20 de dezembro de 2011

Frasco a Frasco com o Inimigo

Esta aconteceu quando eu tinha uns 15 anos de idade.

Antes de continuarmos, vale a pena explicar que você pode ser uma pessoa que estava com 15 anos de idade alguns anos atrás. Aliás, talvez você tenha 15 anos hoje. Eu não. Meus quinze anos se passaram há muito tempo. O século 20 estava longe de dar seus últimos suspiros. Era uma época mais tranquila. Vivíamos num mundo sem internet, sem DVDs, sem telefones celulares.

Vivíamos num mundo sem xampu de Jaborandi.

Ou quase isso. Na verdade, o xampu de Jaborandi já existia, mas nada era fácil como hoje, com ele sendo vendido em qualquer farmácia. Naqueles tempos, ele só era encontrado em algumas poucas farmácias de manipulação (creio que em somente meia dúzia sendo que uma delas ficava em Saturno).

E, para mim, era um mundo mais tranquilo.

Agora que eu expliquei a época em que vivíamos, é hora de contar a vocês sobre a minha avó. Poucos anos após a morte do meu avô, minha avó, mãe da minha mãe, tornou-se uma nômade. Como aquelas pessoas pré-históricas que ainda não haviam dominado as artes da caça e da agricultura, ela se mudava constantemente de endereço, ficando hospedada uma semana, aproximadamente, na casa de cada filha. Assim, ela podia sempre ver as filhas e os netos, sem ficar muito tempo no mesmo lugar.

Uma de suas filhas – a mais velha, também já falecida – morava no Ipiranga. Coincidentemente, próximo a uma farmácia que vendia o xampu de Jaborandi, o único que a minha avó usava (por algum motivo qualquer que eu, moleque de 15 anos, nunca prestei atenção o suficiente para decorar).

Ou seja, a cada três semanas minha avó passava uns dias na casa desta tia minha, e aproveitava este tempo para renovar o seu pequeno estoque de xampu. Afinal, ela tinha três endereços. E três endereços demandam três frascos de xampu de Jaborandi.

Agora podemos começar a história de verdade.

Chovia torrencialmente em São Paulo.

Sim, eu sempre quis começar uma história com “chovia torrencialmente em São Paulo”, mas juro que não coloquei esta frase por causa disso, mas sim porque chovia torrencialmente mesmo. Sabe aquelas chuvas que, em segundos, encharca não apenas suas roupas, mas sim tudo o que você carrega nos bolsos, suas cuecas, meias e ossos? Era uma chuva destas.

E, como acontece sempre que chove deste jeito em São Paulo, eu estava fora de casa.

Aliá, sempre que você estiver em dúvida se vai chover ou não, basta me ligar e perguntar onde eu estou; quanto mais longe de casa eu estiver, maior a probabilidade de chover. Se eu estiver longe de casa e num bairro sem metrô, coloque suas galochas porque Noé já está construindo uma nova arca e fazendo um checklist de animais que devem ser salvos.

Enfim, eu estava na rua, encharcado e correndo desesperadamente para casa. Era o meio da tarde e, ao entrar em casa, percebi que estava sozinho. Ainda na sala, comecei a tirar as roupas: os tênis e as meias, ambos encharcados; a camiseta se desfazendo em minhas mãos. Larguei tudo num canto e fui para o andar superior, em busca de uma toalha. Meus planos eram me secar o suficiente para levar a roupa para a lavandeira, tomar um banho e jogar um pouco de videogame ou ler uma história em quadrinho. Mais nada. Juro.

Eu não tinha intenção de fazer nada do que aconteceu depois. Juro.

Ao subir a escada, vi que um frasco do xampu de Jaborandi estava logo depois da curva – na casa da minha mãe, a escada tem 15 degraus, e uma curva logo depois do quinto ou sexto degrau. Minha avó havia passado por ali antes de mim, vindo do Ipiranga. Eu conhecia minha avó: ela havia passado em casa e saído; mas antes deixara um xampu num cantinho da escada, para levar ao banheiro do andar superior mais tarde, quando subisse para dormir. Ela sempre fazia isso.

Eu subi, deixando um rastro de água pela escada, e peguei uma toalha. Comecei a me enxugar, ainda vestindo calças jeans que pesavam 35 kg por causa da água.

E imediatamente me lembrei das minhas roupas num canto da sala, molhando o chão. Eu não tinha muitas responsabilidades na vida – e as poucas que tinha, ignorava totalmente – mas até eu sabia que deveria descer e recolher aquelas merdas antes de ensopar ainda mais a sala.

