22 de novembro de 2013

1000 Posts

Foi numa segunda-feira, mas não me lembro do horário. Acredito que tenha sido logo antes do almoço, mas isso pode ser a memória me pregando uma peça. Mas me lembro até a mesa em que eu estava – foi no trabalho – quando cliquei, pela primeira vez, no botão publicar e um texto entrou neste blog.

De lá para cá, muita coisa aconteceu. Tanto neste blog como fora dele.

Escrever, que se tornou uma pequena coqueluche anos atrás, deixou de ser moda. Blogs viraram áudio, vídeos... "Escritores" deixaram de escrever e se tornaram "fotógrafos", que se tornaram outra coisa... E por aí vai.

Eu? Eu continuei escrevendo.

Por isso, hoje este blog chega à postagem de número 1000.

1000 posts.

Acredito que seja uma marca de respeito. 1000 posts. Certamente existem outros blogs que já atingiram esta marca – alguns muito melhores que estes – mas acredito que o número de blogs que ficaram pelo caminho é estupidamente maior.

1000 textos.

Tem um bom pedaço da minha vida aqui.  Se pararmos para pensar, é quase uma biografia. São 1000 textos que escrevi gargalhando, chorando, enraivecido, pensando. E se uma única pessoa gargalhou, chorou, sentiu raiva ou se pôs a pensar enquanto lia qualquer um destes 1000 textos, ele valeu a pena e cumpriu seu papel.

Como eu disse, muita coisa mudou daquela segunda-feira para cá. Inclusive neste blog.

Muitas pessoas que liam este blog em seus primeiros anos continuam aqui. Algumas poucas desapareceram. Entretanto, muitos que não viram este blog ser criado (nem ganhar forma em seus primeiros anos), o descobriram em algum momento destes últimos anos e se tornaram visitantes frequentes. São pessoas da casa.

Mas, se leitores são o coração de um blog – algo que sempre defendi – o cérebro de um blog é o seu conteúdo. No meu caso, textos.

Por isso, muita coisa aconteceu com os textos aqui também.

Muita gente que conheço detesta seus primeiros textos. Eu não. Não sou apaixonado por eles (pensando em qualidade de texto), mas reconheço ali tentativas de encontrar meu estilo. Mas confesso que não os leio com frequência (já pensei às vezes em reescrever alguns e publicar aqui, somente para ver minha evolução, mas sempre mudo de ideia cinco segundos depois, percebendo que é algo que funciona só para mim).

Mas, de forma geral, gosto dos textos daqui. Gosto deles não pelo sucesso que alguns fizeram – mesmo porque outros que acho que mereciam melhor sorte passaram em branco. Gosto dos textos aqui porque sempre que eu releio, consigo me enxergar dentro do post. Ou seja: talvez eu tenha descoberto – ou fabricado? – meu estilo.

Certas coisas, por outro lado, não mudaram. Continuo escrevendo cada texto como se fosse o último da minha vida, e sou apaixonado por cada um deles como se fosse o primeiro.

Talvez esta seja uma das maiores qualidades da minha vida neste blog: estou sempre escrevendo o meu primeiro e último texto.

Eu me recuso a escrever sem paixão. Seria um desrespeito à história deste blog, a todos os leitores e a mim mesmo. Um texto sem paixão é algo que normalmente resulta num texto, quando muito, esquecível.

E esta paixão foi quem guiou a grande mudança aqui. Se naquela segunda-feira eu era uma pessoa que queria apenas um espaço para contar histórias, hoje eu vivo disso. Com o tempo, outro blog – só com histórias mais trabalhadas – nasceu e rendeu dois livros. Criei personagens, comecei a colaborar com outros sites, me transformei em roteirista de quadrinhos, sempre entre um freela e outro, seja na área de publicidade, seja na área de jornalismo.

Por isso, quando as pessoas me perguntam o que eu faço da vida, eu desisti de responder dizendo que “sou publicitário”, “sou jornalista”, “sou redator”, “sou blogueiro”... Hoje em dia, eu resumo isso da melhor forma possível:

- Eu escrevo.

Pois é isso que eu faço da vida. Eu escrevo.

Mas, depois destes 1000 posts, eu ainda estou aprendendo. Quanto mais escrevo, mais descubro coisas sobre escrever que eu preciso aprender. Quanto mais eu sei escrever, mais eu quero saber escrever.

Por isso o amor que eu tenho por este blog. Ele mostra muito do que sou como pessoa, mas, ao mesmo tempo, mostra muito do que sou como escritor. Tudo o que conquistei escrevendo passa por este blog.

Mas, ao mesmo tempo tudo o que eu posso e quero aprender sobre escrever também passa por aqui. Este blog sempre foi um laboratório de textos para mim. Sempre que imagino algo novo – especialmente em formato de textos – faço um teste aqui. Não para ver se faz sucesso, mas para ver se eu consigo.

Isso é algo que nunca vai mudar.

Pois tudo o que sou como escritor passa por este blog. E se você gargalhou ou chorou em qualquer um dos 1000 textos publicados neste blog, eu tenho apenas que agradecer.

Pois tudo o que sou como escritor passa, também, por você.

E dificilmente este blog teria chegado aos 1000 posts sem você, aí do outro lado da tela. Assim, o mínimo que posso fazer como agradecimento é ir em frente.

Rumo aos 2000.

