2 de abril de 2011

Até o Fim

Apaguei a luz e, como de costume, não fui até a porta. Pelo contrário, voltei até a mesa e esperei meu computador desligar. Sempre fazia isso, com receio de ele inventar uma daquelas atualizações do Windows. E, parado ali, em pé, olhei ao meu redor.

Com exceção da minha mesa, todas as outras estavam vazias, desmontadas e fora de lugar. Ao meu lado, uma estante que antes ia do chão ao teto havia se transformado em um punhado de tábuas soltas, empilhadas num canto. E caixas e mais caixas de papelão se espalhavam pelo local. Algumas isoladas, outras empilhadas.

Mas, mesmo com a enorme bagunça, eu ainda reconhecia aquele ambiente inteiro como meu. Ou, ao menos, como “parte da minha vida”. Foram mais de oito anos ali dentro. Tempo suficiente para eu, conseguir andar por ali com as luzes apagadas antes de ir embora, como fiz muitas outras noites, sem esbarrar em absolutamente nada. Sabia a posição de cada mesa, o lugar de cada cabo no chão. Conhecia cada mancha no carpete, cada papel da enorme pilha sobre a minha mesa.

E, claro, cada texto de cada uma das dezenas de revistas que, até a tarde daquele dia, se espalhavam pela sala. Bastava eu folhear qualquer uma delas e me lembrar de como cada matéria havia nascido. Todas elas haviam passado, por algum momento, pelo pequeno e valente computador da minha mesa. Muitas foram redigidas ali, outras apenas revisadas. Algumas foram fáceis, outras atrasaram; algumas ficaram horríveis, enquanto outras eram das melhores coisas que eu tinha lido na vida.

E agora o computador, tão cansado quanto eu, desligava, pela última vez.

Oito anos. Um pouco mais. A primeira vez que entrei ali era um moleque – a pessoa que você era dez anos antes de qualquer idade que você tenha sempre será um moleque – e saí um homem. Aprendi, cresci, conquistei. Foi fácil? Não, foi difícil. Mas me orgulho de nunca ter fugido. E me orgulho de ter feito o melhor que pude, seguindo regras e descobrindo quais regras estavam ali para ser quebradas.

Por que algumas delas estão ali justamente para isso.

No final do ano passado, por exemplo, meu antigo estagiário estava com problemas para conseguir o preço dos produtos de uma marca caríssima. Não importa agora o que nem qual marca. Ele ligava e a assessora respondia que não podia informar o preço. E ele insistindo, tentando convencê-la de todas as formas. E eu precisava do preço do produto para fechar a revista. Meu prazo de horas se tornou “minutos”. Até que eu pedi para ele parar de perder tempo no telefone e que descobrisse o telefone de uma das lojas da empresa.

Com o fone em mãos, liguei para a loja e fiquei cinco minutos batendo papo com a vendedora, antes de explicar qual tipo de produto eu estava procurando; expliquei que era presente para uns clientes estrangeiros que estavam no Brasil para fechar negócios comigo. Fui bem atendido, e ela me informou todos os preços. Antes de desligar, agradeci a ajuda e me comprometi a passar lá mais tarde, ou que mandaria minha secretária com a relação do que comprar. Desliguei o telefone e disse ao meu estagiário:

– O modelo X custa tanto, e o Y custa tanto, coloca na matéria. E mais uma coisa.

– Sim?

– Não comente com nenhum professor da sua faculdade que eu fiz isso.

A assessoria recebeu a revista semanas depois, e nunca reclamou que os preços entraram. Se bobear, ela nem viu a matéria direito.

Ou seja, existiam regras e regras. E não foi fácil aprender isso, apanhei muito para ter esse jogo de cintura.

Mas sempre estive preparado para assumir a responsabilidade em qualquer problema causado por uma regra quebrada. Eu jamais permitiria que meu estagiário ou qualquer outra pessoa do meu departamento fizesse isso sem meu consentimento. Se desse merda e a assessoria ligasse soltando os cachorros, a decisão teria sido minha.

