31 de dezembro de 2011

Discurso de Agradecimento



Passei um bom tempo sem ar.

Meus pensamentos flutuavam para algum lugar fora do meu alcance.

Eu não ouvia mais nem podia abrir a boca para falar mas o pior de tudo era a falta de ar impossibilitado de respirar meus pulmões começaram a arder pela falta de oxigênio o que tornava tudo ainda mais difícil e como consequência eu não conseguia mais pensar direito ou com clareza e as ideias rodavam dentro da minha cabeça e passei um bom tempo assim totalmente sem ar mais do que eu gostaria certamente bem mais do que eu imaginei que aguentaria e com meus pulmões queimando mesmo sabendo estar no fundo de tudo venci a ideia de que seria mais cômodo apenas deitar e esperar tudo passar e tomei impulso com os pés voltando à tona para finalmente respirar.

E, ao abrir os olhos, percebi que não estava mais em casa, mas sim no meio do mar. Em Florianópolis.


Ao meu lado, crianças brincando, casais namorando, pessoas nadando. Gritos, música, risadas. E o mar docemente salgado em volta de mim, com a água escorrendo pelo meu rosto. Paz. Acenei para a namorada e deixei meu corpo cair na água, boiando, sem rumo, sem pressa, sem hora marcada, sem prazos, sem culpa, sem dúvidas.

Mas com a certeza de jamais ter imaginado que o ano de 2011 terminaria deste modo.

Porque foi um ano difícil.

Não vou dizer aqui que foi o pior da minha vida, pois coisas boas também aconteceram durante 2011. Mas, como dizem por aí, a vida não é feita de anos, mas sim de momentos. E eu tive momentos bem difíceis ao longo de todo o ano de 2011 – desde o começo ao seu final. Todo o terceiro parágrafo deste texto serve para descrever eu, embaixo d’água até não aguentar mais, como alguns meses da minha vida ao longo deste ano.

Foi um ano de muitas mudanças. Algumas são extremamente óbvias, como as minhas tatuagens. Mas as mudanças foram muito além – e, em alguns casos, imperceptíveis para quem não convive comigo. Em 2011, “muita coisa mudou muito”.

Porque este foi o ano em que descobri meus limites. E não estou falando de limites físicos, mas sim emocionais. Infelizmente, paguei um preço alto demais para isso. Mas, na maioria dos casos, não adianta reclamar da conta quando ela chega, porque ela normalmente está correta.

É mais importante descobrir um modo de pagá-la. Ou, ao menos, de pagar a sua parte.

Enfim, o final de 2011 foi muito melhor e mais doce que seu início. E esta não é a grande vitória do ano. Minha grande conquista não envolve enxergar os últimos dias de 2011 como coloridos – isso seria fácil, já que todas as férias em uma cidade linda são ótimas. Minha vitória é enxergar tudo isso como o início de uma estrada que leva para um 2012 muito melhor.

E isso não seria possível sem algumas pessoas, que lutaram o ano inteiro por mim, mesmo sem eu pedir.

São pessoas que, ao longo do tempo, fizeram com que eu percebesse – de uma forma que passa longe do racional e que namora com o meu lado emocional – algo que pode ser resumido nos versos de uma música do The Who.

I don’t have to fight
To prove I’m right
I don’t need to be forgiven


Não preciso lutar. E não preciso ser perdoado.

E, sabe... No momento em que você percebe isso, você não precisa mais lutar porque a luta está ganha. No momento em que você percebe isso, você não precisa ser perdoado, pois simplesmente não há pelo que ser perdoado.

Remédios e terapia? Sim. Mas o elemento básico aqui é amor.

Amor de uma família que se importa, que se preocupa, que quer saber. Amor de uma família que convida, que visita, que telefona. Amor de uma família que pergunta se estou bem, se estou precisando de algo. Amor de uma família que deixa claro que está ali, ao meu lado.

Amor de amigos que, do meu lado ou em outras cidades, cuidaram de mim como eu cuidaria deles. Amor de amigos que deram broncas, foram sinceros, aconselharam. Amor de amigos que gastaram horas em dezenas de conversas. Amor de amigos que mostraram verdades que eu demoraria a enxergar sem eles.

