28 de junho de 2011

O Dia em que o Champ Quase Morreu

Então, doeu no começo. Mas é Beatles, né? Valeu muito a pena, eu sempre quis isso. Se você quiser, eu passo o telefone do cara, ele é bom pra caralho. Eu vou ter que ir lá retocar, você vai comigo. Vamos tomar a saideira? Beleza. Campeão, mais dois aqui! O meu com gelo. Valeu. Então, deixa eu te contar uma coisa. Aconteceu há uns dias. Quer dizer, na verdade quase aconteceu. Bom, não tem como dizer isso de modo fácil. Eu quase apaguei meu blog. Juro. Os blogs, na verdade. Quase apaguei os dois. Foi sábado passado, acho. Não, esse não, o outro, antes do feriado. Eu estava em casa conversando sobre mim, sobre minha vida, e de repente eu perdi o tesão de escrever, sabe? Não, se eu sentasse e tentasse escrever, escreveria. Não era falta de ideia, era falta de vontade. Falta de tesão mesmo. Amigão, o meu é com gelo. Duas pedras. Isso. Valeu. Então, sabe o que é engraçado? Nunca tinha sentido isso, sentido falta de tesão de escrever. De repente, ali, não via mais propósito nisso. E me senti vazio pra caralho, sem isso. É a coisa que eu mais gosto de fazer na vida, mas, de repente... Não sei. De repente, não importava mais, acho. De repente, nada do que eu escrevi ali valia a pena. Não é exagero, me senti vazio demais. Não sei explicar direito. Sabe, eu estou inteiro naqueles dois blogs. Tudo o que sinto está ali. E de repente... Não sei... Acho que hoje eu estou escrevendo para procurar respostas que não existem para algumas perguntas. Porque eu sempre escrevi para me divertir ou para entender as coisas, e estou tentando entender coisas que não serão entendidas. Estou procurando nos textos respostas que não existem... Ou talvez respostas que não sejam minhas. E de repente cansei. Cansei disso. Cara, vamos fumar? Deixa as coisas aí, não tem problema. Mas pega o copo. Campeão? Nós vamos fumar lá fora, vamos deixar a mochila aqui, ok? Valeu! Então... Me senti cansado. Como se nada do que eu tivesse escrito ou feito tivesse valido a pena. Empresta o fogo aí. E de repente eu olhei para o blog... Estava aberto na minha frente, na porra do notebook, e não vi mais nada de especial nele. E disse pra ela que se tivesse coragem, apagaria. Mas não tive. Ia doer pra caralho apagar aquilo, eu sei disso. Então, eu sei que estou vivendo dele hoje, que os frilas estão rolando, tem coisas aparecendo... Mas nem pensei nisso na hora. Estava pensando apenas na forma que eu estava me sentindo. Leitores? Não sei... Mais de quinhentos cadastrados. No Twitter, uns mil. Então, mas sabe o que eu acho? Ok, meu blog é bom, mas é porque ele está no ar. Se eu apagar, em duas semanas, vinte dias, ninguém nem lembra mais dele. Talvez os amigos mais próximos. As pessoas esquecem fácil, ainda mais essas coisas. Acabou o cigarro? Não enrola, meu, está frio demais. Não, mas claro que fiquei feliz de não ter apagado. Ainda bem que ela não deixou, cara. Ainda bem. Mas, cara, vou te falar... Nunca imaginei que eu fosse me sentir tão vazio assim. Não dessa forma. E eu ia apagar tudo. Blogs, twitter, tudo. Mas não apaguei. Termina essa merda de cigarro, vamos entrar. Então, não tive coragem. Foda-se. Mesmo me sentindo dessa forma, aquilo é importante pra caralho pra mim. Tem anos e anos da minha vida ali. E sempre com muita sinceridade. Aliás, neguinho fala que eu escrevo pra caralho. Escrevo pra caralho porra nenhuma, eu sou sincero, só isso. Ok, tenho meia dúzia de piadas no bolso, mas o lance ali é sinceridade. Por isso que eu vejo os leitores como amigos, e acho que vice-versa. Já me falaram que ver meus leitores como amigos é hipocrisia da minha