7 de junho de 2010

Uma Vida em Copas: França - 1998

(Texto anterior: EUA - 1994)


Quem me conhece há bastante tempo sabe que eu fiz o primeiro colegial três vezes. Caso você não sabia disso, deixe-me explicar os motivos (ao menos antes de você começar a achar que eu sou uma espécie de Forrest Gump, um sujeito com QI abaixo da média e algumas histórias para contar).

Até os 13 ou 14 anos, eu era um aluno exemplar, minhas notas ficavam entre as mais altas da sala. Claro que mesmo assim, alguns dos professores me odiavam, pois sabiam que eu era um dos pilares da bagunça na aula – eu era uma espécie de catalisador da zona. E, dos 17 em diante, voltei a ser um aluno exemplar, bagunçando o tempo, desafiando professores a torto e a direito, mas com notas excelentes.

O problema foi naquele pequeno espaço entre os 14 e os 17. Nessa época, eu me perdi totalmente: rock, bebida, cigarro, meninas, festas. Simplesmente não havia espaço para a escola no meu cérebro. Assim, eu fui massacrado, por dois anos seguidos, pelos Quatro Cavaleiros do Apocalipse (a saber: Matemática, Física, Química e Biologia). Nas matérias de humanas – Português, História – eu ia muito bem, obrigado, até perceber que estava totalmente enrascado nas outras matérias e largar mão de tudo. Assim, tomei pau dois anos seguidos.

Mas o curioso é que, a respeito da maioria das matérias, eu me recordo do que foi ensinado na sala de aula, independente de eu ter prestado atenção ou não. Física? As aulas eram sobre cinemática. Biologia? Tentaram me ensinar a maldita genética. Matemática? Funções. E por aí vai.

A exceção é química... Eu simplesmente não faço idéia do que foi falado na sala de aula. A última aula de Química que eu entendi na vida aconteceu na segunda ou terceira semana de aula do primeiro colegial, com aquele negócio de isóbaros, isótonos e isótopos. Depois disso, surgiu aquele diagrama da distribuição de Pauling, e eu, sem entender nada (lembro apenas que tinha algo que envolvia “s2”), entreguei os pontos.

Mas, diferente das outras matérias, eu não faço idéia do que foi dado na sala da aula durante o resto do ano. Eu estava na sala de aula, mas não tenho a menor noção do que foi falado. Veja bem, não é que eu não entendi a matéria; eu não faço ideia de qual foi a matéria.

O meu cérebro simplesmente bloqueou todas essas memórias.

Exatamente como a Copa de 1998.

Chega a ser curioso isso. Eu sou apaixonado por Copas do Mundo, me recordo de lances, por exemplo, da Copa de 1982, como se eles tivesse acontecido ontem (como o segundo gol do Brasil contra a União Soviética), mas a Copa de 1998 é um verdadeiro vácuo na minha mente.

Provavelmente, isso ocorreu por causa da dolorosa final, mas não tenho certeza disso. Ao menos, até agora, enquanto escrevo estas linhas. E, talvez, no final deste post eu entenda isso um pouco melhor – pois eu penso muito na Copa da França como torneio (como penso em todas as Copas), mas eu evito, a todo custo, pensar na relação que eu tenho com a Copa de 98. O pouco que me lembro dela é nublado na minha mente. Nublado e assustador, sem romantismo algum, como se fosse um pesadelo que tive há muito tempo e do qual me lembro apenas trechos.

A respeito dos jogos do Brasil, eu me lembro da final, e sei que jogamos a semifinal contra a Holanda, porque me lembro de termos vencido nos pênaltis – mas não me lembro do jogo. Fora isso, mais nada. Há um espaço em branco no meu cérebro, com a placa “local reservado para a Copa de 98” numa parede. E só.

Assim, eu não vou pesquisar sobre a Copa e escrever sobre coisas que não me lembro. Não seria honesto. Nem com vocês, nem comigo. Então, vamos de cabeça mesmo.

No início da Copa de 1998, eu estava prestes a me formar na faculdade e era uma pessoa totalmente diferente de quatro anos antes. Aliás, esta é a grande graça de se pensar nas Copas do Mundo em retrospecto – entre uma Copa e outra não existem quatro anos, existe uma vida inteira.