Amor de leitores que estiveram aqui durante o anor inteiro. Amor de leitores que apoiaram, comentaram, torceram. Amor de leitores que mostraram que tudo o que eu escrevo – minha grande paixão – ainda faz diferença na vida das pessoas - e isso não tem preço.

Amor da Namorada que me guiou pela mão quando eu não conseguia mais enxergar. Amor da Namorada que me apoiou no ombro quando eu não conseguia mais andar. Amor da Namorada que surgiu no meio de uma tempestade, mostrando caminhos e fazendo com que eu jamais esquecesse a pessoa que sou.

Amor da Namorada que não apenas explica e multiplica todos os outros amores que carrego, mas dá sentido a todos eles. Pela coragem e sinceridade, pela doçura e carinho, pela transparência e alegria, ele se torna o amor a ser seguido e o amor a ser amado. O Amor de Todos os Amores.
Sem o amor dela, eu não conseguiria compreender novamente o amor. E, sem isso, eu seria incapaz de enxergar os meus outros amores.

Assim, é graças ao amor dela que eu estou de pé aqui, hoje, agradecendo ao amor de vocês. 

Obrigado.

 
Foi graças a vocês que eu, totalmente submerso, voltei à tona e respirei. Foi graças a vocês que uma enorme névoa se dissipou e uma pedra enorme – que não era e nunca foi minha – caiu dos meus ombros. As costas ainda doem um pouco, mas já é possível andar com as duas pernas. Foi graças a vocês que voltei a enxergar com clareza o maior mandamento da minha vida:

O segredo não está no passado, está no futuro.

E é graças a vocês todos que eu me sinto amando também o meu futuro.

Assim, eu começo 2012 andando de mãos dadas com a Namorada pelas ruas de Florianópolis e fazendo planos. Planos de vida, planos de futuro. Um sonho aqui, uma vontade ali. E sempre tomando cuidado para não dar o passo maior que a perna, mas se permitindo ousar um pouquinho – e olhando para o céu e sorrindo aquele sorriso de “eu mereço”.

Obrigado a todos vocês que me mostraram justamente isso: o “eu mereço”. Um "eu mereço" sincero e transparente.

Obrigado a todos que permitiram que eu olhasse para o abismo e aguentasse o abismo olhando de volta para mim.

Dizem que o amor, quando é verdadeiro, resiste a tudo – até mesmo ao tempo. Eu tenho a sorte de ter o amor de muitas pessoas que, mais que resistir ao tempo, tem o poder de alterá-lo.

Sim, alterar o tempo. Vocês tem este poder, e talvez nem saibam disso.

Foram vocês que fizeram com que meu ano de 2011, um dos mais difíceis da minha vida, tivesse apenas 360 dias. Pois ele acabou no momento em que eu coloquei os pés em Florianópolis. De lá para cá, já é 2012 na minha vida – a queima de fogos será uma mera formalidade.

E isso graças a vocês. Porque a luz mais importante e mais bonita de todas, foram vocês que me mostraram, há bastante tempo.


Muito obrigado por isso. Eu jamais me esquecerei.

Feliz ano novo.

Feliz ano novo para todos nós.


(As fotos são da Namorada,
que fotografa muito melhor que escrevo.)

33 comentários:

Gabi Romeiro disse...

Fico feliz por ler isso, Rob, por você estar bem. Mas confesso que me fez muito bem mais por motivos egoístas, de saber que o pulmão aguenta e que tem ar depois de tudo. E obrigada por também me lembrar de Baba O' Riley!
Que venha 2012 ;) Feliz ano novo pra você e pra namorada.

Pk Ninguém disse...

Não sou muito de comentar, mas neste faço questão, pois de uma forma um tanto ínfima acho que posso dizer que sou um desses amigos que citou, porém quem tem a agradecer sou eu por ter tido a oportunidade de conhecer além de um grande escritor uma pessoa tão bacana, muito obrigado!

Rob Gordon disse...

Gabi:

Obrigado, mesmo que os motivos sejam "egoístas". Mas, falando sério agora: há ar no final de tudo, sim. Por mais que pareça que não, sempre há - e às vezes está mais perto que a gente imagina.