parte. Desculpa, hipocrisia é o caralho. Tem gente ali que quando o comentário bate na caixa de e-mail, eu já sei o que esperar, só de olhar o nome. Eu conheço as pessoas e elas me conhecem, e a gente nunca se viu. E nunca precisei inventar histórias pra isso. Enfim... Eu não apaguei nada. Mas fiquei preocupado com isso. Aquela porra é meu sonho, e de repente estava ali, com cara de cu, e sem vontade de escrever mais. Foi foda. Foi bem foda. Vamos fechar? Então, mas não sei ao certo o que faço. Ele continua ali. Os dois continuam. Eu escrevo nos dois, mas me sinto errado. Como assim? É, talvez seja esse lance de escrever em busca de respostas. Talvez seja isso. Mas, porra, é que aconteceu tanta coisa... Mas talvez seja isso. 60 paus. Caralho. Você paga? Eu pago? Feito. O próximo eu pago. Então, o que você acha que eu faço? Porra, você acha que eu não sinto falta de textos assim? Claro que sinto. Lembra aquele das Carolinas? O da viagem pra Vitória? O do Toddynho? Neguinho adorou aquilo! Eu ria alto escrevendo aquilo! Claro que sinto saudade de escrever isso, mas não me vejo mais assim. Ou não tenho tentado, não sei. Oi? O que a história da abelha tem a ver com isso? Isso foi semana passada, nunca coloquei no blog. Não, é só uma história. É uma porra de uma abelha, mais nada. Não consigo mais, não sei. É... As outras eram somente histórias também, né? Bom, posso tentar. É, acho que é o jeito que eu conto... Talvez seja isso. Eu vou tentar. Cara, e se eu perdi a mão? Sim, eu vi o quanto ela estava rindo enquanto eu contava o negócio da abelha. Mas a questão é que eu não posso escrever essas coisas para... Isso. Isso. Exatamente o que eu ia dizer! O lance é voltar a escrever pra mim, pra achar o tesão de novo. Cara, eu gargalhava com meus textos antes de postar... É isso que precisa rolar de novo. Chega de ficar em busca de respostas pra tudo o que rolou. Você tem razão, preciso me divertir com o blog. Eu sei que esse sempre foi o lance que tornava ele especial. Mas naquela época eu também colocava textos mais reflexivos. Sim, era menos que hoje, eu sei. Traz a máquina do Visa, por favor? Mas você tem razão. É hora de fazer o que eu sei fazer. E os textos mais reflexivos, mais poéticos, sairão na hora certa, e, principalmente, sobre os assuntos certos. Você tem razão, cara. Eu não me perdi, mas cismei com isso e resolvi me procurar em textos. E eu esqueci que sempre estive nos textos. Até mesmo nos mais leves. Ou principalmente nos mais leves. É hora de voltar. Vamos. Como é mesmo a porra da música? Porque eu fui o primeiro e já passou tanto janeiro, mas se todos gostam eu vou voltar. Isso é Raul Seixas, babaca. Enfim, você tem razão. Hora de voltar a brincar no blog. Isso sempre me fez bem. Você tem razão. E todo mundo gosta. Vou tentar. Só espero mesmo que eu não tenha perdido a mão. Mas olha, no Chronicles eu ainda vou falar dessas coisas. Do meu jeito, mas vou. Veado é a puta que pariu, eu gosto pra caralho daquele blog. Enfim, vamos embora, tá tarde pra caralho. Eu vou tentar escrever sobre o lance da abelha, vamos ver o que sai. Ainda não sei como, qual o formato, mas vou tentar. Mas já me animei, sim. O caminho é esse. Aliás, você sabe que eu vou colocar essa nossa conversa no blog, né? Sim, pra marcar isso. Problema seu. Porque eu não quero esquecer isso. Você acabou de me mostrar uma coisa. Eu não quero esquecer nada que está ali. Pelo contrário, eu quero mais. Eu quero o Rob Gordon de volta, cara. Aquele Rob Gordon. Eu sei, é hora de fazer as pazes comigo mesmo. Eu sei. Eu sei disso. Vou tentar. E se eu perdi a mão, você me avisa? Beleza. Beleza, feito. Se cuida.