A responsabilidade era minha, porque, com grandes poderes existem grandes responsabilidades. E, ao longo de cinco destes oito anos, eu tive o poder de tomar decisões, mas com isso recebi também a responsabilidade de assumir todas elas em seu nome. Nos últimos cinco anos, me tornei chefe de redação, o que era uma espécie de “filho do meio”. Eu continuava empregado e subordinado diretamente ao meu chefe, mas comandava um departamento inteiro.

E se você acha o seu chefe filho da puta – e talvez ele seja, porque é uma atribuição inerente ao cargo – saiba que ser chefe é algo solitário demais. Como chefe, você ouve todos, mas a decisão final é sua. E você não pode errar. E muitas vezes a decisão precisa ser tomada em segundos, sem poder pensar. Então, decore isso: a maior prova de confiança que você pode receber do seu chefe é quando ele pede especificamente sua opinião sobre um assunto. Foi como chefe que aprendi que o segredo não é saber bater, é saber cair – e isso não vale para trabalho, vale para a vida inteira. Parece frase de biscoitinho da sorte, mas é verdade.

Mas acho que o meu maior poder era o foco. Nunca perdi de vista que a minha grande responsabilidade era colocar a revista na gráfica no dia X. Esta era a minha meta profissional todos os meses. Quando algum amigo meu perguntava exatamente o que eu fazia, eu sempre respondia que “faço a revista ficar pronta no prazo.” Quase sempre consegui. Nunca consegui isso sozinho, mas quase sempre consegui.

Nestes oito anos e mais de cem revistas, talvez um punhado delas tenha entrado em gráfica um dia depois do “dia X”, porque nem sempre as coisas saem como esperado. Mas eu sabia quais delas suportariam um dia de atraso sem grandes cicatrizes. Esta é outra coisa que aprendi nestes anos: não perca tempo acreditando que você irá acertar sempre, é mais útil saber onde a merda irá causar menos estrago e direcioná-la para lá.

Também fiz amigos e inimigos (felizmente, muito mais amigos que inimigos). Se você é assessor de imprensa e recebeu, em algum momento, um e-mail meu pedindo material com um “Cadê minhas fotos, seu veado?”, saiba que você certamente entra no grupo de (grandes) amigos. E acho que era recíproco. Mais de uma vez, assessores de imprensa, funcionários de departamento de marketing, me ligaram pedindo conselhos ou buscando alguém com quem desabafar. Mas briguei com algumas pessoas, de colaboradores a assessores de imprensa. Faz parte.

Mas, se não quase nunca errei com essas pessoas, errei com as revistas. Mais de uma vez. Normalmente, eu estava em casa no final de semana, com a revista na gráfica, e me lembrava de algo que havia esquecido, ou que iria sair errado. Em algumas das vezes, dormi mal e preocupado, me odiando e com medo das conseqüências.

E foi aí que eu aprendi que a melhor saída era, no dia seguinte, entrar na sala do meu chefe e dizer que “fiz uma cagada enorme, vai sair uma coisa errada na revista, me desculpe”. Com o tempo, percebi que eu dava mais valor aos meus erros do que eles realmente tinham. Que, as vezes, a “cagada enorme” era apenas “cagada”. Mas isso eu nunca mudei. Sempre tive medo de errar. Ou melhor, sempre tive vontade de acertar. Isso não vai mudar nunca.

E se consegui isso com a ajuda de muita gente, consegui também porque aprendi – por pura necessidade – a fazer três ou quatro coisas ao mesmo tempo, e desenvolvi a habilidade de trabalhar horas e horas a fio madrugada adentro (às vezes acompanhado, muitas vezes sozinho). Não há outra maneira se você precisa fazer duas ou três revistas ao mesmo tempo e ainda quer ter uma vida.

Amigos meus me chamavam de herói, e muitos me perguntavam “como você consegue trabalhar tanto?”. Eu dava sempre a mesma resposta:

– O segredo é não pensar a respeito.

Porque no momento que você percebe que está trabalhando há doze, quinze horas seguidas, você se cansa e não consegue mais fazer nada. O segredo era ir fazendo. Não era difícil as pessoas me verem online ou no Twitter de madrugada, sabendo que eu estava na redação. Não era difícil as pessoas me ligarem durante o dia e eu responder apenas que “não posso falar agora, desculpe”. Se você é uma dessas pessoas, desculpe mais uma vez. Eu realmente não podia falar.