E, cá entre nós, Baba O'Riley ajuda bastante!

Beijos e um 2012 sensacional - e repleto de ar - para você!

Rob

Rob Gordon disse...

PK:

Você certamente está entre essas pessoas. Além da amizade virtual, o papo na Paulista com Irish Coffe (e Amaretto para o senhor) foi uma das melhores noites de um período muito, muito difícil para mim.

Muito obrigado por isso e, sobretudo, pela honra de poder lhe chamar de amigo.

Abraços e um 2012 maravilhoso para você e para a esposa!

Abraços!

Rob

Varotto disse...

Também penso o tempo como um dia após o outro com uma noite no meio, e acho graça nessa história de ano novo, começar de novo, etc.

Porém, me rendo aos costumes, e aproveito para desejar novos tempos de pouca água e muito ar.

Para você e para a Ana...

Cesar da Mota Marcondes Pereira disse...

Caríssimo!!
Disse no Twitter ha á algum tempo, e repito quantas vezes forem necessárias:
"Qdo crescer, quero escrever como você!"

Ao comentar do amor, que tem te feito tão bem, lembro do comentário que fiz em um texto seu, onde descrevia os amores reconhecidos pelos gregos, e o quanto você, aparentemente, conseguiu internalizar cada um deles.

Sem dúvida, você é um cara muito especial.

Te desejo, do fundo do meu coração, um 2012 tão cheio de coisas boas, e de muitos desejos, que só cabem em um lugar:
Dentro do seu coração, agora renovado pelo Amor que você tanto sente.

Um grande abraço e nos vemos em 2012, se assim você desejar!!

Se te der vontade, escrevi um texto sobre, justamente, desejos.
Te dedico, de coração, pois você é uma das motivações, REAIS, de eu ter voltado a escrever, depois de um puta tempo.

FUI!!!

P.S.: Link do texto:
http://cmmarcondes.wordpress.com/2011/12/29/desejos/

Rob Gordon disse...

Varotto:

Já pensei muito nisso, sabia? Teoricamente, o dia acaba e começa outro - acontece todas as noites, não tem motivo para 31/12 e 01/01 ser diferente. O fenômeno é exatamente o mesmo.

Mas - especialmente no presente momento - creio que um pouco de superstição não fará mal a ninguém. Pelo contrário.

E quanto aos seus votos... Um ano repleto de ar para você também, e para a família - e com muitas e muitas encomendas da Amazon!

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Cesar:

"Gente que não deseja, não vive – sobrevive."

Ser admirado por alguém que costura uma frase dessas é uma honra enorme para mim, de verdade. E ser reconhecido como uma pessoa especial por esta pessoa é um motivo de orgulho daqueles de se levar para a vida inteira.

Muito obrigado por isso, muito obrigado por compartilhar o incentivo que eu - mesmo que indireramente - dei para você voltar a escrever.

Quanto a 2012... Ele será longo o suficiente para marcarmos algo. Vamos nos falando e acertando os ponteiros disso!

E que você, independente deste encontro (mas sem jamais deixá-lo de lado), tenha um ano maravilhoso, melhor que 2011 e pior que 2013.

Abraços!

Rob

Lilian disse...

Rob, estaremos sempre aqui. Pode contar com a gente! Podia ser qualquer um de nós no seu lugar. E obrigada por ter feito parte da nossa vida também, quando as nossas próprias pedras eram difíceis de serem carregadas.

E veja que sorte: mesmo com toda essa dificuldade, você não desacreditou do amor. Acho que é isso o mais valoroso e importante.

Então, um beijão pra você e outro pra Ana, por não ter deixado você perder isso de vista.

Feliz ciclo novo pra todos nós!

Rob Gordon disse...

Lilian:

Contar com vocês foi uma das maiores armas para eu chegar ao final de 2011 desta forma. Muito obrigado, de coração, por estarem sempre por aí!

E, quanto a acreditar no amor, este mérito é, em grande parte, da Ana, que com um amor sincero e verdadeiro, me mostrou novamente o caminho para isso.