E, ainda me enxugando, desci.

Em minha defesa, eu poderia falar que escorreguei. Vocês devem ter calculado que o chão da escada estava molhado, qualquer um poderia ter escorregado. O álibi era perfeito. Eu escorreguei. E quase caí! Verdade! Eu quase morri! Eu poderia ter quebrado o pescoço!

Eu poderia dizer tudo isso aqui, mas não seria verdade. Eu não escorreguei, eu não tropecei. Nada disso. Eu não caí, nem quebrei o pescoço.

Quem caiu foi a porra do frasco do xampu.

O que aconteceu na verdade foi que, eu fiz a curva na escada, enxugando as costas ou a barriga. A toalha bateu no maldito frasco de xampu, fazendo o maldito xampu de Jaborandi rolar escada abaixo, e rindo de mim durante a queda.

Sem quebrar.

Rolando.

Caindo.

Intacto.

Até o último degrau, quando ele tomou um impulso e saltou no ar, dando três piruetas e aterrissando no chão da sala, ao lado da porta. Aliás, ele não aterrissou; ele explodiu no chão, jogando xampu para todos os lados e fazendo a sala inteira imediatamente cheirar igual à cabeça da minha avó.

Eu fiquei parado, segurando a toalha e pingando, observando a cena. Uma poça de xampu, com quase um metro de diâmetro, jazia aos pés da escada, com os cacos verde-escuros boiando sobre o líquido grosso.

O xampu da minha avó. A sala da minha mãe.

Tentei encarar a situação de diversas maneiras possíveis, mas todas elas levavam ao mesmo fim: o meu. Estávamos falando da minha morte. E ela não seria rápida, nem indolor.

Mas, talvez, se eu conseguisse reparar um dos erros, minha sentença poderia ser comutada. Com sorte, eu seria condenado apenas à prisão perpétua no lavabo da sala. Passaria o resto da vida trancado ali, sendo alimentado com restos de comida e bebendo água da torneira. E, caso eu fizesse algum barulho, minha mãe sempre poderia dizer para as visitas que “não reparem, é só o gato”.

Mas mesmo isso era melhor que a morte. Assim, decidi reparar o único erro que eu poderia consertar naquele momento: a sala da minha mãe.

O que me levou a outro enigma: como limpar uma poça de xampu? Eu não fazia ideia disso. Na verdade, eu ainda não faço. Eu não sou bom com serviços domésticos. Sei que vassouras servem para varrer, espanadores para tirar pó e aspiradores para assustarem o cachorro, mas só. E sim, eu sabia que panos servem para secar, mas eu não tinha certeza se isso valia para xampus ou somente para água, então decidi não arriscar.

Tudo o que me sobrou foi o rodo. De repente, tudo fez sentido. Eu passaria o rodo pela sala, tirando o excesso do xampu. E, com a sala mais seca, o pano poderia resolver.

Larguei a toalha num canto (já que molhar a sala era o menor dos meus problemas) e fui em direção à lavanderia. Atravessei a cozinha e dei de cara com o freezer. A cozinha da casa da minha mãe tem duas portas; uma leva para a sala e a outra para uma espécie de despensa. De frente a esta porta, ficava o freezer.

E, acima do freezer, estava o terceiro frasco de xampu de Jaborandi.

Agora a conta fechava. O primeiro havia ficado na casa da minha avó, no Ipiranga; o segundo, que ficaria na minha casa, estava escorrendo pela sala; e o terceiro era este, sobre o freezer, esperando para ser guardado em uma bolsa e ser levado para a casa da minha terceira tia. Minha avó havia deixado esse terceiro frasco ali, pois seu quarto era ali perto (a despensa era à direita; o quarto dela, à esquerda).

Minha situação havia melhorado. Com a sala limpa e um frasco inteiro de xampu, eu poderia tentar reverter minha pena para vinte anos de trabalhos forçados. Provavelmente eu ainda passaria esse tempo no lavabo, descascando batatas, mas um dia seria solto.

Passei pelo freezer e virei à esquerda – as vassouras ficavam cerca de um metro depois dele. Apanhei o rodo, dei meia-volta e fui para a sala.

Ou não.

Assim que terminei de fazer a curva da lavandeira (com o rodo apoiado no ombro) e entrei na cozinha, ouvi o som de um trovão, logo depois de eu sentir o cabo do rodo batendo em algo. Por outro lado, o barulho não havia vindo dos céus, mas sim de algum lugar atrás de mim. Algum lugar atrás de mim e perto. Bem perto.

