20 de agosto de 2014

Soneto da Lixeirinha da Calçada

A calçada na frente de casa vivia imunda
Cocô no saquinho, papel e latinhas mil.
Era uma calçada suja e quase moribunda
Varríamos xingando um puta que pariu.

Mas inventamos uma saída brilhante
E amarramos uma pequena lixeirinha.
As pessoas que voltam ou vão adiante
Agora estão proibidas de ser porquinhas.

Aposentamos a pá como a vassoura.
A calçada agora, é limpeza e higiene.
E juramos que a regra seria duradoura.

Mas esquecemos que aqui é nosso Brasil.
Roubaram a lixeira, de forma até solene.
Voltamos a varrer e xingar puta que pariu.

2 comentários:

Dragus disse...

Puta que pariu? PUTA QUE PARIU!
Assim é o Brasil. Puta que pariu.

Fernando Santos disse...

Puta que pariu? PUTA QUE PARIU!
Assim é o Brasil. Puta que pariu. [2]