36 comentários:

Lilian disse...

...e foi o dia em que eu fiquei sem palavras. Acho que todo mundo que escreve passa por isso um dia. Como se tudo que te levasse a escrever perdesse o sentido de uma hora pra outra.

Eu também sinto falta do Rob que encontrei da primeira vez que caí aqui no blog (e já disse isso várias vezes, lembro perfeitamente do primeiro texto que eu li). Cara, de QUANTOS blogs perdidos nessa blogosfera de meu Deus a gente lembra do primeiro texto que leu? Mas eu aceito que as pessoas mudam. Era outra época, você era outro, todos éramos. Ainda me divirto aqui e é por isso que continuo voltando.

Mas seu amigo tem razão. A gente escreve pra ser lido, mas esquece que nosso primeiro leitor somos nós mesmos. Sem agradar esse leitor... nada mais dá certo. E eu acho que você não perdeu a mão. É só o seu momento. Vc tem a manha de fazer isso... e é uma coisa que não se perde. Vc só parou de praticar.

E não esqueça de fazer backup se tiver outro ataque desses. Se você se arrepender, como vai se arrepender, pelo menos tem como trazer os Champs de volta, beleza?

Mario Cau disse...

É, eu acho que todo artista, uma hora ou outra, chega nessa encruzilhada.

Eu mesmo já tive vontade de queimar todas as páginas que desenhava, fechar blog e site, tudo o mais.

É complicado quando você faz, faz e faz e sente que aquilo não faz diferença e não gera $ pra justificar uma dedicação maior.

Perceba que não estou dizendo que o que fazemos não tem mais sentido. Sempre tem. Se existe o mojo, existe significado, e este é uma coisa múltipla que vai se transformando de tempos em tempos.

A diferença entre um artista é um cara que faz alguma coisa, é essa paixão, essa vontade, e sabe o que mais? Essa vontade de terminar com tudo, de desistir e de sumir. Artista é assim. Pq Arte é assim.

Vão sempre voltar, esses momentos de dúvida, de tensão, de vazio, mas eles são necessário para reinvenções, reflexões, e reforços de quem vc é.

Não esquenta, meu caro Rob! Fico mto, mto feliz q tenha mantido os blogs, pq o q vc faz, n]ão é só bem feito, é feito com paixão. E o mundo precisa de pessoas assim!

Abração!

Pk Ninguém disse...

Já aconteceu e acontece o mesmo com o Dragus e comigo lá no Pensamentos, embora no caso do Dragus, seja a grande falta de tempo disponível. Comigo volta e meia tenho uma idéia legal para escrever, mas não consigo "por no papel" aquilo que me veio a mente e desisto.

Creio que todo aquele que consegue produzir bons textos volta e meia há de se deparar com essa "crise", mas é algo normal, afinal, mesmo quem nos brinda sempre com belas palavras, um ia vai se sentir desmotivado por qualquer que seja o motivo.

Ainda bem que, no seu caso, a vontade veio e foi embora.

Bia Menezes disse...

Ual...

Intenso. Gosto disso. Desculpe me meter na conversa aí, mas cara, ainda bem que você não apagou isso aqui. Desculpe a ousadia, mas isso não é mais 'o seu blog' ... é nosso também, seus leitores, que vêm até aqui para rir, para chorar, para pensar, para se distrair, para fugir no trabalho sem sair da frente do computador e assim por diante... Concordo que hoje as coisas andam diferentes por aqui, mas isso é um reflexo das mudanças pelas quais o Rob tem passado e isso é natural. Antigamente eu vinha até aqui no meio da madrugada, ainda trabalhando, cansada, para rir um pouco e me distrair. Hoje eu venho aqui para, talvez, pensar um pouco sobre as coisas e saber como você está. E não acho isso nem um pouco ruim. Nós, do lado de cá, também passamos por mudanças ao longo desses anos, a diferença é que não temos um blog e , por isso, você não pode perceber.

Quanto a perder a mão, acho pouco provável. Escrever é seu dom, seu talento.

Respeite seu tempo, seus sentimentos, suas vontades e vá em frente (só não a de matar o blog! hahaha). Estamos com você!

Angela Cruz disse...

Que coisa. É sempre você nos textos, e tantas vezes parece tanto que sou eu.

Varotto disse...

Turn the page...

P.S.: Se apagar os blogs, quebro as suas pernas!

Tyler Bazz disse...

A real é que, se fumar começar a fazer mal, pára-se de fumar. Se beber começar a fazer mal, a gente pára de beber. Se o clima começar a destruir o organismo, a gente vai pra outro lugar, é só ter internet.

Mas se escrever começa a fazer mal, o máximo que dá pra fazer é trocar de texto.

Kika® disse...

Rob, vc não perdeu a mão. Pode deixar que a gente te avisa, embora eu ache altamente improvável isso acontecer. ;)

Marina disse...

Também ando com medo de ter perdido a mão. Mas você não perdeu. A gente sabe disso.

Ana disse...