Eu, com 22 anos, tinha uma confiança enorme na Seleção Brasileira. Primeiro, porque o time era bom – apesar de ser treinado pelo Zagallo, que eu sempre detestei. Segundo, minha análise na numerologia das Copas (como apontei no texto anterior desta série) havia dado certo em 1994, e isso indicava que o Brasil seria novamente campeão em 1998 (explicando rapidamente, caso você não tenha lido: com a posse definitiva da Jules Rimet pelo Brasil, e a entrada em campo de uma nova taça, a Copa de 1994 foi equivalente a de 1958; assim, a de 1998 seria correspondente a Chile – 1962).


Em pé: Taffarel, Júnior Baiano, Rivaldo, Aldair, César Sampaio e Cafu.
Agachados: Ronaldo, Giovanni, Bebeto, Dunga e Roberto Carlos.

Este é o Brasil do qual não me lembro.


Após digitar esta última frase, fiquei parado alguns minutos, olhando para a tela, fumando e tentando me lembrar de qualquer coisa da Copa, além do que eu disse. Nada. É inútil. Não me vem nada à cabeça. Nenhum gol, nenhum lance, de nenhum jogo da primeira fase. Chega a ser irritante. Eu sei a campanha completa da Copa de 58, acontecida quase vinte anos antes de eu nascer, mas não consigo ver uma imagem da Copa de 98.

Para não dizer que não me lembro de nada, me lembro das oitavas de final entra Paraguai e França. Os donos da casa penaram para passar pela melhor defesa da Copa (me lembro bem do time do Paraguai, já que a maioria dos zagueiros jogava no Brasil), e quase ficaram para trás ali mesmo.

Deste jogo eu me lembro um pouco. Assisti no meu trabalho e fiquei extremamente desapontado com a vitória da França. Eu já tinha a França engasgada desde a Copa de 1986 (eu não consigo perdoar eliminações em Copas do Mundo de jeito nenhum) e torci desesperadamente pelo Paraguai, mas foi em vão. E, parando para pensar agora, me lembro de ter sentido algo estranho ao final do jogo: não foi nada muito exato como “a França vai ganhar essa porra” ou “pintou o campeão”, mas tive um pressentimento meio estranho ali, no meio do trabalho, enquanto os jogadores da França celebravam a vitória.

Enquanto isso, o Brasil ia passando pelos adversários. A equipe tinha remanescentes de 1994, com destaque para Taffarel e Bebeto (Romário havia sido cortado dias antes da Copa, por contusão), sendo liderada por Ronaldo, então um dos melhores – senão o melhor – jogador do mundo à época.

Talvez embalado pela vitória de 1994, eu acreditava que a Copa seria nossa, novamente, e com facilidade.

O problema é que, também embalado pela Copa de 1994, eu me esqueci da regra básica para se assistir a uma Copa do mundo, e que eu havia aprendido a duras penas, desde 1982: a primeira coisa a se fazer numa Copa do Mundo é se preparar para perder, pois a dor da derrota é grande demais.

Se você não se prepara para ela, a porrada é devastadora. E eu havia me esquecido completamente disso. Eu ainda estava na Copa dos Estados Unidos. Ou seja, eu havia evoluído e amadurecido em todos os aspectos da minha vida, menos no que diz respeito as Copa do Mundo – neste assunto, eu ainda vivia e respirava 1994. O Brasil foi atropelado em 1998 e caiu, mas eu, por outro lado, caí de uma altura maior ainda. Eu literalmente despenquei de uma altura de quatro anos.

Mas, antes do tombo, veio a Holanda. Como eu disse, não me recordo de nada do jogo (acredito que tenha sido 1 x 1 e não quero pesquisar. Se eu estiver errado, favor indicar nos comentários, por favor), mas, sabe-se lá porque, meu cérebro registrou totalmente a decisão por pênaltis.