Muito obrigado por tudo!

Beijos e um ótimo ano novo, repleto de livros, para você!

Rob

Beatrice disse...

Faz um tempinho que não passo por aqui e fiquei feliz em voltar e encontrar esse texto. Fico feliz em ver que o pior já passou, que já existe espaço para novos planos e sonhos, mesmo que feitos timidamente. Muito feliz mesmo!

Que seu 2012 seja cheio de boas surpresas, conquistas, risadas, amigos, amor, família... que você encontre espaço para continuar crescendo, descobrindo quem você é e aprendendo a lidar com isso!

Um beijo enorme para você e Ana.

Renata de Toledo disse...

Rob Gordon:
Em 2012 eu vou continuar aqui, amando você.
Beijo

Ana Claudia Savini disse...

Muita gente sabe, e muito, o que foi 2011 para você. Mas acho que só eu (além de você, claro) vivi e senti na pele o que realmente foi esse ano para você e, sim vou me colocar aqui, para mim. E me sinto no direito de falar sobre a grandeza da sua sinceridade nesse post. Eu sei o quanto o amor da sua família, dos seus amigos e dos seus leitores ajudaram a te manter em pé. Sei da importância que teve cada palavra, cada gesto, cada pergunta de "como você está?" nos momentos em que você mais precisou. E só tenho a agradecer a todos por terem me ajudado nessa batalha e por todo esse amor que eles dividiram com você. Sim, é piegas, mas foi (e está sendo) uma batalha. E que dia a dia está sendo bravamente vencida.
E, por fim, queria agradecer pelo seu amor. Nada do que fiz ou senti foi em vão. Nada foi menos sincero do que você sempre foi comigo.
(e nesse momento você está na sala e eu estou no escritório do meu pai chorando ao escrever isso para você)
Te amo deveras, Luv.
Sempre. Para sempre.
Beijos,
Ana

Ana Claudia Savini disse...

Ah! E eu fotografo melhor do que você escreve?
Eu diria tão bem quanto.
:P

Claudia Iarossi disse...

Rob, estou meio desconcertada com seu lindo texto para conseguir fazer um comentáario digno.

Cara, muita saúde para você em 2012 e com isso várias conquistas virão!

Feliz Ano Novo!!!!!!!

Bjs

Lu Lima* disse...

Sabe,

quando conheci o Champ fiquei muito feliz de finalmente ter encontrado um lugar que se falava da vida de verdade. Daí, percebi que a graça não estava em ser um espaço virtual falando de situações rotineiras e, sim, de um Homem que:

É real! A personificação é real! Ele não apenas coexiste na blogosfera... Ele é quase paupável aos leitores que se identificam com os textos publicados. Textos que, na verdade, representam tudo aquilo que não somos capazes de verbalizar, mas que gentilmente, este Homem, nos cede o precioso dom e relata por nós os amores e dissabores dessa estranha repetição de respirar...

Respirar... praticamos e nem pensamos o quão fundamental este ato significa, a não ser, quando falha... E, acredito que muitos aqui já devem ter sentido aquela dor que comprime os órgãos na caixa torácica. Dói demais. No entanto, quando o fôlego volta à tona, aprendemos um "truque" incrível: a manha de fortalecer o espaço vital!

Clima de réveillon, todos ficam piegas, (e, Ana, ser piegas é a maneira mais bonita de dizer ao mundo que o coração é órgão mais forte do tronco) sensíveis e dispostos a entrarem no próximo ano com uma dose de esperança! Como leitora assídua, desejo que em 2012, nosso corpo - o Champ, juntamente com seu cerébro - o Rob, mais os membros - os leitores, possam manter a máquina funcionando... mas não em perfeito estado... e sim, em perfeita harmonia!

Obrigada, Rob! E saiba que, se faltar ar, aqui existe oxigênio de sobra para o resgate!

Feliz 2012 a todos!

Beijos,
Lu Lima.

Pedro Lucas Rocha Cabral de Vasconcellos disse...

@Ana Savini,

Modesta como sempre... hahahaha =P

@Rob

Morar longe e ver um amigo passar pelo que voce passou eh dificil... Especialmente quando recebo noticias suas somente pelo blog.