Todos nós, durante o decorrer da vida, acabamos nos deparando com algum momento em que queremos apagar tudo. Principalmente as coisas que nos afetam emocionalmente e, principalmente também, se essas coisas olham para nós o tempo todo relembrando o que gostaríamos de esquecer.
Você nunca perdeu a mão, apenas mudou o foco conforme as coisas foram acontecendo na sua vida. Se essas coisas foram ruins, boas, não vem ao caso aqui, mas a questão é que aquele Rob Gordon de antes, o cara que gargalhava escrevendo os posts, que se divertia fazendo isso, esse Rob Gordon já está voltando. Aos pouquinhos, devagar, meio receoso, mas que já sabe que tem, e sempre vai ter, onde se apoiar quando vontades como essa de apagar os blogs aparecerem.

Dari Rizzi disse...

É egoísmo pedir para nunca deixar de escrever?
As vezes, ao ler um livro ou tantos outros blogs, esquecemos de quem escreve. Mas aqui, Rob, é tudo muito diferente, ao menos pra mim. Conforme vou lendo, além da incrível sensação de imaginar, não me sai da cabeça o autor.
E o mais genial é a vontade de querer que todo mundo leia o que eu acabei de ler.
Já fiz isso várias vezes... Imprimi posts e praticamente obriguei colegas de trabalho olharem para aquela folha e se deliciarem com suas histórias.
No Champ eu já dei muita risada, já deixei de concordar com muita coisa e já fiquei tão emocionada!!!
Ao continuar escrevendo pra se divertir, pra você, vai estar escrevendo pra nós da melhor maneira: a sua.
Isso aqui cair no esquecimento? Jamais! Duvido que quem te acompanha, vai deixar de lembrar da Besta-Fera, dos garçons, do seu eu lírico, de Pinheiros...
Desencontros acontecem, o importante é que, ufa, não apagou.

rbns disse...

Mas tá virando um Chronicles mesmo hein? Deixa de frescura.

Bjs.

Nina disse...

juro, juro mesmo que só de você ter pensado em fazer isto dá vontade de te matar. e se tivesse feito, não tenho dúvidas que achariam um corpo jogado em algum viaduto em são paulo. não faz besteira que eu sei seu endereço. :)
(mas brincadeiras a parte, acho que sei como é. as vezes a gente se abre demais, é muito da gente aqui ou ali - mesmo que muita gente não perceba -,e não é fácil, é incômodo sim. as vezes a gente acha que não vale a pena, pra que tudo isso, né? mas sério: enquanto tiver alguém - tipo eu :D - que leia, sorria ou chore com qualquer (e por qualquer não é no sentido de qualquer) palavra sua, pode certeza que vale a pena.
beijos :)

Natalia Máximo disse...

Apague esse blog e nossa amizade estará em jogo. Ainda tenho muitos textos - antigos e novos - para ler. Um beijo


(PELO AMOR DE DEUS, NÃO APAGUE ESSES BLOGS)

Descharth disse...

Rob, acho que todo blogueiro passa por isso, mesmo eu que escrevo para o Goolge e por dinheiro e adoro ter dinheiro, já pensei em deletar o meu.

Mas esteja ciente de uma coisa, perdendo a mão ou não, seus leitores te adoram, e se voce um dia deletar o blog que seja no dia em que Darth Vader vier passear pela terra e te abduzir.

Eu que raramente sou de comentar, não pude deixar de comentar essa.

MaxReinert disse...

Como diz um amigo meu, que ouviu da sua avó:

- Muda, meu filho... Muda! Nem que seja pra pior, mas o importante é mudar!

Sempre!!!

Dragus disse...

Sei pelo que está passando, mas prefiro falar pessoalmente.

Espero conseguir isso mês que vem ou no seguinte.

Vamos ver.

Gabi disse...

Oi, Rob. Bom te ver por aqui. :)

Emanuelle Najjar disse...

Não. Ouse. Deletar. Este. Blog.

Cara, sério. Nem cogite o assunto por mais que cinco segundos. Isso acontece com todo mundo. Já matei alguns blogs que não faziam sentido pra mim, já quase deixei morrer outros, como foi o caso do Limão em Limonada... mas "fais favor" de deixar esse blog quietinho aqui, ok?

Hally disse...

Você não tem noção que eu prendi o ar desde que li no seu twitter e vim lera o post. Só pude respeirar novamente quando cheguei ao final do texto (e quase quem morre sou eu!).

Mas é maravilhoso ver que o bom e velho Rob Gordon está de volta. Aquele que se fode muito na vida, mas transforma tudo em um texto engraçado e leve de se ler.