E eu sempre fui assim, desde antes de ser chefe. Não era questão de dar exemplo, pelo contrário. Da mesma forma que eu me orgulho de (antes de ser chefe) ter passado 36 horas direto dentro da redação, e com febre, saindo apenas de manhã para entrevistar um travesti francês (sim, um travesti francês) que estava no Brasil lançando um filme, me orgulho também de nunca um funcionário meu ter precisado passar a noite na empresa depois que virei chefe. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Lá dentro, as minhas eram com as revistas, mas com eles também.

Mas o tempo passa. E, como eu sempre falo, o problema não é a idade, mas sim a quilometragem. E a minha começou a ficar alta. Se, por um lado isso me deu a experiência de aprender alguns atalhos que facilitavam meu mês, por outro – somado a preocupações e problemas que ficavam fora da pilha de papéis da mesa – começaram a cobrar seu preço. Isso, claro, sem contar com o cansaço acumulado de praticamente oito anos sem férias (somente os eventuais quinze dias no final do ano).

Os mais próximos de mim sabem que foi difícil. Eu não deixava transparecer nada lá dentro da empresa, mas, não era difícil eu subir a Teodoro Sampaio as 2 e pouco da manhã com nó na garganta. Nó na garganta de cansaço. Entrava em casa, sentava no sofá e chorava cinco, dez minutos. Chorava de cansaço, de exaustão, de não ver mais propósito em nada. Isso foi muito freqüente durante o último ano. Nunca culpei ninguém.

Muita gente fala que eu sou talentoso e que sou um ótimo profissional. Talvez esse seja o preço a ser pago.

Mas, agora, acabou. Sem briga, sem estresse. Acabou porque algumas coisas na vida apenas acabam. A empresa precisou passar por uma reestruturação. Acontece. Esta sexta-feira foi meu último dia. E, como de costume, fui o último a sair de lá – eu jamais deixaria minha mesa com uma revista não finalizada – por volta das 11 e meia da noite, sem conseguir manter os olhos abertos por causa de uma enxaqueca.

E, quando meu PC finalmente desligou, eu percebi que jamais o ligaria novamente. Que oito anos da minha vida foram debruçados sobre aquele teclado – foi ali que criei o blog, uma quinta feira antes do almoço; foi ali que escrevi boa parte do meu livro, entre uma matéria e outra. Quando o PC desligou e a redação ficou totalmente escura, oito anos da minha vida se encerraram.

E eu não tinha ideia do que ia fazer da vida. Ainda não tenho. Tudo é muito recente. Sei que vou sentir falta. Vou sentir falta demais da correria, da adrenalina. A revista era quase uma filha minha – eu era pai (mais de uma vez) todos os meses. A grana está curta? Bastante. Mas novas estradas devem surgir. Novos caminhos sempre surgem.

Fiquei ali, em pé, no escuro, por quase dois minutos. Imóvel. Até que hora de dar adeus. Gentilmente, passei o dedo pelo meu teclado e disse baixinho:

– Obrigado. Por tudo.

Tranquei a porta pela última vez. Saí do prédio e fui jantar.


31 comentários:

Lilian disse...

...puxa.

A Moreira disse...

Rob... Nada acontece apenas por acontecer.

Estarei aqui caso precise desabafar...

Beijo grande.

Tyler Bazz disse...

"O Aprendiz, com Rob Gordon"

Só uma ideia pro futuro e tal.

Ill Circus disse...

Chorar eu não quero, mas vou. Só uma lagrimazinha. Todos passam por despedidas assim, acho. Mas de qualquer forma, cada despedida dessa é íntima demais pra alguém, além de nós, entender o quão profundo é.

Mari Hauer disse...

Ai, o sistema de comentários comeu o meu, mas vamos lá de novo...

É bem difícil comentar esse texto... Ainda mais aos prantos, como eu estou agora... Mas não estou chorando por pena, não. Até porque é de se ter um orgulho sem fim de ter passado e aprendido tanto em oito anos. Uma lição de persistência, paciência e de uma maturidade enorme trabalhar no mesmo lugar e nesse ritmo por tanto tempo, difícil de se ver nos dias de hoje... Chorei porque hoje me vi sentadinha no sofá da minha casa nova quando acabou a energia, pensando na minha vida... Porque é isso que me resta quando não tem energia na tomada. Porque é difícil se despedir, mesmo que todo fim seja sempre um novo começo...