Repetindo alguns dos rituais de 1994, estávamos vendo o jogo na minha casa (eu, meus pais e um amigo). E não faço idéia do motivo, mas me recusei a assistir os pênaltis na sala. Fui para o quintal e fiquei do lado de fora da casa, assistindo pela janela. Ou semi-assistindo, pois eu observava apenas os pênaltis cobrados pela Holanda, me afastando da janela nas cobranças brasileiras, rezando e esperando ansiosamente pela reação das pessoas.

Eu devo ter ficado muito nervoso – como qualquer pessoa ficaria, afinal, era uma semifinal de Copa – pois, quando a classificação para a final se confirmou, me recordo de sair pulando e gritando pela garagem de casa, em direção à rua. Mas mesmo estas memórias, felizes, são meio nubladas, como se tivessem acontecido muito anos antes do que realmente ocorreram.

E veio a final.

Como um amigo meu disse, depois, “o jogo era contra a França, em Paris, dois dias antes do aniversário da Queda da Bastilha”. Não havia como ganhar. Mas eu não me importava com isso. Era uma final de Copa, e nós iríamos ganhar. Nós éramos os campeões, e nós seríamos os campeões novamente.

Mas, com a final, vieram os rumores. Ronaldo passou mal. Ronaldo não joga. Ronaldo teve convulsões. Edmundo joga. Ronaldo está no hospital. Ronaldo joga. Edmundo joga. Edmundo fica no banco. Ronaldo está escalado. Edmundo está escalado. Ninguém sabia ao certo o que iria acontecer, ou quem iria jogar, até que o Brasil entrou em campo. Com Ronaldo.

Mas, na verdade, o Brasil não entrou em campo. Ele apenas saiu do vestiário e pisou no gramado. E quem gosta de futebol sabe que isso não é entrar em campo. O Brasil não jogou.

A França, claro, não tomou conhecimento disso. Num escanteio, Zidane de cabeça. 1 x 0. Minutos depois, outro escanteio. Zidane de cabeça. 2 x 0. Quase um replay do primeiro gol. Enquanto o primeiro gol assustou o segundo gol estilhaçou o sonho do Penta. Ao final do primeiro tempo, eu, sem entender o que estava acontecendo, estava transtornado.


Zidane decola e faz o primeiro gol.
Ou o segundo. Não faz mais diferença.


Lembro de pouca coisa (ou quase nada, na verdade) do segundo tempo. Acredito que a França tocou a bola, administrando a vantagem, enquanto o Brasil tentava inutilmente renascer no jogo – mas com Ronaldo andando em campo e os demais jogadores de olho no centroavante, nada iria dar certo. E, próximo ao final, o golpe de misericórdia: França 3 x 0 Brasil. Nem lembro quem fez. Nem lembro se eu ainda estava de olho na TV.

E ninguém nunca soube ao certo o que aconteceu. Boatos, claro, existem aos montes. Algumas pessoas afirmavam que o Brasil havia vendido a Copa do Mundo, enquanto outros colocavam a culpa da convulsão de Ronaldo no fato de ele ter descoberto que Susana Werner, ali mesmo, na França, o teria traído com Pedro Bial (que estava cobrindo o torneio para a Rede Globo).

Muita gente disse muita coisa, mas nada nunca foi muito concreto. A única certeza que tenho é que Ronaldo – por qualquer que seja o motivo – realmente teve uma convulsão. Isso ficou claro num choque (normal) com o goleiro francês Barthes, no qual ele ficou estendido em campo e quase todos os jogadores brasileiros correram em sua direção, sem sequer tentar disfarçar o pânico.

Ronaldo se choca com Barthes e cai.
Ninguém nunca entendeu ao certo o que houve.


Como eu disse, boatos existem aos montes. Hoje, eu não me importo com nenhum deles, mas à época, fiquei obcecado pelo assunto. Não era a derrota que me incomodava mais, mas sim a ausência de uma explicação sólida. Passei dias e dias com os olhos mergulhados em matérias esportivas, buscando pistas que me indicassem o que havia acontecido realmente, e que me explicassem porque havíamos perdido aquela Copa.

Eu já havia passado por inúmeras dores e frustrações em Copas do Mundo, mas eu nunca havia entendido o que a expressão “Copa de 1950” – que assombra meu pai até hoje – significava de verdade. E foi neste dia que eu finalmente entendi a dimensão disso.

