15 de junho de 2009

R$ 0,25 - The Number of the Beast

Acabei de voltar daquele boteco habitado por criaturas interdimensionais que fica aqui embaixo da redação. Comprei algo para beliscar – durante o fechamento da revista, almoço é algo raro – e fui pagar. Quem estava no caixa era a nova aquisição do grupo, uma baixinha de cerca de 40 anos.

Vale dizer aqui que minha primeira experiência com ela já não havia sido boa. Uns dias atrás, eu desci para comer um sanduíche. Encostei-me no balcão e, depois de longos minutos – isso é padrão neste boteco –, ela veio me atender.

– Eu queria um X-Salada, por favor.

– E o que você quer?

– Hã?

– Você disse que queria um X-Salada. Então você não quer mais. O que você quer?

Aquilo me deixou paralisado. Minha primeira reação foi fazer minha careta de mongolóide e dar meu grito retardado de felicidade – sim, eu faço isso às vezes – mas a tentativa de humor dela travou minha mente (uma janela apareceu no meu cérebro informando que “este programa executou uma operação ilegal e será fechado”). De lá para cá, eu não tive outro contato direto com ela. Até hoje.

Fui ao caixa pagar - minha conta havia dado R$ 4,25. Entreguei uma nota de R$ 5,00. Ela me devolveu uma moeda de R$ 0,25.

Fiquei olhando para ela, esperando alguma piadinha. Mas ela não disse nada: aparentemente, ela havia se refugiado dentro de algum mundo próprio, onde R$ 4,25 + R$ 0,25 = R$ 5,00.

Olhei para ela e disse:

– Você me deu troco a menos.

– Não. Você me deu uma nota de 5 reais.

– Sim. E isso apenas confirma o que eu disse: você me deu troco ao menos, eu respondi, mostrando a moeda.

Ela olhou a moeda na minha mão e pareceu considerar as hipóteses do que poderia ter acontecido. Mas, algo me diz que, enquanto ela executava aquela intricada operação matemática, seus poucos neurônios começaram a brigar entre si e, aparentemente, deixaram de se falar, magoados. Assim, ela voltou ao argumento anterior.

– Você me deu uma nota de 5 reais.

Suspirei. Nós já havíamos passado por isso.

– Sim, e você me deu 25 centavos de troco.

Foi neste momento que ela teve uma idéia brilhante, que iria revolucionar toda a matemática moderna. Com tom de voz decidido, ela pediu a moeda de R$ 0,25. Eu entreguei e ela me devolveu uma moeda de R$ 1,00.

– Pronto.

– Pronto o quê?

– Seu troco.

– Mas agora você me deu troco a mais. Não tem como acharmos um meio termo?

– Não, com essa moeda de 25 centavos, você me deu R$ 5,25. Eu devolvo um real e fica tudo certo.

A genialidade daquilo me comoveu. Como uma pessoa sozinha poderia caminhar por essa linha de raciocínio, e com tanta agilidade assim? Fiz uma nota mental para não me esquecer de mandar um e-mail para os organizadores do prêmio Nobel sobre ela, assim que voltasse para a redação.

Segurei a moeda de R$ 1,00 e, pacientemente, disse:

– O seu raciocínio é impecável, a não ser pelo fato de que eu não dei a moeda de 25 centavos. Você me deu. Eu apenas devolvi.

– Você acabou de me entregar a moeda!

– Sim, porque você havia me dado como troco errado!

– Olhe, você me deu 5 reais. Sua conta era R$ 4,25. Aí, você me deu os 25 centavos...

– Vamos começar de novo?

– Oi?

– Vamos começar de novo. Me devolve os 5 reais, por favor.

Ela abriu o caixa, pegou a nota de R$ 5,00 e me entregou, desconfiada. Eu perguntei:

– Quanto é minha conta?

– R$ 4,25.

– Isso. E estou pagando 5 reais. Logo, você me devolve, de troco, 75 centavos. Mais nada.

