31 de maio de 2009

10.000 a.C.

Um dos maiores mistérios da humanidade é precisar qual teria sido o primeiro blog da história, mas isso está prestes a mudar. Recentes descobertas arqueológicas forneceram um grande avanço na resposta desta questão, mas o ponto chave desta discussão aconteceu apenas meses atrás, quando foram descobertos vestígios daquele que pode ter sido o primeiro (ou um dos primeiros) blogs da história.

Numa caverna na região onde hoje se localiza a cidade de São Paulo, arqueólogos e historiadores estão trabalhando para decifrar diversas inscrições e desenhos sobre assuntos diversos, feitas pela mesma pessoa. Apesar do material encontrado ser riquíssimo, porém, seu estado de conservação é péssimo. Assim, restauradores e linguistas já estão trabalhando incansavelmente para recuperar este verdadeiro patrimônio da blogosfera.

De acordo com os pesquisadores, estes textos e desenhos certamente pertencem a um dos primeiros habitantes do continente americano, e servirá como vasto material de pesquisa para que se saiba mais sobre a vida dos homens e mulheres daquela época. Afinal, mesmo tendo analisado somente trechos do material encontrado, os cientistas já foram capazes de coletar e interpretar diversas informações contidas nas inscrições.

O primeiro passo nos trabalhos foi estudar os hábitos do autor das inscrições. Aparentemente, trata-se de um sujeito de cerca de 30 anos, que reside sozinho numa pequena caverna no local (onde hoje se localiza o bairro de Pinheiros). Não foi possível determinar qual ocupação profissional ele exercia dentro da sua tribo, mas acredita-se que era uma espécie de explorador, pois diversos textos mencionam o fato de ele ter trabalhado fora de casa por cerca de 30 horas seguidas.

A única imagem liberada pelos cientistas é justamente o que eles consideram um retrato do autor dos escritos, e que é reproduzida abaixo.


Diferentemente do que se esperava de um homem adulto desta época, o autor das inscrições parece ser impossibilitado de caçar ou preparar seu próprio alimento. Isso porque alguns textos citam o fato de ele se alimentar apenas de carne congelada, que, aparentemente comprava de outras pessoas. Pequenos momentos do seu cotidiano são encontrados, como um texto que menciona um grave acidente que quase lhe custou uma das mãos, quando estaria aquecendo alimentos numa fogueira.

Diversas passagens também apontam uma criatura conhecida como Besta-Fera, mas os pesquisadores ainda não conseguiram concluir se elas se referem a um animal de estimação, ou uma criatura selvagem que caça nas imediações. Os arqueólogos estão mais inclinados pela segunda hipótese, pois os textos que citam este animal (talvez uma espécie de lobo ou tigre) são sempre carregados de violência e destruição. Curiosamente, o animal não parece se alimentar de organismos vivos, mas sim de pedaços de roupa e utensílios caseiros do escritor.

O que mais chama a atenção dos envolvidos na pesquisa, entretanto, é que o autor dos textos aparentemente tem consciência de que, em sua época, o homem estava dando seus primeiros passos na corrida da evolução. Aliás, ele mesmo coloca a evolução em xeque em diversos momentos. A expressão “a humanidade não vai dar certo” é vista em diversas inscrições, como se fosse uma espécie de lema.

Em um dos casos, comentando sobre a música que os membros de sua tribo executam com paus e pedras, afirma que “o planeta deveria dar uma chance aos mamutes, já que eles são claramente mais evoluídos que nós” (outra inscrição encontrada diversas vezes no material é a expressão “ô fase” – a teoria mais usada pelos cientistas seria de que isso estaria ligado diretamente às fases da Lua, o que comprovaria conhecimentos básicos de astronomia).

A análise social contida nos textos e nos desenhos é, segundo os envolvidos na pesquisa, a grande riqueza do material e serve como grande fonte de pesquisa para os hábitos sociais da época. Diversas inscrições, por exemplo, criticam ferozmente os membros de uma casta formada por pessoas que percorriam as cavernas vendendo insistentemente produtos e serviços de todos os tipos. Alguns dos arqueólogos estão convencidos de que este pode ser o primeiro passo do que hoje conhecemos como telemarketing, mas estudos posteriores ainda são necessários para confirmar isso de forma mais acurada.

Outro tema que parece ser um dos preferidos deste que é um dos primeiros cronistas da história é a pessoa encarregada de zelar pela conservação das cavernas. Os cientistas estão entusiasmados com o fato, pois isso provaria que, desde sua aurora, a humanidade teria escolhido síndicos e zeladores para cuidarem da manutenção de grupos de residências.

Mas, aparentemente, o autor dos textos e ilustrações parecia não se dar bem com o síndico de sua tribo. Aliás, o desenho reproduzido neste artigo estava ligado diretamente a um texto que se referia a uma espécie de conselho tribal no qual eram discutidos impostos e limpeza das cavernas. Os historiadores estão convencidos de que a ilustração reproduz o momento exato em que o autor é flagrado pelo síndico tentando escapar do encontro. Referências a “porcos selvagens numa caverna” foram encontradas na mesma parede, mas os pesquisadores ainda não descobriram qual a ligação entre os dois assuntos.

