTIDÃO DO BRASIL!
QUANDO OUVI PELA PRIMEIRA VEZ IRON MAIDEN E MEADOS DA DECADA DE 80, PERCEB QUE NUNCA MAIS IRIA OUVIR BANDA MELHOR QUE ELES.
QUERIA ESTAR LA, INVEJO VC! HEHEH
ABRAÇOS
TO TODO ARREPIADO COM O VÍDEO, APESAR DE NAOS ER A MINHA MUSICA PREFERIDA!
GUTTÃO SOROCABA

Anônimo disse...

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