– Mas os 25 centavos...

– Deixe os 25 centavos de lado. Mantenha seu foco na nota de 5 reais que está na minha mão.

– Ok.

Entreguei a nota. Ela abriu o caixa e me deu R$ 0,75. Eu agradeci e comecei a guardar na carteira. Olhei para ela, e percebi que ela analisava a nota de R$ 5,00 que tinha nas mãos. Ela tinha o olhar aguçado de um perito em arte que analisa dois quadros iguais para tentar identificar qual deles era a réplica. Guardei meu troco na carteira e comecei a ir embora.

– Obrigado. Até logo.

– Mas este 25 centavos aqui...

– Tchau!

Virei as costas e deixei ela e a moeda se entenderem ali. Mas algo me diz que isso ainda não acabou. Deixo, então, o Top 5 Alternativas que a Mulher do Boteco Estará Fazendo na Próxima vez que Eu Passar Ali:

1. Em pé, em frente ao caixa, observando atentamente a moeda e a nota, tentando descobrir o que deu errado.

2. Jogando a moeda para o alto e gritando como uma primata, ao som de Assim Falou Zaratustra (2001: mode on)

3. Resolvendo uma enorme equação envolvendo os valores R$ 5,00, R$ 0,25, R$ 1,00 e R$ 0,75 na lousa que eles usam como cardápio.

4. Me esperando na porta do prédio onde trabalho, para me entregar a moeda de R$ 0,25. Afinal, ela é brasileira e não desiste nunca.

5. Pendurando uma placa com a inscrição “Não aceitamos moedas de R$ 0,25” ao lado do caixa.

48 comentários:

Dragus disse...

Ela vai atrás de você ainda.

Imagina o porteiro daí o chamando porque uma pessoa quer te dar 0,25 =p

Anônimo disse...

Por isso que qdo o troco eh d alguns centavos, eu peço em balas, assim, naum corro este risco... =P
Mas soh aceito as balas qdo EU peço. Se o povo do caixa em dah balas sem q eu tenha pedido, certamente que o assunto eh mais longo e naum menos problematico que este post...

Lady Dari

Luízα disse...

Por isso que qdo o troco eh d alguns centavos, eu peço em balas, assim, naum corro este risco... =P
Mas soh aceito as balas qdo EU peço. Se o povo do caixa em dah balas sem q eu tenha pedido, certamente que o assunto eh mais longo e naum menos problematico que este post...[2]
Comigo também acontece isso.
Tô rindo até agora imaginando a cena.
xD
Adorei a forma como você escreve. Beijos, fuiz~

Anônimo disse...

pq naum se tem a opçao de editar o comentario, qdo uma frase fica sem sentido?
e pq eu naum spero para comentar nos Og´s qdo naum stou com pressa?

Flavita disse...

Eu vou votar no 2 meramente pela referência cinematográfica, mas eu acho q ela vai deixar é de aceitar notas de 5 reais, isso sim.

=P

Bridget Jones disse...

Imagino que ela estará terminando de ler "Assim falou Zaratustra", se convertendo ao Zoroatrismo e imaginando se "deus está realmente morto". Pq provavelmente, se deus estivesse vivo, não permitiria que párias persas como vc, adentrassem o estabelecimento dela com notas de 5 reais, hj em dia quase em desuso.

Imagino q a tiazinha da cantina estará também ouvindo Debussi que hj em dia ficou popularizado pela Stephany Meyer e seu Crepúsculo, jamais Strauss.


PS: Faz anos que não vejo uma nota de 5 reais. Sinceridade!

Bridget Jones disse...

PS2: Eu também peço meu troco em balas. Pra evitar ter de fazer contas eu mesma. Não sou muito boa com decimais.

Dalleck disse...

O título me deixou encucado, rs

Eu queria um dia ter a oportunidade de ver um vídeo ou pessoalmente todos os personagens que circundam a vida do Rob Gordon. É tipo um universo paralelo só de malucos. E nem é numa galáxia tão distante assim...

