2 de novembro de 2009

Marcha para Vitória - Parte II

(leia a parte I aqui)

Saindo do aeroporto, peguei um táxi até o metrô e, de lá, para a rodoviária. No caminho, fui falando com o amigo-noivo por telefone, combinando uma operação de guerra para eu chegar até Vitória. O que tentamos foi o seguinte: ele compraria a passagem para mim pela internet, da casa dele; eu chegaria à rodoviária, simplesmente buscaria a passagem e embarcaria.

Óbvio que não deu certo: ele conseguia comprar apenas Rio de Janeiro – Vitória. Chegamos à conclusão, então, que o melhor era ele comprar essa passagem e eu, aqui em São Paulo, me virava para ir até o Rio de Janeiro. Assim, ele comprou a passagem de um ônibus que partiria do Rio às 21:10.

E eu cheguei à rodoviária minutos depois.

Quem é de São Paulo, sabe que o Terminal Tietê é uma terra sem lei. Ônibus do Brasil inteiro chegam ali a cada minuto, o que faz com andar pelo local seja impossível – especialmente porque as pessoas que andam por ali estão normalmente acompanhadas de 19 volumes, que podem ser malas, filhos ou animais de estimação.

E lá estava eu, naquele mar de pessoas e nadando contra a correnteza, com uma mala no ombro e as calças caindo.

Finalmente, consegui chegar ao balcão que vendia as passagens para o Rio. Evidente que era a maior fila de todas – veja bem, não era a maior fila da rodoviária, era a maior fila da história da América Portuguesa. Quando chegou minha vez, me dirigi ao balcão.

– Qual é o horário do próximo ônibus para o Rio?

– Às 13:45.

Olhei no relógio. Eram 13:42. Ou seja, meus planos de almoçar qualquer coisa na rodoviária iriam por água baixo.

– Isso me dá três minutos para pegar o ônibus. Dá tempo?

– Se você correr, dá.

– E a que horas ele chega ao Rio?

– Às 19:45.

Olhei no relógio. 13:43. Eu precisava decidir rápido.

Foda-se. Só se vive uma vez.

– Vou levar.

Paguei, joguei a mala no ombro e com a mão esquerda segurando a passagem (e as calças), saí correndo pelo Terminal Tietê. No começo, eu ainda tentava desviar das pessoas, pedindo licença.

Como eu era sumariamente ignorado por todos, mandei tudo à merda: coloquei a mala na frente do corpo e, ainda segurando as calças (que, à esta altura, já eram saint-tropez), eu apenas tentava desviar dos outros: quando eu conseguia, ótimo; quando eu não conseguia, ótimo também.

Centenas de metros (e uns três “olha por onde anda, careca filho da puta!”) cheguei à plataforma de embarque. Respirei fundo e entrei no ônibus.

Assim que me sentei, um dos funcionários da viação passou entregando um saquinho para todos os passageiros. Abri o meu, esperando encontrar um escorpião lá dentro, mas dei sorte. Tinha um bolinho Ana Maria. Quer dizer, tinha outras coisas, mas nem olhei. Isso porque eu estava com tanta fome que simplesmente abri a embalagem do bolinho, como uma vítima de guerra civil que recebe um pão da Cruz Vermelha e soquei o doce inteiro dentro da boca (tazmania mode: on). Se fosse realmente um escorpião, ele que esperasse pela sua vez.

O bolo era três vezes maior que minha boca: quase me sufoquei com aquele negócio, tive câimbras no maxilar tentando mastigar e fiquei coberto de farelos, mas valeu a pena: deu para enganar a fome.

Olhei o resto do conteúdo do saquinho. Ainda tinha um pacote de amendoins, uma caixinha de suco de uva e duas balas. Resolvi economizar – afinal, seriam seis horas de viagem. Planejamento é tudo nesta vida.

