11 de maio de 2008

Crônica de uma Morte Estúpida*

Hoje, voltando do trabalho vi um cara morto na rua. Atropelado, acho. Na esquina da Cardeal Arcoverde com uma rua qualquer do bairro. Passei por ali e lá estava ele, deitado, anônimo, cercado por policiais, médicos e curiosos. É engraçado como a morbidez nos domina nesses momentos. Meu corpo inteiro queria continuar andando para casa, mas meu cérebro mandou todo mundo parar e olhar tudo aquilo um pouco.

Não é a primeira vez que eu vejo gente morta. Uma vez virei uma esquina da Teodoro, ao lado das Clínicas, e quase tropecei num cadáver de outra pessoa atropelada. E, uma vez, quando eu tinha algo em torno de 25 anos, um sujeito que morava na rua dos meus pais morreu em casa e eu que tive que acompanhar a perícia – parece que eles não podem entrar sem uma testemunha. E estar ao lado de um cadáver já apodrecendo que se parece vagamente com alguém que você conhecia não é algo muito fácil.

Enfim, domingo frio e solitário, e o Sr. X morre a duas quadras de casa. Sozinho, deitado ali no meio da rua com uma naturalidade que chegava a incomodar. Em paz? Não sei. Duvido que alguém que morra no meio da rua num final de tarde no Dia das Mães consiga fazer isso em paz. Mas, indo embora dali, acabei não pensando nele – afinal, se em São Paulo a gente mal pensa em quem conhece, porque pensaríamos num anônimo? – e sim, pensando nela.

Na morte.

Especialmente numa morte estúpida como essa. Quando um soldado morre numa guerra ou alguém que está doente morre, tudo bem, faz parte, era esperado. Mas uma pessoa sair de casa para comprar pão, um maço de cigarros e duas latas de cerveja, pensando em retornar para casa antes dos gols da rodada e não voltar nunca mais não tem sentido algum. A pessoa tem uma conta de luz que vence na terça-feira, pensa no presente da esposa que faz aniversário mês que vem, acha que o próximo jogo do seu time será difícil, lembra de um filme que viu na TV e como era mesmo o nome daquele ator? e de repente um carro desce em alta-velocidade e acaba com tudo isso.

Nada mais existe. O 10 que você tirou de matemática na quinta série, o gol de calcanhar que você fez no campeonato da escola, o seu primeiro beijo , a música que te faz chorar, o dia em que você casou, a primeira vez que você viu seu filho. Acabou. Tudo morreu junto com você. O que você foi será lembrado. O que você é morre junto com você. E aí você deixa de ser esposo, filho, marido, pai e vira um número qualquer numa estatística do Detran. Claro, você será lembrado por inúmeras pessoas, mas, por outras, você será sempre lembrado como “o cara que foi atropelado ali na frente daquela padaria”.

E o problema das mortes estúpidas é que elas podem acontecer com qualquer um. É por isso que são estúpidas. Podem acontecer com qualquer um e a qualquer momento. Pode pegar você no meio da semana de provas, num sábado de madrugada, três dias antes do casamento do seu irmão. Sem aviso, sem preparação, sem nada. E os mais conformados dizem que “quando chega sua hora, não há nada que você possa fazer”, sem perguntar se a pessoa que atropelou o falecido tem algo a ver com isso, se sabia que era do cara ou se recebeu alguma instrução da morte do tipo “desce pela faixa da direita e acerta aquele sujeito para mim”.

E a grande sacanagem cósmica é que quando chega a sua hora, você não fica sabendo. Quer dizer, fica, mas não pode fazer nada a respeito, mesmo porque o aviso não é tão prévio. E tudo aquilo que você planejou fazer evapora, enquanto você cai sangrando no meio de uma rua. Tudo o que você sonhava em fazer, tudo o que havia planejado some no momento em que você deixa de ser uma pessoa para se tornar um assunto para as pessoas que estava ali perto.