Gabi disse...

Ela vai te pegar de noite na encruzilhada, certeza.

MaxReinert disse...

Fala a verdade.... esse blog é a prévia de um roteiro de cinema, né?

Comédia, né?

ou melhor, Tragicomédia, né?

Mary disse...

E tanta gente desempregada..

Felipe Goulart disse...

Eu adoraria saber como é essa "minha careta de mongolóide e dar meu grito retardado de felicidade". Se for legal, vou adicionar ao meu repertório!!!

portalmeira.com disse...

Mais um post memorável...
-
Agora deixando o óbvio ululante de lado, vamos falar um pouco sobre o que poderá acontecer na vida Rob Gordon neste futuro próximo...
-
Embora observador nas ruas, Rob não percebeu que alguém mexia nos bolsos da sua calça. Quando se assustou pensara que fosse um ladrão e até chegou a correr atrás de um "sujeito" agasalhado...
-
Entretanto, a bela forma física de Rob foi incapaz de ajudá-lo a chegar até o "sujeito". Ainda cansado e ofegante Rob decide ver o que foi roubado dos seus ricos bolsos e percebe que tudo estava e perfeita ordem, a não ser pela presença de um famigerada moedinha de R$0,25 ....

A menina da matemática exótica havia vencido e Rob Gordon aprendeu uma lição de moral: Tentar ensinar uma anta a pensar é ser mais anta que a própria anta ...
-
=D ahhahahhah The End

Rafael Silveira disse...

Caraca, a operação matematica que ela realizou, foi realmente impecável...
AOPskopksopaks
Eu me dou bem com pessoas atrapalhadas assim...
POAskpoKSpokaso
Grande abraço, sucesso!

Isabella disse...

Fantástico! RI DEMAIS!

Olha, eu voto na opção 6.

6) Embolsa a moeda de 25 centavos. Afinal, sobrou: ela tentou explicar para o moço, ele não quis ouvir. Até agora acha que foi caixinha pela piadinha do início.

Isabella disse...

"Ela olhou a moeda na minha mãe..."

Freud explica tudo. Até os 25 centavos!!

Rob Gordon disse...

Isabella,

Já arrumei!

Valeu (pelo toque e pela terapia!)

Layla Barlavento disse...

Posso sugerir a número 7?
Ela vai esperar você largar do trabalho pra te seguir até em casa. Tudo isso com o intúito de te devolver o dinheiro. (ainda existem pessoas boas e honestas no Brasil) Você vai perceber um vulto te seguindo e vai apertar o passo para entrar no prédio e nem percebe que passa pela sua síndica, que ironicamente desceu para levar uma fresca e dá de cara com quem? A moça 0,25. Que vai pedir a gentil senhora que entregue ao bondoso rapaz o troco que ele esqueceu no boteco...
Nem quero imaginar no que esse encontro vai dar...

Abraços
Layla Barlavento
http://culpadowalter.blogspot.com

Matheus Silva disse...

não sei o que é mais incrível

uma pessoa nao saber dar um troco de R$0,75, ou essas pessoas sempre te encontrarem.

Marina disse...

Particularmente, eu teria ficado com a moeda de 25 desde primeira vez em que percebesse que as coisas iam se complicar. Ainda se fossem 25 reais...

Leandro disse...

gênio da matema'tica!!

Dama do Lago disse...

Que delícia em um dia frio como esse começar lendo um post seu ^_^

Já nem lamento mais sua falta de sorte e seu imã para atrair esse tipo de gente, os posts ficam mais engraçados :D

E sexta-feira continua longe, longe...

Beijo

Sil

Varotto disse...

OPÇÃO 8:

A gerência vai pendurar um cartaz ao lado do caixa com os dizeres:

"SE NÃO FACILITAR O TROCO, LEVA BALA."

futeboldorio disse...

Mas vc msm num mandou uma dessas de "Meu pedido seria não... será!" num posts desses antigos? rs

Rob Gordon disse...