Temendo pelo pior, respirei fundo e girei lentamente.

Aos pés do freezer, uma poça de xampu de aproximadamente um metro de diâmetro emporcalhava o chão. Cacos verde-escuros boiavam sobre o líquido, e em alguns deles era possível ver pedaços do rótulo. Até mesmo a palavra Jaborandi estava estilhaçada.

Dois frascos. Dois frascos em menos de dois minutos.

Se eu pegasse um helicóptero, chegasse rapidamente ao Ipiranga e quebrasse o terceiro frasco, poderia até entrar no Guinness como o maior destruidor de xampus do planeta. Isso, claro, se minha mãe e minha avó não abatessem a aeronave disparando uma bazuca, do alto de um prédio, na minha direção.

Cerca de meia hora depois, a porta da sala se abriu. Do tapete da sala – onde eu estava deitado em posição fetal, ainda com as calças molhadas e tendo uma síncope nervosa – eu vi um cogumelo se aproximar. Sim, um cogumelo, parecido com aqueles que dançam no começo do Fantasia, da Disney. Tinha pouco mais de um metro de altura. Achei que estava delirando, mas quando agucei os olhos, vi que se tratava da minha mãe com seu guarda-chuva.

- RRRRRRRRROB! O QUE É ISSO NO CHÃO DA SALA?

Eu continuava deitado em posição fetal, perdendo cada vez mais o contato com a realidade.

- Porfavornãoperguntexampuxampurguntepxampuxampuorfavornãopergunte

- ISSO É O XAMPU DA SUA AVÓ?!

- Porfavornãoperguntenãofoiculpaminhaporfavornãofoiculpaminhanãoperguntexampu

- VOCÊ QUEBROU O XAMPU DA SUA AVÓ?

- Porfavornãofoiculpaminhaxampuxampuxampuxampunãoperguntepergunte

- EU VOU PEGAR UM PANO E LIMPAR ISSO! E VOCÊ QUE SE ENTENDA COM A SUA AVÓ QUANDO ELA CHEGAR!

- Porfavornãoperguntexampuxampuporxampuxampuorfavornãopergunte

- LEVANTA DESSE TAPETE E VAI COLOCAR UMA RRRRROUPA! EU VOU ATÉ A LAVANDERIA!

- nãovánãovánãováxampuxampuxampuporfavorxampunãomematenãomemate

- O QUE É ISSO AQUI NO CHÃO? VOCÊ QUEBROU O OUTRO XAMPU? VOCÊ QUEBROU OS DOIS XAMPUS?

- nãomemateporfavoreuvouemboradecasaeninguémmaisprecisamevernãomate

Horas depois, minha avó chegou em casa e começou o julgamento. Acusado de homicídio culposo de dois xampus, minha pena foi atravessar a cidade e ir ao Ipiranga, no dia seguinte, comprar dois frascos novos.

E, como o Ipiranga é longe de casa, é evidente que choveu. Muito. Na ida e na volta.

E se você acha que a pena foi leve, é porque além de ser condenado, eu sofri uma maldição. Minha mãe e minha avó imploraram aos deuses dos xampus que eu fosse punido pelo meu crime hediondo. Minha vida seria poupada somente para que eu fosse atormentado por ofender aos deuses dos xampus.

Esta é a história da minha calvície.

38 comentários:

Elise disse...

Até ler este post, eu achava que a piada sobre Murphy e Occam era só uma piada, mas a partir de agora eu passo a ter certeza sobre a teoria - já que deixou de ser uma piada...
A ex-piada, atual teoria, é a seguinte: Murphy e Occam são grandes amigos, de longa data, e toda vez que a Lei de Murphy se aplica, a Navalha de Occam entra em ação. Portanto, se há uma possibilidade de algo dar errado, vai dar errado com certeza, e será da forma mais simples possível, por exemplo, com um Rob Gordon e uma toalha esbarrando num pote de xampu, e depois um Rob Gordon e um rodo que serviria pra limpar o resultado do primeiro evento.
Cabe lembrar, Rob, que você aparenta ser um primo, mesmo que distante, de Murphy. Essas suas proezas deviam ser objeto de estudo em algum laboratório de física... dois frascos de xampu quase ao mesmo tempo? Eu hein...

Dedé disse...

Nota mental: nao ler textos do Rob no trabalho... sento de frente pro meu chefe! Foi dificil conter a risada, a gargalhada! Muito bom!

Ana Claudia Savini disse...