Entao queria deixar aqui meu pedido de desculpas. Desculpa por nao ter estado ai para voce quando voce precisou. Desculpa por nao ter entrado em contato tanto quanto deveria. Desculpa por nao ter sido o amigo que poderia, e deveria ser.

Mas apesar disso, saiba que apesar de distancia, pouca comunicacao, ou qualquer outra pedra no caminho, eu te amo cara.

Quero so o melhor para voce, sempre.

Toda vez que vejo uma referencia a Namorada, seja no blog, ou no twitter, um sorriso me chega aos labios, vindo direto daquele distante noite no Degas. Eu me lembro dos olhares que ela te dava enquanto pensava que voce nao estava olhando, e dos olhares que voce dava pra ela quando pensava que ela nao estava olhando.

Voces 2 sao muito especiais, e estarao sempre no meu coracao.

Feliz 2012.

Camila disse...

2011 não foi um ano fácil para ninguém, Rob. Acho que muita gente passou os últimos dias com aquele gosto agridoce: o ano foi bom e ruim ao mesmo tempo. Mas, falando por mim, o que eu vivi em 2011 me ensinou a viver melhor, me mostrou o que fazer e o que não tentar mais.

O que eu desejo para 2012 - até escrevi no meu blog - é uma vida mais leve. Desejo isso pra você também. É clichê dizer que depois da tempestade vem a bonança, mas é o que a gente precisa. Então, uma vida mais leve pra vc e para a Ana em 2012! Que possamos rir muito mais no ano que vem.

Eu continuarei sendo leitora fiel, pode ter certeza. ;)

Feliz Ano Novo!

Bjos

Rob Gordon disse...

Beatrice:

Você nem imagina o quanto este espaço para novos planos e sonhos está me fazendo bem. Ainda se trata de um longo processo, mas este o crescimento deste espaço tem sido fundamental, oxigenando a mente e a alma.

E, quanto a descobrir quem sou... Na verdade eu (re)descobri, pois hoje sei que nunca perdi minha essência, e vejo isso cada vez mais claramente. Mas, mesmo assim, vamos tentando crescer e vamos aprendendo, dia a dia.

Muito obrigado pelo comentário, pela torcida e pela felicidade sincera em me ver melhor. Muito obrigado mesmo!

Um beijo e um ótimo Ano Novo!

Rob

Rob Gordon disse...

Renata de Toledo:

Em 2012, todos nós vamos continuar aqui. Prometo.

Muito obrigado!

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Ana:

Na verdade, 2011 não foi uma batalha. Foi uma guerra, com batalha atrás de batalha. E todos os amores que você mencionou aqui, da minha família, dos meus amigos, dos meus leitores - e até mesmo do Besta-Fera, que coitadinho, ficou de fora deste texto, injustamente, foram algumas das armas que usamos este ano.

Sim, usamos.

Porque a minha melhora é sua também, não apenas por tornar sua vida mais confortável e menos preocupada, mas pela felicidade sincera que você demonstra a cada vez que me vê bem.

E isso conta muito. A cada vez que estamos dentro de um lugar lotado e você me pergunta se estou bem, se quero ir embora, se não é melhor eu tomar um remédio... Isso conta muito. Pois, com isso, eu sei que posso ser exatamente o que sou ao seu lado, sem me preocupar em precisar ser algo. E, se hoje eu ainda estou no meio de uma guerra podendo lutar sabendo que tenho você ao meu lado, em breve teremos vencido tudo isso, e ainda estaremos um ao lado do outro.

Pois, como você disse, é sempre para sempre.

Afinal, como já falamos antes... Com este começo turbulento que tivemos, com tantos problemas internos e externos, com toda a ajuda que precisamos pedir - e graças a Deus conseguimos - nada mais segura a gente. Nossa força está mais do que provada, e nos une a cada dia mais.

Muito obrigado pelo melhor presente que recebi este ano: a chance de responder a este comentário, escrevendo tudo isso, ainda em 2011. É quase um tapa na cara do ano, antes que acabasse.

Amo você.