Consegui economizar a comida por cerca de quatro minutos. Assim que o ônibus saiu da rodoviária, abri o saco de amendoins, virei todo o conteúdo dentro da minha boca (tazmania mode: on and locked) e tomei o suco de uva. Se Hollywood decidisse filmar a história A Cigarra e a Formiga, eu certamente seria convidado para interpretar a Cigarra.

Agora, eu tinha apenas duas balas.

Isso, claro, se o sujeito ao meu lado não dormisse: aí, eu tentaria roubar o bolinho Ana Maria dele.

A viagem transcorreu sem grandes problemas, exceto pela presença de uma gordinha loira, Srta. Rinite, no banco ao lado do meu, que espirrava, em média, oito vezes por minuto, e pelo DVD.

Sim, DVD. Havia uma televisão no ônibus, e eles começaram a passar Apolo 13. O problema é que o DVD sempre dava pau, e travava nas melhores cenas. Pensei em ir até o motorista e avisar a ele que “Houston, nós temos um problema e não dá para assistir ao filme”, mas eu estava tão fraco de fome que fiquei ali, quieto.

Finalmente, após três horas de estrada, o ônibus parou na rodoviária de Resende. “Vinte minutos para esticar as pernas”, gritou o motorista. Fui um dos primeiros a descer, e, segurando as calças, andei pelo pequeno terminal como um flagelado em busca de comida.

Nada. Absolutamente nada.

Não havia nada aberto. Apenas uma sorveteria – e que nem picolé tinha, era apenas sorvete de massa. Assim, ou eu tomava sorvete, ou continuava a viagem. Fechei os olhos, pensei nos meus amigos, felizes, se casando, um dos momentos mais importantes da vida de ambos e decidi abrir mão do sorvete. Resignado, comprei um copo de água.

Fui até o banheiro, lavei o rosto e me encostei ao lado de um latão de lixo, para fumar. Pensei em começar a mexer no lixo atrás de restos de comida, mas tinha um segurança ali perto, então me contive.

Minutos depois, voltei ao ônibus. Cheguei ao meu assento e constatei: haviam roubado minha mala.

Antes que eu entrasse em pânico, olhei para o assento ao lado do meu e vi que alguém tinha roubado as coisas do sujeito que viajava ao meu lado. Fiquei puto, porque eu estava de olho naquela Ana Maria desde São Paulo. Olhei ao redor e percebi que haviam roubado também as coisas da Srta. Rinite. Olhei para cima e tinham roubado também a televisão do ônibus.

Na verdade, não haviam roubado nada. Eu estava no ônibus errado.

Uma voz dentro da minha cabeça começou a gritar, gargalhando: “desta vez não fui eu, você que é tapado!”. Era o meu azar. Dei meia volta e corri em direção à porta, atropelando as pessoas e com as calças caindo.

Desci correndo e procurei pelo meu ônibus. Ele ainda estava ali. Embarquei e, minutos depois, prosseguimos viagem. Tudo o que eu não precisava era passar o resto da minha vida em algum lugar entre São Paulo e Rio de Janeiro, com as calças caindo e pedindo carona ao som de uma musiquinha triste, como no final de qualquer episódio de O Incrível Hulk.

NA TV, começou a passar Três Vezes Amor. Comédia romântica. Passados alguns minutos, ficou claro que o sujeito ao meu lado havia se interessado pelo filme e não iria dormir mesmo. Ou seja, nada de Ana Maria.

Olhei para minhas duas balinhas e calculei: “três horas de viagem, dividido por duas balas, dá uma bala a cada hora e meia”. Resolvi economizar. Coloquei metade de uma bala na boca e guardei o resto no bolso.

Minha meta era comer meia bala a cada 50 quilômetros.

Entre um delírio de fome e outro, tive uma idéia: o Dragus mora no Rio. Mandei uma mensagem para ele explicando que eu ficaria uma hora na rodoviária de lá e perguntando se ele não queria tomar um café; ele respondeu logo em seguida, confirmando. Primeira boa notícia do dia: eu finalmente conheceria o cara pessoalmente, além de não jantar sozinho.