Por isso que a frase “viva cada dia da sua vida como se fosse o último” faz enorme sentido. Um dia será o último mesmo. E o pior é que pode ser a qualquer dia. E aí, todos os “eu te amo” que você pensou antes de dormir e esqueceu no travesseiro pela manhã, todos os abraços que você não deu, todos os sorrisos que você escondeu e todos os beijos que você deixou de roubar morrem junto com você. Ou junto com a pessoa que você deveria ter abraçado, beijado, sorriso e falado que amava morrem junto com ela. Sim, porque você está pensando em você, mas pode ser ela. É loteria.

Então, é o pedido deste blog que você saia daqui um pouco agora e vá até a sala, e beije alguém e diga o quanto aquela pessoa é importante para você. Piegas? É, é piegas demais. Mas, se você parar para pensar, toda vez que você fala “eu te amo” você está sendo piegas, então fazer isso agora não será problema para você. E se os olhos do seu pai, da sua mãe, da namorada, do marido, ou de qualquer pessoa que você tenha escolhido para isso brilharem por uma fração de segundos que seja, este post foi bem-sucedido. E, sim, você pode esperar essa música acabar, ou tentar mais uma vez passar aquela fase difícil do jogo antes de ir. Mas é um risco que você corre. Afinal, como eu já disse, é loteria.

Eu?

Bem, são 23 horas. Meus pais e minha namorada dormem cedo. Logo, vou ter que me contentar em simplesmente brincar com meu cachorro. Além disso, numa emergência, os três podem sempre voltar aqui, no post de 11 de maio, e lembrar o quanto amo eles.

Afinal, acho que o "eu te amo" para essas três pessoas é tudo o que eu queria dizer e estava engasgado desde o começo do texto.


"Neste momento, Deus está matando mães
e cachorros, porque Ele precisa. Neste momento,
seus pais estão sentindo sua falta."


Desculpem pelo tom do post. Mas, às vezes, a crise dos quarenta anos (que eu tenho com 32) bate um pouco mais forte. Prometo que volto ao normal em breve.

* Este post é dedicado ao "Cara Atropelado Ali na Rua".

48 comentários:

Paulonando disse...

Força Rob, a vida é cheia de desencontros, embora haja muitos encontros pela vida (é plágio)

Nash disse...

Eu sempre tive esses lampejos que você teve e que comentou maravilhosamente bem. Morrer engasgado com uma ervilha em um almoço de domingo com a família também não deve ser agradável. É a loteria de que você falou. É a vida. Talvez quem sabe um dia nós possamos ao menos aceitar o fato de que um dia todos nós morremos, deixamos planos, filhos, esposas, namoradas, amigos, cachorros, provas pendentes da faculdade; a verdade é que SEMPRE haverá algo incompleto...mesmo que se viva 100 anos...e pra isso não tem remédio mesmo.
Meus parabens pelo excelente texto

Silvinha disse...

Eu sempre me choco com mortes, especialmente as sem sentido e, como você, congelo. Seu texto é òtimo, mas conseguiu me botar p/ baixo...

renata disse...

belo texto. belo texto...

Ale disse...

Robbs!!!! Post auto ajuda? só faltou um "envie para 7 pessoas..."
É, vamos ficando velhos e certas "idiotices" que sempre ouvimos começam a fazer sentido.
Pior ainda é qdo queremos falar um "eu te amo" pra uma pessoa que realmete não podemos. heheeh...
C'est la vie

Thiago Neres disse...

Esses acontecimentos póstumos sempre me fizeram refletir também.

Enfim, ótimo post e uma ótima mensagem... acho impressionante como o Rob tem domínio do que ele escreve. Ele consegue me fazer rir, refletir, ficar triste.

Só posso dizer que seu post aumentou minha vontade de viver o dia de hoje intensamente. Obrigado por isso.

E, claro, parabéns pelo blog!

Varotto disse...

Um brinde a isso!

PS: Eu realmente quiz dizer isso, não foi ironia...

Larissa disse...

Lindo.

Helen disse...

