14 de setembro de 2006

Back from the Dead

Eu sei, eu sei. Estou há uma semana sem postar aqui, mas juro que é por falta de tempo. É que minha vida tem um ritmo parecido com o de uma mulher: uma semana por mês, eu fico completamente intratável, não durmo, como mal e brigo com todo mundo ao meu redor. Elas têm o motivo delas, e o meu é o fechamento da revista (sim, para quem não sabe, sou jornalista).

Eu sei que nada é mais decadente do que você entrar num blog abandonado, daqueles que o último post é do tempo que o Brasil era tetra. O cheiro de pó e os insetos andando pelas ruínas de um blog perdido no tempo é uma imagem que não desejo para o Championship Vinyl, e, por isso, aviso: se eu não estiver postando, é falta de tempo, não de preguiça. Ou de assunto.

Mas, para dar uma atualizada rápida nos útimos dias, antes de voltarmos à programação normal, vamos as fatos.

– O CD novo do Iron Maiden é, disparado, um dos melhores da banda. A primeira vez que você ouve é apenas mais um CD do Iron Maiden. Na terceira ou quarta vez, ele começa a ganhar novas cores. Na décima, se tornou uma obra-prima, rica em detalhes. Arrisco a dizer que é o melhor disco desde The X Factor (os xiitas que não ouvem esse álbum porque ele não pertence à fase Bruce Dickinson que me desculpem, mas é um puta álbum), sombrio e elaborado. Meu cachorro também aprovou: toda hora que eu escuto a faixa The Legacy em casa, ele começa a correr pela sala no momento que aquela guitarra tesudíssima entra rasgando depois da introdução da música. Claro que o pulo que eu dou nessa hora deve contribuir para a adrenalina dele, mas isso não diminui meu orgulho.

– Nesse tempo de vacas magras de posts, completei a "módica quantia" de 31 anos. E, meu amigo, 31 anos é foda. Todo o charme e a maturidade que você tem com 30 simplesmente desaparecem. Eu sei que isso contraria todas as regras de aritmética, mas, em termos de idade, o 31 está mais perto dos 40 que dos 30. Ou seja, estou andando com a velocidade de um foguete em direção aos 40. Ninguém mais se lembra que eu tinha 30 na semana passada. Pelo menos, o único presente "vestível" que eu ganhei foi sapato. Se eu tivesse ganhado um lenço ou uma meia, aí sim a coisa estaria feia. Nada é mais presente de velho que lenço (porque o velho está sempre gripado e espirrando) ou meia (porque o velho está sempre gripado e com frio no pé). Mas, como ganhei sapato... Hum, como diria um amigo meu: "Ainda dá!"

– O ponto alto do meu aniversário foi ir jantar com a respectiva (quebra-pau mode: off) na cantina mais tesuda da cidade, o Roperto, na 13 de Maio. Detalhe que lá tem dois velhos italianos que ficam andando pelas mesas e tocando músicas típicas (um com um violão e outro com um acordeão). Eles pararam na minha mesa e perguntaram "que música você quer?" E eu respondi "você escolhe". O do violão virou para o do acordeão e pediu um si menor. E começaram a tocar... A MÚSICA DO CHEFÃO! PRA MIM!* Me senti o cara mais fudido do lugar. As pessoas nas mesas ao lado me olhavam com um misto de respeito e inveja, pelo poder que eu emanava. Claro que quando a conta chegou e eu (após, obviamente, ter derrubado molho na porra da camiseta branca) não conseguia nem assinar o cheque de tanto que eu tinha comido, lembrei que sou bosta demais pra pertencer a família Corleone. Eu poderia ser, quando muito, um soldado dos Tattaglia, daqueles que morrem na rua, anônimos no meio de um tiroteiro qualquer.

* Você pode não acreditar, mas é a segunda vez (na vida adulta) que vou nessa cantina, e é a segunda vez que eles tocam essa música para mim. Na primeira vez, quase comecei a chorar e pensei em fazer todos os garçons formarem uma fila na minha mesa para beijar minha mão. Eu sei, sou tosco mesmo, me deixa em paz.

– E, para finalizar, séries de TV. Estou cada vez mais viciado em CSI. Em outro momento de tosquice aguda, sonhei que era o Grissom cochilando no sofá. Agora, eu ando pelas ruas procurando pistas que mostrem que o camelô do meu lado ou o carteiro que está vindo na minhda direção tem alguma coisa a ver com algum assassinato. Como eu já estava com impulsos de sair recolhendo digitais de todo mundo na rua, resolvi dar um tempo no relacionamento e me dei de aniversário a segunda temporada de Lost (ou "Derraparecidos", como dizem na dublagem em espanhol). Porém, no segundo episódio, eu já tinha certeza de que se o Grissom estivesse na ilha, ele já saberia explicar tudo o que acontece ali.

Bem, após essa breve recapitulação dos últimos dias, estou de volta.

2 comentários:

Luciana Toledo disse...

Sobre CSI, Grissom e Lost, pensei a mesma coisa Rob! Tanta coisa que acontece naquela ilha o CSI já tinha matado a charada. (Merda, também sou nerd)

Otavio disse...

Pô, até curti Man on the Edge, e olha que nem sou fã de IM...