Afinal... Vamos ser sinceros? Se eu precisasse escolher uma única coisa que aprendi sobre mim ao longo destes 1000 posts, é que eu sou apaixonado por escrever. Por isso, 1000 textos podem parecer muita coisa.

Mas é um número bem pequeno perto do número de histórias que estão aí fora, esperando para serem contadas.

15 comentários:

Michele disse...

Aeeeeeeeeeeee! Rob, parabéns pela marca. Escrever mil textos realmente não é pouca merda.

Sei lá, não ví o blog sendo criado, mas comecei a ler - nem que fosse em silêncio - não muito tempo depois disso. Acompanhei um pouquinho da sua vida, e posso dizer que todas as mudanças no blog, desde o layout até o estilo dos textos refletem as suas mudanças internas.

E que bom que escrever deu seu fruto, pois é algo que a gente percebe ser feito com carinho.

Enfim, eu não vou me alongar muito nesse comentário, mas queria só dizer parabéns mais uma vez. Por tudo.

E que venham mais mil posts pra gente rir, chorar, se emocionar, pensar e tudo o mais junto com você - por que sim, pelo menos eu sei que faço muito isso.

Beijão!

Michele disse...

*Parabéns e OBRIGADA
(faltou isso)

Varotto disse...

Isso aí, meu grande amiguinho! Mil é um número cheio de significados. Você sabia que 1000 é 10 x 100? E que cem é muito menos que um milhão, que é um número gigante? E, principalmente, que se você gravar sua voz falando Champioship Vinyl e tocar de trás para frente não vai entender absolutamente nada? Enfim, por essas e outras, acho que o seu sucesso estava, tipo assim, escrito nas estrelas.

Parabéns e continue o bom trabalho...

P.S.: Hoje até o Jonas é capaz de aparecer para comemorar. Afinal, quem não é vivo, de vez em quando aparece.

Gil Gomex disse...

E eu estava lá lendo quando tudo começou. Na época eramos blogueiros demais. Fazíamos parte de comunidades de blogs no Orkut. Mas o tempo passou, e como foi bem dito no texto, alguns blogs (cof, cof--- coluna do lorida--- cof, cof) pararam no caminho, mas o Champ permaneceu firme e forte. Parabéns ao Rob e ao Champ (sim, ao próprio Champ que é uma entidade que já apareceu em vários posts) pelos mil gols... ops, posts!!! 1k

Kika Lindoso disse...

Parabéns, meu amigo!! Tanta coisa passou, ficou, se foi e nós ainda por aqui!!

Adoro o blog todo, adoro os textos, as sagas, mas ainda não apareceu nenhum que tome o lugar do texto do Toddynho no meu coração. <3

Beijos enormes!!

renata de toledo disse...

Rob, só tenho a agradecer e cumprimentar você por esse sucesso, na qualidade de fã que chegou quase no começo do blog, chorei litros, gargalhei de doer a barriga, e hoje tenho o privilégio de conhecer um pouco da sua vida, da sua família, e da pessoa excepcional que você é.
Paixão, Rob, devia ser seu segundo nome. Tudo o que você faz carrega paixão. Por isso o sucesso. Parabéns, e não pare jamais!

Andre F Oliveira disse...

Parabéns cara! Que venham outros milhares de textos.
Por favor, continue escrevendo sim.
Além de nos fazer rir, chorar, e ficar pensando sobre o que acabamos de ler, você ainda é responsável por fazer outras pessoas decidirem contar suas histórias também (como eu, por exemplo).
Abraços!

cmmarcondes disse...

Grande Rob!

Parabéns pela longevidade do blog - e pela atemporalidade de boa parte dos textos.
Estou na correria, mas qquer coisa eu volto pra escrever algo mais inspirado!

Grande abraço!

paulonando disse...

Parabéns!
Mil vezes você proporcionou alegrias para seus leitores.
Abraços

Ricardo Wagner disse...

Meus parabéns, velho.

Manter algo firme e forte é muito difícil. E mais difícil ainda é, no seu caso, sobreviver a algumas experiências que narra aqui.

Por sinal, a Ana conseguiu te ensinar a fazer arroz?

Marcos Bonilha disse...

Parabéns, Rob!
Lendo sua paixão por escrever me bate um remorso por ter abandonado o meu blog. Que era onde eu me sentia leve depois de postar um texto.
Sei lá, minha vontade de escrever caiu drasticamente depois que me frustrei de vez com o jornalismo.
OK, divaguei.
Dia de celebrar os 1000 e que venha 10000, 100000, 1000000!
Abs meu caro!

Bruno Santos disse...

Então, eu acho que a gente tem mais a agradecer a você do que você agradecer a gente.

Parabéns pelos mil texto e que venham outros mil e depois mais mil e depois mais mil e assim por diante. Porque Rob Gordon >>>>>>>> Pelé.

Fernando Santos disse...

Parabéns, Rob! Isto É uma marca! Uma marca de tanta coisa boa que foi, é e, espero, será muito lida! Força, garra e paixão pra você chegar muito mais longe! Grande abraço!

Rafiki Papio disse...

Parabéns! Me repetindo, qualquer pergunta cuja reposta é "sou escritor" deve ser boa de se responder.

Bel Lucyk disse...

Rob,
sou apaixonada por seus textos! Comecei a seguir o blog há alguns anos e confesso que já li todos, mesmo tendo conhecido o Championship vários posts depois do início.
E estarei aqui, ansiosa pelos próximos 1000!
bjos