Como você terminou esse post de madrugada resolvi ler ele no ônibus logo cedo, o que me proporcionou momentos de extrema vergonha chorando de rir e gargalhando na frente dos outros seres presentes.

Karina disse...

Ninguém mais conta uma história tão rotineira e cotidiana bem assim.

Irmão do ROB disse...

Não sabia disso.. se estivesse presente tentaria melhorar a situação imputando mais culpa em você: comentando com nossa mãe que você estava tão bêbado que não lembra ou algo assim hahaha

Em tempo, ontem levei sua avó na perfumaria para comprar shampoo...

Bia Nascimento disse...

Caramba, Rob!! 2 frascos em menos de minutos é um recorde!
Parabéns, nem eu - pessoa mais desastrada da galáxia - consegui fazer nada parecido na vida!!!

Anônimo disse...

Pqp, hahahahahahahhaha

Varotto disse...

... e é por isso, crianças, que o xampu passou a ser vendido em potes de plástico. Fim.

Lilian disse...

E eu que perdi o sono, fui acessar seu blog do celular e tive de me segurar pra não acordar a casa inteira com a vontade de gargalhar?

Aquela sua comparação da sua mãe com um cogumelo foi de matar. Aliás, se eu fosse ela e lesse isso, eu é quem mataria você.

E, ironicamente, xampu de jaborandi, que me lembre, era pra evitar a queda de cabelo. Murphy te ama. Mesmo.

disse...

Engraçado é que ninguem reparou que o historico de crimes do sr. Rob foi aqui descrito. Desde novo, lá quando guaraná-era-de-rolha, Rob Gordon já destruía propriedade alheia.

Agora, sobre a parte da chuva: Rob, acho que você tem muitos leitores mineiros que te admiram muito... mas por favor, volte pra casa, em SP, aonde existe metrô que funciona direitinho! Ninguem mais aqui aguenta tanto aguaceiro!!!

(ah, sim, ainda bem que lí isso no horario de almoço, dei tanta gargalhada que não saberia explicar.)

(e coitada da sua mãe, poxa... um cogumelo?!)

Rob Gordon disse...

Elise:

Eu não conhecia a teoria da Navalha de Occam e fui atrás. Mudou minha vida, sério. Vou pesquisar isso com mais calma, porque adorei a filosofia por trás da coisa - mas que, adicionado a Murphy, infelizmente fica parecendo a equação da minha vida mesmo.

Quanto ao meu parentesco com Murphy, você não é a primeira pessoa que levanta essa bola. Aposto que dia desses eu vou ter a confirmação dos laços sanguíneos - e será da pior maneira possível, tenho certeza.

Beijão!

Rob

Rob Gordon disse...

Dedé:

Hoje em dia, esta história causa gargalhadas também na casa dos meus pais. Mas somente hoje em dia.

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Ana:

Fico feliz e orgulhoso de ter feito você pagar esse mico. :)

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Karina:

Agradeço os elogios, mas sou obrigado a discordar. Ou melhor, a explicá-lo. Afinal, ninguém mais conta uma história tão rotineira quanto eu porque duvido que exista outra pessoa no planeta cuja rotina implica em destruir dois frascos de xampu, em locais diferentes, de modos diferentes, em menos de cinco minutos.

(Mas agradeço DE VERDADE o elogio!)

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Meu Irmão:

Não acredito que você não se lembra disso? Pergunte para o "cogumelo chinês" que ele irá te contar. E até hoje eu dou graças a Deus de você não estar junto. Eu sei que a oportunidade seria boa demais para passar, porque, se estivéssemos juntos e você quebrasse aquelas merdas, eu teria destruído sua vida a partir disso!

Beijão

Rob

Rob Gordon disse...

Bia:

Eu sou o melhor no que faço. E o que faço não é nada agradável!

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Anônimo:

Não sei quem é você, mas ri alto (de verdade) com a simplicidade (no melhor sentido) do seu comentário! Obrigado!

Rob

Rob Gordon disse...

Varotto:

Não, eles já eram de plástico. Sou velho, mas há limites, né?

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Lilian:

Ela vai matar. Pode ter certeza,. A única chance de eu escapar disso é meu pai ler o blog e rir disso. Aí a fúria dela muda de destinatário.

Quanto à queda de cabelo... Eu não sabia disso. Agora sim tudo faz sentido mesmo!

Beijão!

Rob

Rob Gordon disse...