O ônibus ia seguindo viagem e eu, cumprindo meu planejamento, esperava o relógio virar uma hora para chupar metade de cada bala. A Srta. Rinite parecia ser alérgica ao Ryan Reynolds, e, toda hora que ele aparecia na TV, ela tinha uma crise de espirros – o que contribuía para manter o dono daquela valiosa Ana Maria ainda mais acordado.

Horas depois, entramos no Rio de Janeiro.

Olhei no relógio: 19:00.

Em uns 40 minutos, chegaríamos à rodoviária e eu comeria, fumaria, daria meia dúzia de gargalhadas com o Dragus. Eu embarcaria para o Espírito Santo e eu dormiria feito um bebê a noite toda.

Ou seja, tudo dentro dos conformes.

Isso, claro, até o ônibus chegar perto da Ponte Rio-Niterói.
Dizem que algumas pessoas, quando viajam de São Paulo para uma cidade litorânea, levam a chuva com elas. Eu sou assim. Mas como no meu destino já estava caindo uma tempestade, meu azar se adaptou e, ao invés de levar uma tempestade, resolveu levar o trânsito de São Paulo.

As ruas pareciam estacionamentos. O Rio de Janeiro havia se transformado numa espécie de São Paulo com praias. O ônibus chegava a ficar cinco minutos sem sair do lugar, preso no congestionamento. Tudo estava parado, menos meu relógio, que decidiu criar um horário próprio: ele marcava 20:00; três minutos depois, ele marcava 20:15; mais três minutos, e ele havia pulado para 20:40.

Comecei a ficar nervoso de verdade. Eu iria perder o ônibus para Vitória.

A fome, os espirros da menina, meu corpo gritando por nicotina, passagem para o Espírito Santo com hora marcada, o ônibus parado, o relógio correndo, as buzinas, meu jantar escoando pelo ralo... Tudo começou a rodar dentro da minha cabeça.

Comecei a ficar tonto.

Não sei se eu cheguei a apagar de verdade. Sei apenas que, quando voltei a mim, o ônibus estava estacionando dentro da rodoviária. Desci correndo no terminal procurando pelo Dragus.

Meu ônibus partia às 21:10, e eu ainda precisava pegar a passagem no balcão da companhia.

Olhei no relógio. Eram exatamente 21:06.

(continua aqui)

Update:
Vamos fazer um acordo? Como esta saga será muito grande, vou deixar as atualizações na mão de vocês. Quando cada post tiver cerca de 30 comentários, eu posto a continuação. Mas, comentários de verdade (a mesma pessoa comentando cinco vezes sem falar nada relevante, apenas para fazer número, ou comentários como "pronto, comentei. atualiza aí, animal" não valem).

Então, mãos à obra: liguem para os amigos, divulguem no Twitter... Assim, nós avançamos mais rápido com a história. Claro, se os comentários forem crescendo na velocidade normal, sem problemas: atualizo na velocidade normal, para dar tempo de todos lerem com calma. Fechado? (evidentemente, comentários com a resposta "fechado." serão desconsiderados.

34 comentários:

Daniela disse...

"Consegui economizar a comida por cerca de quetro minutos"
Me acabei! hehehehe

Natalia Máximo disse...

Ih, tô sentindo que essa saga vai ter umas 5 partes...

Tyler Bazz disse...

Ok, posso estar errado, mas acho que se rolar um "Meeting Dragus" vai ser meio corrido, né? AUHauhaUHAhuaUH

Daniela disse...

** quatro! Corrigindo!

Hally disse...

O.o

Estou ansiosa...

Teria Rob Gordon conseguido encontrar Dragus? Teria ele conseguido ir até o balcão pegar a passagem? Teria ele perdido o ônibus? (Isso eu sei que não) Teria ele finalmente conseguido se apropriar do bolinho Ana Maria de seu vizinho de acento? Teria ele conseguido comer alguma coisa? Ou, ao menos, fumado um mísero cigarro?
Não percam o próximo episódio.