(E um dos motivos pelos quais amo você é porque admiro você demais. Em outras palavras: você fotografa melhor do que eu escrevo).

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Claudia:

Não se preocupe jamais em fazer um comentário "digno" aqui. Jamais. na verdade, eu que não consigo encontrar uma forma digna de agradecer todo o apoio e carinho que você me deu este ano, em cada comentário, de cada texto.

Um ótimo Ano Novo pra você!

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Lu Lima:

Adorei a comparação que você fez do blog com um corpo, mas eu faria uma pequena alteração: os membros, na verdade, são as histórias, doces ou engraçadas, que acontecem comigo ou atravessam minha cabeça e fazem o corpo andar e se mover.

Vocês, leitores, não são os membros. Vocês são a alma. Sempre foram a alma deste blog, e sempre serão. Não é segredo para ninguém que este blog tem um relacionamento "incomum" com seus leitores, pelo menos se comparado à maioria dos outros blogs.

E isso é um dos maiores orgulhos que sinto a respeito do blog: este relacionamento quase mágico com os leitores.

E é justamente por isso que tenho falado tanto sobre vocês (e sempre para vocês) nos textos dos últimos meses. Sem vocês estes textos não teriam as mesmas cores.

Sem vocês, a vida não teria as mesmas cores.

Muito obrigado por tudo, e um ótimo 2012 para você!

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Pedro:

Mesmo longe, seu apoio, em e-mails, Twitter e no blog foi fundamental. Aliás, muito mais que apoio: sua amizade foi essencial para que eu terminasse este ano de pé.

O carinho que você tem por mim e pela Ana é algo que eu ela conversamos muito a respeito, e até mesmo usamos como exemplo em algumas situações.

Assim, você não precisa pedir desculpas por nada - pelo contrário. Eu, deste lado, que devo um pedido de desculpas pelas notícias erráticas ao longos dos últimos. Como você mesmo disse, a maior parte delas é pelo blog, e isso vem porque atualmente eu me sinto muito mais confortável me expressando aqui do que escrevendo diretamente para uma pessoa.

Mas saiba que em todos os textos onde falo sobre amizade, o senhor está incluso, e eu me sinto muito, muito honrado e feliz com isso.

Um Ano Novo sensacional para você, e que em 2012 a gente possa se encontrar novamente!

Abraços

Rob

Rob Gordon disse...

Camila:

"2011 me ensinou a viver melhor, me mostrou o que fazer e o que não tentar mais".

Sem saber, você me deu um presente lindo neste réveillon: esta frase.

Aqui, foi tudo à duras penas, mas creio que, mais para a frente, olhando 2011 em perspectiva, talvez seja assim que eu veja este ano. Mas de uma coisa você pode ter certeza: é assim que eu QUERO vê-lo.

E, quanto ao que você deseja (um ano mais leve) é exatamente o que eu e a Ana queremos e precisamos. E nossos planos giram todos em torno disso.

Sabe... Alguns meses atrás, você disse no Twitter que, quando viesse para São Paulo, faria questão de se encontrar comigo e com a Ana.

Nosso convite está sempre de pé: queremos muito conhecer você pessoalmente - pois algumas destas risadas de 2012 precisam ser dadas ao lado de amigo sinceros!

Um Ano Novo muito, muito especial (e levíssimo) para você!

Beijos

Rob

Natalia Máximo disse...

Uma coisa que minha mãe sempre me disse é que "Deus nunca nos dá um fardo maior do que podemos carregar". Eles sempre parecem muito grandes, muito pesados, mas não são. A gente consegue carregar sim, e esse peso fica mais leve quando a gente percebe - e permite, claro - que pessoas que nos amam nos ajudem nesses momentos.
Fico muito feliz que 2011, um ano que acho que foi difícil pra quase todo mundo que eu conheço, inclusive para mim, tenha acabado. Fico muito feliz por quem teve um bom ano e, para todos nós, desejo que 2012 seja incrível.
Mas não basta desejar, tem que fazer acontecer. Eu vou fazer meu 2012 incrível e quero ajudar todo mundo que eu amo - o que inclui você e a Ana - a ter o mesmo, ou ainda melhor. E, se ficar muito pesado, faço questão de ajudar a carregar (:
Porque, como você mesmo disse, não precisamos de perdão, nem de luta. E a gente merece!