Chorei por lembrar de mim mesma me despedindo do meu antigo trabalho, pq sinto falta das pessoas, do assessorista do elevador, da moça do café... De pessoas que eu conversava, de fazer o mesmo caminho, do café da frente do prédio onde eu ia tomar quando precisava fugir do mundo... E imagino que com vc vá ser assim também... É tanta coisa que acaba que só nos damos conta com os dias passando... Mas é assim que a vida acontece, com coisas nascendo e morrendo pelo caminho. E não dá pra evitar, não depende só de nós... Não dá pra ter tudo sempre e só ir acumulando, sem que as coisas antigas se vão e abram espaço pro novo.

Que vc preencha todo o espaço que ficou vazio bem rápido. Ou com algo que valha ainda mais a pena. E que, assim como fez, consiga fazer com que outras pessoas se desenvolvam, que vc mesmo tenha muito mais a aprender e que se surpreenda, assim como nos faz surpreender aqui pelo blog, dando risada e chorando sempre, a cada texto!

Toda a sorte do mundo na nova fase. Que pessoas, funções, chefes e subordinados cheguem e continuem fazendo valer a pena os próximos oito anos!

um beijão

relosilla - chaverinho disse...

uau... nem sei bem o que falar... não pude conter as lágrimas...

só consigo lembrar de quando mudei de apartamento, depois de 11 anos morando no mesmo lugar. toda minha adolescência, faculdade... tudo foi vivido ali dentro... eu fiquei sentindo um vazio... quando tive que me separar das minhas chaves foi estranho e perturbador. era um simples molho com três chaves, mas querendo ou não foram elas que estavam comigo todos os dias, todos os momentos.

Felipe Lima disse...

Rob, você é um grande exemplo para todos os seus leitores. Justamente, por ser tão humano. Obrigado por compartilhar tanto da sua vida com a gente.
Boa sorte com tudo!

disse...

Eu não sei o que te dizer. Mas vou escrevendo, vamos ver o que sai.

Por ponto final nas coisas nunca é fácil, ainda mais colocar um ponto num período tão longo, tão vivido, num lugar que, de certa forma, te viu crescer.
Mesmo chorando aqui, lembrando de pontos finais que me obrigaram a colocar onde e quando eu não queria, precisava dizer que mudanças, no geral, trazem muitas coisas boas, novos desafios, novas salas pra fazerem parte da sua vida. O importante é nunca ter medo de ir em frente. Isso eu sei que você não tem.
Espero que encontre logo alguma coisa pra preencher esse vazio que voce deve estar sentindo, Rob, ou, ainda melhor, encontre algo que valha ainda mais a pena, como disse a Mari Hauer.
Beijão

Luciana Toledo disse...

Pensei algumas vezes em te ligar, mas achei que era um momento delicado, cada um tem seu tempo e, pra ser honesta, sabia que você traria esse assunto pro blog.

Força amigo, você fez o que pôde, e fez muito, inclusive deixar a sua saúde em segundo plano.

É claro que você estará no mesmo ritmo muito em breve, mas na próxima pense em você e na sua saúde também, pense nas vezes em que você abriu mão da companhia dos seus familiares e amigos em detrimento do trabalho. Pense, Rob, PENSE! Pelo SEU bem.

A gente sabe que nada é pra sempre, mas às vezes uma pessoa precisa morrer pra gente lembrar que a vida pode mudar de uma hora pra outra, num piscar de olhos.

Mudar é preciso e saudável, não tenha medo, mas se precisar de alguma coisa, pode telefonar, ok?

Bjos


Lu

rbns disse...

Eu teria soltado o teclado do micro, enrolado o fio e levado o teclado comigo.

(volta lá que dá tempo...)

Hydrachan disse...

Sinto muito, Rob. Sinto mesmo.

Mas você é uma das pessoas mais incríveis que já tive oportunidade de ler e tenho certeza de que vai dar tudo certo! =)

Daya... disse...