Em 12 de julho de 1998, o menino que havia chorado de tristeza em 1982, 1986, 1990 (e de alegria em 1994) experimentava, pela primeira vez, a maior dor de todas, e sem chorar. Porque, de todas as tristezas que você pode sentir, as piores são aquelas que não vertem lágrimas. Essas nunca são aliviadas.

Essas são aquelas que você leva para sempre.

E agora eu sei o motivo do meu cérebro ter bloqueado minhas lembranças desta Copa. O problema nunca foi a tristeza que eu senti com a derrota, mas sim o fato de que eu nunca soube lidar com a Copa de 98.

Talvez as derrotas anteriores pudessem ter me preparado para isso. Por outro lado, acredito que nada no mundo poderia ter me preparado para isso. A dor que eu sentia não era mais algo desesperador como nas derrotas anteriores, era uma dor conformada. Amarga, até. Se a Copa de 1982 havia doído muito porque eu era um menino, a Copa de 1998 doeu mais ainda, por jogar na minha cara justamente que eu não sou mais um menino, por mais que eu me sinta como um, a cada quatro anos.


O melhor jogador do mundo levanta a taça,
após derrotar um time vazio na final.


Aos poucos, fui me conformando e parei de procurar explicações. Voltei a tocar minha vida. Mas, enquanto as derrotas anteriores haviam arrasado comigo, a de 1998 me anestesiou completamente. Eu me tornei totalmente apático em termos de futebol.

Não foi uma decisão concreta, tomada num momento específico da minha vida. Ela ocorreu de forma gradual. Quando percebi, já era tarde demais. Eu não queria mais nada com futebol. Não queria contato algum com o futebol. Não assistia mais a jogo nenhum, não lia mais jornais.

Porque eu não sabia como lidar com uma dor daquele tamanho.

Sem saber o que fazer com aquela dor, abri mão do futebol para me proteger. Querendo ou não, acabei me afastando totalmente da minha grande paixão, que havia me acompanhado desde os três ou quatro anos de idade, quando eu deitava no tapete da sala nas tardes de sábado para ver jogos ao lado do meu pai.

O segundo gol de Zidane não apenas acabou com o sonho do Penta, mas sim com meu amor pelo futebol. As derrotas anteriores haviam me deixado triste, mas esta, em 1998, foi além: no que diz respeito ao futebol, ela me transformou numa pessoa triste. O menino dentro de mim havia chutado a bola para longe e ido para o quarto, dormir.

Assim, fiquei anos tendo nenhum (ou quase nenhum) contato com o futebol. Porque, mesmo sem nunca ter pronunciado isso em voz alta, sem nunca ter determinado isso de forma consciente, eu sabia que apenas uma coisa poderia resgatar minha paixão: vencer outra Copa do Mundo.

Somente isso me traria de volta.

(Próximo texto: Coréia & Japão - 2002)

15 comentários:

Lelê disse...

Parece que te conheço há milênios e não tinha a menor ideia de que você já repetiu o primeiro colegial por duas vezes.

Da Copa de 1998 ficou uma incrível lembrança: a Ciça Guimarães entrando ao vivo, logo em seguida da derrota para a França, gritando VICE CAMPEÃO! VICE CAMPEÃO!

Ficou a lição de "se não sabe o que dizer, é melhor não dizer nada."

Smack.

Tyler Bazz disse...

Nessa Copa eu já lembro de bastante coisa, tava mais velhinho auhahuahu...
Lembro da semifinal, da final.... foi foda!

Pedro Lucas Rocha Cabral de Vasconcellos disse...

Sempre deixando um gancho dramático no final, sua vida parece uma novela rob!!!

Graças a Deus não tenho memórias de 98, tinha 8 anos, mas me lembro mais da copa de 94 que da de 98.

Bia Nascimento disse...

"eu sabia que apenas uma coisa poderia resgatar minha paixão: vencer outra Copa do Mundo."
Desde já, aguardo ansiosamente a Copa de 2002. Não vou comentar 98. Doeu demais.

Natalia Máximo disse...

Com meus 7 anos, a única coisa que lembro da Copa de 98 era eu e meu irmão fazendo meu primeiro álbum. Ah, e do Ronaldo caído no campo, disso eu lembro com tristeza.