Credo, Rob. Que post bonitinho!
(O "credo" não é recriminando. É quase uma exclamação, mas o "uai" que eu normalmente falaria não combina. Não que o "credo" combine, mas...ahhhh. Deixa pra lá! Como eu consigo divagar tanto?)

Confesso que até a metade do post eu estava achando engraçado. Mas é porque certa vez quase engasguei com uma bala, o que levou a um amigo e eu começarmos a imaginar como seria ridículo comprar uma bala e morrer, então até a metade do texto o que me veio foi a lembrança desse dia.

___________________________

Nossa, todos os comentários falando que coisas desse tipo são tristes de se pensar e eu conseguindo achar graça... eu estou sendo fria ou alguém aí também vê o lado cômico da coisa?

Gilgomex™ disse...

O que eu posso dizer??

"Puta merda! Mataram o cara ali na rua!"
"Filhos da puta!!"

chaverinho disse...

como já disse Shakespeare: "...as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos."

Redd disse...

acho q a única coisa que podemos fazer nessas situações é tentar aproveitar ao máximo o que ainda temos da vida... Pois se tudo vai acabar logo, q o pouco q tivemos valha a pena, né?

Kel Sodré disse...

Poxa... acho que esses dias tem um quê de melancolia no ar. Hoje ela bateu aqui e começou a chover, só que aqui dentro, perto do meu estômago...

Anônimo disse...

Rob, estou no trabalho e a pessoa mais próxima de mim é o chato do redator. Vai dar não, cara...

Maps disse...

Rob, muito obrigada.

Esse vídeo é um dos mais importantes da minha vida, desde a primeira vez que eu assisti no auge dos meus 14 anos. E foi f******da!!!!

Hoje é meu aniversário e você me inspirou a fazer uma coisa que há muito tempo eu precisava fazer: perder o orgulho besta, parar de me preocupar com as coisas estúpidas e falar pra quem eu amo que eu realmente amo esses quems.

Tô recebendo os e-mails, telefonemas e recados mais lindos dos últimos anos, e tudo porque você ajudou a inspirar meu dia, que tava legal mas ficou maravilhoso.

Thanks, man! Right now and then!

Maps

Camila disse...

A parte do texto em que você contesta aquela idéia de "era para ser" superou minhas expectativas. Finalmente, finalmente alguém com alguma saúde mental.
Belo post.

Pâmela disse...

o que dizer?
a única coisa é: chorei.

An@Lu disse...

acho que não existe comentário que seja suficiente para dizer o quanto eu gostei desse texto.
simplesmente lindo.

MaxReinert disse...

Muito bom , meu caro...

E a verdade é que essa senhora M nos iguala a todos... nos leva quando quer e é senhora absoluta deste momento!

Ces't la vie!

fallen disse...

só passei p/ dizer uma coisa sou leitor assíduo do blog mas sempre me restringi a ler não qria comentar pq assim q eu comentasse esse blog tb faria parte de mim e o que eu gosto dele eh q não pertencemos um ao outro e sim ele tá ali p/ sempre que eu quiser ler, sem obrigações nem compromisso algum
mas hey beloooooooo blog e um puta dum texto tah de parabéns may the metal gods bless upon you, deixo um trecho de uma música que cabe bem com o seu texto...
Somebody said that we could never ever die
Oh what a lie

You will see the light again
We'll all be free someday:
I know - 'cause united we stand

Goodbye my friends, I'm leaving you today
My quest is hard, but I must be on my way
Now, don't ask why
Goodbye dear friends
nao importa c vc goste ou não mas eh gamma ray =) e sinto q combina =) parabéns rob

Gilgomex™ disse...

Putz... E eu lembrei da música do "The Calling"

Could it be any harder...

Neh esse não disse...

"Para morrer basta estar vivo"

Perci Carvalho disse...

vc dedicou o post ao cara que morreu...

mas na minha cabecinha eu nem consegui visualizar/imaginar o cara...

eu li pensando no melhor dos amigos, que no proximo dia 06 faz um ano que me deixou... atropelado também... mas por um cavalo idiota...

odeio mortes estúpidas.
odeio mortes e ponto final.