Futeboldorio:

Sim, foi num post sobre o China in Box, se não me engano. Boa memória.

eu ter caído novamente nisso apenas prova que (outra frase que já usei aqui antes): "aqueles que não compreendem a história estão fadados a repeti-la".

Valeu!

futeboldorio disse...

Hahaha, boa!

Alexandre Rigotti disse...

Isso me lembrou um clássico: "O Homem que Calculava"

- Quanto gastamos aqui nesta mesa, ó Tripolitano?
Respondeu o interpelado:
- A despesa total, com a refeição, foi de trinta dinares!
O cheique Nasair declarou que queria pagar sozinho. Os damascenos não concordaram. Estabeleceu-se pequena discussão, troca de gentilezas, durante a
qual todos falavam e protestavam ao mesmo tempo. Afinal ficou resolvido que o cheique Nasair tendo sido convidado para a reunião, não deveria contribuir para a despesa. E cada um dos damascenos pagou dez dinares. A quantia total de 30 dinares foi entregue a um escravo sudanês e levada ao Tripolitano.

Momentos depois escravo voltou para a mesa com um recado do
Tripolitano.

- O patrão enganou-se. A despesa foi apenas de 25 dinares. Ele mandou, pois, devolver estes cinco dinares!
- Esse Tripolitano – observou o cheique Nasair – tem a preocupação de ser honesto. E muito honesto. E tomando as cinco moedas que haviam sido devolvidas, deu uma a cada um dos damascenos, e, assim das cinco moedas, sobraram duas. Depois de consultar com um olhar os damascenos, o cheique deu
de presente as duas moedas restantes ao escravo sudanês que os havia servido.
Nesse momento, o jovem da esmeralda levantou-se, e, dirigindo-se muito
sério aos amigos, assim falou:
- Com esse caso do pagamento dos trinta dinares de despesa, ao
Tripolitano surgiu uma trapalhada muito grande.
- Trapalhada? – estranhou o cheique. – Não percebo complicação
alguma!...
- Sim – confirmou o damasceno. – Uma trapalhada muito séria, ou um
problema que parece absurdo. Desapareceu um dinar! Vejam bem. Cada um de
nós pagou 10 dinares e recebeu um dinar de volta. Logo, cada um de nós pagou,
na verdade, 9 dinares. Somos três. É claro que o total pago foi de 27 dinares;
somando-se esses 27 dinares com os dois dinares dados pelo cheique ao escravo
sudanês, obtemos 29 dinares. Dos 30 que foram entregues ao Tripolitano, só 29
apareceram. Onde se encontra o outro dinar? Como desapareceu? Que mistério é
esse?
O cheique Nasair, ao ouvir aquela observação refletiu:
- É verdade, damasceno. A meu ver o teu raciocínio está certo. Estás com
a razão. Se cada um dos amigos pagou 9 dinares, houve é claro, um total de 27
dinares; com os 2 dinares dados ao escravo, resulta um total de 29 dinares. Para
30 (total do pagamento inicial), falta 1. Como explicar esse mistério?

Otavio Cohen disse...

acontece... mais frequentemente com vc ou comigo.

Marcelo A. disse...

Cara, sinceramente? No fundo, no fundo, tudo isso não passou de um estratagema da mocinha, pra gozar alguns instantes de sua presença. Decerto, desde a vez do X-Salada, hipnotizada pelo seu charme, ela vinha maquinando uma maneira de estar contigo novamente...

Uahahahahahaaaaaaaaa!!!!

Muito bom...

Rapaz, tô passado... Seu blog é um sucesso! Quantos comentários...

Parabéns!

Abração!

nerdesigner disse...

kkkkkkkkkkkkkk q foda! isso foi real?! meu deus!
Adorei o blog, vc escreve muito bem! Achei bem divertido. Vc devia ser colunista, com muito respeito, um colunista bem legal! hsuhasus
Situações bizarras de cantinas esdrúxulas! huhasuh

um abraço!