Detesto esses locutores que entram em cena só pra aumentar nossa curiosidade quanto ao próximo episódio de uma saga.
=P

Pelo amor do Besta-Fera, todos os seus álbuns do Iron Maiden e seu ingresso do show do AC/DC, não demore muito para postar a parte III!!

Ainda acho que essa saga não acabará na parte III... ¬¬

Hally disse...

Só uma pequena observação. Agora vi o comentário do próprio no outro post dizendo que a saga terá mais de três partes. Concordo com a Natalia, acho que serão 5.

Aliás, falando em Natalia, não és aquela Natalia, és? O.o

Pirações a parte, posta logo essa parte III!!!

Jullia A. disse...

Odeio Odeio Odeio sagas. Vou começar a ler a saga só quando já tiver terminado.
quero saber se voce conheceu o Dragus, chegou em vitória e se voce comprou um cinto.
argh

MaxReinert disse...

Reza...
Reza que é macumba!

May. disse...

É... Tá fácil não.
hahahahahaha

Mas na próxima que esquecer o cinto, tira os sapatos e amarra os cardaços, depois usa de cinto. Pelo menos, corre direito.
hahahahaha

Benito disse...

Tu já foi mais humilde.

Pedro Lucas Rocha Cabral de Vasconcellos disse...

Bom como falei no post anterior... ESSA SAGA PROMETE!!!

ri litros (sim eu babo enquanto rio)

Você podia ter postado no twitter, iam aparecer 50 caras para jantar com você, e quem sabe alguma leitora desesperada com mais de 60 anos...

Eu sei que eu iria.



Um grande abraço!

Davis Sousa disse...

Você não devia ter mencionado a música da série do Hulk. Não devia mesmo. Agora minha produtividade vai despencar ladeira abaixo.

Gilgomex™ disse...

verdade, Tyler... seria um meeting Dragus... ponto.

Leandro disse...

"Planejamento é tudo nesta vida". Pelo menos nesse quesito você não pode reclamar do azar ;-)

Seria coincidência ou no's dois andamos com um para-raio-de-loucos ligado 24 h por dia? (7 dias por semana com plantão aso sabados, domingos e feriados).

Abraço

Carlos disse...

Ta muito engraçado! continua ai plz!! =)
Aliás... falar em planejamento de comida depois de ter comido o bolo inteiro em uma bocada foi a melhor parte! :D

Thais Gama disse...

Ai caramba...que desespero, fome, cansaço, correr atrás de ônibus... ainda bem que não bateu aquele desespero de fazer o número 2 no banheiro, ou aqueles desarranjos intestinais de fazer chorar...mas só pela fome e o stress, eu já teria começado a chorar e a dizer: ô fase!

Marina disse...

Estou torcendo por você na luta pelo bolinho Ana Maria. Quem será que vencerá essa disputa?

Dragus disse...

Não foi um "meeting Dragus" foi um "running with Dragus".

Mas valeu a pena.

Que venha a picanha. =)

lívia disse...

rodoviária é SEMPRE um desespero. uma vez, numa parada, tive que correr atrás do meu ônibus, ou me deixariam pra trás no meio do nada na Bolívia

Bridget Jones disse...

And "The Best Line of The Year on Blogs" goes to:

"Quem é de São Paulo, sabe que o Terminal Tietê é uma terra sem lei. Ônibus do Brasil inteiro chegam ali a cada minuto, o que faz com andar pelo local seja impossível – especialmente porque as pessoas que andam por ali estão normalmente acompanhadas de 19 volumes, que podem ser malas, filhos ou animais de estimação."

...escrita por Rob Gordon!

(e o público se levanta e ovaciona, emocionado, enquanto Rob tenta conter a emoção, sendo cumprimentado por Christopher Walken que senta-se ao seu lado)

Kel Sodré disse...

hahahahahahahhahaha

Que chantagista de uma figa!!!