Obs:
- "Cavaleiros do Apocalipse" é a expressão que eu procurei minha vida INTEIRA pra essas quatro matérias demoníacas.
- SUSANA WERNER PEGOU O PEDRO BIAL?!?!?!? EU NUNCA SOUBE DISSO!!!

Jullia A. disse...

EU nao assistia Copas em 98, no auge dos meus 6 anos, futebol era coisa de menino.
COmecei a assistir em 2002. Porque ai COpa virou coisa de brasileiro.

Varotto disse...

Que triste...

P.S.: "No início da Copa de 1998, eu estava prestes a me formar na faculdade e era uma pessoa totalmente diferente de quatro anos atrás." - Na verdade não seria "quatro anos antes", já que "quatro anos atrás" teria como referência o tempo presente (2010)?

O Chato

P.S.2: Além do que "anus atrás" é, obviamente, uma construção pleonástica viciosa.

Rob Gordon disse...

Chato:

Tem razão. Acertei o texto.

Valeu!!

Rob

Leels disse...

Eu também pouco me lembro dessa Copa. Calhou de ser a época em que algo muito difícil aconteceu na minha vida, então todas as minhas lembranças em relação a essa edição da Copa ficaram embotadas.

Curioso como a gente relaciona as coisas assim, não é?

Lilian (@lilianetc, ex @tantacoisa)

O Lerdo disse...

Sabe por que eu fiquei meio desapontado nesse texto?

Tava esperando um grito ou uma catarse que não veio. Lendo, talvez assim eu pudesse expiar o sofrimento silencioso que me abateu quando eu vi aquele terceiro gol da França sobre o impotente Brasil. Ou quando, antes de ir embora, vi na TV a Taça sendo levantada por outros.

Tem razão, a Copa de 98 doeu tanto que é até difícil de lidar. Se servir de conforto, seu sentimento foi compartilhado pelos outros brasileiros que gostam de futebol.

Eu fico aqui, sem minha catarse, mas com o relato preciso do que aconteceu há 12 anos. Perfeito.

Ansioso por 2002 =)

Mariana Paschoal disse...

Engraçado, também não me lembro de quase nada desta Copa, só do jogo contra a Holanda, mais uma vez duríssimo e emocionante.

1998 foi um ano difícil. Em todos os aspectos. Esta Copa só veio "coroar".

Para te lembrar de um momento futebolístico feliz daquele ano: a vitória no Paulistinha, em cima do Curinthia, de virada na volta do Raí. Foi lindo!

Rafael Netto disse...

Você fuma usando o computador? Talvez isso explique o falecimento prematuro da sua máquina anterior...

Rodrigo Rigotti disse...

Li todos os posts da série desde há 3 horas atrás, alternando com vídeos dos mais variados momentos de todas elas. A Itália de 82. La mano de dios. O fatídico gol de Caniggia no primeiro momento que lembro das Copas que acompanhei. A falta e o gol abençoados de Branco. A narração enlouquecida do Galvão Bueno. Um Brasil deficiente que pouco faria (como pouco fez) com a França de Zidane. Kahn engatinhando em direção à uma bola que retornava aos pés de Ronaldo e seu corte "cascão". A cabeçada do maestro que, da forma que conduzia a França à glória do Futebol há oito anos atrás, agora abria caminho para a Itália conquistar seu quarto título. Um Brasil desacreditado mas que, nem por isso, deixaremos de gritar, chorar, vibrar. Emoções e decepções que, quatro anos depois, darão espaço a mais uma Copa do Mundo...

Alexandre Greghi disse...

Ouví em algum lugar na tv (que pra variar só fala da mesma coisa, não importando em que canal vc coloque) que antes desses dois gols de cabeça do Zizu, ele não havia feito nenhum de cabeça. Não sei se essa informação é real, mas vale como cultura inútil.
A verdade é que a última coisa que ele fez em campo com a cabeça não foi das mais memoráveis, embora eu tenha vibrado muito com ela... HUAUHAUHAUHA

Kel Sodre disse...

Que babado esse da Suzana Werner, hein! Não sabia dessa.