Johnny disse...

Perturbador pensar nisso, mas necessário lembrar que a vida nós fazemos a cada minuto.
Piegas ou não, carpem die!

Arthurius Maximus disse...

A morte nos atrai justamente por nos mostrar a nossa própria condição transitória.

Seu texto e suas descrições foram chocantes e brilhantes ao mesmo tempo.

Quem poderia esperar algo diferente de você?

Um abraço.

rbns disse...

Neste momento faz um ano, três meses e vinte e sete dias que você ainda não conheceu o primeiro filho do seu irmão.

Fernando Pocow disse...

Achei o texto um pouquinho clichê, mas nem por isso menos fodão.
^^

Srtª Amora disse...

Estúpida ou não estamos caminhando pra lá. Nossa única fraqueza verdadeira é essa transitoriedade obrigatória.

O ANTAGONISTA disse...

Cara, às vezes também páro para pensar nisso: o quanto a vida é frágil! Parece que passamos a vida nos equilibrando numa corda fininha... impressionante como tudo pode se desfazer num piscar de olhos...
Belo post!
Valeu.

Iza disse...

A morte se transformou em algo muito banal.
Infelizmente!!!!

...
Tem um presente para ti no meu blog.

Cruela disse...

morrer é estúpido.

Wanderson "Wans" disse...

Depois de ler seu post, como você sugeriu fui bijar minha esposa e dizer quanto a amo.
A resposta:

_ Eu hein? O que é que você está aprontando? Cê não é disso!!!

Ás vezes a morte não é a pior opção.


Belo texto.

Tyler Bazz disse...

Beeela crônica, Rob!

Acho que uma das coisas que mais me encanam é isso, que eu posso morrer sem ter tempo nem de escrever uns bilhetinhos...


o/

Rafael disse...

Cara, post de uma profundidade absurda! Nem sei o que comentar aqui sem parecer idiota!

abraço!

marifreica disse...

Pensei que eu fosse a única que pensava nisso.
Quem ficará com minha coleção de DVD das minhas séries favoritas? E meus CDs?
Será que vão achar as músicas que compus no fundo da minha gaveta? E meus romances começados, mas nunca acabados em algum arquivo esquecido do meu pc?
Não verei o final de Heroes! Será que Piratas do Caribe terá um quarto filme? Olha, eu acho que deveria; mas, e se eu não viver para ver?

Esperei tempo demais para dizer "eu ainda te amo" a um namorado com o qual terminei duas vezes. Talvez seriam três ou quatro se ele não tivesse morrido. Mas eu gostaria de ter tido a oportunidade de terminar com ele até vinte vezes, contando que pudesse ter dito mais uma vez "eu te amo".
Esse cara, por sinal, é o mesmo do comentário da Perci, que no próximo dia completará 1 ano de óbito.

Não acho esse post tão piegas assim. provavelmente os leitores do meu blog (um pouco abandonado, claro) achem meus posts piegas, mas... fazer o quê? Eu tento não escrever sobre ele, ou sobre nós, mas é só oq ue s epassa na minha mente.

Destino? Sim... maldito destino!
Agora, só tô esperando que ele me encontre aqui.. à mercê dela...

Vixi... esse comentário ficou enorme. desculpe...

umberto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
umberto disse...

A tout le monde (To everybody)
A tout les amis (To all my friends)
Je vous aime (I love you)
Je dois partir (I have to leave)
These are the last words
I'll ever speak
And they'll set me free

Anderson Cruz disse...

Olá.

Escrevi sobre a morte em meu ultimo post:"Morrer acontece..."
Acho interessante como tudo pode acabar de repente.Não achei piegas o que vc escreveu sobre dizer às pessoas o que sentimos por elas,triste é morrer sem ter dito nada.

Abraço e parabéns pelo blog.

http://religiaourbanna.blogspot.com/

Amanda disse...