E quero ler essa história de abelha, hein? =)

del disse...

Ainda bem que perdi toda essa confusão e já cheguei com tudo decidido, senão eu teria que te ameaçar via twitter. Ora essa, rapaz, te orienta! E saiba que quem "escreve pra caralho" é justo o cara que não tem vergonha da própria sinceridade. Por isso você "escreve pra caralho", porque é você mesmo, e isso é ótimo pra gente porque você é "do caralho"! =)

Eu ainda sofro o luto do Garotas que Dizem Ni, jamais suportaria carregar DOIS lutos. Falo por mim, seu blog já se tornou parte da minha rotina, e você não pode cagar na minha rotina desse jeito. Não permito! Isso não é um "te vira aí pra escrever pra mim", mas sim um "me faz companhia aí e conta o que tá rolando com você".

Eu pago o café.

Filipe Ribeiro disse...

Eu ia dizer "que bom que passou a fase #mimimi", mas não tenho como medir a barra que está sendo esses últimos tempos pra você, então vou dizer outra coisa:

Bem vindo de volta, Rob Gordon.



PS: Agora que você voltou, dá pra fazer o favor de terminar aquela história do Fogo e Gelo?

Claudia Iarossi disse...

Nunca falei com você desta forma, mas vou ter que plagiar o Varotto:
"Se apagar os blogs, quebro as suas pernas!". Ou mando quebrar!!!!!

Faz isso não!

Bjs

Alessandra Costa disse...

E se você apagar o champ, onde é que eu vou ir procurar alguma coisa que me faça rir, naqueles dias que nada mais consegue?
E naqueles dias em que eu quero ler algo que me emocione, onde é que eu vou ir se você apagar o Chronicles? Talvez isso até pareça exagero, mas não é. Muitas vezes eu estava toda desanimada, entrava aqui e meu dia melhorava.
E você não perdeu a mão, você deve é ter mudado, mas isso faz parte, não é? Até já foi dito em outro comentário, que pode parecer egoismo, mas por mim você nunca pararia de escrever, de verdade.

Petterson Farias disse...

Nem ouse parar, Rob Gordon.
Não tens a noção de quantos risos, lágrimas, sentidos e sensações são provocados por essas tuas letras e textos.
Nem de quantas pessoas se inspiram por entre parágrafos e posts desse teu blog.
Portanto, só continue. Continue, continue e continue. ;D

Jessica disse...

Nunca fui a favor de apagar coisas. Mesmo que elas pertençam ao passado, sempre achei que precisava delas para seguir em frente.

Eu sempre senti que esses blogs fazem parte da minha vida e, assim como a grande maioria dos leitores, acharia terrível se eles fossem apagados. Afinal, da mesma maneira que é tão fácil me identificar e me ver no que você escreve, é muito fácil te ver até nas reticências desse texto. E acharia muito triste perder um amigo desse jeito.

Kel Sodré disse...

É isso!

Ana disse...

Eu ia te dizer um negócio, mas depois que vi todos esses comentários de tantas linhas, achei que provavelmente alguém já disse.

Acho que só isso já é razão suficiente pra não apagar porra nenhuma, não?

Fagner Franco disse...

Porra, Rob. Num me ferra, velho. Se passou pela sua cabeça largar essas coisas todas por alguns motivos, imagine eu que tenho todos...haha. Que isso não passe pela sua cabeça nunca mais, pelamor! Fico feliz que foi só um momento único e que resolveu ficar. Nós agradecemos, e muito. Saiba, como já te disse, que considero amigo, de verdade. Sim, falta aquele detalhe de se ver e tal, mas isso é o de menos..haha.
Abraço e nada de largar isso daqui, obrigado.

Nelson disse...

Eu entendo bem como é isso. Cito o argumento do Mario Cau: artista é assim.

Eu quando ainda tocava baixo profissionalmente cheguei nessa encruzilhada também, e acabei largando de tudo e parti pra outra. Pode ser que foi porque o tesão não aparecia mais pra mim há mais de 2 anos, mas eu acabei largando.
Foi preciso coragem, e hoje, se eu não comemoro essa decisão, tão pouco lamento. Foi uma decisão minha, pura e simples, que mudou minha vida pra sempre.