Benito disse...

Nem li.

Rob Gordon disse...

Benito:

Como dono do blog, agradeço a visita.

Como autor do texto, agradeço o fato de você não ter lido. Me deixa muito honrado mesmo. Algo me diz que você "nem ler" o que escrevi é um dos maiores elogios que um texto meu poderia receber.

Afinal, uma das confirmações de Mozart ser um gênio é o fato de que pessoas como o Chimbinha "nem ouvem".

Obrigado pela visita.

Lilian disse...

Pelo nível do blog que ele diz lhe pertencer, o 'nem li' na verdade é um baita de um favor.

Rob, apresenta o Benito pra moça do caixa. Quem sabe eles não se dão bem? :P

Dragus disse...

Benito, como não dono, mando-o tomar no cu.

E que a torcida do grenal entre pelo seu rabo e atoche-o de forma tão dolorosa que seus descendentes ainda sentirão a dor mesmo eras após transcorrido o fato.

*odeio idiotas que escrevem essas pérolas.*

Varotto disse...

O que leva uma criatura a entrar num blog só para comentar "nem li"?



Ah! Já sei. Ele ganhou três comentários. Deve ser carência. Coitado...

Anônimo disse...

Isso! Apresenta pra moça do caixa!

A respota do Rob deve star fzdo o cara refletir ateh agora...
Serah q ele sabe quem eh Mozart? Pq o outro cidadão, certamente ele conhece e coleciona posteRES...

tsc tsc

dari

→ є∂y... ஐ ツ disse...

eu li!
rsrsrsr

claro q li neh!
o q leva uma pessoa a comentar se nem sabe do q c trata?

pelamor!

Varotto disse...

cinco...

Benito disse...

kkkkkkkkkkkkk, tava brincando.
Sou seguidor do teu blog à séculos.
Inclusive já recomendei os teus textos como "Dica de Leitura" no meu blog de humor.

Rob Gordon disse...

Sendo assim, perdoado. ;-)

Que Nem Chiclete disse...

Poxa, entao, terei q retirar os 'elogios' q fiz ao Benito em pensamento....
Coitado, se praga pregasse....

Tyler Bazz disse...

Sensacional o texto! aUHAuhaUHAuhaUHAuha
morri aqui!


E estou entre as opções 4 e 5 do Top5, depois me conta :D

Larissa Bohnenberger disse...

Ri tanto durante o meu intervalo no trabalho lendo a matemática para loucos, aí de cima, que provoquei uma onda de risos entre meus colegas de trabalho... embora eles não fizessem idéia da razão doa risos!
Bjs!

P.S. Terá um selinho pra ti lá no meu blog em alguns minutos!

Thiago Apenas disse...

"Deixe os 25 centavos de lado. Mantenha seu foco na nota de 5 reais que está na minha mão."

Falando assim, parece mágico de algum circo do interior.

hauahuuahuaa

jonatas disse...

Rob, se prepara para receber em casa uma pequena caixa dos correios, ao abrir a caixinha surpresa!!Pegue seus 25 centavos e compre um ciclets!!!

Abraço Rob! Texto d++!!!

G7 disse...

peguei um taxista na sexta-feira que disse que tem que pagar R$90 por dia de aluguel do ponto e R$60 do alvará.
Ai eu disse, "putz, você só começa a ter lucro depois de faturar R$150".
Ele parou o carro e me olhou, com cara de assombro: O SENHOR É O GÊNIO DA MATEMÁTICA???
Preciso levar esse taxista ali no seu boteco.
Saudades de Travis dizendo que "One day, a true rain..."

Toad - Matheus H. disse...

aahahahahahahh
Que ótimo! hahahahahaahha

"Não aceitamos R$0,25" hhaahhaahahah

Devo agradecimentos a uma amiga minha por indicar seu blog hahahaha

Nadia disse...

Mais uma pra série "Não, ninguém é tão idiota a ponto de..."