Quase engasguei de rir quando lembrei que, além de tudo, suas calças estavam caindo.

Esse post tem umas imagens ótimas, como há muito eu não via em post aqui do Champ. Adoro conseguir não só imaginar as coisas, mas ver mesmo as coisas acontecendo pela descrição da cena.

E just for the record: é claro que esse é um comentário interesseiro pra engrossar as estatísticas e ver logo a continuação da saga.

Crisolda disse...

Como no seu destino já estava chovendo, o seu azar se adaptou e trouxe o trânsito de são paulo para o rio.. kkkkkk
Tenho certeza que vc vai conseguir, Rob! Prontofizmeucomentário.

Gabi Bianco disse...

Tú é muuuuuuuito pidão e guei.

E se desconsiderar esse comentário, relações cortadas.

Pri disse...

Olha eu achei q era azarada, mas o Rob ganha de 1000! uahuahaua
Num sei se fico com dó de vc ou se dou risada, mas como eu sou mtoooo sádica sempre dou mta risada... (sorry Rob)
Quero ver a saga acabar logo! mtoooo boa essa

Bruno disse...

A imagem do gordinho careca, com as calças caindo...

Parece cena do gordo e o magro.

Lucas disse...

Oi, Rob primeira vez que venho comentar, mas ja leio seu blog a muito tempo, eu achava que tinha azar, mas depois vi que nao. " menos meu relógio, que decidiu criar um horário próprio: ele marcava 20:00; três minutos depois" meu relogio tambem cria isso

Luis Filipe disse...

Me acabei de rir com: "Como eu era sumariamente ignorado por todos, mandei tudo à merda: coloquei a mala na frente do corpo e, ainda segurando as calças (que, à esta altura, já eram saint-tropez), eu apenas tentava desviar dos outros: quando eu conseguia, ótimo; quando eu não conseguia, ótimo também."

Essa com certeza vai ser uma das melhores sagas do champz =D

7seven7 disse...

hahaha, estratégia interessante de conseguir mais comentários.
E pqp, porque você não simplesmente pediu pro cara do teu lado te dar o maldito bolinho? o pior que podia acontecer era ele recusar... espera, pequeno lapso meu, você é o Rob Gordon.

Varotto disse...

Pô! Não se lembrou de mim, camarada Rob?! (ciúmes mode: on)

Mas tudo bem, eu estava em descansando o esqueleto na Praia de Pipa (RN) e, como a cada dia acho mais que sou o oposto robgordiano, meus vôos de ida e volta foram tranquilos e no horário. (metido pra cacete mode: on).

Saravá!

Layla Barlavento disse...

"Roubaram minha mala". Tive certeza de que você havia entrado no ônibus errado...

Rob Gordon disse...

Varotto:

Lembrei de você sim, não fique enciumado. Mas eu encontrei o Dragus no msn (meu cel acessa) e o senhor estava offline. Aliás, o senhor não estava offline, o senhor é offline. Ficou pra próxima (que, espero, seja de avião).

Benito:

Como assim?

Abraços,

Rob

Benito disse...

Não come nada.

Cara, teu diferencial é que tu cria textos falando do cotidiano, e todos se imaginam nas situações. Esta é a tua grande virtude.
Ps. Li quase todos os tópicos do teu blog, menos os que tu fala sobre rock, memes e chatices...
Quanto ao livro, apoio e compro.
Abraço.

vivis disse...

Não é por nada não, mas quando vi as noticias na tv sexta-feira, me lembrei que você estava indo pra Vitória e pensei: tadinho do Rob...

Otavio Cohen disse...

1 - postando só pra cumprir tabela mesmo, já que nem entra mais na contabilidade.
2 - não é pra consolar mas... poderia ter sido (bem) pior... vc podia ter perdido o onibus. ou seguido viagem no errado. quer q eu continue enumerando possibilidades?
3 - se vier a bh, lembre-se do seu fã-clube aqui oahaohohaoha