Agora, apagar o blog eu acho ruim pra você. Querendo ou não, sua história está aqui, e por mais que um dia você possa desistir de escrever, os textos estarão aqui, arquivados. Eu ainda ouço as músicas que eu gravei, e aceitei que a dor que eu sinto quando as ouço faz parte da vida agora... mas se eu tivesse sumido com tudo, com certeza a dor seria insuportável.
O passado, por mais que seja passado, faz parte da vida. Tentar apagar vestígios dele é burrice.

Resumindo toda a história, Rob, o que eu queria dizer é:
1-) Você sabe que nenhum leitor seu deixou de gostar dos seus textos. Sinal de que você não está perdendo a mão.
2-) Se for parar de escrever, não apague nada. Garanto que seria uma das piores decisões que você poderia tomar (palavra de uma pessoa que já largou o que amava).
3-)Perder o tesão é normal. O problema é se isso durar MUITO tempo, e virar obrigação. Aí sim é hora de sentar e pensar se isso está te fazendo bem.

abraço Rob, e meus sinceros desejos de que um dia todo o tesão que você tinha volte.

Lunnafe disse...

Eu precisei de três coisas pra vir comentar aqui:

1º de passar o ódio que tive quando você disse que poderia deletar o blog e da parte do "Se eu apagar, em duas semanas, vinte dias, ninguém nem lembra mais dele"

2º me lembrar de toda a educação que a minha mãe não ensinou pra não te xingar demais por pensar uma bobagem dupla dessas

3º de me permitir vir comentar para te xingar, já que normalmente a minha preguiça prevalece e eu fico enrolando pra escrever.

Então, faz favor?! Da próxima vez que te der um troço desses, lembra que cada texto seu afetou esses quinhentos leitores-amigos (clichê mais verídico do mundo), e que por conta desse aglomerado de palavras aqui, a vida de muita gente (minha incluida) mudou. O seu jeito, as suas emoçoes em letras, isso tudo afeta e modifica as nossas vidas... e não delete essa parte da minha vida, tá?!

Se você pensar nisso mais alguma vez, vai tomar um café, vai dar uma volta na rua, leva o Besta Fera pra passear no parque, esfria a cabeça... e aí sim pode voltar pra casa. Nesses dias que a gente pensa esse monte de bobagem, é melhor não fazer nada, tá?!

(e plagiando os comentários acima: se deletar o blog, eu te mato!)

Sil disse...

Se você ousar apagar os blogs eu ajudo o Varotto a quebrar as suas pernas.

E não, nada de comentário relevante para este post.

Matheus Silva disse...

os primeiros textos que eu li no champ foram daquela outra vez que tu quase acabou com o blog porque achava que ninguem realmente se importava com os textos.

rob e suas crises existenciais!

Tukow disse...

Lembre-se apenas de uma coisa: enquanto você tiver um leitor, um fã, uma amigo que leia o que você escreve, você sempre terá alguma palavra que tocará o coração e a alma dessa pessoa que a encherá de orgulho e esperança, pois você foi abençoado com o dom da palavra. Aquela palavra que nos faz sorrir, nos emociona, nos prende até as 5 da manhã. Nos, quero dizer EU.

Quando se sentir vazio, lembre-se que suas palavras, seus textos pode estar "preenchendo" alguém do outro lado do país.

Com você passando uma palavra especial para alguém, pode ter certeza que você uma hora, receberá uma palavra que o encherá de esperança e emoção. Uma palavra que será um motivo para que você continue escrevendo. Onde você passará a lê-la todo dia e se sentirá motiva. Dando um novo fôlego, como se você estivesse nadando por horas a fio, tentando chegar a terra firme.

Desculpa se ficou um pouco confuso. Quis apenas mostrar como seus textos, seus blogs, suas palavras são importantes para todos que vem aqui. Pode ser aqueles que jantam acompanhados na churrascaria ou aqueles que ficam quietinhos no canto esperando o momento certo para escrever algum comentário. Afinal, acompanho as aventuras de Rob Gordon e seus blogs, a três anos (quase quatro). Lembro-me que você tinha um terceiro blog (corrija-me se estiver errado).

Abraços solenes. Tukow

Tukow disse...

Desculpe pelos erros gramaticais.

.a que congemina disse...

Às vezes a gente muda o tom, porque pessoas como eu, você, a Natália, por exemplo, NOS escrevemos nos blogs.

Ainda bem que você não apagou nada. AINDA BEM!
Continua assim,com texto de todos os tons, falando de tudo, se fazfavor.

*Mencionei que andei boa parte da Teodoro Sampaio hoje? Lembrei de vários textos seus e fiquei tentando "entender" em que altura da rua você aparece. :)