6 de novembro de 2012

Is Anybody Out There?


Foram quantos? Três meses? Quase quatro?

Isso, quatro meses.

Quatro meses fazendo um trabalho. E fora de casa, algo que eu não fazia desde o começo do ano passado. Escrevendo feito louco, sete dias por semana – sim, quatro meses sem sábado, domingo ou feriado.

Confesso que eu tive um pouco de receio, no começo, de estar fora de forma. Receio de ter desacostumado a escrever oito, dez, doze textos por dia, todos eles “para agora”. Afinal, estava enferrujado com esse tipo de tarefa, para dizer o mínimo.

Mas me saí bem. Logo peguei o jeito de novo, e entrei no meu velho esquema de estar com o Word aberto antes mesmo de terminar de ler o briefing no e-mail. Aprendi a fazer coisas novas, descobri personagens fantásticos, escrevi sobre assuntos que nunca tinha escrito antes. E, como eu disse acima, sempre “para agora”.

Alguns foram fáceis, outros mais difíceis. Alguns estão entre os que mais gostei de escrever nos últimos tempos.

Fiz novos amigos, descobri novos colegas e ganhei um punhado de elogios. Mas, mais importante que isso, foi passar semanas relembrando a paixão de escrever (especialmente sobre pressão), enxergando que ainda sei fazer isso melhor do que eu imaginava.

E redescobrindo que uma tela em branco funciona quase como um habitat natural.

Claro que com isso alguns outros textos foram sacrificados. O volume de atualizações nos blogs caiu consideravelmente – nunca por falta de vontade, sempre de tempo. Mas, sempre que possível, intercalava um ou outro post mais curto (ou mais rápido de ser feito) entre um texto e outro do trabalho.

E isso tanto aqui como no Chronicles. E no Papo de Homem, que ganhou duas crônicas novas neste meio tempo: um, justamente, sobre freelancers; outra sobre eleições. Aguardem que é certo que logo mais outros textos meus entrarão ali. E na HQ Terapia que, justamente neste período, ganhou vida no papel, abrindo o álbum do Petisco, e cujo arco novo começa a ser publicado esta semana.

Agora, acabou.

Agora, estou de volta ao sofá de casa.

Aos poucos, retomando a vida. Afinal, quatro meses sem final de semana é o suficiente para queimar neurônios de muita gente; e um corte brusco nisso (de repente, acordei um dia e não precisava ir mais para lugar algum) causou certa confusão mental aqui. É preciso baixar o ritmo, transformando o tempo livre em produtividade.

Assim, estou de volta. Aos poucos, vou retomando os comentários de vocês no blog, respondendo e-mails de leitores que estão atrasados. O mesmo vale para a frequência de postagens como também textos mais elaborados, que precisam de um pouco mais de tempo para serem feitos.

Enfim, estou de volta.

E vamos em frente. Porque tenho certeza que, em algum lugar desta sala, tem uma crônica morrendo de vontade de ser escrita.

22 comentários:

renata de toledo disse...

Bem vindo de volta, Rob! E respondendo a sua pergunta do título, eu posso dizer com certeza que não só eu, mas muita gente nunca deixou você fora de vista! Agora, fala sério: 4 meses sem fim de semana? Eu a essa hora estaria num boteco tomando chopp... só para tirar o atraso. Então... vai lá, junta sua esposa e RUA, agora! :-)

Varotto disse...

Muito bem, amiguinho. Bem vindo de volta ao mundo dos vivos.

P.S.: Alguém já foi contatado pelo Petisco sobre o envio daquele material? Não recebi informação nenhuma...

Michele disse...

e o que vc tá fazendo q não tá no buteco bebendo AGORA ao invés de postar?

vai lá, depois vc chega acá...

e bem vindo de volta =)

Elise Garcia disse...

Welcome back, Rob! =)

[e eu concordo com a Michele: vá beber, rapaz, daí vc volta!]

Giovana disse...

Que bom que teremos mais postagens!Que pena de quem não terá mais seus textos...

Ricardo Wagner disse...

Lá e de volta outra vez.

Por Roberto Gordon.

(huahauahuahauhuhuahauhauuahua)

Pedro Lucas Rocha Cabral de Vasconcellos disse...

Não olhe embaixo do sofá.

Sir Lucas disse...

Bem vindo de volta, Rob.

Nelson disse...

Bem vindo de volta Rob.

E respondendo ao Varotto: eu também estou esperando o contato do pessoal do Petisco. Mês passado eu mandei um e-mail perguntando se existia previsão de algo, e me disseram que os albums iam ser enviados no começo de novembro. Se até dia 15 não acontecer nada, encho de novo o saco deles, haha.

Patricia Borges disse...

Oba ! Vc fez falta !

Rob Gordon disse...

Renata de Toledo:

Obrigado! Mas o descanso já foi - o post foi escrito uns dez dias depois do final do trabalho!

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Varotto:

Estou falando com o pessoal do Petisco sobre o envio do material. Logo mais deve entrar algo lá no site - mas, pelas últimas notícias que tenho, estão finalizando a produção dos brindes.

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Michele:

Tudo bebido - e dormido - já!

Beijos

Rob

Rob Gordon disse...

Elise Garcia:

Obrigado!

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Giovana:

Pode ficar tranquila que mais postagens vão pintar por aqui, com certeza!

Beijos!

Rob

Rob Gordon disse...

Ricardo Wagner:

A Hobbit's Tale. :)

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Pedro:

Olhei e achei um gato. Mesmo.

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Sir Lucas:

Valeu!

Rob

Rob Gordon disse...

Nelson:

Como eu disse ao Varotto, assim que eu souber de algo mais preciso, aviso aqui com as informações (ou o link de lá)

Abraços!

Rob

Rob Gordon disse...

Patricia Borges:

Obrigado!

Beijos

Rob

Matheus Silva disse...

Poucas coisas são mais estranhas do que ter um tempo livre depois de muitos dias de trabalho intenso.

Uma coisa que achei interessante, mas é meio fora do contexto.

Tu te "inspira" melhor vendo a tela branca do word? Eu não costumo escrever muito, mas sempre quando o faço o ponteiro piscando na tela em branco me assusta. Sempre acho mais amigável escrever com papel e caneta.

Rob Gordon disse...

Matheus:

Por partes: é estranho demais, essa pausa nos trabalhos. O corpo e o cérebro demoram dias para se acostumar com o novo ritmo. Até isso acontecer, é um inferno - especialmente nos primeiros dias.

Já quanto à tela branca do Word:eu me inspiro por ela quando quero "escrever por escrever". Tem alguns posts aqui que são sobre isso: eu apenas começo a escrever, contando uma história, sem saber direito para onde o texto vai. Já em textos específicos, eu só me inspiro de verdade quando vejo algum trecho dele pronto dentro da minha cabeça. Aí abro o Word e começo a escrever.

Abraços!

Rob