Rob,
Tá aí uma ótima notícia pra vc comentar no ô fase. Não sei se é verdade mas o Latino vai gravar uma música do OZZY!!!! Dá uma olhada nesse post: http://kamikamisa.blig.ig.com.br/2008_05.html#post_19131468

Stürmer disse...

cara, teu blog é muito legal
parabéns

da uma chegada no meu:

http://os3blogueiros.blogspot.com/
http://os3blogueiros.blogspot.com/
http://os3blogueiros.blogspot.com/

abraços!

Maranganha, Poeta e Assassinador de Escritos disse...

A vida também é estúpida. Hehehehehe

Ricardo disse...

Fala Rob! A vida tem destas. É bom, e ao mesmo tempo estranho, quando paramos pra perceber que nós estamos aqui, mas daqui a pouco não estaremos mais...

Grande texto!

Abraços!

keppe disse...

muito obrigada mesmo por esse post!

Fábio C. Martins disse...

Rapaz, fazia tempo que não lia um texto tão bom a respeito da morte, principalmente, sobre as sacadas que você usou.

"O que você foi será lembrado. O que você é morre junto com você."

Realmente, um belo texto sobre a pequenez da vida. Parabéns! vale recomendações!

Abraços

Kath disse...

Rob, eu entendo o que sente, mas não veja as coisas de modo tão triste. O Cara Atropelado Ali na Rua não era a conta que vencia na terça, aos infernos com ela, deixa vencer mesmo e que fique a dívida sem ter a quem ser cobrada. Mas com certeza era aquele primeiro beijo e o gol de calcanhar. E isso não se esvai, não deixa de existir.
É bom que a nossa hora chegue sem que sejamos avisados. Por que assim a gente não inventa de perder a vida com mil preparativos para quando não estivermos mais por perto, e exatamente por isso, a gente devia fazer mais carinho e dar mais beijos em quem amamos, aturar menos coisas inúteis ou desgastantes na vida e contar menos calorias, passaremos o resto do tempo só ossos!
Não que a morte tenha que ter aviso prévio, nós é que devíamos entender a dádiva que isso é. E o Cara Atropelado Ali na Rua tá num lugar melhor, sem prazos de pagamentos ou perigos. Se ele foi para o Céu, tá sentando numa praia paradisíaca curtindo aquilo que só viu em postais, folhetos de viagem com 8 dígitos e filmes do 007; se ele foi para o inferno, deve tá trocando uma idéia muito boa com algumas das melhores cabeças que já tivemos por aqui. (Ah, sim, chatos também há, lá tem o Oscar Wilde para tirar sarro deles).

casa101.blogspot.com

Garbo disse...

Resolvi seguir seu piegao conselho ontem e fui beijar minha esposa e falar tudo aquilo, mas antes de começar a falar acabou rolando mais beijos amassos menos roupa e nao pude voltar aqui para deixar meu relato, mas to aqui hoje pra dizer q o texto teve de fato sua utilidade pubica, digo publica

Juju disse...

bom, depois de ler praticamente o seu blog inteiro (sério!) e me divertir alucinadamente e falar dele pra um montão de gente, eu tinha que deixar pelo menos UM comentariozinho (sou leitora de muitos blogs, mas raramente comento), né?
mas entao, nao só pelo lindissimo texto, mas por toda sua obra, eu quero te dar os parabéns meu caro. vc é genial, simples assim.
obrigada por dividir isso com o mundo!
beijos
Juju
ps. eu já fui atropelada, e depois disso, passei a dizer muitos mais "eu te amos"

Thiago Pacheco disse...

Talvez você nem veja esse comentário aqui, até porque o post é antigo. Mas hoje li novamente e o foda é que tocava uma música chamada "What Sarah Said" e foi foda segurar a onda pra não chorar. Já li esse texto várias vezes e o modo como você escreveu pega qualquer um de jeito.

Caso queira saber, eu sou o cara que pediu pra você me mandar o link do post em um dos teus posts recentes.

Grande abraço meu velho Rob! Sempre passo aqui e conheço o blog das antigas, desde quando você frequentava uma certa comunidade no orkut. Foi assim que conheci esse espaço nobre no mundo da blogosfera.

Um abraço e obrigado!