Fê:

Em consideração a vocês, mineiros - eu sempre tive muitos leitores aí, creio que é o segundo estado que mais acessa o Champ, depois de SP - prometo não sair mais do quarteirão da minha casa (ou da casa da Ana) até as coisas melhorarem por aí!

Beijos!

Rob

renata de toledo disse...

Cara,
me lembre de nunca mais ler seu blog no escritório. Isso aqui é uma banca jurídica de respeito. Agora todo mundo me acha maluca. (Tudo bem, eu sou mesmo.)Passei mal de tanto rir,esse é o RRRRob que eu conheci lá atrás... Beijo, querido, e fique longe de frascos de vidro.

Fábio Megale disse...

RT @Dedé Nota mental: nao ler textos do Rob no trabalho... sento de frente pro meu chefe! Foi dificil conter a risada, a gargalhada! Muito bom!

Só mudo duas coisas aqui: 1. sento de frente pra minha chefe e 2. foi impossível conter a risada.

Rob, qualquer dia eu sou demitido por sua causa (isso foi um elogio).

Rob Gordon disse...

Renata de Toledo:

Eu tentei ser um cara legal e postei o texto as duas da manhã. :)

E os frascos eram de plástico mesmo, o que deixa tudo mais constrangedor ainda.

Beijão!

Rob

Rob Gordon disse...

Fábio Megale:

Eu sei o quanto é difícil arrumar emprego no país. Mas este é um dos melhores elogios que eu - ou qualquer escritor de crônicas - poderia receber! Valeu!

Abraços!

Rob

Adônis disse...

HAHAHAHA Muito bom, Rob!

Desculpa rir da sua desgraça, mas acho que mesmo você ri dessa situação agora...

Ah, e Lei de Murphy é muito século XX, vamos atualizar para Lei de Gordon de uma vez! o/

Abraços

***** disse...

Chorei de rir lendo esse texto...hahaha. Me lembrou uma história bem pior: quando meu irmão tinha uns 15 anos ele colocou batatas para fritar. Aí chega um amigo em casa e ele vai para o portão conversar. Só lembrou da panela quando a fumaça do incêndio que se iniciava pelos armários da cozinha começou a sair pela porta. Quando cheguei em casa a noite, minha mãe chorava na cozinha repleta de água e gordura, com o exaustor, os armários e uma parte do teto todos pretos. Nesse dia eu achei que meu irmão iria morrer. Mas ele só teve que ajudar a limpar a sujeira. Os armários foram reformados e o exaustor pro lixo.
Hoje a gente ri muito lembrando disso.

Hihihihi.

Rob Gordon disse...

Adônis:

"Lei de Gordon". Ta aí. Gostei!

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

*****

Assim como a minha, sua história é daquelas que, anos depois, a família inteira ri. São as histórias que vão ser lembradas em aniversários, casamentos e natais. Mas o problema é que na hora elas são verdadeiras tragédias - no seu caso, teve lágrimas da sua mãe; no meu, o maior esporro do planeta!

Obrigado pelo comentário!

Rob

Fraturas Expostas disse...

chorei, Rob, chorei...quase caí da cadeira de rir hahahaha

Camila disse...

Não sei se já disse isso, mas enfim encontrei alguém tão azarado quanto eu! hahahahahaha

Anônimo disse...

Dificilmente comento em blogs, mas depois dessa história hilária não pude me conter. Valeu Rob pelas boas risadas que seu texto me deu.

Robson.

Bel Lucyk disse...

- ahahahahahahhahahahah
eu tava com saudade de ler seu blog e rir alto sozinha enquanto leio seus textos! 2 xampus? kkkkkkk
Sua calvícia está mais que explicada! =)
bjos

Rob Gordon disse...

Fraturas Expostas:

Pelo menos você chorou de rir. Imagine minha mãe e minha avó...

Rob

Rob Gordon disse...

Camila:

Um segredo: quando eu tinha uns 15, 16 anos, surgiu a moda dos duendes, bruxinhas e afins. Tinha de tudo: Duende da Fortuna, Bruxinha do Amor...

Meu apelido era Gnomo do Azar. Juro.

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Robson:

Eu que agradeço pelas risadas, e pelo comentário!

Abraços e volte sempre, pois será muito bem vindo!

Rob

Rob Gordon disse...

Bel Lucky:

Não foram "dois xampus". Isso seria fácil. Foram "dois xampus em cerca de 2 minutos". Isso é Rob Gordon.

Beijos!

Rob

Paulo Garcia disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkk....phda

Rob Gordon disse...

Paulo Garcia:

Que bom que curtiu! Obrigado!

Rob