Rob Gordon disse...

Natalia:

Sua frase lembra uma parecida da minha mãe: "Deus dá o frio conforme o cobertor".

Gosto da frase e da ideia, mas, cá entre nós, 2011 foi um ano frio. Ou pesado, como queira. Deu para levar? Deu para levar, tanto que estamos de pé aqui. Mas não foi fácil.

Mas, além de desejar um ano incrível para você, e agradecer a todos os momentos especiais - virtuais ou não - que você me deu em 2011, e que me ajudaram (muito) a chegar de pé em 2012, quero dizer que uma frase do seu comentário me marcou muito: "ajudar a quem eu amo".

Essa precisa ser a meta deste ano. Este é o ano em que isso precisa ser levado ao máximo, pois não temos tempo, saúde ou energia para gastar com pessoas que não amamos, ou que não nos amam a ponto de nos ajudar quando precisamos. Com esta frase, você resumiu tudo o que 2012 precisa ser: um ano com amor sincero e verdadeiro.

Beijos

Rob

Amanda Ullmann disse...

Não sei pelo o que você passou esse ano, mas acredito que isso pôde te tornar alguém ainda mais especial nesse mundinho frívolo no qual vivemos.

Ano passado, se me perdoa o egoísmo de querer contar minha história, também fechei com chave de ouro, e dei um tapa na cara do que 2011 tinha sido até aquele momento. Peguei o resto de moral que tinha e fui pra São Paulo. Pela primeira vez, sozinha e sem contar pra ninguém. E enquanto caminhava por Pinheiros e via a Teodoro Sampaio, imaginava: Finalmente estou conhecendo essa épica avenida, a qual Rob Gordon mencionou tantas e tantas vezes. Tentei imaginar um pouco do que já tinha lido, como você atravessando-a sentindo-se invencível com os fones de ouvidos no metal mais barulhento que tem no Ipod. Pensei na sorte que você tem (e pode me chamar de louca) de morar no lugar em que eu sempre quis viver desde os 10 anos de idade. E finalmente, me senti feliz por estar ali, sabendo que em Janeiro, eu não tinha coragem de ir até à padaria sozinha.
Enfim, esse comentário é só uma pequena e singela homenagem ao escritor e ser humano que você é, e um desejo de felicidade pra esse ano de 2012.
Com carinho,
Carol.

Rob Gordon disse...

Amanda:

Sabe... Seja como escritor ou como ser humano, minha vontade era imprimir e emoldurar este seu comentário. Outro dia mesmo estava conversando isso com a Namorada: mesmo sem nunca ter fingido ser o que não sou, aqui no blog, eu me tornei uma espécie de personagem dos textos. E acho que a grande graça deste blog é esta: eu existo, exatamente assim. E, como a Namorada definiu muito bem: "você se tornou uma espécie de Truman, as pessoas acompanham sua vida, quase como numa novela, todos os dias."

Eu concordo com ela sob muitos aspectos, mas se existe algo que é mais recompensador que isso - e eu já disse isso antes - e poder acompanhar a vida de vocês, leitores, aqui no blog. Daí a felicidade que eu senti não por você ter andado pela Teodoro Sampaio pensando em mim, mas sim por você ter conseguido chegar até ela, sendo que meses atrás isso era tao difícil - e eu sei do que você está falando.

O mínimo que posso fazer, como agradecimento, é desejar que você tenha um 2012 muito, muito especial. E saiba que estarei sempre torcendo aqui para que a sua Teodoro Sampaio se torne logo uma viela pequena e tranquila.

Muito obrigado, de coração, pelo comentário.

Beijos

Rob

Juju disse...

Feliz ano TODO pra vc e pra namorada Rob! Vcs merecem!

Rob Gordon disse...

Juju:

MUITO obrigado! Um 2012 inteiramente lindo para você também!

Beijos!

Rob

Paulo Garcia disse...

Ótimo blog!Saúde e sucesso!

Rob Gordon disse...

Paulo Garcia:

Obrigado!

Rob