Mas o grande motivo de comemoração dos cientistas é que esta descoberta pode levar à identificação de outros diários da época. Em muitas inscrições são encontrados nomes como A Primeira Parede da Maria, Estimulapedra, Caverna de Impropriedades, Blabla, Adorável, Caverna de Acepipes, Parede do Tyler e Apenas Paredes Rabiscadas.

Outras, por sua vez, identificam o nome de outros escritores da época, como Buchecha, Davis e Negão Escritor. Entretanto, alguns nomes (como Gomex, Dragus e Maximus) vêm gerando debates acalorados entre os pesquisadores, devido às suas claras influências do latim – o que pode mudar, radicalmente, tudo o que sabemos sobre a história ocidental.

Mas em uma coisa, todos concordam: estes nomes podem ser o primeiro passo para provar a teoria de que uma rede de diários pessoais e sociais, mesmo de forma rudimentar, ligava diversas tribos diferentes. Conforme novos diários forem aparecendo, será possível compreender de forma cada vez mais clara como nossos antepassados viviam, seja no aspecto social ou tecnológico.

E estas são apenas as primeiras conclusões que os arqueólogos e cientistas tiraram a partir das análises do material. Certamente, com o passar do tempo, outras conclusões serão feitas e apresentadas ao grande público, que poderá finalmente, conhecer um pouco mais sobre nossos antepassados, pelas palavras dos próprios.

(OK. Caso queira ver a história REAL da ilustração, clique aqui)

16 comentários:

Gabi disse...

Fala sério.
É muita inteligência e criatividade pra uma pessoa só.E leve isso como um elogio!


;D

Matheus Silva disse...

na caverna desse homem nao há nenhum relato sobre seu fim na caverna dos porcos selvagens?

=)

gilgomex disse...

havia algum (a) homem (a) da (o) caverna com trejeitos não muito másculos (as)??? um tipo de "Jasmin das Cavernas?" heuuehuee...

Ou ainda um homem das cavernas que já havia morrido e estaria com a alma perambulando pela caverna do autor???

PS: latim? heuheuheuheuheuheuheuheuheuehueuehuehuehuehuehuehuehuehuee... boa.

Negão disse...

Os estudos levarão a outros que simplesmente copiavam o trabalho desse pré-histórico.

MaxReinert disse...

huHAUUAHA...
A humanidade nunca foi segura....

Otavio Cohen disse...

oahohaoah
to impressionado.

Fábio Buchecha disse...

Você é um desgraçado criativo do cacete seu Róbi Gordu o.O

Só digo isso.





[invejinha mode ON]

Mary disse...

Hahaha adorei!

Pena que essa civilização antiga não tinha descoberto a máquina fotográfica!

Alexandre Greghi disse...

HAHAHA... dizem que quem conta um conto aumenta um ponto (ou algo do tipo). Nesse caso inventa um ponto, ou vários pontos.

Rob Gordon disse...

Senhoras e senhores,

Apresento-lhes (acima) o autor do desenho.

Varotto disse...

Ninguém fez nenhum comentário em relação ao desenho?!?

Um estudo em tons de cinza de nosso timoneiro vestido de toga e ninguém fala nada?! (Animal`s House/John Belushi mode: on)

Baita textão, hein seu Robí?

P.S. : Vê se não tá faltando (ou sobrando) nada nesse trecho:

"...mas os pesquisadores ainda não conseguiram concluir se elas se referem a um animal de estimação, ou uma criatura selvagem que ao caçar nas imediações"

Dragus disse...

Pior que esse animal fazia a barba. =p

Provavelmente o autor da foto revelou um Rob Gordon que poucos conheciam: o sem barba. =p

Muito boa a homenagem. Obrigado mais uma vez pela honra e lembrança.

Estimulanet disse...

O desenho: Mais Rob Gordon ? Impossivel

O texto: Mais Champ-Vinyl? Impossível.

Rick, obrigado pela citação mais uma vez, de novo e novamente.
Não preciso ser vidente para antever meus netos orgulhosos de terem o avô exaustivamente citado nas crônicas de um dos melhores escritores deste País.

Sim cara, você será , só um idiota não vê isso.

Tyler Bazz disse...

Descoberta que prova minha teoria de que sua paixão por carne crua vem de seu passado Neandertal. Rá!!!

(a gente podia pegar essa ideia e fazer uma "semana pré-historia" na blogosfera.. com uns layouts antigos, e os nomes que vc inventou pros blogs.. ia ser legal auhauhauha \o/

Arthurius Maximus disse...

É meu camarada... você sem barba... sem comentários.

Dalleck disse...

Faltou os homens da caverna que serviam comida (garçons) e os motoristas de mamute (taxistas). Mas pô Rob, você deve assistir muito Casseta & Planeta e Zorra Total pra ter tanta inspiração assim, rs...

Parabéns, mais um texto ótimo do Champ que eu sempre penso: por que não pensei nisso antes? xD