29 de dezembro de 2007

Top 5 2007 - Livros

Para variar, uma das minha resoluções de ano novo no reveillon foi arrumar mais tempo para ler, em 2007. Obviamente, eu não consegui cumprir isso. A solução foi apelar para livros um pouco mais “leves”, como biografias e humor – mas sem deixar de lado os romances históricos, meu vício. Tentei até mesmo ler todos os Harry Potter, aproveitando o lançamento do último livro, mas acabei parando no quinto livro. Com isso, acabei descobrindo algumas preciosidades e tornando a lista mais eclética em relação ao ano passado. Mas com uma verdadeiro achado em primeiro lugar.




















5 - Crônicas Saxônicas

Os leitores mais atentos (e antigos) devem se lembrar que o primeiro livro da série, O Último Reino, já havia entrado no Top 5 do ano passado mesmo sem eu ter lido uma linha. Bem, este ano eu consegui ler “algumas linhas” e ficou claro que Bernard Cornwell somente não melhora a cada saga porque a Trilogia de Arthur é algo difícil de ser batido. Mas a trama, girando em torno de um rapaz que é seqüestrado de sua terra natal (a Britania) após um ataque dos dinamarqueses, sendo criado pelos invasores é fenomenal, e mostra que o mestre continua em plena forma.





















4 - Kiss – Por Trás da Máscara

Apesar de parecer apenas um lançamento oportunista, resolvi arriscar e comprei. Tive uma grata surpresa ao ver que a primeira parte do livro foi escrita ainda na década de 70, quando os integrantes da banda estavam longe de ser os empresários musicais de hoje. Ou seja, a sinceridade impera nos depoimentos, com Gene Simmons e Paul Stanley confessando que nenhum ia com a cara do outro quando se conheceram, e que a banda resolveu usar maquiagem porque precisavam de um elemento que os mostrasse como uma unidade (seguindo o exemplo dos Beatles). A segunda metade do livro mantém o interesse, especialmente nas análises que Gene e Paul fazem de diversas músicas gravadas pelo grupo noavaiorquino.























3 - Discworld

Pegue o humor de O Guia do Mochileiro das Galáxias e jogue num universo fantástico, no estilo de O Senhor dos Anéis. O resultado é a série Discworld, criada pelo inglês Terry Pratchett, que tem diversos títulos lançados no Brasil. Com as histórias sem apresentarem continuidade direta, na maioria dos casos, cada livro pode ser livro separadamente sendo encarado como um conto ambientado no lugar. As únicas semelhanças entre si são – além do cenário – o bom humor e os personagens, cujos caminhos se cruzam toda hora. Os destaques ficam por conta do mago mentiroso e enrolador Rincewind (o mais perto que o universo Discworld tem de um herói) e o Morte, que cumpre seu auto-explicativo dever com um tédio hilariante.





















2 - Eric Clapton – A Autobiografia

Um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Eric Clapton mostra, em sua autobiografia, uma personalidade muito mais complexa que se poderia imaginar. O livro é ambientado no folclórico universo roqueiro dos anos 60 e 70 (com a presença da maioria dos ícones da época), mas o guitarrista esbanja honestidade ao explorar a fundo toda a sua insegurança e a falta de amor próprio que carrega consigo desde a infância. Entretanto, os capítulos ganham ares de barra pesada mesmo quando o guitarrista discorre sobre seus vícios com drogas e álcool. Mas traz um final otimista, com sua recuperação e sua entrega total ao blues, gênero pelo qual foi apaixonado a vida inteira. E, cá entre nós, dado o nível dos músicos que temos hoje, prefiro um livro escrito por Eric Clapton a um solo de um guitarrista da atualidade.




















1 - Até o Último Homem

A I Guerra Mundial sempre foi meio indie nos conflitos históricos. Enquanto a II Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã ganham livros e filmes, o conflito que durou de 1914 a 1918 está sempre meio esquecido. Isso é remediado com Até o Último Homem, calhamaço escrito por Jeff Shaara que, em suas mais de 900 páginas, recria (na forma de romance) os últimos meses da guerra. Usando a ótica de diversos personagens, o livro aborda os conflitos na Europa, sejam eles em terra (com táticas e armas diferentes de qualquer outro conflito anterior) ou no ar. Os destaques ficam por conta, claro, dos trechos abordando os aviadores Manfred von Richthofen (sim, o Barão Vermelho) e Raoul Lufbery, mas o forte do livro é a regularidade, mantendo a mesma qualidade também nas passagens que abordam a cadeia de comando, com suas intrigas políticas e táticas militares, como os trechos ambientados na imundície das trincheiras.

2 comentários:

Silvinha disse...

O Cornwell é fenomenal, li os três primeiros das Crônicas Saxônicas e estou louca para comprar o 4°. Claaaaaro, o Uthred não é nenhum Derfel, mas ainda assim é uma història que te prende (como todos os livros dele). Afinal, o destino é inexoràvel.
Abraços

Gábisz disse...

Opa! Me empolguei com o Discworld,as palavras "O Guia Do Mochileiro das Galáxias" fazem milagre =D