Nem sei o que dizer Rob.

Te desejo toda a sorte do mundo nessa nova fase da sua vida!

Dragus disse...

Isso significa que agora você vai poder dormir, seguir a dieta e poder aceitar aquela proposta de emprego que por sua ética não aceitara antes pra não deixar a revista na mão.

Isso significa que agora vai poder dedicar mais tempo a Besta-Fera, a Isa e até mesmo para aquela noite de puxar uma cadeira pra apoiar o pé diante do sofá pra ver um filme que há muito queria ver e a rotina não deixava.

É triste, sim.

Mas ainda assim uma PUTA OPORTUNIDADE de seguir adiante.

E bora tocar pra frente!

Varotto disse...

To the infinity and beyond!

P.S.: E agora? Nucna mais vamos ter histórias do boteco em frente à redação?

Marina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marina disse...

Não sei o que dizer. Mudar é uma coisa muito difícil, seja para pior, seja para melhor.

Só espero que você encontre amigos onde quer que esteja. É isso que conta.

Sorte aí!

Adriano Duarte disse...

Onze anos e apenas muda o ramo da empresa.

Parece a minha história...

Parabéns, por tudo!

Varotto disse...

Agora você vai ter de se acostumar com a idéia de não ter de trabalhar até cair de cansaço quase todo dia, ter quatro (ou cinco!) fins de semana por mês, e parar chegar em casa do trabalho de madrugada.

Dinheiro, emprego, contas, tudo isso é secundário. Não são preocupações para quem sabe fazer bem o que faz. Pensar nisso como um problema é coisa de quem mantinha o emprego por sorte, o que, obviamente, não é seu caso.

Você poderá realizar seus sonhos! Quem sabe entrar para um time de basquete?! Ah, não... Esse não dá. Ser modelo de propaganda de shampoo! Opa, esse também não...

Já sei! Você pode pleitear uma vaga no telemarketing! Como não pensei nisso antes?! Destruir o sistema por dentro!

Ah, cara! Você vai arrumar alguma coisa legal para fazer...

Otavio Oliveira disse...

quase retuito o dragus, correndo o risco de ser o ryan bingham. mas digo que agora tem tempo de almoçar com os vizinhos =D

Renata de Toledo disse...

Rob, que inveja de você. Porque eu estou sentindo aquele nó na garganta de não ver sentido em nada, mas não posso apagar a luz, simplesmente não tenho essa chance. Não sem briga, gritos, ranger de dentes. Só me resta chorar, como você disse, e felicitar você pela sua sorte.

Sil disse...

Talvez seja hora de cuidar um pouco de você mesmo.

Minha querida avó costumava dizer que quando Deus fecha uma porta, abre uma janela.

Olhe ao redor e não perca a vista maravilhosa de sua janela aberta.

Boa sorte querido,

Beijos

Sil

Vinícius Alves (Fox) disse...

Grande Rob!

Não sou ninguém para dar conselhos, mesmo. Acompanho seu blog há muito tempo, sempre lendo tudo e comentando de vez em quando - mas acredito que você lembra do cara tão diferente de você, que leu todo o seu blog em 1 semana e lhe deixou um comentário agradecendo.

Enfim, o que eu queria dizer, após ler este texto, é um grande parabéns. Apesar dos apesares atuais, todos que acompanham seu blog sabem o quanto você se esforçava e o quanto você se dedicava à redação. Com certeza nada disso passará batido, e é como você disse, novos caminhos irão surgir. Se bobear, já surgiu antes de eu terminar esse comentário. Porque a vida é assim, um mar de possibilidades a cada segundo.

Parabéns por ter fechado mais esse capítulo em sua vida, leve todas as experiências e lembranças boas, e abra de coração aberto e peito preparado a nova porta à sua frente. It might be worth it.

Forte abraço.
Vinícius Alves/Fox

Claudia Iarossi disse...

Apaguei a luz há um ano atrás achando que seria o fim de muita coisa.
Que baita engano! Foi o início de várias outras tão boas ou melhores quanto!

Boa sorte!

Guilherme Martins disse...

Caro Rob:

Acompanho via RSS, mas primeira vez que comento aqui. Me senti na tua pele. Espero que daqui a alguns anos, eu possa apagar a luz da minha sala com a mesma sensação de dever cumprido que teves.

Boa sorte na nova fase, esteja certo que um cara como você não fica no mercado por muito tempo!

.a que congemina disse...

Ler seus textos dá uma vontade danada de te conhecer pessoalmente. E alguns deles fazem ter vontade de te conhecer pra poder te dar um abraço e dizer que vai dar tudo muito certo e citar minha avó: "as coisas acontecem quando têm que acontecer e o propósito é sempre melhorar a vida da gente".

Sinta-se abraçado. :)

Kel Sodré disse...

Primeiramente, preciso dizer: que saudade de você! Outro dia estava conversando com Otavio e falamos de você. Disse que passar tanto tempo sem vir ao blog é passar tanto tempo sem saber notícias suas. Tempo demais. Porque depois de 4 anos te lendo pelo Champ, agora já gosto de saber de você tanto quanto gosto de saber do Otavio. Bom estar de volta.

Nessa mesma conversa com o Otavio, falei que eu sinto saudade do mês que fiquei sem emprego. Falei que, se eu estivesse nessa situação hoje em dia, eu saberia exatamente o que fazer e como ocupar meu tempo. Por mais difícil que seja fazer o que vou te falar, se esforce, vale a pena: não fique ansioso para saber o que vai acontecer. O que tiver que ser, será você estando ansioso ou não. Em vez disso, aproveite para fazer aquelas coisas que você sempre teve vontade, mas nunca conseguiu. Aquelas coisas pras quis você precisava de tempo e não tinha, aproveite para tocar aquele projeto que você tem na cabeça há - sei lá - sete anos e meio, mas nunca conseguia uma brecha para começar. E aí, quando você menos esperar, já estará fazendo alguma coisa. :-)

Nelson disse...

Rob, sei como é essa dor.

Eu fui músico durante anos; mal dormia, fiquei anos sem ver minha família, nunca tinha dinheiro... você sabe como é.

A diferença é que eu decidi largar a vida de músico pra ter um pouco mais de sossego, mas até eu ter coragem de largar tudo que eu tinha construído foram quase 3 anos de depressão... chorei e fiquei bem desesperado na época.

Hoje, morro de saudades dos tempos de música, da correria... mas não troco minha vida atual por nada, por mais que alguns problemas ainda apareçam aqui e alí.

E ficar parado durante um tempo só vai te fazer bem. Se dedique a escrever, visitar amigos, parentes, passear com o cachorro e namorar. Eu não acredito em destino, mas que a nossa espécie tem uma capacidade de adaptação incrível, isso tem... e na hora certa vai aparecer algo legal pra você fazer.

Silvia disse...

As mudanças parecidas pelas quais passei também doeram, mas foram para melhor. Deixar um pedaço da vida pra trás é duro, mas há momentos em que é necessário. Agora é seguir em frente e aproveitar a oportunidade para mudar pra melhor. Aproveite pra deixar lá os maus hábitos (trabalhar demais, se cuidar de menos). E feliz vida nova pra você.

Bruno disse...

Espero que eu não tenha chegado tarde demais para tentar dizer alguma coisa. Sinto muito que eu tenha andado tão longe daqui a ponto de só ficar sabendo agora. Foi uma notícia meio doída de ler.

Pelo que você acabou de contar, e pelo que eu já pude conhecer de você, arrisco dizer que aí na redação você nunca foi um chefe. Foi um líder.

E, cara, estou muito orgulhoso de você. E sei que vai se sair bem nessa nova empreitada.

Grande abraço

Anônimo disse...

Tô sumidinha, pq estou trabalhando muito! Então me atualizando no blog localizei este texto...
Comento muito com a moça do RH da empresa em que trabalho: Ninguém é para sempre... talvez esta seja uma grande oportunidade, pq quando uma porta se fecha uma janela se abre.
Tomara que seu novo emprego não seja de chefe... pq ser superior é *********

Boa sorte!

Sir Lucas disse...

(tirando toda a parte da viadagem inerente ao prox coementário...)

Dá vontade de chegar em ti, dar um puta abraço, e falar : Vamos, Rob, vai ser melhor lá fora.